CHULOS

Três Reis Magos peregrinam pelo mundo e profetizam o nascimento de um novo rei.

O mundo, porém, não acredita mais em profecias e, no meio da indiferença e da desesperança, os três magos testemunham o inusitado: o nascimento de palhaços que celebram e protegem o nascimento do novo.

Um novo poderoso porque inocente, porque coletivo, porque expressão de todos os sonhos e utopias. Um novo que renova o mundo.

O espetáculo Chulos encontra inspiração nas Folias de Reis para revelar fragilidades sociais escondidas sob o esplendor das festas populares brasileiras.

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Chulos
Com Diogo de Carvalho, Flávia Teixeira, Hélio Feitosa, Ivan Bernardelli, Junior Gonçalves, Kleber Cândido, Mônica Augusto
(Cia Dual Cena Contemporânea)
SESC Pompéia (R. Clélia, 93 – Pompeia, São Paulo)
15 a 30/07
Sábado e Domingo – 16h
Entrada Grátis

E O VENTO VAI LEVANDO TUDO EMBORA

Todo mundo teve ou tem um grande amigo que em determinado momento se afasta e deixa muita saudade. Você já passou por isso?

E o Vento vai levando tudo embora” é a história de dois melhores amigos, irmãos de alma, que pelo destino da vida acabam se apaixonando pela mesma mulher. A grande dúvida da peça é o questionamento: O que vale mais a pena, o valor do amor entre um homem e uma mulher ou de uma amizade verdadeira? Uma grande lição de vida, de forma lúdica, bem humorada e sensível, um espetáculo para todas as idades e tribos.

Escrito e dirigido por Regiana Antonini, “E o Vento Vai Levando Tudo Embora” é a segunda obra da trilogia autoral livremente inspirada na canção “Vento no Litoral”, de Renato Russo, iniciada com o texto “Aonde está você agora?”, de 1995, que alcançou o sucesso em suas nove montagens, inclusive no exterior. No palco, um trio de jovens talentos como protagonistas: Gabriel Chadan, o intérprete de Robinson Rocha na novela A Lei do Amor, Josie Pessôa, que esteve em Império, novela que levou o Emmy InternacionalJuliano Laham, o Rômulo da última temporada de Malhação – Pro Dia Nascer Feliz.

Josie_Gabriel_Juliano_34061 crédito Nana Moraes

Em “E o vento vai levando tudo embora”, a autora retoma o valor da amizade – iniciado em “Aonde está você agora?” – entre Gabriel (Juliano Laham) e Pedro (Gabriel Chadan), melhores amigos que sofrem uma separação quando Gabriel se muda para Nova York deixando seu irmão de vida em Vila Velha, numa praia rodeada de águas límpidas e areias douradas no Estado do Espírito Santo.

Na peça,a força desta amizade vence a separação de dez anos e as mudanças que esses dois personagens sofreram durante esse período. Mas o reencontro traz uma nova provação: a paixão por uma mesma mulher, Bia (Josie Pessôa).

Na época em que a primeira parte da peça se passa a internet não era tão acessível como hoje. Amigos de alma, eles se comunicavam através do Livro da Sorte, uma espécie de livro mágico – um pensaria no outro e abriria o livro em qualquer página e o livro responderia como o outro estaria.

A trilha da peça enaltece os sentimentos ali vividos e traz uma gravação inédita, em fita k7, da música “Mãos Atadas”, escrita por Simone Saback e gravada em 1982 por ela e Cássia Eller.

Nunca poderia imaginar que uma das minhas músicas pudesse gerar um espetáculo tão lindo! O Brasil inteiro, ou melhor, o mundo precisa ver essa peça! Se todas as pessoas que habitam esse planeta, pudessem ver esse espetáculo, acho que sairiam daqui, com mais amor no coração, com mais esperança em suas vidas! Pois essa peça fala disso: do amor, da amizade, da esperança! E ter amigos é a melhor coisa que existe nessa vida! Vou sair daqui, ligar para o meu melhor amigo e dizer: cara, eu te amo! Se cada um de vocês também fizer isso, a gente vai conseguir juntos, espalhar um pouco de amor por aí!”, declarou Renato Russo, para toda a plateia, ao assistir a montagem de “Aonde está você agora?”, em 1995.

E o Vento Vai Levando Tudo Embora
Com Gabriel Chadan, Josie Pessôa e Juliano Laham
Teatro Itália – Sala Drogaria SP
Duração 75 minutos
07 a 30/07
Sexta – 21h30; Sábado – 21h; Domingo – 19h
$60
Classificação 14 anos
Veja abaixo o convite dos atores.

 

 

V PRÊMIO APLAUSO BRASIL

No próximo dia 11 de julho, terça-feira, a partir das às 20h, os atores Marcelo Medici e Marisa Orth comandam a cerimônia que marca o quinto aniversário do Prêmio Aplauso Brasil de Teatro,no palco do Teatro Porto Seguro. Criado pelo site Aplauso Brasil (www.aplausobrasil.com.br) – que completa 15 anos em outubro – a festa celebra os profissionais das artes do palco.

Haja Coração

Com direção geral de Ricardo Grasson, o V Prêmio Aplauso Brasil conta com a participação da Orquestra Filarmônica Padre Moye, cujos participantes integram um projeto social de formação de músicos da Zona Norte de São Paulo, sob regência do maestro Claudio Marcello.

O os atores-cantores Amanda AcostaCassiano LeonardoDébora Duboc e William Soares fazem o número de abertura. Os espetáculos concorrentes na categoria Melhor Musical, apresentarão seus números: Cartola – O Mundo é um Moinho, com Augusto Pompeu, Flávio Bauraqui e Virgínia Rosa; Cinderella, com Bianca Tadini; Gota D’água, com Laila Garin e Rocky Horror Show, com Marcelo Medici, Felipe Mafra, Jana Amorim, Marcel Octávio, Nicola Lama e Thiago Garça.

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Começamos 2017 em festa. Cinco anos de Prêmio. Sem patrocínio, mas parceiros que fazem tudo acontecer. Comprometimento, amor, fé no caminho que segue. São os ingredientes indispensáveis, pelo menos para mim, para solidificar um artista, um ser humano. Essa é a dura realidade do site Aplauso Brasil que há 15 anos conta com colaboradores que amam escrever para nós, com o apoio do SESC SP e com parceiros que compram espaço promocional. Temos uma linda trajetória para celebrar”, diz Michel Fernandes, criador do site e do prêmio.

Todos os anos são premiadas personalidades que contribuíram, e ainda contribuem, em diversos sentidos para o aprimoramento da História do Teatro Brasileiro. Nessa edição os contemplados com o Prêmio Especial são Etty FraserIvam CabralRenato Borghi e Ruth de Souza.

A partir de 2017, duas novas categorias passam a acrescentar o escopo do Prêmio, o de Melhor Espetáculo Para o Público Infantil e Jovem, o Troféu Menor de Idade, destinado aos espetáculos feitos para o público infantil, cujo prêmio inaugural será entregue à Luiza Jorge, criadora do, agora, Prêmio SP de Incentivo ao Teatro infantil e Jovem, cuja importância é vital para a credibilidade do teatro realizado para as crianças e jovens; quanto à outra categoria, apenas revelaremos no dia da cerimônia.

Acompanhe a nossa cobertura do evento.

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OS ATINGIDOS OU TODA COISA QUE VIVE É UM RELÂMPAGO

Com uma linguagem que permeia a relação entre teatro e cinema, a Ordinária Companhia traz os questionamentos que envolvem o impacto da maior tragédia ambiental no Brasil em Mariana (MG) com novo espetáculo. 

Os Atingidos ou Toda Coisa que Vive é um Relâmpago estreia sábado, 8 de julho, às 21h, na SP Escola de Teatro. A direção e dramaturgia é de José Fernando Peixoto de Azevedo e a temporada vai até 30 de julho com sessões sábados, às 21h, domingos, às 20h, e segundas, às 21h. 

Na trama, uma moradora da cidade atingida interroga: isso aí foi o quê, uma tragédia, um acidente, um desastre, ou um crime? A pergunta nos devolve ao campo próprio de uma disputa pela vida: aqueles que foram atingidos pela lama reclamam precisamente a sua condição própria, a de atingidos em meio ao processo de destruição. 

A peça procurou usar como propulsores para a construção os desdobramentos e os antecedentes da tragédia. Desde o histórico da rota do ouro e de minérios, além de deslizamentos menores que causaram morte ainda nos anos 80 nessa longínqua exploração da região. 

Durante a pesquisa, o grupo foi a cidade de Mariana e nos pequenos distritos em busca de contato direto com os que sofreram e ainda sofrem com o rompimento da barragem. O encontro trouxe a oportunidade de ver de perto todas as camadas que envolvem a tragédia desde os aspectos sociais, econômicos e ambientais, além das rupturas e discriminações que se tornaram a vida dos atingidos. As pessoas foram pulverizadas e classificadas de acordo com a lama que sujou suas vidas na tragédia. 

Todos esses elementos foram utilizados de maneira ficcional para criar uma montagem que constrói no palco uma espécie de filme ao vivo calcado pelo suspense. Uma linguagem que permeia o teatro e o cinema, característica que já foi trabalhada no espetáculo Zucco do grupo. 

Em cena, a situação é a de um “estúdio”, ao menos em dois sentidos simultâneos, justapostos: estúdio de gravação (atores e técnicos que, diante do público, gravam e editam materiais que são projetados, e este trabalho é também cena), mas também espaço de estudo da cena (atores atuam suas figuras em situação, diante do público). 

O resultado é um teatro-filme com um deslizamento entre os pontos de vista e perspectivas. Durante a pesquisa, filme de Alfred Hitchcock, David Lynch e o recente Corra!, de Jordan Peele, serviram para absorver os artifícios de suspense inseridos na encenação. 

A Ordinária Companhia surgiu em 2013, resultando do percurso de uma turma de alunos da Escola de Arte Dramática, a EAD, da ECA-USP, que naquele ano estreia seu trabalho de conclusão de curso, ZUCCO, uma adaptação do texto de Bernard Marie-Koltès, dirigida pelo também professor da Escola, José Fernando de Azevedo. O espetáculo fez temporadas em São Paulo – na EAD (2013), no TUSP e no CIT-ECUM (2014) – e o grupo foi indicado ao Prêmio Cooperativa Paulista de Teatro (2014), na categoria revelação.

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Os Atingidos ou Toda Coisa que Vive é um Relâmpago
Com Áurea Maranhão, Conrado Caputo, Juliana Belmonte, Paulo Balistrieri e Rafael Lozano
SP Escola de Teatro (Praça Franklin Roosevelt, 210 – Consolação, São Paulo)
Duração 90 minutos
08 a 30/07
Sábado – 21h; Domingo – 20h; Segunda – 21h
$20
Classificação 14 anos

SE FOSSE FÁCIL, NÃO TERIA GRAÇA

Inspirado no livro Um palhaço na boca do vulcão (Editora Grua), de Nando Bolognesi, a primeira sit down tragedy narra, sempre com muito bom humor, a trajetória do autor/interprete, que conta como aprendeu a conviver com as limitações impostas por uma doença degenerativa, progressiva, incurável e com potencial incapacitante.

O ator mescla um relato engraçado, humano e comovente sobre como podemos transformar dificuldades, limites e crises em alegrias, desafios e realizações com diversas reflexões sobre a vida, a morte, nosso lugar no universo e nossa relação com a alteridade.

Se fosse fácil, não teria graça nos faz rir e chorar ao mesmo tempo e nos convida a uma série de reflexões sobre nosso modo de estar no mundo.

Nando Bolognesi nasceu em Maio de 1968. Aos vinte e um anos ficou sabendo que sofria de Esclerose Múltipla. Formou-se em economia na USP, história na PUC, se casou, adotou um filho e resolveu dar uma virada na própria vida ao ingressar na concorridíssima Escola de Arte Dramática EAD-ECA-USP.

Transformou-se no palhaço Comendador Nelson. Atuou por quatro anos nos Doutores da Alegria; fez parte, por dez anos, do elenco de palhaços improvisadores do espetáculo Jogando no Quintal, criou, atuou e dirigiu os projetos Fantásticos Frenéticos – palhaços em hospitais psiquiátricos e Cidadão Clown – Palhaço e cidadania.

No cinema participou do elenco dos filmes Bicho de sete Cabeças de Lais Bodanzky e Carandiru de Hector Babenco.

No teatro trabalhou com diretores como Celso Frateschi, Elias Andreato, José Rubens Siqueira, William Pereira e Cristiane Paoli Quito.

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Se Fosse Fácil, Não Teria Graça
Com Nando Bolognesi
Teatro Tucarena (Rua Monte Alegre, 1024 – Perdizes, São Paulo)
Duração 80 minutos
01 até 30/07
Sexta e Sábado – 21h; Domingo – 18h
$60
Classificação 14 anos

 

BONITA, RICA E TRIPOLAR

A comédia “Bonita Rica e Tripolar”, com texto e direção de Roberto Bento, estreia dia 01 de julho, 21h 30, no Teatro Augusta, Sala experimental. A temporada vai até setembro.

Quatro atores, oito personagens, num espetáculo onde o público logo se identifica, pois, retrata de cara o cotidiano da sua, da minha, das nossas vidas: um marido intelectual submisso; uma esposa tripolar, mas apaixonada; ummordomo que “se acha”; um empresário amigo; um investidor salvador da Pátria; uma sogra que vou te contar e um narrador que quer a todo custo ser o protagonista dessa estória… Isto é, “Bonita, Rica e Tripolar! ” 

Com uma pitada Brechtiniana, as situações além de cotidianas, ainda são amarradas por um narrador que se acha o diretor da vida das personagens, e, quem não é tão Guilherme, ao ponto de se colocar na submissão pelo simples fato de evitar brigas? E quem não tem um pouco da Ema Rita, a “tripolar”, que faz e desfaz?

Participação áudio com voz de-Thalita Drodovisk .

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Bonita Rica e Tripolar
Com Jose Negreiros, Flávia Mercadante, Alexandre Luz, Juliana Mascaliovas
Teatro Augusta (R. Augusta, 943 – Cerqueira César, São Paulo)
Duração 70 minutos
01/07 até 01/10
Sábado – 21h30; Domingo – 19h30
$60
Classificação 12 anos