COLIBRI O ATOR CEGO

Sinopse:

Como se traduz a beleza senão visualmente? Quantos outros atores cegos eu já vi em cena?  Ao entrar no camarim de um teatro, o ator cego, antes de sua sessão, de repente depara-se com algumas pessoas que o observam. O artista dividi com a plateia suas histórias. No decorrer desse monólogo, quase diálogo, Colibri transmuta-se em criatura mitológica, tia velha e esnobe, e faz recitações de textos já apresentados em sua vida no palco.

Abaixo o trailer da peça, que entra em cartaz, hoje, 30 de junho de 2017 no Teatro Décio de Almeida Prado.

Encenação:

O monólogo propõe misturar realidade e ficção. Tal mistura, porém, acontece com tamanha naturalidade que não se consegue diferenciar a vida do ator em cena e da história que ele conta para a platéia. Este efeito, em lugar de confundir, promove a aproximação de quem acompanha o texto com relação a quem o revela.

Paralelamente, lançando mão de um senso estético simples e poético, a direção explora ao máximo as capacidades do ator em questão. Fazendo-o, durante a peça, transformar-se em duas figuras distintas, reforçando assim a meta-realidade estabelecida desde o início. Com isso, demonstra que o poder de comoção de um artista deficiente não está em suas inabilidades. Pelo contrário, está naquilo que ele é capaz de realizar em seu trabalho.

A cenografia e figurino, objetivamente, servem a seus propósitos teatrais lógicos, além de terem sido pensados para favorecer a movimentação de seu personagem, sem que isso signifique a inibição de ações.

O texto, propriamente dito, carrega consigo momentos de lirismo e de humor ácido e até febril. Com o intuito de fazer refletir sobre as condições dos deficientes em nossa sociedade, “Colibri” quer atingir sua meta com inteligência e sagacidade. Conjuntamente, ele também contexta qualquer postura que ratifique o assistencialismo. Questão abordada de modo não direto, mas criticada por dois lados distintos: o de quem é assistido, e o de quem assiste.

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Colibri o Ator Cego
Com Edgar Jacques
Teatro Décio de Almeida Prado (R. Cojuba, 45 – Itaim Bibi, São Paulo)
30/06 até 30/07 (Audiodescrição e Tradução em Libras (02 e 16 de julho)
Sexta e Sábado – 21h; Domingo – 19h
$20
Classificação 10 anos
 
FICHA TÉCNICA
Autor e Intérprete Edgar Jacques
Direção Kleber Góes
Preparação Corporal Jeff Celophane
Fotos Espetáculo Ricardo Tanoeiro
Fotos Mãos Natália Tenório
Vídeo Max Guimarães
Cenografia e Figurino Jeff Celophane
 
AUDIODOC | Vozes
Adriana Fonseca Morello
Eber Anacletto
Lara Souto Santana
Nelson Rodoveri Júnior
Verônica Batista
Victoria Schechter
Roteiro Audiodescrição
Lívia Motta | Ver Com Palavras
APOIO
• Ver Com Palavras – Audiodescrição
• Cenografia Sustentável
• Cia Ballet de Cegos Fernanda Bianchini
• Fundação Dorina Nowill
• Instituto Benjamin Constant
• Memorial da Inclusão | Secretaria dos Direitos da pessoa com Deficiência do Estado de São Paulo
• Galeria Olido | Centro de Dança Umberto da Silva da Secretaria de Cultura da Prefeitura de São Paulo
• FESCETE | Festival de Cenas Teatrais (Santos/SP)

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