“REMOSTRA” NA VILA MARIA ZÉLIA

A partir de 30 de setembro, o Grupo XIX de Teatro volta a apresentar as cinco peças criadas nas oficinas ministradas pelos integrantes do grupo entre fevereiro e julho, durante seu Núcleo de Pesquisas 2017.

A programação chamada Remostra traz A Palavra e o Abismo, com direção de Luiz Fernando Marques (dias 30 de setembro e 1º de outubro), In Cômodos, com direção de Juliana Sanches (também nos dias 30 de setembro e 1º de outubro), Plantar Cavalos Para Colher Sementes, com direção de Ronaldo Serruya (dias 7, 8 e 9 de outubro), Invenção Do Eu, com direção deRodolfo Amorim (dias 14 e 15 de outubro) e Feminino Abjeto, com direção de Janaina Leite (dias 4 e 5 de novembro). As sessões acontecem na Vila Maria Zélia, com ingressos pague quanto puder.

Os núcleos são coletivos formados a partir de seleções – que já chegaram a atingir o número de 600 inscritos-, que ao longo do ano e sob a orientação dos artistas do Grupo XIX de Teatro, desenvolvem pesquisas nas áreas de atuação, direção, dramaturgia, corpo e direção de arte. No total mais de mil artistas já participaram destas atividades e delas surgiram novos coletivos teatrais.

Programação dos espetáculos:

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A PALAVRA E O ABISMO

Dias 30 de setembro e 1º de outubro – Sábado e domingo às 16h.

Com orientação de Luiz Fernando Marques a partir do texto Destinos, de Paulo Emílio Salles Gomes (escrito e encenado na Vila Maria Zélia em 1936), o núcleo desenvolveu uma pesquisa que une esta dramaturgia pré-elaborada com uma dinâmica de improviso. No texto duas/dois e irmãs/irmãos discordam das questões políticas e comportamentais de seu tempo, aflitos com as escolhas, próprias e do outro,  influenciando em seus destinos.  No experimento, atrizes, atores e público se divertem entre a palavra e o abismo.

Ficha técnica:

Direção: Luiz Fernando Marques. Co-direção: Paulo Arcuri. Participantes: Alexandre Quintas, Ayiosha Avellar, Carlin Franco, Carlitos Tostes, Carol Kern, Eduardo Pires, Fernanda Stein, Joana Pegorari, Larissa Morais, Leticia Tavares, Luiz Rodrigues, Priscila Jácomo, Mariana Cordeiro Serra, Mariel Fernandes e Tatiana Vinhais. Duração: 70 minutos. Classificação etária: 16 anos. Capacidade: 24 lugares.

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IN CÔMODOS

Dias 30 de setembro e 1º de outubro  – Sábado às 19h e domingo às 20h.

Com orientação de Juliana Sanches o núcleo foi estimulado por obras de Virginia Woolf, Clarice Lispector, Susan Sontag e em escritos das próprias artistas criadoras. O experimento apresenta uma casa e suas moradoras. As paredes que limitam o espaço, o chão que as suporta e acolhe, as divisões que são impostas, e uma busca constante em ser, só ser.

 Ficha técnica:

Direção: Juliana Sanches. Assistência de direção: Evelyn Klein. Colaboradora do processo: Lucimar De Santana. Artistas criadoras: Bruna Iksalara, Camila Ferreira, Carol Andrade, Carol Gierwiatowski, Carol Vidotti, Carol Pitzer, Carolina Catelan, Caru Ramos, Elisete Santos, Ericka Leal, Gabi Gomes, Gabriela Segato, Giovana Siqueira, Ju Terra, Lidi Seabra, Natália Martins, Natasha Sonna, Patrícia Faria, Rita Damasceno, Samara Lacerda, Thaís Peixoto, Victoria Moliterno e Vivian Valente. Classificação: 16 anos. Duração: 70 minutos. Capacidade: 60 lugares.

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PLANTAR CAVALOS PARA COLHER SEMENTES

Dias 7, 8 e 9 de outubro – Sábado e domingo às 19h e segunda-feira às 20h.

Orientado por Ronaldo Serruya a performance é livremente inspirada no manifesto Falo Por Minha Diferença do ativista chileno Pedro Lemebel.  A ideia é criar uma peça-manifesto onde cada artista traduz em cena seu lugar de fala, revelando a vivência como algo que se inscreve no corpo e na carne, a experiência como discurso.

Ficha técnica:

Direção: Ronaldo Serruya. Assistência de direção: Bruno Canabarro. Participantes: Ailton Barros, Ana Vitória Prudente, Bruno Canabarro, Camila Couto, Carlos Jordão, Cristina Maluli, Gabi Costa, Gil Gobbato, Hebert Luz, Isabela Marioti, Jonathan Moreira, Mateus Menezes, Mayra Bertazzoni, Patrícia Cretti, Tatiana Ribeiro, Thaís Sanches Thiago Félix e Tomás Decina. Duração: 80 minutos. Classificação etária: 18 anos. Capacidade: 45 lugares.

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INVENÇÃO DO EU

Dias 14 e 15 de outubro – Sábado e domingo às 20h.

Necessário fazer inscrição prévia pelo Facebook.com/grupoxixdeteatro.

Com orientação de Rodolfo Amorim a proposta do núcleo foi a investigação em torno da ideia de um “eu” e de que como este pode ser revelado e/ou inventado a partir de nossas memórias. Por meio de questionários, observações, imersões, breves narrativas, entre outras experimentações, o grupo buscou desnudar-se e abrir-se para o contato com o outro, como um caminho para revelar-se a si mesmo.

O grupo formulou algumas estratégias para criar dispositivos cênicos que anseiam por fazer com que o público vivencie algumas dessas experiências e atue neste rito de descobrir e inventar quem é ou o que é este “eu” que nos define.

Ficha técnica:

Direção: Rodolfo Amorim. Participantes: Alberto Magno, Bruno Rocha, Camila Spinola, Érica Arnaldo, Fernanda Möller, Iago Índio do Brasil, Jean Le Guévellou, Julia Diniz, Kaline Barboza, Leo Braz, Manuel Fabrício, Marcella Piccin, Paula Medeiros, Paulo Maeda e Rafael Theophilo. Duração: 60 minutos. Classificação etária: 14 anos. Capacidade: Reduzida. Necessário fazer inscrição pelo Facebook.com/grupoxixdeteatro

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FEMININO ABJETO

Dias 4 e 5 de novembro – Sábado às 20h e domingo às 19h.

Com orientação de Janaina Leite, o núcleo se apoiou sobre a obra da artista espanhola Angélica Liddell e sobre o conceito de “abjeção” proposto por Julia Kristeva para investigar as representações do feminino hoje. Para essa abertura de processo, o grupo trabalhou a partir de quatro disparadores tomados de obras de Liddell: Minha Relação com a ComidaFuck You Mother,Eu Não Sou Bonita e O Que Farei Com Essa Espada?

Ficha técnica:

Direção: Janaina Leite. Assitência de direção: Tatiana Caltabiano. Dramaturgismo: Tatiana Ribeiro. Performers: Ana Laís Azanha, Bruna Betito, Cibele Bissoli, Débora Rebecchi, Emilene Gutierrez, Florido,  Gilka Verana, Juliana Piesco, Letícia Bassit, Maíra Maciel, Olívia Lagua, Ramilla Souza e Sol Faganello. Duração: 90 minutos. Classificação etária: 18 anos. Capacidade: 55 lugares.

 

Vila Maria Zélia (Rua Mário Costa 13 – Belém, São Paulo)
Acesso para deficientes físicos.
Bilheteria – Abre 1 hora antes de cada espetáculo exceto para
Invenção Do Eu que é necessário fazer inscrição prévia.
Estacionamento: gratuito.

 

SENHORITA K

Espetáculo produzido pela Terceiro Acto Produções Artísticas, “Senhorita K – revelando íntimos segredos”, ficará em temporada de dois meses (21/09 a 30/11), no Teatro Ruth Escobar (dias 12 e 26/10 não haverá espetáculo).

A proposta é falar do universo feminino por meio de contos eróticos, em que as inusitadas personagens revelam os seus desejos, segredos mais íntimos, assim como as suas mais mirabolantes aventuras sexuais. Aqui o sexo não é assunto tabu, ao contrário, é uma forma de empoderamento feminino.

Maximiliana Reis (“Monólogos da Vagina”) faz a direção e classifica o espetáculo como “um  cardápio de deliciosos contos interpretados magistralmente por atrizes e atores talentosos e carismáticos. Um espetáculo divertido, sensual e muito afrodisíaco…se é que me entende!

O espetáculo é uma inebriante comédia, na qual a música ao vivo corrobora com a comicidade de cada personagem, de cada conto escrito por Biah Carfig, e que toma novo fôlego para voltar aos palcos após 10 anos de sua primeira temporada na capital. Em julho deste ano, fez curta temporada em Campinas.

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Senhorita K – Revelando Íntimos Segredos
Com Adriana Duque, Biah Carfig, Chrystiane Madeira, Deise Paz, Kamunjin Tanguelê, Suzanah Borges, Fábio Cador, Fernando Zuben e Murilo Emerenciano
Teatro Ruth Escobar – Sala Gil Vicente (Rua dos Ingleses, 209 – Bela Vista, São Paulo)
Duração 75 minutos
21/09 até 30/11 (exceto dia 12 e 26/10)
Quinta – 21h
$60
Classificação 18 anos

 

AS CRIADAS

O espetáculo “As Criadas” está no repertório do Grupo Tapa desde 2015. A montagem estreia uma nova temporada em São Paulo no dia 06 de outubro, sexta-feira,  no Teatro João Caetano. A direção é de Eduardo Tolentino de Araujo, e no elenco estão as atrizes Clara Carvalho, Mariana Muniz e Emilia Rey.

Escrita por Jean Genet (1910 – 1986) em 1947, “As Criadas” é um clássico da dramaturgia francesa. Reconhecido como escritor de extraordinário talento e admirado por escritores como Jean Cocteau e Jean-Paul Sartre, Genet escreveu a maioria de seus textos durante os anos em que esteve preso, o que confere características bastante únicas a sua obra. Sua inspiração para “As Criadas” foi um caso real ocorrido na França, das irmãs Papin, que mataram a patroa e sua filha no ano 1933.

É o diretor Eduardo Tolentino de Araujo quem explica: Entre o psicodrama, improviso teatral e perversos jogos infantis, as criadas sublimam, através de uma cerimônia fúnebre, o processo de opressão comandado por sua patroa/mãe, nesse tipo de relação promiscua presente em nossa cultura. Jogo situado para além da luta de classes e de Freud, cuja arena é um inferno Sartreano, que flerta com o surrealismo de Buñel e o expressionismo de Bergman, sem esquecer o travestismo tão caro a Genet. Fuga e evasão poética de alto teor lírico e poesia barata que nos remete a Mishima, Fassibinder e Manuel Puig“.

SINOPSE

A peça conta a história das irmãs Clara (Clara Carvalho) e Solange (Mariana Muniz), empregadas no luxuoso apartamento de Madame (Emilia Rey), por quem nutrem ao mesmo tempo ódio e adoração. Basta que Madame saia de casa para que as criadas iniciem um jogo de submissão e poder em que usam as roupas, joias e maquiagens da patroa, imitando sua voz e seus gestos, em requintados e perversos rituais de “faz-de-conta”.

Dia após dia, planejam a morte de sua patroa. Através de cartas anônimas com denúncias, acabam por levar o amante de Madame para prisão. Mas, inesperadamente, ele é libertado e vai ao encontro de Madame, e logo as tramoias das duas serão descobertas pelo casal. Sem saída, as criadas levam seu jogo perverso ao limite.

A MONTAGEM

A encenação transita pelo drama e pela tragicomédia para tratar de uma incômoda relação entre opressor e oprimido. O cenário de Marcela Donato evoca o luxo e a grandiosidade da casa de Madame, onde predominam a cor vermelha em tapetes e longas cortinas entre espelhos e objetos clássicos. O figurino, também de Donato, é também clássico e elegante para Madame, e realista no uniforme das criadas.

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As Criadas
Com Clara Carvalho, Mariana Muniz e Emilia Rey
Teatro João Caetano (Rua Borges Lagoa, 650 – Vila Clementino, São Paulo)
Duração 90 minutos
06 a 29/10
Sexta e Sábado – 21h, Domingo – 19h
$20
Classificação 14 anos

 

SABE QUEM DANÇOU?

Ambientada nos anos 1980, a tragicomédia “Sabe Quem Dançou?”, de Zeno Wilde, mesmo autor de Blue Jeans e Zero de Conduta, estreia no palco do Teatro Paiol Cultural dia 12 de outubro. Com novo elenco, a peça dirigida por Hermes Carpes acompanha personagens marginalizados para tratar de temas como jovens de rua, milícia, prostituição e roubos. Em cena, as mazelas, personagens, contexto, linguagem e situações que se aplicam perfeitamente aos dias atuais. A postura realista adotada na peça provoca choque e reflexão sobre questões tão conhecidas, mas muitas vezes ignoradas.

O personagem central é Madonna (Hermes Carpes), receptador de objetos roubados, que ampara meninos em sua casa. A primeira montagem ocorreu em 1990, com Clodovil Hernandes (1937-2009) no papel principal e recebeu prêmio por melhor texto, no mesmo ano, do “Timochenco Wehbi”. Foi finalista de melhor texto pelo prêmio Shell em 1991.

As sessões acontecem nos dias 12, 19 e 26 de outubro, quintas-feiras, sempre às 21h.

Peças teatrais são diferenciadas por diversos parâmetros, mas independente de sua classificação, uma peça tem que ser feita por gente que entende o que é Teatro, e que se entrega ao ofício com talento e suor, com prazer e amor pelo que faz. Essa tragicomédia me proporcionou ótimos momentos. Com texto realista, porém sem ser exagerado, mostra uma das facetas do submundo da sociedade, onde a lei da selva se impõe.” Jorge Leão – Jornalista, Produtor Cultural, Editor das revistas impressas Guia Teatro Carioca e Barra Cultura & Lazer.

 

Sabe Quem Dançou?
Com Hermes Carpes, Ronaldo Spedaletti, Cleber Batista e Ferruccio Cornacchia
Teatro Paiol Cultural (Rua Amaral Gurgel, 164, Consolação – São Paulo)
Duração 70 minutos
12 a 26/10
Quinta – 21h
$40
Classificação 18 anos

DADESORDEMQUENÃOANDASÓ

DADESORDEMQUENÃOANDASÓ tem direção de Carlos Baldim e propõe o encontro entre a ARTERA Companhia de Teatro e a Cia. Provisório-Definitivo para a idealização, realização e produção do espetáculo. A peça foi contemplada pelo edital do Prêmio Zé Renato.
 
No palco, o elenco composto por Andrea Tedesco, Anna Cecilia Junqueira, Paula Arruda, Pedro Guilherme Ricardo Corrêa dão vida aos narradores e personagens da história de Stevie, um garoto portador da síndrome de Asperger, que sofre com a ausência do seu pai e com a dificuldade de se relacionar com o mundo por conta dessa síndrome. 
Davey Anderson oferece uma dramaturgia contemporânea, que instigou uma encenação que a acompanhasse nessa experimentação de linguagem, propondo a mistura de elementos épicos e dramáticos, e utilizando o espaço cênico com uma mescla de teatro e cinema. 
 
A temática é, sobretudo, universal. A partir do mundo particular desse garoto, o espectador pode enxergar o seu próprio mundo. Superar traumas e medos, separações e ausências e a morte. Tudo isso com a inerente individualidade que cada um carrega em si. “A síndrome de Asperger é assim uma grande peculiaridade da personagem para mostrar o que a sociedade tem dificuldade de admitir: diferença e a diversidade fazem parte do humano. Por portar uma doença, por pensar ou sentir desta ou daquela maneira, pelas escolhas que são feitas, e, apesar das semelhanças, não existe um ser humano igual ao outro. Exaltar a beleza e importância disso é um dos motores desse projeto tanto para a Companhia ARTERA de Teatro, quanto para a Cia. Provisório-Definitivo.“, comenta a atriz Paula Arruda
 
É traço marcante dos dois grupos essa temática: peças infantis, jovens e adultas essas companhias investem em histórias que salientam a importância da individualidade em todas as questões que nos desafiam na relação com o outro e com o mundo: relacionamento, escolhas, sexualidade, sonhos, perdas, moral e ética, tolerância, intolerância e comportamento.
 
A união desses dois grupos vem também corroborar para outro traço marcante do texto: a co-dependência. “DADESORDEMQUENÃOANDASÓ nos mostra que somos seres individuais interligados um ao outro não por uma pretensão altruísta de solidariedade, mas porque assim funciona a natureza, inclusive a natureza humana quer se queira isso ou não.  Assim, admitir a importância da individualidade, nos abre as portas para admitirmos o que muitos consideram paradoxalmente oposto: a importância da convivência.“, acrescenta o diretor Carlos Baldim.
 
Os desafios propostos para Stevie são no fundo também os desafios de todas as personagens. As desordens que acontecem pela ausência do pai, pela falta de dinheiro da mãe,  pelo despertar da sexualidade de Julie e pelas dificuldades de comunicação de Stevie oriundas da Síndrome, não são só de um, mas de todos os envolvidos.  “Como se um ato imprevisto desencadeasse uma série de desordenamentos, desconcertos, como na vida uma ação resulta em reação, uma rede de utopias e mazelas humanas que nunca estão sozinhas. Ruas entupidas de pessoas ensimesmadas em seus fones de ouvidos, anunciando a trilha sonora daquilo que se pode escutar, apenas pressentir. As dificuldades de expressar o que sente não diz respeito apenas da Síndrome, mas diz a todos nós. Acredito que a peça seja uma saga a respeito das diferenças e um apelo a alteridade.” comenta Ricardo Corrêa da Cia ARTERA de Teatro.
 
SINOPSE – DADESORDEMQUENÃOANDASÓ conta a história de uma família de classe média. Por causa da ausência do marido, Maureen trabalha em diversos lugares e não tem tempo para cuidar dos filhos. Stevie, portador da síndrome de aspenger, é deixado sozinho no seu quarto ao seu próprio cuidado, enquanto sua irmã, a adolescente Julie, faz tentativas desastradas de entrar no mundo adulto. Julie resolve sair escondida descumprindo o combinado com sua mãe. Preocupado com o paradeiro da irmã, Stevie resolve procurá-la e acaba indo parar no Parque de Diversões e sem intenção acaba causando um grande acidente: ele acredita ter se tornado um assassino.  A partir daí, inicia-se uma história permeada de encontros e desencontros que mistura ficção, realidade e poesia, na qual Stevie procura compreender, solitário, as consequências dessa intensa e inesquecível aventura.
 

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Dadesordemquenãoandasó
Com Andrea Tedesco, Anna Cecilia Junqueira, Paula Arruda, Pedro Guilherme, Ricardo Corrêa.
Oficina Cultural Oswald de Andrade (Rua Três Rios, 363 – Bom Retiro – São Paulo)
Duração 80 minutos
16/10 até 07/11
Segunda e Terça – 20h
Classificação Livre
 

OS ATINGIDOS OU TODA COISA QUE VIVE É UM RELÂMPAGO

Ordinária Companhia chega com nova temporada de Os Atingidos ou Toda Coisa que Vive é um Relâmpago a partir de quarta-feira, 4 de outubro, às 21h no Inbox Cultural. As apresentações acontecem sempre quartas e quintas, às 21h, até 26 de outubro. A montagem tem uma linguagem que permeia a relação entre teatro e cinema com direção e dramaturgia de José Fernando Peixoto de Azevedo.

Em cena, um jogo ficcional simula o suspense de um filme com o cotidiano de pessoas em luta por reparação e condenação dos criminosos. Esse é o mote do espetáculo gerado a partir da pesquisa sobre as consequências na vida de pessoas daquilo que é o Crime de Mariana. É menos que uma tragédia, resultado da ação criminosa ligada à exploração de minérios e o rompimento da barragem em que a lama encobriu distritos e rios de Minas ao Espírito Santo, chegando ao mar.

A peça procurou usar como propulsores para a construção os desdobramentos e os antecedentes da tragédia. Desde o histórico da rota do ouro e de minérios, além de deslizamentos menores que causaram morte ainda nos anos 80 nessa longínqua exploração da região.

Durante a pesquisa, o grupo foi a cidade de Mariana e nos pequenos distritos em busca de contato direto com os que sofreram e ainda sofrem com o rompimento da barragem. O encontro trouxe a oportunidade de ver de perto todas as camadas que envolvem a tragédia desde os aspectos sociais, econômicos e ambientais, além das rupturas e discriminações que se tornaram a vida dos atingidos. As pessoas foram pulverizadas e classificadas de acordo com a lama que sujou suas vidas na tragédia.

Todos esses elementos foram utilizados de maneira ficcional para criar uma montagem que constrói no palco uma espécie de filme ao vivo calcado pelo suspense. Uma linguagem que permeia o teatro e o cinema, característica que já foi trabalhada no espetáculo Zucco do grupo.

Em cena, a situação é a de um “estúdio”, ao menos em dois sentidos simultâneos, justapostos: estúdio de gravação (atores e técnicos que, diante do público, gravam e editam materiais que são projetados, e este trabalho é também cena), mas também espaço de estudo da cena (atores atuam suas figuras em situação, diante do público).

O resultado é um teatro-filme com um deslizamento entre os pontos de vista e perspectivas. Durante a pesquisa, filme de Alfred Hitchcock, David Lynch e o recente Corra!, de Jordan Peele, serviram para absorver os artifícios de suspense inseridos na encenação.

A Ordinária Companhia surgiu em 2013, resultando do percurso de uma turma de alunos da Escola de Arte Dramática, a EAD, da ECA-USP, que naquele ano estreia seu trabalho de conclusão de curso, ZUCCO, uma adaptação do texto de Bernard Marie-Koltès, dirigida pelo também professor da Escola, José Fernando de Azevedo. O espetáculo fez temporadas em São Paulo – na EAD (2013), no TUSP e no CIT-ECUM (2014) – e o grupo foi indicado ao Prêmio Cooperativa Paulista de Teatro (2014), na categoria revelação. 

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Os Atingidos ou Toda Coisa que Vive é um Relâmpago
Com Áurea Maranhão, Conrado Caputo, Juliana Belmonte, Paulo Balistrieri e Rafael Lozano
Inbox Cultural (R. Teodoro Sampaio, 2355 – Pinheiros, São Paulo)
Duração 90 minutos
04 a 26/10
Quarta e Quinta – 21h
$30
Classificação 14 anos

CANTANDO NA CHUVA, O MUSICAL PRORROGA TEMPORADA

O público pode comemorar: “Cantando na Chuva”, com Claudia Raia e Jarbas Homem de Mello, acaba de ter prorrogada sua temporada no Teatro Santander. Serão 18 apresentações a mais para presentear o público com a oportunidade de ver de perto essa superprodução elogiada pela crítica e prestigiada pelo público. Com a extensão, o espetáculo passa a ficar em cartaz até o dia 17 de dezembro.

A clássica história se passa nos idos de 1920 em plena Hollywood. Os atores Don Lockwood (Jarbas Homem de Mello) e Lina Lamont (Claudia Raia) são as estrelas da época, o casal preferido da indústria cinematográfica. Sucesso entre o público, os dois são os queridinhos da mídia, que aposta num relacionamento mais íntimo entres eles, algo que jamais existiu.

O sucesso do casal 20, entretanto, é abalado com a transição do cinema mudo para o falado, que logo se torna a sensação do mercado. Dispostos a não perderem o que conquistaram, Don e Lina se veem obrigados a produzirem um filme para atender às expectativas da época.  Juntos, eles precisam superar as dificuldades que essa “nova interpretação” representa para os dois, e assim se manterem no topo. Nesse processo, entram duas figuras importantes para o sucesso da investida do casal: Kathy Selden e Cosmo Brown. Originalmente interpretados por Debbie Reynolds e Donald O´Connor, Bruna Guerin e Reiner Tenente dão vida aos personagens no musical brasileiro.

Superprodução

Para produzir o musical, Claudia Raia se associou a Stephanie Mayorkis, produtora do espetáculo e diretora da IMM Esporte e Entretenimento. A direção da obra ficou a cargo do americano Fred Hanson, conhecido por seus trabalhos em “Miss Saigon”, “Les Misérables (EUA)” e “O médico e monstro”.

“Cantando na Chuva” recebe todos os cuidados dignos da superprodução que é. Para a lendária cena em que Don Lockwood sapateia na chuva, o teatro ganhou dois tanques, com capacidade total para mais de 8 mil litros de água, que produzem o efeito da chuva. O palco do Teatro Santander foi adaptado para receber um sistema de filtragem da água e outro de aquecimento, que mantém a temperatura em 29° C. Uma rede de drenagem com bombas faz a receptação para reutilização da água, evitando qualquer desperdício. Do assento, o público assiste de perto à magia de uma das cenas mais marcantes do cinema.

A cena da chuva é a mais clássica de todos os tempos dos filmes musicais. E não poderia ser diferente no nosso espetáculo”, afirma Jarbas. Sobre a cena tão emblemática, Claudia Raia é categórica: “Quando toca aquela música, e você vê alguém cantando na chuva com aquele guarda-chuva aberto, é emocionante. O público vai ao delírio”.

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Cantando na Chuva, O Musical
com Claudia Raia, Jarbas Homem de Mello, Bruna Guerin, Reiner Tenente, Sérgio Rufino, Dagoberto Feliz, Thiago Machado, Nábia Villela, Fabio Saltini, Alessandra Dimitriou, Andreza Meddeiros, Carla Vazquez, Carol Tanganini, Claudia Rosa, Conrado Helt, Gabriela Rodrigues, Johnny Camolese, Julio Assad, Elcio Bonazzi, Luciana Milano, Marcelo Santos, Mariana Barros, Mariana Gallindo, Marisol Marcondes, Matheus Paiva, Nina Sato, Pedro Paulo Bravo, Sandro Conte, Leandro Naiss e Vanessa Mello.
Teatro Santander – Shopping JK Iguatemi (Av. Pres. Juscelino Kubitschek, 2041 – Itaim Bibi, São Paulo)
Duração 150 minutos
Estreia 12/08 até 17/12
Quinta e Sexta – 21h; Sábado – 17h e 21h; Domingo – 16h e 20h
$50/$260
Classificação Livre