AGRESTE

A premiada montagem da Companhia Razões Inversas, com direção de Marcio Aurelio, está de volta para uma curta temporada no Teatro de Contêiner, no período de 23 de junho a 31 de julho, de sexta a segunda, às 20h.

Juan Alba passa a integrar o elenco ao lado de Paulo Marcello (ator desde a primeira montagem) da obra que tornou o nome do dramaturgo Newton Moreno conhecido nacional e internacionalmente.

Agreste é um vigoroso manifesto poético, uma fábula sobre ignorância, preconceito e amor incondicional. Um drama de amor no interior nordestino, em que um dos protagonistas acaba sendo vítima do horror da intolerância.

Foi escrita a partir de depoimentos sobre a sexualidade de mulheres no Nordeste, o desconhecimento que estas mulheres tinham de seu corpo e de sua sexualidade e trata do que pode ser considerado “o invisível”, aquilo que ninguém descreve ou explica, apenas sente. “Agreste retorna à cena para refletirmos a respeito do “diferente”, num momento em que a desconstrução de corpo, gênero e sexualidade está em jogo”, diz Paulo Marcello.

O espetáculo flerta com a referência constante das artes plásticas e a direção de arte, a cargo de Marcio Aurelio, é inspirada nos trabalhos do artista plástico Joseph Beuys e dos fotógrafos Angélica Del Nery e Chema Madoz.

SINOPSE

No meio da seca, um casal de lavradores simples descobre o amor e fogem. Pressentem que “algo” de perigoso paira sobre seu amor. A esposa vem a compreender o porquê, anos depois, após a morte do marido. Essa mulher machucada pela perda, sem entender a dimensão de seus atos, acaba sendo vítima do horror da intolerância.

AGRESTE é um vigoroso manifesto poético, uma fábula sobre ignorância, preconceito e amor incondicional. Em cena, dois atores narram e representam as personagens de sua estória. Esses atores montam e desmontam a cena, com o mesmo domínio que assumem a passagem narrador-personagem para personagem-narrador.

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Agreste
Com Paulo Marcello e Juan Alba.
Teatro de Contêiner (R. dos Gusmões, 43 – Santa Ifigênia, São Paulo)
Duração 60 minutos
23/06 até 31/07
Sexta, Sábado, Domingo e Segunda – 20h
$30 ($5 moradores do bairro)
Classificação 14 anos

PONTO MORTO

Depois de uma temporada de sucesso, o espetáculo PONTO MORTO volta aos palcos de São Paulo para contar a história da relação de amor e repulsa entre pai e filho. A montagem, que reestreia dia 4 de julho, terça-feira, às 20 horas, no porão do Teatro Sérgio Cardoso, é um recorte na vida de um pai atormentado pelo fardo de ter um filho limítrofe, eternamente dependente dele.

PONTO MORTO fala de um assunto complexo, que é o autismo, mas de uma maneira lúdica e amorosa e mostra a retomada de um relacionamento na busca de um reencontro ou renascimento. Em cena os atores Marat Descartes e Luciano Chirolli dão vida aos personagens criados pelo autor Helio Sussekind, que com um texto forte e contundente, leva o público a analisar e discutir um assunto pouco explorado, cercado de medo, discriminação e exclusão social.

O texto, dirigido por Camilo Bevilacqua e Denise Weinberg, mostra numa sofisticada construção, onde não importa o que aconteceu antes e nem o que vai acontecer depois, é simplesmente um recorte daquele momento de duas noites na vida daquelas duas pessoas.

Relações humanas

PONTO MORTO é uma história sobre a interdependência dos seres humanos em uma de suas necessidades mais básicas: o afeto. De alguma forma, as personagens dialogam com antigas fábulas infantis, uma espécie de João e Maria às avessas onde o pai procura não deixar pista para que o filho jamais “retorne” ao ponto de partida. O pai, Humpty (Luciano Chirolli), é viúvo, tem cerca de 70 anos e vive o conflito permanente de quem habita a fronteira entre a intolerância e a consciência do dever. É um homem cheio de culpa, mas com muita vontade de acertar. Já o filho, Dumpty (Marat Descartes), de 40 anos, possui o desenvolvimento cognitivo de uma criança que vive se confrontando com uma enorme instabilidade emocional.

O ator Marat Descartes ficou impressionado com o texto, que apresenta a reprodução fiel da forma como se estabelece geralmente a comunicação com um autista. “O espetáculo traz à tona de forma radical um aspecto crucial das relações humanas: a necessidade do afeto”, conta ele. Luciano Chirolli diz que o que mais lhe chamou atenção no texto foi a força dos diálogos prestigiando a construção de imagens que o espectador venha a fazer. “Meu personagem é um homem lutando exaustivamente para dialogar com  seus piores sentimentos e o texto mostra a linha tênue entre amor e a sofrível co-dependência desses dois homens”, explica o ator.

Montagem realista

O diretor Camilo Bevilacqua, que divide a direção de PONTO MORTO com Denise Weinberg explica que em termos de atuação a montagem é realista, mas em termos de cenário, não. “A gente faz uma indicação, uma alusão a onde eles estão, mas o que é realista é a interpretação”, diz ele.

Denise Weinberg acredita que o bom teatro é uma história bem contada com bons atores em cena. “Quando li o texto do Helio me despertou aquela vontade de ver o espetáculo pronto com dois atores, que deveriam ser feras no palco. Então conseguimos essa linda parceria de Luciano Chirolli e Marat Descartes, que acho que são expoentes do teatro paulista”, conta a diretora.

Para ela, contar uma história de um amor tão atribulado, de uma relação de amor e repulsa entre duas pessoas, ainda mais sendo pai e filho é muito interessante. “Isso vai afetar qualquer pessoa que for assistir, pois estamos falando do ser humano e isso sempre me interessou, por isso faço teatro, para poder entender melhor a complexidade e a complicação das questões da alma humana, que é onde o teatro, desde a Grécia antiga, trabalha estas questões. Estão aí até hoje os grandes temas das tragédias gregas e que até hoje e talvez nunca serão resolvidos, pois fazem parte da nossa condição humana.

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Ponto Morto
Com Luciano Chirolli e Marat Descartes
Teatro Sérgio Cardoso – Porão (Rua Rui Barbosa, 153 – Bela Vista, São Paulo)
Duração 60 minutos
04/07 até 29/08
Terça, Quarta e Quinta – 20h
(não haverá apresentações dias 6, 25, 26 e 27 de julho e 22, 23, 30 e 31 de agosto).
$60
Classificação 12 anos

NEM ROMEU, NEM JULIETA

Com música ao vivo e uma nova roupagem para uma das histórias mais conhecidas de William Shakespeare (1564-1616), a comédia Nem Romeu, Nem Julieta dialoga e reflete com o público jovem ao focar na trama sob o ponto de vista de Rosalina, prima de Julieta Capuleto e o primeiro amor de Romeu Montéquio. A estreia é sábado, 1 de julho às 15h no Inbox Cultural, as sessões são sempre sábados e domingos, às 15h, até 23 de julho.

A direção é de Gabriela Lemos e dramaturgia de Julia Fovitzky. O elenco conta com Alexandre Menezes (Mercucio), Ana Carolina Raymundo (Julieta), Guilherme Barroso Rodrigues (Romeu), Louise Helène (Rosalina) e Yorran Furtado (Conde Páris).

No espetáculo, a personagem Rosalina é apresentada como uma moça que não se interessa por envolvimento romântico. A jovem busca encontrar seu lugar em uma sociedade de padrões estreitos. A peça traça a mesma linha do cânone de Romeu e Julieta, entretanto, procura revelar gatilhos inusitados para acontecimentos familiares.

A personagem Rosalina é pincelada pelo dramaturgo na história original, procuramos trazer uma nova perspectiva sobre essa trama já conhecida. A montagem lida com questões inerentes ao mundo dos jovens como o amadurecimento, a percepção como parte ativa no mundo, o tédio, a falta de motivação, depressão, o empoderamento da mulher”, conta Gabriela Lemos.

O cinema teve papel importante durante o processo de criação. O filme Romeu + Julieta – (Direção de Baz Luhrmann, protagonizado por Leonardo DiCaprio e Claire Danes, de 2006) e Submarino (Direção de Richard Ayoade, 2010) contribuíram como impulsionadores para a concepção.

A direção de arte procurou uma multiplicidade na palheta de cores para acrescentar um tom lúdico e colorido nos recursos cênicos. O figurino mescla moda dos anos 70 e 80 com a contemporaneidade, fato que deixa a cidade de Verona, onde se passa a história, situada em um lugar anacrônico no tempo e espaço. O elenco fica em cena durante toda a encenação e também é responsável pela execução de música ao vivo com violão e instrumentos de percussão como o cajon. São reproduzidos trechos de músicas de artistas como Liniker.

A dramaturgia tem uma comédia afiada com a ironia e o tempo. O universo rápido das redes sociais serviu como influência para deixar o humor certeiro e fresco na pegada do texto. É a linguagem utilizada atualmente na internet, presente no dia a dia, fator que vai criar uma identificação e reconhecimento do público. Todos os seus questionamentos serão colocados em cena”, concluí a diretora.

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Nem Romeu, Nem Julieta
Com Alexandre Menezes, Ana Carolina Raymundo, Guilherme Barroso Rodrigues, Louise Helène e Yorran Furtado.
Inbox Cultural (Rua Teodoro Sampaio 2355, Pinheiros, São Paulo)
Duração 70 minutos
01 até 23/07
Sábado e Domingo – 15h
$40
Classificação 12 anos

 

NU DE BOTAS

O espetáculo Nu de Botas, baseado em livro nomônimo de Antonio Prata, reúne crônicas sobre passagens marcantes de sua infância. Com direção de Cristina Moura, que também assina a dramaturgia em parceria com Pedro Brício, a comédia estreia no Sesc Belenzinho, no dia 23 de junho (sexta, às 21h30).

Na encenação estão as primeiras lembranças no quintal de casa, os amigos da vila, o divórcio dos pais, o cometa Halley, os desenhos animados da TV, uma inusitada viagem à África, dilemas morais, viagens de carro, histórias e relatos das lembranças da infância do autor, uma época da vida repleta de descobertas e experimentações.

As histórias do menino Antônio, que nasceu em São Paulo no final dos anos 70, são inspiradas em fatos reais, narradas do ponto de vista da criança, com os filtros da ficção e permeadas pelo bom humor. Um olhar infantil, de quem se espanta com o mundo e a ele confere um sentido muito particular – cômico, misterioso, lírico e encantado.

No palco, os atores Luciana Paes, Isabel GueronThiare Maia Amaral / Keli FreitasPedro Brício Renato Linhares contam as histórias de Antonio pelas suas próprias perspectivas e sensibilidades de adultos que vivem na cidade do Rio de Janeiro. Esse foi o desafio proposto por Cristina Moura, que aposta numa encenação simples com valorização das palavras e das imagens que surgem das histórias desse jovem e talentoso cronista, explorando cenicamente a comicidade por trás de cada uma das situações vividas pelo narrador.

Em Nu de Botas o espectador se depara com situações aparentemente cotidianas, entretanto o humor utilizado por Prata transforma cada uma dessas situações em narrativas muito especiais, fazendo com que novamente habitemos a infância ao nos abrir as portas para um estado de surpresa e encantamento.

A montagem é uma peça de memória, de afeto; são lembranças particulares de um narrador que, em algum momento, são as nossas lembranças, ou nos remetem a elas. Se a infância é a poesia da nossa existência, se passamos a vida buscando reencontrá-la, mas ela fica por lá, em forma de memória, em fragmentos, afirmando um pouco quem somos, as histórias de Nu de Botas nos transportam para essa dimensão mais poética da vida.

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Nu de Botas
Com Luciana Paes, Isabel Gueron, Thiare Maia Amaral / Keli Freitas, Pedro Brício e Renato Linhares
SESC Belenzinho – Sala de Espetáculos I (Rua Padre Adelino, 1000 – Belenzinho, São Paulo)
Duração 75 minutos
23/06 até 23/07
Sexta e Sábado – 21h30; Domingo – 18h30
$20
Classificação 14 anos

OFICINA CÊNICA COM KLEBER MONTANHEIRO

Até o dia 15 de julho, estão abertas as inscrições (grátis) para Iluminar – oficina criativa de cenografia, figurino e iluminação cênica com o diretor Kleber Montanheiro. Esta atividade é promovida pelo Teatro do Incêndio, cuja primeira edição aconteceu no primeiro semestre deste ano.

Os interessados devem enviar breve currículo, carta de interesse e contatos para o e-mail produção.teatrodoincendio@hotmail.com A oficina será realizada no período de 1º de agosto a 28 de novembro, sempre às terças-feiras, às 19h30, na sede do teatro.

Os selecionados participam de aulas teóricas e práticas, além de uma vivência mensal (durante um dia) no processo de criação do primeiro espetáculo do projeto A Gente Submersa da Companhia Teatro do Incêndio, que tem estreia prevista para o dia 2 de setembro. A oficina oferece aos alunos a oportunidade de conhecer fundamentos de criação das três áreas abordadas, exercitando-se e debatendo conceitos ao longo dos encontros.

Esta iniciativa integra as atividades do projeto A Gente Submersa, contemplado pela 29ª edição da Lei de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo.

Oficina “Iluminar”
Com Kleber Montanheiro
Teatro do Incêndio (Rua Treze de Maio, 48 – Bela Vista, São Paulo)
Inscrições grátis até 15/07/17 – 20 vagas
Enviar carta de interesse e breve currículo: producao.teatrodoincendio@hotmail.com
Aulas: de 01/08 a 28/11 – Terças-feiras, das 19h30 às 22h30
Público-alvo: artistas de teatro em geral.
Os contemplados serão comunicados por e-mail.

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ON LOVE

On Love traz um olhar não convencional sobre o amor. O tratamento dado ao tema, nesta obra, foge do que poderia ser tachado como demasiado comum e esgotado e aponta um movimento contrário, de inquietação e provocação para um olhar mais sensível e humano face à frenética contemporaneidade. A estreia acontece no dia 7 de julho no Teatro Cacilda Becker.

A trilha composta por Dr Morris é executada ao vivo por Alexandre Maldonado. Cenário e luz são de Marisa Bentivegna e os figurinos de Marichilene Artsevskis.

O espetáculo, construído por narrativas em primeira pessoa, propõe uma forma muito simples e se apoia na relação próxima e direta entre o espectador e a matéria narrada, provocando uma escuta silenciosa, porém participativa, sobre aspectos íntimos e moventes das relações. Seguindo essa atmosfera íntima, o diretor Francisco Medeiros optou por deixar a plateia no palco, portanto mais próxima dos atores.

Motivados pelo processo de trabalho de Mick Gordon, que construiu esta obra em sala de ensaio, a Cia Barracão Cultural se lançou em uma proposta de co-autoria, na qual os atores trouxeram depoimentos próprios ou de outras pessoas para a sala de ensaio. Parte deste material integra o texto final, que se configurou como uma mistura de narrativas oriundas do texto original de Mick Gordon com as narrativas Brasileiras.

Esta é a segunda parceria da Barracão Cultural com o diretor Francisco Medeiros. Juntos, fizeram em 2012 o espetáculo “Facas nas Galinhas”, que teve excelente acolhida de crítica e público, sendo indicado ao Prêmio Shell em três categorias.

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On Love
Com Eloisa Elena, Claudio Queiroz e Júlia Moretti
Teatro Cacilda Becker (R. Tito, 295 – Lapa, São Paulo)
Duração 75 minutos
07 a 30/07
Sexta e Sábado – 21h; Domingo – 19h
$20
Classificação 16 anos

 

CANTORAS MUSICAIS

Vozes femininas que dominam os palcos no teatro musical apresentam seus trabalhos em carreira solo no projeto Cantoras Musicais, que acontece de 9 de agosto a 20 de setembro, no Teatro Porto Seguro.

Os ingressos para os doze shows programados estarão à venda a partir do dia 30 de junho na bilheteria do teatro ou pelo site Ingresso Rápido. As sessões acontecem sempre às quartas e quintas-feiras, às 21h.

Para iniciar, no mês de agosto, foi convidada Zezé Motta. Depois vêm Alessandra Verney, Marya Bravo, Simone Gutierrez, Kiara Sasso, Renata Ricci, Totia Meireles e Alessandra Maestrini.

Em setembro, estão programadas: Gottsha, Leilah Moreno, Malu Rodrigues e para finalizar a primeira temporada do projeto, temos a união pela primeira vez de Kiara Sasso, Livia Dabarian, Talita Real e Thais Piza em “Just 4 Show”.

Cantoras Musicais
Teatro Porto Seguro (Al. Barão de Piracicaba, 740 – Campos Elíseos, São Paulo)
09/08 até 20/09
Terça e Quarta – 21h
$60/$100

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