MUSICAIS OPEN MIC

Estreia nesta próxima terça, 05 de setembro, o novo projeto “MOM – Musicais Open Mic“. Idéia inédita no país, mas já consagrada em metrópoles mundiais, o bar. (bar Ponto) exibe, sempre às terças feiras, uma noite especial com atores e cantores convidados e microfone aberto (open mic) para talentos ainda desconhecidos do grande público.

Para a estreia,  a casa recebe cinco destaques do cenário musical: Thais Piza (New York New York, We Will Rock You), Ana Luiza Ferreira (Mudança de Hábito, My Fair Lady), – Simone Gutierrez (Hairspray, Priscila Rainha do Deserto), Esdras de Lucia (Hair, Mudança de Hábito) e Shirley Oliveira (A Era do Rock).

Os novos talentos open mic da estréia são: Tai Veroto, Fred Inglez e Francisco Costa.

O projeto é uma parceria entre Almali Zraik, Derek Hamburger e o bar.

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Musicais Open Mic
a cada terça feira, com novos convidados
Bar Ponto (R. Joaquim Antunes, 248 – Pinheiros, São Paulo)
Estreia 05/09
Terça – 20h
Consumação

SUASSUNA – O AUTO DO REINO DO SOL (OPINIÃO)

No tabuleiro da vida, dentro da caixa escura mágica, Luis Vasconcelos transformou em poesia os sonhos de Bráulio Tavares, que bebeu das águas de Ariano Suassuna…

Suassuna – O Auto do Reino do Sol” é o novo trabalho da companhia teatral “Barca dos Corações Partidos“. Não é um espetáculo biográfico, mas sim, uma homenagem ao poeta e a comemoração dos seus 90 anos, caso estivesse vivo.

O sertão não virou mar, nem vice-versa, mas ocupou o teatro com toda sua mitologia e simbolismo particular, retratada pelo poeta em suas obras. Estão presentes personagens de outras obras do homenageado; o homem sertanejo, a comédia, os casos amorosos, a briga entre famílias poderosas, além da figura dos palhaços frustados (como o próprio Suassuna se denominava) e de Nossa Senhora.

A história é simples, assim como os textos de Suassuna. É um Auto – termo surgido na Idade Média em Portugal para definir as peças teatrais apresentadas primeiramente em igrejas, para depois tomar conta das feiras populares. Tem uma curta duração e com conteúdo simbólico, onde os personagens são entidades abstratas, de caráter religioso ou moral (o pecado, a luxúria, a bondade, a virtude, entre outros).

Conta a viagem de uma trupe circense pelo sertão paraibano em direção a Taperoá, cidade onde fica a fazenda dos Suassuna, para apresentar um espetáculo em sua homenagem. Só que no trajeto, acabam se perdendo e vão parar no vale ‘O Soturno’, uma região dominada por duas famílias inimigas e poderosas – os Fortunato  e os Moraes. E para piorar a rixa, os jovens Iracema Moraes e Lucas Fortunato se apaixonam e resolvem fugir do sertão com o circo.

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Nossa Opinião

Nesta montagem, sob direção de Luis Vasconcelos, quem se sobressai são os atores. O diretor consegue destacar as qualidades de cada um, e com isso, todos tenham seus momentos principais.

Mas não tem como não destacar os personagens feitos por Adrén Alves nos papéis de Sultana, a dona do circo, e da matriarca da família Fortunato; bem como os palhaços de  Eduardo Rios e Renato Luciano, que interpretam seus Dom Quixote e Sancho Pança no picadeiro.

O cenário é uma caixa teatral preta, com um tabuleiro ao centro, por onde os personagens caminham por suas casas. E por onde também navega um barca em forma de carroça, que leva a trupe circense – e seus instrumentos musicais – pelo sertão nordestino.

Destaque também para as canções autorais e inéditas de Chico César, Beto Lemos e Alfredo Del Penho; os figurinos de Kika Lopes e Heloisa Stockles; e a iluminação criada por Renato Machado, para mostrar desde o sertão nordestino às nuances da trama.

“Suassuna – o Auto do Reino do Sol” tem que ser vista!

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A Barca dos Corações Partidos

A companhia é formada por Adrén Alves, Alfredo Del Penho, Beto Lemos, Fábio Enriquez, Eduardo Rios, Renato Luciano e Ricca Barros. Como atores e músicos convidados para este musical, temos Rebeca Jamir, Chris Mourão e Pedro Aune.

O grupo teve como padrinho outro expoente do Teatro Brasileiro – João Falcão, que os reuniu em “Gonzagão, a Lenda” (2012) e logo depois em “Ópera do Malandro” (2014).

Depois foi hora de trilhar os caminhos com suas próprias pernas. Veio “Auê” (2015), que segundo o dicionário, é sinônimo de farra, tumulto, confusão causado por uma algazarra. Foi isso que o grupo fez nos palcos, apresentando 21 canções autorais e inéditas, num espetáculo de dança, teatro, performance e música. E em 2017, “Suassuna – o Auto do Reino do Sol“.

O reconhecimento do trabalho da Barca dos Corações Partidos veio tanto por parte do povo (que lota as suas apresentações e tem paixão pela companhia teatral – nós, inclusive) como pela crítica especializada. Só no Prêmio Reverência deste ano (prêmio que reconhece os melhores do Teatro Musical Brasileiro), a companhia recebeu 17 indicações, sendo 10 por ‘Suassuna’ e 7 por ‘Auê’. No Prêmio Bibi Ferreira, outro voltado para espetáculos musicais, ‘Auê’ tem 10 indicações (‘Suassuna’ só estreou em São Paulo após a divulgação das indicações).

Viva a cultura popular brasileira! Viva Ariano Suassuna!

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elenco e criativos – Luis Vasconcelos (diretor), Bráulio Tavares (autor), Chico César (diretor musical) e Andrea Alves (produtora)

Suassuna – o Auto do Reino do Sol
Com a Cia. Barca dos Corações Partidos: Adrén Alves, Alfredo Del Penho, Beto Lemos, Fábio Enriquez, Eduardo Rios, Renato Luciano e Ricca Barros. Atriz convidada: Rebeca Jamir. Artistas convidados: Chris Mourão e Pedro Aune
SESC Vila Mariana (R. Pelotas, 141 – Vila Mariana, São Paulo )
Duração 120 minutos
24/08 até 01/10
Sexta e Sábado – 21h; Domingo e Feriado – 18h
$40 ($12 trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculados no Sesc e dependentes/Credencial Plena).
Classificação 12 anos