A HORA DA NOTÍCIA

Estreamos hoje o programa piloto de “A Hora da Notícia“.

Semanalmente faremos um resumo sobre o que aconteceu no meio teatral na semana que passou.

Também temos o quadro de aniversariantes da semana – felicidades a Bruna Pazinato  e Rafael De Castro​.

Queremos ouvir a sua opinião. Deixe seus comentários e sugestões. Curta e compartilhe.

Saiba mais sobre as notícias citadas:
Rent no Brasil​- https://goo.gl/xnb3oL
L, O Musical​ – https://goo.gl/Vg5Sj5
Ayrton Senna do Brasil – https://goo.gl/hwZu6H
Helio Coutinho​ no Cirque du Soleil – https://goo.gl/1xssYf
Cantoras Musicais no Teatro Porto Seguro​ – https://goo.gl/ft4UVB
Cantando na Chuva – Musical​ – https://goo.gl/yCkfRo

(agradecendo parceria com Teatro em Cena​ na matéria sobre o musical do Ayrton Senna)

RENT

Atendendo a pedido do público e dos fãs, o musical “Rent” volta para uma segunda temporada em casa nova – a partir do dia 5 de setembro no Teatro FAAP.

Houve mudanças no elenco, e a definição atual é a seguinte: Bruno Narchi (Mark), Thiago Machado (Roger), Corina Sabbas (Mimi), Diego Montez (Angel), Guilherme Leal (Collins), Giovanna Moreira (Maureen), Priscila Borges (Joanne), Mauro Sousa (Benny), Zuba Janaína, Lívia Graciano, Caru Truzzi, Raquel Paulin (swing), Arthur Berges, Igor Miranda, Kaíque Azarias, Fábio Galvão e Thiago Ledier (swing).

O espetáculo de autoria de Jonathan Larson estreou em 1996 na Broadway. Conta um ano na vida de oito jovens que passam por situações que envolvem amor, amizade, sexualidade, AIDS e problemas financeiros (pois não conseguem pagar o aluguel).

Em breve, maiores informações a respeito da temporada.

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PALAVRA DE STELA

Nascida em 1941, Stela do Patrocínio foi internada no Centro Psiquiátrico Pedro II aos 21 anos, quando diagnosticada como psicopata e esquizofrênica. Quatro anos depois, foi transferida para a Colônia Juliano Moreira, em Jacarepaguá, onde permaneceu até sua morte em 1992. Durante seus anos de isolamento, Stela desenvolveu um discurso poético. Seu “falatório”, carregado de angústias, retrata a rotina manicomial e, sobretudo, revela sua visão da vida, do mundo e de si mesma.

Palavra de Stela é um espetáculo solo interpretado por Cleide Queiroz com direção e dramaturgia de Elias Andreatoque estreia dia 4 de agosto no Top Teatro. No espetáculo a personagem narra sua trajetória, expõe seu cotidiano e revela seu olhar de perplexidade diante da vida e dos seres humanos.

Elias Andreato escreveu o texto especialmente para Cleide Queiroz. Com 50 anos de carreira em teatro, cinema e televisão, a atriz traz uma relação muito pessoal com a temática proposta, pois é uma mulher negra que durante sua adolescência conviveu com a internação de sua mãe esquizofrênica.

Por meio da fala de Stela do Patrocínio, pretendemos levar o espectador a uma reflexão acerca da visão que temos sobre loucura e lucidez, bem como chamar sua atenção para como a sociedade enxerga a diferença e lida com o outro”, diz Elias Andreato.

A criação do espetáculo tomou por base o registro em áudio da obra de Stela do Patrocínio realizado na década de 1980 pelas artistas plásticas Neli Gutmacher e Carla Guagliardi, posteriormente, transcrito e organizado por Viviane Mosé no livro Reino dos bichos e dos animais é o meu nome.

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Palavra de Stela
Com Cleide Queiroz
Top Teatro (Rua Rui Barbosa, 201 – Bela Vista, São Paulo)
Duração 70 minutos
04 a 27/08
Sexta e Sábado – 21h; Domingo – 19h
$40
Classificação 14 anos

ASSIM DIRIA SHAKESPEARE…

O Mundo é um palco e todos os homens e mulheres não passam de atores.” Com esta celebre frase tem início a comédia ASSIM DIRIA SHAKESPEARE, adaptação de Edna Ligieri Marllos Silva que chega ao Teatro Viga, em São Paulo, à partir de 07 de agosto para uma curta temporada.
 
Quando o amor fala todos os deuses ficam mudos para ouvir a harmonia da sua voz.
A partir da reunião de diversos textos de Shakespeare os autores conceberam um espetáculo inédito, que ganha vida pelas mãos do ator Flavio Baiocchi, intérprete do personagem Guilherme (tradução do nome Willian), e que tem como premissa mostrar o AMOR e as suas fases, pelos olhos do dramaturgo inglês. São utilizados trechos de quase todas as obras do BARDO: Romeu e Julieta, Hamlet, Macbeth, Otelo, Dois Cavaleiros de Verona, Titus Andronicus, sonetos, entre outras obras.
 
Quem nunca sofreu por amor não entende a dor de quem sofre.” 
A encenação do espetáculo, que está a cargo de Marllos Silva, “busca ser jovem e pop, tendo como objetivo mostrar que as palavras de Shakespeare ecoam até os dias de hoje e são a mais profunda representação do amor humano”, explica ele, que após um período afastado da direção de espetáculos de teatro não musical, está volta ao gênero.
  
O Verdadeiro nome do amor é cativeiro.” 
Edna Ligieri traduziu os textos a partir dos originais de Shakespeare, buscando aproxima-los dos dias de hoje, assim como a trilha sonora que é recheada de referências do mundo moderno, contando inclusive com uma composição original de Bukassa Kabengele e Omar Baiocchi, feita especialmente para o espetáculo.
Foto: Naira Messa
Assim diria Shakespeare…
Com Flávio Baiocchi
Viga Espaço Cênico (R. Capote Valente, 1323 – Pinheiros, São Paulo)
Duração 50 minutos
07/08 até 25/09
Segunda – 21h
$40

CAMA DE GATO

O drama “Cama de gato”, escrito por Max Mendes e dirigido por Marcello Gonçalves e Marcelo Dias, estreia dia 10 de agosto na Sala Baden Powell, Copacabana, zona sul carioca.

Montagem estrelada pelos atores Fabrício Portela, Fernando Dolabella, Felipe Freitas, Henrique Sathler, Hugo Carvalho, Tiago Homci, Thiago Tenório, e a DJ Cacá Werneck, ficará em cartaz às  quintas e sextas-feiras, às 22h30, até dia 1º de setembro.

A peça conta a história da aproximação entre três garotos de programa com uma misteriosa e elegante travesti, chamada Lois Lane. Ela aparece na vida de Mike, Biel e Bruno para quebrar preconceitos. A narrativa é costurada por músicas e debates sobre aceitação, distorção de valores, comercialização das relações e  amor. “Cama de gato” fala de amor. Amor capaz de quebrar barreiras. Amor capaz de transformações.

Observo que cada vez mais estamos nos tratando como coisas, que são descartáveis, rotuladas, comercializadas e julgadas. Escrevi esse texto para nos enxergarmos como gente. Gente que se forma na diferença, que tem sentimentos diversos e deve ser respeitada. A intolerância, a homofobia, os assassinatos e  a discriminação contra gays, lésbicas, travestis, transexuais e transgêneros se tornaram assustadores. Não devemos alimentar o ódio.” diz Max Mendes.

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Cama de Gato
Com Fabrício Portela, Fernando Dolabella, Felipe Freitas, Henrique Sathler, Hugo Carvalho, Thiago Tenório, Tiago Homci, e a DJ Cacá Werneck.
Sala Municipal Baden Powell (Av. Nossa Srª de Copacabana, 360 – Copacabana, Rio de Janeiro)
Duração 80 minutos
10/08 até 01/09
Quinta e Sexta – 22h30
$40
Classificação 16 anos

PULSO

Sylvia Plath teve uma curta vida, entre os anos de 1930 e os de 1960. Embora tenha escrito bastante, em vida quase não encontrou espaços de divulgação de seus trabalhos, tornando-se sua obra conhecida principalmente depois de sua morte. Será que isso se deveu à sua condição de mulher, esposa e mãe? Será que nos dias de hoje as coisas são diferentes? Questões como essas permeiam a obra Pulso, do VULCÃO [criação e pesquisa cênica], solo com a atriz Elisa Volpatto, dirigido por Vanessa Bruno, que após estrear e promover três temporadas em São Paulo e uma em Porto Alegre no ano passado, volta com apresentações às sextas-feiras de agosto, 21h, no Teatro Cemitério de Automóveis.

Pulso é uma pesquisa e criação teatral a partir da vida e obra do ícone da Poesia Confessional norte-americana, Sylvia Plath (1932-1963), construído das indagações da diretora à atriz, que respondeu cenicamente. Valendo-se de materiais como as biografias A Mulher Calada, de Janet Malcolm e Ísis Americana – A vida e a arte de Sylvia Plath, de Carl Rollyson, Os Diários de Sylvia Plath,organizado por Karen V. Kukil e também o mais importante livro de poemas de Sylvia, Ariel, a atriz organizou a dramaturgia do espetáculo.

Mantendo a poética particular da autora, o solo explora ora fragmentos biográficos, ora as potências que sua obra desdobra. Está em foco uma mulher no desafio cotidiano de ser entregue ao exercício de sua arte ao mesmo tempo em que se vê dividida entre ser mãe, dona de casa e ter que administrar os fracassos nas recusas de publicação que recebia.

Para Vanessa, a montagem não se pretende linear, mas, fragmentada, com lógica própria. “A linguagem cênica contemporânea articula-se com literatura poética da vida e obra de Sylvia Plath para a construção de um trabalho provocador e intimista”, conta ela. Já Elisa explica que o espetáculo busca questionar, por meio do material criado, o próprio papel da artista feminina atualmente.

Sylvia Plath nos surge, de certo modo, como uma fera na jaula. Uma jaula que é seu próprio compromisso familiar de um lado e de outro ,os compromissos que ela tem para com a literatura. É como se participássemos de um fluxo de consciência da personagem: não há narrativa propriamente dita, justamente porque as coisas vão acontecendo umas como desdobramento das outras, com as incessantes trocas de climas e de emoção por que passa a personagem.” escreveu o crítico Antônio Hohleldt do Jornal do Comércio durante temporada em Porto Alegre. 

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Pulso – a partir da vida e da obra de Sylvia Plath
Com Elisa Volpatto
Teatro Cemitério de Automóveis (Rua Frei Caneca, 384 – Consolação, São Paulo)
Duração 50 minutos
04 a 25/08
Sexta – 21h
$30
Classificação 14 anos

 

 

“L, o Musical”

Um tributo ao amor entre as mulheres. Este é o tema do espetáculo “L, o Musical“, que fará turnê nas quatro unidades do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) até abril de 2018.

O elenco é encabeçado por Elisa Lucinda e Ellen Oléria, acompanhadas por Renata Celidonio (“Todas as Canções de Chico Buarque”), Gabriela Correa (“As Canções de Odair José”), Tainá Baldez (“As Canções de Odair José”) e Luiza Guimarães (“Três Tigres Tristes”).

Conta a história de uma renomada autora de novelas que está esfuziante com o sucesso do primeiro folhetim a ter um triângulo amoroso formado por mulheres. Ela divide esse cotidiano profissional e afetivo com amigas. A chegada de notícias inesperadas muda o destino de todas. Com repertório que passeia pelo universo de canções femininas, a narrativa segue tecendo relações de afetos entre seis mulheres.

Foram escolhidas canções da MPB interpretadas por Cássia Eller, Maria Gadú e Maria Bethânia, entre outras. Segundo o diretor e autor, Sérgio Maggio, “foi feita uma sondagem na internet para selecionar canções de artistas homossexuais, bissexuais ou que “exerçam um magnetismo sobre mulheres lésbicas”.

A direção musical é de Luís Filipe de Lima (“Sassaricando”), direção de movimento de Ana Paula Bouzas (“A Cuíca de Laurindo”) e direção de produção de Ana Paula Martins (“Duas Gotas de Lágrimas no Frasco de Perfume”).

L, o Musical” entra em cartaz 10 de agosto na unidade do CCBB de Brasília.

 

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Elisa Lucinda (E) e Ellen Oléria (D)

(fonte: coluna Mônica Bergamo – jornal Folha SP)