O BOTE DA LOBA

A montagem retoma a sala intimista inaugural do Teatro Garagem, em 2004, chamada ‘Caixa Preta’. A ‘Ocupação Plínio Marcos’ levou também ao cartaz ‘Navalha na Carne’, com direção de Marcos Loureiro e com a participação da atriz e idealizadora do projeto Anette Naiman, no papel da antológica prostituta Neusa Sueli.

O Bote da Loba’ foi escrito em 1997, dois anos antes de sua morte, ainda inédito, o texto aborda o universo feminino sob a ótica de duas mulheres que se encontram para uma sessão de tarô. Veriska (Anette Naiman), a maga vidente, através dos seus poderes místicos, tentará ajudar a cliente Laura (desta vez com Ana Rita Abdalla), mulher casada e reprimida, a libertar-se de suas angústias e de seu sofrimento.

Texto inédito do grande dramaturgo, nunca antes montado no teatro, “O Bote da Loba” traz à tona temas e questões atuais de extrema relevância para nossa sociedade. A obra gira em torno, principalmente, da questão do prazer feminino, reprimido por tantos milênios e considerado como “tabu” até os dias de hoje. Aborda o encontro entre o prazer feminino, proibido historicamente com a perpetuação de uma cultura misógina, machista e patriarcal, e o conhecimento do corpo feminino, onde há uma protagonização de tal busca por duas mulheres.

De acordo com o autor, seus textos poderiam ser utilizados como referência para a percepção temporal do desenvolvimento da sociedade brasileira.

Plínio foi um homem de seu tempo, retratou aquilo que vivenciava cotidianamente, observando e registrando a visão da sociedade de sua época. Seus textos tornaram-se clássicos da dramaturgia brasileira, são documentos históricos, pois retratam valores, costumes e pensamentos de uma sociedade em uma determinada época. Neles, podemos ver o que realmente progrediu e caminhou no sentido da modernização de um pensamento social e consequentemente”, diz a atriz Anette Naiman.

Marcos Loureiro dirige também ‘Navalha na Carne’, primeiro espetáculo de Plínio Marcos em parceria com Anette Naiman, no Teatro Garagem, no ano de 2014, homenageando os 15 da morte do autor.  O Bote da Loba é a continuidade da parceria entre eles em torno da obra de Plínio Marcos.

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O Bote da Loba
Com Anette Naiman e Ana Rita Abdalla
Teatro Garagem (Rua Silveira Rodrigues, 331a – Vila Romana, São Paulo)
Duração 60 minutos
01 a 30/09
Sexta e Sábado – 21h30
$40
Classificação 16 anos

MAGICAMENTE – UM SHOW DE HIPNOSE CÔMICA

O espetáculo “Magicamente – Um show de Hipnose Cômica” estreia no Teatro Folha dia 02 de setembro e será apresentado em sessões aos sábados, meia-noite. Com humor afiado, os hipnólogos André Attie, Eduardo Neaime e Sany Machado prometem envolver a plateia com suas hipnoses, divertindo e surpreendendo.

Com a participação ativa do público, o show surpreende ao criar diversas situações com a colaboração de voluntários que aceitam ser hipnotizados, sempre com o devido cuidado e respeito dos artistas.  “Nós nunca colocamos as pessoas em situação perigosa ou constrangedora. Queremos sempre fazer um espetáculo leve para toda a família, conduzindo o público para uma viagem inesquecível ao mundo da imaginação, sempre com muita diversão. Para os hipnotizados será uma experiência única”, diz André Attie.

Segundo Sany Machado, os hipnotizados passam por momento de extremo relaxamento, como se estivessem dormindo. Enquanto isso são capazes de falar coisas engraçadas, dançar, formar uma banda musical com instrumentos imaginários e protagonizar diversas situações propostas pelos hipnólogos. “O show mostra que cada pessoa é agente de sua própria realidade, pois quando mudamos nossa percepção, mudamos nossa realidade. Assim, conseguimos alcançar todos nossos sonhos. O limite é somente sua imaginação”, defende Sany.

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Magicamente – Um show de Hipnose Cômica
Com André Attie, Sany Machado, Eduardo Neaime
Teatro Folha – Shopping Pátio Higienópolis (Av. Higienópolis, 618 – Consolação, São Paulo)
Duração 90 minutos
02/09 até 28/10
Sábado – 23h59
$50
Classificação 10 anos

GATÃO DE MEIA IDADE, A PEÇA

No dia 25 de agosto, o Teatro J. Safra recebe a estreia nacional e inédita, de “Gatão de Meia Idade, a peça”. Com os atores Oscar Magrini, Leona Cavalli, o ator ventríloquo Yakko Sideratos, direção de Eduardo Figueiredo e dramaturgia de Miguel Paiva, a temporada fica em cartaz todas às sextas, sábados e domingos até o dia 14 de outubro de 2017, em São Paulo.

A comédia teatral, que sai das tradicionais tirinhas do Jornal O Globo e Jornal do Brasil e que já foi publicada até na Itália, vai pela primeira vez para o teatro e é inspirada no livro “Cama de gato, Histórias de Cama do Gatão de Meia Idade”, de autoria de Miguel Paiva. Lançado pela Editora Globo, retrata de maneira precisa e bem-humorada o quarentão urbano que sabe rir do seu próprio destino e da sua própria imagem. O livro já teve uma versão de sucesso para os cinemas em 2006, com Alexandre Borges como protagonista, e agora ganha versão para o teatro.

O personagem “Gatão”, criado em 1986 e interpretado, desta vez, pelo ator Oscar Magrini, é um homem na faixa dos 50 anos, solteiro, crítico de sua condição, mas que não quer envelhecer sozinho e sabe que, se não se esforçar para isso, vai acabar assim. Além disso, ele é bastante antenado, mas sua antena está, muitas vezes, direcionada para o satélite errado e ele sofre com isso.

A atriz Leona Cavalli interpreta oito hilariantes personagens femininos, todos completamente diferentes e repletos de humor, que dão bossa aos relacionamentos amorosos vividos ao longo da história pelo “Gatão”. Além disso, um show a parte pode ser conferido às frenéticas e muito rápidas trocas de figurino e composição, essas criadas pelo premiado visagista Anderson Bueno, que duram segundos de uma personagem à outra;

O elenco conta ainda com o ator ventríloquo, Yakko Sideratos, considerado um dos melhores do país no gênero, que manipula o boneco que, na história, é uma espécie de “consciência” do “Gatão”. O boneco promete fomentar ainda mais o humor presente no espetáculo.

“Gatão de Meia Idade, a peça” mostra detalhes, aflições e anseios da vida de um homem na faixa dos 50 anos que não sabe viver sozinho e tenta, de todas as maneiras, conseguir uma companheira. Mas, ingênuo que só, acaba sempre metendo os pés pelas mãos. Como uma boa comédia, a mensagem principal da peça é: divirta-se e dê boas risadas. E, claro, se você for um homem acima dos 50 anos, cuidado, pois você pode se identificar em muitas situações”, comenta Miguel Paiva, autor da peça e conhecido cartunista brasileiro.

O diretor da comédia, Eduardo Figueiredo, faz sua terceira adaptação do universo dos quadrinhos para os palcos. Sua primeira experiência, a peça “Mulheres Alteradas”, foi sucesso de público e crítica, rendeu turnê por todo o país durante quatro anos e grandes nomes no elenco como: Luiza Tomé, Adriane Galisteu e Mel Lisboa. E posteriormente, outro livro da Maitena, “Superadas”, esse com versão para os palcos também de Miguel Paiva.

Após minha experiência com duas obras femininas, eu e o Miguel nos unimos para abordar o masculino. Assim, o ‘Gatão de meia idade, a peça’ é minha terceira adaptação dos quadrinhos para o teatro e acho que essa ideia de migrar do impresso para o palco, tem uma linguagem interessante e um humor incrível, além de um apelo lúdico muito bacana. Vale a pena assistir o ‘Gatão’, garantimos boas risadas”, comentou o diretor.

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Gatão de Meia Idade, a Peça
Com Oscar Magrini, Leona Cavalli e Yakko Sideratos
Teatro J. Safra (Rua Josef Kryss, 318 – Barra Funda – São Paulo)
Duração 80 minutos
25/08 até 14/09
Sexta – 21h30, Sábado – 21h, Domingo – 20h
$40/$80
Classificação 16 anos
 
(Exceto dias 29 e 30 de agosto e 1 de outubro)

ATO FALHO

O último ano foi movimentado nos meios teatrais/culturais da cidade de São Paulo. A crise econômica que o país vem atravessando amedrontou patrocinadores, as verbas de cultura municipais sofreram cortes e a Lei Roaunet sofreu mudanças marcantes. Diante desse cenário desfavorável às produções artísticas independentes, as atrizes e dramaturgas Bruna Anauate e Tati Lenna, fundadoras da Cia Imaginária de Teatro, resolveram criar um espetáculo que se encaixasse neste momento de dificuldades tornando-se realizável independentemente de patrocínios ou editais.

Estávamos cansadas de ter textos e projetos presos na gaveta pela impossibilidade de recursos que os viabilizassem. Acreditamos que a força do teatro está no texto e no ator. Esse material já tínhamos, então resolvemos investir nisso e criar uma montagem com o mínimo de recursos possível, focada na palavra e no jogo cênico.

O espetáculo teve seus custos de produção supridos pelas próprias artistas que tiveram o retorno do investimento através da bilheteria da bem-sucedida primeira temporada no Espaço Cia do Pássaro em São Paulo.

A comédia dramática ATO FALHO reestreia dia 01 de setembro na Sala Multiuso do Teatro Municipal da Mooca Arthur Azevedo para temporada até 24 de setembro. Bruna Anauate e Tati Lenna assumem praticamente a ficha técnica toda trazendo um espetáculo árido onde o riso se faz bastante presente.

Optamos por assumir o maior número de papéis da ficha técnica possível para reduzir custos, logística e também para experimentarmos o teatro neste lugar mais essencial, o poder da síntese cênica. O produto artístico passa em todas as instâncias por nossas mãos. Assumimos todos os riscos e o retorno foi maravilhoso“.

Bruna Anauate e Tati Lenna, criadoras da Cia Imaginária de Teatro e do espetáculo ATO FALHO, se conheceram em 2008 no CPT – Centro de Pesquisa Teatral, sob a batuta de Antunes Filho, e desde então seguiram em contato. Bruna Anauate já havia se envolvido na área de produção em 2013 quando atuou como atriz e produtora em “Tem alguém que nos odeia”, texto de Michelle Ferreira. Tati Lenna investiu mais na área da dramaturgia ao integrar o Núcleo de Dramaturgia do Sesi através do qual publicou em 2016 seu primeiro texto teatral “Circo Chernobyl – Um ensaio sobre a peça“.

Sinopse

Um ato falho. Um acidente. O acaso urbano. Uma distração. Uma tragédia. Um ritmo. Um descaso. Um descontrole. Uma cidade. Os trajetos. A manifestação dos dias, das esquinas, dos desejos. O congestionamento de viver. O cotidiano. O ato. A falha.

Um ato fortuito no cotidiano de uma mulher cansada desencadeia uma série de situações onde a fragilidade humana é revelada sem cuidado. Fatos aparentemente pequenos e irrelevantes assumem grandes proporções quando as personagens se encontram a ponto de explodir. Um copo que cai, um mascar de chicletes excessivamente barulhento, um atendimento de telemarketing que não se conclui, uma foto que não fica boa. Tudo, qualquer coisa, pode ser o estopim para uma revelação que estávamos tentando esconder na ansiedade de viver e cumprir um cotidiano aprisionador.

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Ato Falho
Com Bruna Anauate e Tati Lenna
Teatro Municipal Arthur Azevedo (Avenida Paes de Barros, 955 – Mooca, São Paulo)
Duração 60 minutos
01 até 24/09
Sexta e Sábado – 21h, Domingo – 19h
$20

RELICÁRIO

Em seu trabalho inaugural, A Musa Heroica Companhia de Teatro apresenta novas possibilidades estéticas e dramatúrgicas para a improvisação. Ao contrário da maioria de espetáculos desse gênero, que geralmente usam jogos de desafios para provocar a risada na plateia, Relicário mostra que também é possível empregar a linguagem do improviso teatral para criar cenas dramáticas, cômicas, naturalistas, etc.

A partir de inspirações fornecidas pelos espectadores de cada sessão, a trupe cria oito histórias curtas sobre o relacionamento entre várias mulheres – mães, filhas, amigas, irmã, colegas de trabalho, vizinhas, amantes – em diferentes situações cotidianas.

As 12 atrizes do elenco se revezam em cena (em trios, quartetos, duplas ou outras combinações) de acordo com as demandas de cada contexto proposto. Elas só sobem ao palco juntas no último quadro, um desafio maior em termos técnicos.

De acordo com a diretora Rhena de Faria, a ideia da peça é lançar um olhar feminino – sem pretensão panfletária ou sexista – sobre a arte de improvisar, que, na América Latina, é majoritariamente dominada por homens. “É ano de quebrarmos paradigmas e abrimos o leque de possibilidades na linguagem improvisacional. Felizmente há muita gente boa em São Paulo trabalhando duramente para que isto aconteça”, diz.

Como não há qualquer script pré-estabelecido, os gestos, as palavras e as mínimas ações das personagens são usados para criar uma dramaturgia totalmente espontânea. Até a iluminação precisa corresponder ao que está sendo representado ou mesmo propor algo que auxilie o elenco no desenvolvimento da narrativa. Por isso, o grupo convidou o iluminador-improvisador Diego Rocha, que já operou a luz de vários espetáculos do gênero, como “Improvável”, da Cia Barbixas de Humor.

Relicário foi contemplado pela 5ª edição do Prêmio Zé Renato de apoio à produção e desenvolvimento da atividade teatral para a cidade de São Paulo.

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Relicário
Com Anah Laise, Carolina Holly, Cimara Fróis, Cintia Portella, Juliana Mesquita, Luciana Esposito, Maíra De Grandi, Michelle Gallindo, Paula Silvestre, Priscila Muniz, Tamara Borges e Vanessa Corrêa
Oficina Cultural Oswald de Andrade (Rua Três Rios, 363 – Bom Retiro, São Paulo)
Duração 55 minutos
01 a 30/09
Sexta – 20h, Sábado – 18h
Entrada grátis (distribuição de ingressos uma hora antes de cada sessão)
Classificação 14 anos

ALÉM DA IMAGEM

Marilyn Monroe ainda é considerada um dos maiores símbolos sexuais do século 20 e suas citações junto de passagens de “A Gaivota” de Tchekhov, são as fontes de reflexão da atriz Marília Moreira que apresenta a peça ‘Além da Imagem’ de 1 a 24 de setembro no Top Teatro – depois de temporada bem-sucedida no Sesc Ipiranga.

Hoje eu sei que na minha profissão, o que importa não é a imagem, a fama, a glória com que eu tanto sonhei, mas a possibilidade de investigar a essência humana e quem sabe, quem sabe, ajudar as pessoas a viverem melhor. Os homens estão indo à lua, mas ninguém parece interessado no coração humano pulsante“, cita Marilyn em trecho do monólogo.

Em oposição à imagem de loura exuberante e símbolo sexual, havia na figura de Marilyn Monroe uma aura de meninavulnerável e inocente que nunca conseguiu equalizar suas angustias pessoais. Da mesma forma,a peça russa “A Gaivota” é uma comédia, mas é interpretada por muitos como um drama ou uma tragédia.

A atriz e diretora Marília Moreira apresenta em ‘Além da Imagem’ essas dualidades explorando a sensualidade como forma de debate, crítica e aprimoramento.

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Além da Imagem
Com Marília Moreira
Top Teatro (Rua Rui Barbosa, 201 – Bela Vista, São Paulo)
01 a 24/09
Sexta e Sábado – 21h. Domingo – 19h
$40
Classificação 14 anos

BULL

Três colegas de trabalho. Um deles deverá ser demitido. A situação, bastante comum no meio corporativo, serve de plano de fundo para a exploração dos labirintos do psicológico humano no espetáculo Bull, que reestreia dia de 2 setembro, às 21h no Viga Espaço Cênico, com direção de Eduardo Muniz e Flávio Tolezani.

Com texto do dramaturgo inglês contemporâneo Mike Bartlett, a montagem que estreou e teve uma temporada de sucesso de público e crítica em 2014 no Tucarena, investiga a pressão psicológica no ambiente de trabalho, levantando questionamentos sobre os limites entre a ambição descontrolada e a busca irrefreável pelo sucesso.

Cenograficamente a montagem opta pelo minimalismo. Com um cenário composto apenas de aparadores empresariais e dress code corporativo, a força da ação fica por conta dos conflitos das cenas e gestos dos atores que, no decorrer do espetáculo, transformam o escritório em um ringue de luta.

Nessa segunda temporada ambos os diretores, presentes no elenco da montagem em 2014, por estarem comprometidos com outros trabalhos, Flávio Tolezani e Eduardo Muniz cedem seus papéis a dois novos atores já conhecidos do público teatral: Gustavo Haddad e Gustavo Trestini.

Com um tom ácido e tragicômico, a montagem de fácil auto identificação aproxima-se de um hiperrealismo que beira o absurdo, construindo gradativamente um ambiente de violência e opressão que, acima de tudo, não julga seus personagens e busca apenas revelar os meandros de todo ser humano.

Em outubro de 2013, Mike Bartlett recebeu o prêmio de Melhor Novo Espetáculo no The National Theatre Awards por Bull, concorrendo com espetáculos de Alan Ayckbourn e Tom Wells. Além de Bull Mike Bartlett teve outros textos montados no Brasil como Contrações e Love, Love, Love com o Grupo 3 te teatro.

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Bull
Com Bruno Guida, Cynthia Falabella, Gustavo Haddad, Gustavo Trestini
Viga Espaço Cênico (R. Capote Valente, 1323 – Pinheiros, São Paulo)
Duração 55 minutos
02/09 até 29/10
Sábado – 21h, Domingo – 19h
$50
Classificação 14 anos