TEMPORADA DE DANÇA DO TEATRO ALFA

A Temporada Alfa 2017 recebe a partir de agosto cinco companhias – duas nacionais e três internacionais – que representam grandes destaques no cenário da dança contemporânea. Com preços avulsos que vão de R$50 a R$200, o Alfa também oferece pacotes promocionais com 15 a 30% de desconto para assinantes da temporada de dança. Mais informações pelo site www.teatroalfa.com.br.

Com cinco atrações de altíssima qualidade, programação da Temporada Alfa 2017 traça um painel do que há de mais representativo e moderno na dança contemporânea internacional e nacional. A mostra reúne um dos grupos de dança mais importantes do mundo, a Nederlands Dans Theater 2; a dinâmica L. A. Dance Project, de Benjamin Millepied, coreógrafo e bailarino do filme Cisne Negro e marido da atriz Natalie Portman; a cia canadense Cirque Éloize com o espetáculo Cirkopolis, inspirado no clássico da ficção científica de Fritz Lang, Metropolis. Os brasileirosGrupo Corpo e Cia de Dança Deborah Colker se apresentam já em agosto, na relevante temporada, com espetáculos inéditos. A assinatura da temporada, com os cinco espetáculos, custa a partir de R$ 175,00. As novas assinaturas estarão disponíveis a partir de 7 de junho.

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Programação Completa e Serviço

Grupo Corpo – Bach (1996) e Estreia 2017

4 a 6 e 9 a 13 de agosto

Quarta e quinta-feira, 21h. Sexta-feira, 21h30. Sábado, 20h. Domingo, 18h

Setor I: R$160 / Setor II: R$160 / Setor III: R$90 / Setor IV: R$50

O Grupo Corpo abre a programação com sua nova coreografia, ainda sem título, que tem trilha musical do grupo Metá Metá inspirada no candomblé. Completando o programa, a reapresentação de Bach, obra de Rodrigo Pederneiras com música de Marco Antonio Guimarães.

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Cia de Dança Deborah Colker – Cão Sem Plumas (2017)

25 a 27 de agosto e 29 de agosto a 3 de setembro

Quarta e quinta-feira, 21h. Sexta-feira, 21h30. Sábado, 20h. Domingo, 18h*

*Excepcionalmente dia 3 de setembro, domingo, a sessão será às 16h

Setor I: R$160 / Setor II: R$160 / Setor III: R$90 / Setor IV: R$50

A Cia de Dança Deborah Colker apresenta o novo espetáculo baseado no poema Cão sem Plumas, de João Cabral de Melo Neto. Um grito em defesa da natureza e contra a ignorância humana. Mistura de dança e cinema, sua criação incluiu uma viagem do grupo por 24 dias entre o sertão e o agreste de Pernambuco.

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Cirque Éloize – Cirkopolis (2013)

22 a 24 de setembro

Sexta-feira, 21h30. Sábado, 16h e 20h. Domingo, 16h e 20h.

Setor I: R$170 / Setor II: R$150 / Setor III: R$100 / Setor IV: R$50

O Cirque Éloize – companhia canadense que se posiciona no cerne da renovação da arte do circo – trará o espetáculo Cirkopolis, que combina o mundo do circo, da dança e do teatro. Doze acrobatas e artistas multidisciplinares se rebelam contra a monotonia e se reinventam desafiando os limites da cidade-fábrica.

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Nederlands DansTheater 2 – I KnewThen (2012), Sad Case (1998) e Cacti (2010)

29 de setembro e 1º de outubro

Sexta-feira, 21h30. Sábado, 20h. Domingo, 18h.

Setor I: R$200 / Setor II: R$180 / Setor III: R$120 /Setor IV: R$50

O NederlandsDansTheater 2, grupo holandês, referência há quase seis décadas na dança contemporânea, apresentará três obras selecionadas do repertório coreográfico, criadas por Sol Léon & Paul Lightfoot, Johan Inger e Alexander Ekman. Uma oportunidade rara de assistir a um grupo de jovens que representam a excelência da expressão contemporânea da dança.

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L.A Project – Orpheus Highway (2017), In Silence We Speak (2017), Close (2006) e

On The Other Side (2016)

De 17 e 18 de outubro

Terça e quarta-feira, 21h

Setor I: R$200 / Setor II: R$180 / Setor III: R$120 / Setor IV: R$50

E, pela primeira vez no Brasil, L.A Dance Project, companhia criada por Benjamin Millepied, célebre bailarino e coreógrafo francês, que já dirigiu o balé da Opera de Paris e hoje se dedica a este grupo em Los Angeles que reúne artistas de diferentes disciplinas. No programa, quatro criações de Millepied, entre as quais um duo com a participação da bailarina brasileira Carla Körbes, que fez carreira de enorme prestígio nos Estados Unidos e nunca se apresentou profissionalmente no Brasil.

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Para efetuar sua assinatura, cadastre-se no site www.teatroalfa.com.br.
Mais informações pelos tels:
11 5693.4000 e 0300 789 33 77.

 

PARA ONDE VAI MARIA, MENINO JOÃO

SINOPSE

João é um garoto cheio de medos que vai ao centro de uma grande cidade em busca do seu sonho de conhecer um circo. Porém na agitação urbana o menino se perde e encontra a esperta Maria, já acostumada com a bagunçada rotina da metrópole. Os dois aventuram-se numa nova amizade, compartilham seus sonhos, e vão em busca de respostas sobre o futuro. É com a vontade de responder a pergunta “o que vou ser quando crescer?” que eles conhecem Ilda, uma madame misteriosa que fará o dia destas duas crianças inesquecível.

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Para Onde Vai Maria, Menino João?
Com Dani Fernandes; Diego Intrieri; Kaio Nobre
Espaço Cia da Revista (Alameda Nothmann, 1135 – Santa Cecilia, São Paulo)
Duração 50 minutos
08 a 29/07
Sábado – 17h
$30
Classificação Livre

 

CARTA AO PAI

O espetáculo Carta ao Pai estreado em 2006 pela Cia. Carne Agonizante tem como referência a obra homônima de Franz Kafka, escrita em 1919. A nova temporada é de 23 de junho a 16 de julho de 2017 no Kasulo Espaço de Cultura e Arte. Concepção, direção e dramaturgia de Sandro Borelli.

Na carta, que nunca foi enviada ao destinatário original, Kafka expõe toda a sua mágoa em relação ao pai autoritário, que ele chama de “tirano”. “O espetáculo é a tentativa de dissecar o conteúdo emocional e/ou espiritual de uma ação, de um gesto, de um olhar, de uma situação ou de uma atitude que seja índice de mistérios do drama humano. É espelho vivo, é o ato doloroso de se ver e não se reconhecer. É drama na estrutura da Dança”, conta Sandro.

A direção artística propõe uma estética que instiga um aprofundamento da criação em questões que se reportam à alma humana. Numa ação dramática que incide sobre o desenho coreográfico, cria um jogo cênico meticuloso e provocador.

Em Carta ao Pai investiga-se, dentro dos princípios da contemporaneidade, códigos expressivos abrindo na trama da coreografia espaços para a reflexão. Falando do desespero do homem moderno em relação à sua existência, usa simultaneamente a força bruta e o gesto delicado. Os movimentos em forma de espasmos contêm a ambigüidade do eu, do outro e do espírito. Uma tentativa de dissecar o conteúdo emocional e/ou espiritual de uma ação, de um gesto, de um olhar, de uma situação ou de uma atitude que seja índice de mistérios do drama humano.

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Carta ao Pai
Com Alex Merino, Amanda Santos, Everton Ferreira, Laia Mora, Mainá Santana e Rafael Carrion.
Kasulo Espaço de Cultura e Arte (Rua Sousa Lima, 300 – Barra Funda, São Paulo)
Duração 50 minutos
23/06 até 16/07
Sexta e Sábado – 21h; Domingo – 19h
Ingresso – 1kg de alimento não perecível
Classificação 14 anos

PESCADORA DE ILUSÃO

Pescadora de Ilusão conta a história de uma mãe que pede perdão aos filhos por ter esquecido de dar comida aos seus peixinhos vermelhos, o que fez com que eles morressem. Para justificar seu pedido de desculpas, Clarice garante que ama os animais e conta histórias divertidas sobre os bichos de estimação que passaram por sua vida, como o cachorro Dilermando e a macaquinha Lisete. No enredo da peça as atrizes Carol Badra e Mel Lisboa vivem as personagens EU e TU, duas atrizes, que pedem para as crianças perdoarem a Clarice Lispector por ter matado os peixes, assim como ela faz no livro.

A adaptação do texto e direção geral do espetáculo são de GpeteanH, tendo como seu assistente Arnaldo D’Ávila. Em um clima de mistério, diversão e interatividade com a plateia, as atrizes explicam a importância do perdão e a relação com as perdas, separações e até mesmo a morte, fazendo uma analogia, entre as diversas histórias que intercalam a trama, com a morte dos tais peixinhos vermelhos.

A encenação utiliza objetos e adereços animados, concebidos pelo diretor de arte Marco Lima, que assina também o cenário e os figurinos. Estes objetos são “pescados” pelas atrizes ou surgem de forma inusitada para ajudá-las a contar essa história.

A dupla de atrizes ainda mostra a sua versatilidade ao cantar, sapatear e tocar alguns instrumentos, na bela trilha idealizada pelo diretor musical Pedro Paulo Bogossian, e na coreografia de Chris Matallo”, completa o diretor GpeteanH.

SINOPSE
PESCADORA DE ILUSÃO – As personagens EU e TU são amigas inseparáveis. O que as une é o amor pelo teatro. Um dia, decidem sair em defesa da escritora Clarice Lispector que esqueceu-se de alimentar os peixinhos de seus filhos. Para conseguirem seu intento, montam um espetáculo pedindo para que os espectadores perdoem a “Pescadora de Ilusão”.

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Pescadora de Ilusão
Com Carol Badra e Mel Lisboa
Teatro Sérgio Cardoso – Sala Paschoal Carlos Magno (Rua Rui Barbosa, 153. Bela Vista, São Paulo)
Duração 60 minutos
24/06 até 30/07
Sábado e Domingo – 16h
$30
Classificação livre

 

O COMPOSITOR DELIRANTE

Inspirado na vida e obra do compositor austríaco Ludwig van Beethoven, O Compositor Delirante, solo escrito e interpretado por Daniel Kronenberg, estreia no dia 29 de junho (quinta-feira), no InBox Cultural, às 21 horas.

Com provocação cênica de Gabriel Bodstein, o monólogo coloca em foco o artista com seus questionamentos. Numa tentativa enlouquecida de organizar sua trajetória, a personagem Beethoven trava discussões políticas, filosóficas e de ordem artística com Mozart, Haydn, Goethe e com o próprio pai, além de outras pessoas imaginárias.

A surdez, a loucura e a necessidade de quebra de paradigmas são as tônicas do espetáculo, costurado pela música do compositor, que permeia toda a encenação, dando cadência e ritmo às argumentações da personagem.

Segundo Daniel Kronenberg, a escolha da música clássica e especialmente a de Beethoven como tema da montagem tem relação com a potência de sua obra e o seu impacto transformador, aliada à sua própria necessidade, como artista, de trazer para o palco apontamentos e questionamentos sobre o artista na sociedade contemporânea. “O espetáculo estabelece uma relação intensa entre os impulsos desse artista, a exemplo de sua inadequação aos padrões socialmente aceitos, mas é importante frisar que ele foi a inspiração. Suas palavras foram alimento para meu discurso autoral”, comenta o ator.

Em meio à solidão e ao escasso traquejo social, a surdez da personagem impede seu contato com o mundo exterior, mas não impede o chamado para exteriorizar a si mesmo: um telefone não para de tocar e o convoca a conversar com outros compositores clássicos e até mesmo com suas amantes. Com seu pai, ele questiona o excesso de rigor de sua criação; com Haydn, indaga sobre uma nova possibilidade de se viver a arte; com Goethe, critica a apatia e a falta de espírito criador, com Mozart, confessa sua inaptidão como compositor; e com suas amantes – Josefina, Julieta e Antonia -, adota seu lado mais romântico, no sentido mais óbvio da expressão. O telefone é um elemento cênico importante que caracteriza a subjetividade da loucura, enclausurada pela surdez.

O espetáculo privilegia o discurso que funde a manifestação artística autoral com a possibilidade de rever condutas e experiências revolucionárias na mudança do pensamento ocidental – o romantismo. O Compositor Delirante mostra que o caráter revolucionário e transgressor do artista permeia um universo onde o romantismo predomina à lógica, a razão perde terreno para a intuição. A encenação é carregada de elementos românticos, seja na figura de Beethoven, com sua insurgência contra as doutrinas retóricas e tradicionais, seja no tom do discurso que adota com suas amantes, seja no argumento revolucionário com que defende o espírito criador do artista, uma lida pacífica com seus próprios demônios.

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O Compositor Delirante
Com Daniel Kronenberg
InBox Cultural (Rua Teodoro Sampaio, 2355. Pinheiros, São Paulo)
Duração 50 minutos
29/06 até 27/07
Quinta – 21h
$40
Classificação 12 anos

 

 

PATÉTICA

Após estreia no Teatro Flávio Império, a Cia Estável de Teatro apresenta o espetáculo Patética, de 6 a 22 de julho, na Oficina Cultural Oswald Andrade.

Escrito em 1976 por João Ribeiro Chaves Neto, a peça reflete sobre as circunstâncias e o assassinato do jornalista e dramaturgo Vladimir Herzog (1937-1975), morto nos porões do DOI-Codi (Destacamento de Operações de Informações/Centro de Operações de Defesa Interna), em outubro de 1975. O texto foi escrito um ano depois do seu falecimento, por seu cunhado e, também dramaturgo, João Ribeiro Chaves Neto.

Com direção de Nei Gomes, a montagem usa o metateatro para mostrar uma trupe de artistas circenses que apresenta pela primeira e última vez a história da personagem Glauco Horowitz. A peça conta a vida de Herzog desde a imigração dos pais para o Brasil, passando pela militância, prisão, depoimentos no DOI-Codi, até a morte e a luta da família para provar que ele não cometeu suicídio, mas foi assassinado. Ao discutir a censura, a própria peça é proibida e o circo é fechado.

Na noite do dia 24 de outubro de 1975, o jornalista apresentou-se na sede do DOI-Codi, em São Paulo, para prestar esclarecimentos sobre suas ligações com o PCB (Partido Comunista Brasileiro). No dia seguinte, foi morto aos 38 anos. Segundo a versão oficial, ele teria se enforcado com o cinto do macacão de presidiário. Porém, de acordo com os testemunhos de jornalistas presos na mesma época, Vladimir foi assassinado sob torturas. A morte de Herzog foi um marco na ditadura militar (1964-1985). O triste episódio paralisou as redações de todos os jornais, rádios, televisões e revistas de São Paulo.

Além de se constituir numa denúncia da tortura no Brasil, a peça dialoga com questões estéticas da dramaturgia contemporânea. Teve uma trajetória conturbada durante a ditadura militar: o texto foi premiado, a premiação foi suspensa, foi confiscado, depois vetado, só liberado em 1979, e não pôde usufruir dos prêmios (do valor em dinheiro, da montagem do espetáculo nem da publicação do texto).

A Cia Estável inseriu parte da obra no espetáculo Flávio Império, Uma Celebração da Vida (montagem de 2002, com direção de Renata Zhaneta)por ter sido um espetáculo para o qual Flávio Império fez os cenários e figurinos da montagem dirigida por Celso Nunes, em 1980. Na época, marcou o retorno do cenógrafo após muitos anos afastado das criações teatrais.

Patética converge com a pesquisa estética e o posicionamento politico da Companhia Estável, desde as relações do modo de organização circense até os processos vivenciados pela modificação do espaço urbano ocasionados por interesses políticos. O primeiro projeto do grupo,  Amigos Da Multidão, foi realizado no Teatro Flávio Império em Cangaíba, zona leste de São Paulo, onde a trupe desenvolveu uma programação diária com oficinas, espetáculos artísticos, saraus e apresentações de peças de seu repertório. Também nesse projeto nasceu o espetáculo O Auto Do Circo (2004), de Luis Alberto de Abreu e direção de Renata Zhaneta.

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Patética
Com Osvaldo Pinheiro, Paula Cortezia, Sergio Zanck, Miriele Alvarenga e Daniela Giampietro.
Oficina Cultural Oswald de Andrade (Rua Três Rios, 363 – Bom Retiro, São Paulo)
Duração: 65 minutos
06 a 22/07
Quinta e Sexta – 20h; Sábado – 18h
Ingresso grátis
Classificação 10 anos