CARNE DE MULHER

Em Carne de Mulher, a peça dos italianos Dario Fo (Prêmio Nobel) e Franca Rame aparece como parte de um manifesto artístico feminista de uma performer, interpretada por Paula Cohen. Chegando ao teatro, o público encontra um potecom diversos papeis onde estão escritos nomes de mulheres vítimas de feminicídio ou que foram apagadas pela história de todas as épocas, e esses nomes vão parar na pele da performer, na carne viva, para dar vida a história de todas elas, por que a memoria não desaparece.

Desde as Pitonisas Gregas, que eram sacerdotisas da maior importância, até escritoras, cineastas, alquimistas e outras que tiveram destaque, mas não são mais lembradas por conta do machismo de nossa sociedade”, conta Paula.

A peça escrita por Dario Fo e Franca Rame em 1977 traz a história de uma prostituta que está presa no manicômio judiciário por ter ateado fogo no escritório de um industrial. A personagem conta sua trajetória de vida, revelando uma sequencia de abusos, onde o transbordar torna-se inevitável, fazendo com que encontre forças para reagir diante de seus opressores.

Paula conheceu o texto ‘Monólogo da Puta no Manicômio’ há 20 anos quando saiu da EAD (Escola de Artes Dramáticas da USP) e sempre pensou em montá-lo. “Essa poderosa e emocionante obra voltou para mim quando Dario morreu em 2016. Reli e percebi o quanto é atual e senti a urgência de fazer o espetáculo neste momento. É necessário acabar de uma vez por todas com as práticas de violência, repressão e assassinatos que em muitos casos acontecem dentro dos próprios lares. Com isso é preciso que caminhemos para um despertar de uma consciência cada vez maior através de campanhas, políticas públicas, debates sobre gênero nas escolas e todo tipo de discussão nesse sentido. Muitas vezes estes crimes são tidos como passionais, quando é necessário ir direto à verdadeira nomenclatura do ato, e categorizá-los como feminicídios, violência de gênero, evitando correr o risco de romantizar o ato”, conta Paula Cohen.

Quando comprou os direitos para fazer o espetáculo, Paula Cohen convidou Georgette Fadel para dirigir. “É uma poderosíssima artista, inteligente, comprometida com o que faz e com um pensamento crítico maravilhoso. Tínhamos um desejo mútuo de trabalhar juntas um dia e ela foi a primeira pessoa que me veio à cabeça”, conclui a atriz, que também convidou Marisa Bentivegna para assinar a iluminação e o cenário, Claudia Assef para assinar a trilha, Lenise Pinheiro para fazer as fotos e também as produtoras Victoria Martinez e Jessica Rodrigues para completar a ficha técnica de criação composta apenas por mulheres.

SINOPSE
Uma mulher está sendo interrogada por uma médica e sua equipe. A partir do seu depoimento, nos deparamos com a trajetória de alguém que foi alvo de uma sequência de violências de gênero ao longo da vida e que de repente decide colocar em prática, como com a força de um grito, o seu ato de libertação.

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Carne de Mulher
Com Paula Cohen
Teatro de Arena (Rua Dr. Teodoro Baima, 98 – República, São Paulo)
Duração 50 minutos
05 a 27/07
Quarta e Quinta – 21h
$40
Classificação 12 anos

A VOZ QUE RESTA

Quarenta minutos antes de abandonar para sempre o apartamento que lhe serviu de garçonnière durante anos na boca-do‐lixo de São Paulo, Paulo (personagem de Gustavo Machado), copidesque e escritor frustrado, decide deixar uma última e trágica mensagem ao grande amor da sua vida, Marina, sua vizinha, que mora alguns andares abaixo. Escrito e dirigido pelo russo Vadim Nikitin, o espetáculo faz temporada no Sesc Ipiranga, entre 30 de junho e 23 de julho.

Uma das inspirações de Vadim foram os monólogos “A voz humana” (La Voix humaine, 1930), do francês Jean Cocteau, e “A última gravação de Krapp” (Krapp’s last tape, 1958), do irlandês Samuel Beckett. Desses textos vieram provocações sobre a dor causada pelo término de um caso amoroso (Cocteau) e ‘o fim de uma vida que podia ter sido e que não foi’, verso bem beckettiano, que na verdade é um clássico de Manuel Bandeira.

(Beckett)

Além dessas duas inspirações, também A Mulher do Lado, filme de François Truffaut, protagonizado por Fanny Ardant e Gérard Depardieu, que muito emocionou o cantor e compositor Moreno Veloso. O depoimento dele sobre o filme me tocou muito mais do que o filme, o que me serviu também de inspiração. E, jogando os dados na mesa: Fred Astaire, Marcello Mastroianni, Andrei Tarkóvski, Jean-Luc Godard. Tudo batido no liquidificador. São suaves referências, sem pretensão, é claro. Com a voz que me resta, digo, como diretor e dramaturgo: o meu leme, o meu remo e o meu farol são o ator Gustavo Machado, por mais bolero de esquina que isso soe.

Esta é a quarta parceria de Gustavo Machado e Vadim Nikitin, foram três espetáculos e uma performance e em todos estes projetos anteriores, os artistas de dividiam da mesma forma, Vadim escrevendo e dirigindo e Gustavo atuando. “A dramaturgia, para mim, é a solidão do último homem da face da Terra. O mundo acabou, e lá estou eu cercado de pedras e dicionários. Ridículo assim, o pateta que sobrou na festa, em cima do poste, beijando a própria sombra. Mas ao mesmo tempo há o anseio e o ensaio e o escuro do encontro com o ator, sem o qual o trabalho do dramaturgo vira papo furado. A página real do dramaturgo é o ator, ou seja, o demiurgo.” Completa o dramaturgo e diretor.

A trama é costurada pela solidão do personagem Paulo, protagonizado por Gustavo Machado, que depois de esvaziar a sangue-frio o apartamento, agora, com o dia raiando, uma garrafa de conhaque na mão e em petição de miséria, Paulo volta ao apartamento pela última vez para registrar sua partida. Em cena, Paulo tenta tecer apaixonadamente seu luto amoroso.

A vizinha de cima, uma senhora professora de piano, compõe uma trilha incidental feita de acordes soltos e exercícios melódicos.

Eis, portanto, A voz que resta , uma obsoleta fita cassete em que Paulo, escrivão-escravo, cansado de escrever, faz questão de declarar com a voz à Marina o indeclarável, misto de paixão impossível, insuportável e ainda assim incondicional.

Misturando poesia e erotismo, o texto revela nua e cruamente as intimidades de um casal de amantes cuja paixão os levou à beira de um abismo ao mesmo tempo ridículo e sublime.

Paulo é um homem exaurido por uma paixão, por ser usado e descartado pela vizinha casada que o trata (assim ele se sente) como um brinquedo, um fantoche.  A consciência de que a mulher da sua vida mora (e é feliz) com outro homem no mesmo prédio que ele o está matando. Desesperado para se libertar dessa mulher, ele não pensa no futuro, apenas deseja sumir dali e voltar a respirar em paz.  Sua vida profissional reflete sua situação amorosa. É um homem com sensibilidade pra escritor ou poeta, mas não exercita seu talento, trabalhando apenas como copidesque, revisor de textos alheios, o que gera enorme frustração, que só faz aumentar (e muito) sua tristeza.  Paulo confirma o que alguns filósofos afirmam, que ‘a tristeza é a potência não realizada” Comenta Gustavo Machado.

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A Voz que Resta
Com Gustavo Machado
SESC Ipiranga – Auditório (Rua Bom Pastor, 822 – Ipiranga, São Paulo)
Duração 60 minutos
30/06 até 23/07
Sexta – 21h30; Sábado – 19h30; Domingo – 18h30
$20
Classificação 12 anos

 

 

ARTAUD, LE MÔMO

Artaud, Le Mômo é um monólogo teatrocoreográfico multimídia de Maura Baiocchi e Taanteatro Companhia sobre a vida e obra de Antonin Artaud. A linha mestra da dramaturgia é “o problema da liberdade autêntica”. Mostra a luta do poeta e ator francês Antonin Artaud contra a institucionalização das formas de vida e a sua tentativa de conquistar um corpo soberano. A meticulosa encenação combinada com uma trilha sonora vigorosa e  mapping de projeções convidam o público a vivenciar intensamente o universo lúdico-alucinatório do criador do teatro da crueldade.

Em São Paulo, estreou em agosto de 2016 no Teatro da Aliança Francesa  por ocasião do 120º aniversário de Antonin Artaud (1896-1948). Na França, em outubro do mesmo ano, estreou na Capela Paraire, edifícação remanescente do manicômio de Rodez onde Artaud permaneceu internado de 1943 a 1946.

A repercussão positiva vem motivando sucessivas reestreias dentro e fora do Brasil. Recentemente estreou em Córdoba/Argentina. De 07 a 28 de julho (somente às sextas feiras) realiza curta temporada no Teatro Viga Espaço Cênico/ São Paulo e em novembro voltará a fazer apresentações em Paris e em dezembro estreia em Berlim.

 Na mitologia grega, Momo é uma divindade nascida de Nix, a Noite. Expulso do Olimpo por criticar os outros deuses, Momo é a personificação do sarcasmo, das burlas, da zombaria e das grande ironias. Comparável à função do palhaço ou do bufão.

Inspirado em textos como – As novas revelações do serVerdadeira história de Artaud, o Momo; Supostos e Supliciações; A face humana; O homem árvore– o espetáculo encena a atualidade da poética artaudiana diante de nossos conflitos sócio-políticos e culturais.

E o conflito entre a América e a Rússia, mesmo multiplicado por bombas atômicas, pouca coisa será, face ao outro, que irá, de um só golpe disparar, entre os mantenedores e uma humanidade digestiva por um lado e por outro, o homem da vontade pura e seus raros seguidores, mas que têm por si a força eterna.” A. Artaud

Artaud, Le Mômo - Foto Lenise Pinheiro.JPG

Artaud, Le Mômo
Com Maura Baiocchi
Viga Espaço Cênico (Rua Capote Valente, 1323 – Pinheiros, São Paulo)
Duração 90 minutos
07 a 28/07
Sexta – 21h
$40
Classificação 14 anos

CARROSSEL, O MUSICAL

Os personagens que há quase 30 anos fazem parte do imaginário infantil brasileiro chegam agora aos palcos do Teatro Raul Cortez, na sede da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), para cantar e dançar no espetáculo ‘Carrossel, o Musical’, que estará em cartaz de 07 a 30 de julho, sob a batuta de Zé Henrique de Paula, que divide a direção com a autora da peça, Fernanda Maia.

Depois de um remake de sucesso na TV e de dois filmes que levaram mais de cinco milhões de espectadores aos cinemas, os alunos da Escola Mundial estrelam uma nova aventura agora no palco, em formato de teatro musical. A história começa com os personagens voltando à escola depois de um período de férias, e reencontrando sua amada professora Helena, vivida por Bibi Cavalcante, e a divertida faxineira Graça, papel de Márcia de Oliveira – atriz original da novela em participação especial.

Em meio a toda festa, a diretora Olivia, interpretada por Chris Couto, tenta manter a ordem na escola, ao mesmo tempo em que busca consolo para uma desilusão amorosa por causa de seu pretendente Aderbal, papel de Roney Facchini, dando início assim a uma aventura cheia de suspense e surpresas. A trama envolve ainda um quadro antigo, um tesouro secreto, uma donzela apaixonada e o fantasma de um pirata espanhol. Depois de Cirilo passar por maus bocados nas mãos de vilões que tentam passar por mocinhos, a Patrulha Salvadora acaba por restabelecer a paz, em meio a uma emocionante história de amor.

A diversão é garantida com os personagens infantis já conhecidos da novela e tão queridos por todos. As 13 crianças em cena, com idade de 9 a 12 anos, foram selecionadas entre 850 inscritos durante as audições e interpretam os personagens que fazem o famoso colégio vibrar de animação, são elas: Giulia Savi e Sofia Penna (Maria Joaquina), Pedro Felipe Santos Souza (Cirilo), Manuela Gomes de Matos (Laura),Vinícius Spada (Jaime), Isabella Faille (Alícia), Chiara Scarlett (Carmen), Murillo Martins (Daniel), Adrielly Takaki (Marcelina), Valentina Oliveira (Valéria), Henry Gaspar (Mário), Enzo Krieger (Davi), Gabriel Cordeiro (Paulo) e Bruno Shiraishi Costa (Kokimoto).

Com cenários familiares para quem assistiu ao último remake da TV, estarão lá o pátio da escola, a sala de aula, a sala da diretora e a casa abandonada, além de alguns itens originais usados na telinha. A trilha sonora, com músicas já conhecidas da novela, como ‘Fico Assim sem Você’, de Claudinho & Buchecha, e ‘Brincadeira de Criança’, do grupo de pagode Molejo, ganham novos arranjos, especialmente criados por Fernanda Maia, que são acompanhados por uma banda com baixo, bateria, guitarra, piano, cordas, sax, clarinete e flauta.

Indicado para todas as idades, os ingressos para “embarcar nesse Carrossel” já podem ser adquiridos pelo site Compre Ingressos – http://www.compreingressos.com/ – ou na bilheteria do teatro.

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Carrossel, o Musical
Com Giulia Savi, Sofia Penna, Pedro Felipe Santos Souza, Manuela Gomes de Matos,Vinícius Spada, Isabella Faille, Chiara Scarlett, Enzo Krieger, Murillo Martins, Adrielly Takaki, Valentina Oliveira, Henry Gaspar, Gabriel Cordeiro e Bruno Shiraishi Costa
Elenco Adulto: Bibi Cavalcanti, Marcia de Oliveira, Chris Couto, Roney Facchini, Rosana Penna e Patrick Amstalden
Teatro Raul Cortez – FECOMERCIO (Rua Dr. Plínio Barreto, 285 – Bela Vista, São Paulo)
Duração 120 minutos
07 a 30/07
Sexta, Sábado e Domingo – 15 horas
$80/$90
Classificação Livre

 

BUG CHASER – CORAÇÃO PURPURINADO

A peça gira em torno de Mark (interpretado por Ricardo Corrêa – que também assina a dramaturgia). Mark está em uma quarentena sendo analisado por uma voz, um programa de inteligência artificial.

Em fragmentos e saltos atemporais, a peça conta a saga desse homem, um advogado criminalista que busca se infectar propositalmente, uma subcultura pouco discutida na comunidade LGBT contemporânea. A direção é de Davi Reis

Bug Chaser – Coração Purpurinado estreia dia 6 de julho na Oficina Cultural Oswald de Andrade para temporada gratuita até 5 de agosto.

Falar de bareback, de um homem a procura de um vírus e de toda uma sociedade deteriorada, é trabalhar num universo particular que não deve ser entendido cartesianamente e requer cuidado para não reforçar preconceitos. O nosso desafio foi se debruçar sobre esse texto que trata de escolhas radicais e no trabalho do ator criador que lida com um personagem de extremos. Aqui, a luta contra a biopolítica impositiva e em estar fora da caixa social em que estamos automaticamente submetidos é levada ao limite. A partir da verticalização profunda no universo LGBT – abrangendo desde a sua subcultura até o mais violento preconceito sofrido – e a busca por ressignificações de lugar no mundo, pretendemos trazer questionamentos para além da simples reflexão e julgamento”, diz o diretor Davi Reis.

A quarentena da peça significa a de todos os dias em que os discursos biomédicos colocam o sujeito que pratica bareback como alguém anormal, portador de distúrbios psicológicos ou criminalizadores, que acabam contribuindo para a manutenção de novos estigmas que há séculos acompanham os indivíduos homossexuais. Aliás, ainda há campos de concentração para gays. Foi mais de um ano de pesquisa, baseada em documentos e depoimentos de homens que se dispuseram a falar sobre o bareback”, conta Ricardo Corrêa, que vai lançar o curta documentário ‘No Sigilo’, como parte de sua pesquisa que também trouxe depoimentos de vários homens gays sobre sexualidade, bareback e o HIV para o espetáculo.

Há uma distinção entre o que se chama barebacking e bugchasing. Nem sempre os praticantes de bareback buscam a soroconversão. Percebi que esse é um assunto sobre o qual não se fala, há um silêncio na comunidade LGBT e por isso decidi enfocá-lo neste projeto artístico, pelos diferenciais que ele carrega em si e por sua tamanha complexidade. Existem, entretanto, diferentes aspectos ou dimensões culturais mais amplas, do nosso tempo, que devem ser considerados nestes contextos de fascinação pelo risco ou apostas nos ganhos sensoriais de encontros perigosos. Problematizo um homem em transito em um mundo doente, que busca encontrar pertencimento e aceitação. Uma jornada perigosa de autodescoberta para encontrar o melhor e o pior de uma nova comunidade que ele quer desesperadamente fazer parte. Falo de falo de escolhas, de desejos, de estigmas e principalmente sobre um novo capítulo da história do HIV”, conclui Ricardo.

Sinopse
Mark está em uma quarentena sendo analisado por uma voz, um programa de inteligência artificial. Em fragmentos e saltos atemporais, a peça conta a saga desse homem, um advogado criminalista que busca se infectar propositalmente.

Sobre Companhia Artera de Teatro
Com intuito de abarcar diversas dimensões da cena contemporânea, tem por meta a encenação de textos com dramaturgias inéditas, direcionando a pesquisa para temas relacionados às minorias, permitindo-se o intercâmbio com outras artes, manifestações e tecnologias.Em 2017, o grupo completa 15 anos de atividades ininterruptas, tendo realizado quinze produções, recebendo importantes prêmios.

Site da Cia: http://ciaartera.wixsite.com/artera

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Bug Chaser – Coração Purpurinado
Com Ricardo Corrêa e Leonardo Souza
Oficina Cultural Oswald de Andrade (Rua Três Rios, 363 – Bom Retiro, São Paulo)
Duração 60 minutos
06/07 até 05/08
Quinta e Sexta – 20h; Sábado – 18h
Entrada gratuita
Classificação 16 anos

A VIA CRÚCIS DO CORPO

Idealizado pela atriz Viviane Monteiro, o espetáculo A Via Crucis do Corpo é uma homenagem à escritora Clarice Lispector, um dos maiores nomes da literatura brasileira, cuja morte completa 40 anos em 2017.

O projeto reúne seis contos da obra homônima de Clarice Lispector, selecionados e adaptados para a narrativa: “O corpo”, “A língua do ‘p’”, “Ele me bebeu”, “Mas vai chover”, “Via crucis” e “Praça Mauá”.

As histórias contadas propõem um mergulho no universo feminino, em sua dimensão física, afetiva e espiritual. Sem rede de proteção, Clarice desvenda facetas desse universo: desde as mais perversas até as mais doces. Como uma via crucis profana e íntima, conhecemos um pouco mais desse complexo e mutante universo feminino.

A linguagem diegética adotada pelo grupo mantem uma conexão do público com as imagens sugeridas pelos atores em cena. Durante o espetáculo, poucos objetos e cenário são utilizados.

A VIA CRUCIS DO CORPO - ELENCO (COLORIDO)

A Via Crucis do Corpo
Com Leonardo Silva, Magiu Mansur, Tom Muszkat Cortese e Viviane Monteiro
Viga Espaço Cênico (R. Capote Valente, 1323 – Pinheiros, São Paulo)
Duração 70 minutos
01 a 30/07
Sábado – 21h; Domingo – 19h
$40
Classificação 16 anos