GIN COM TÔNICA – QUANDO UM HOMEM AMA… OUTRO

Texto de Ricardo Leitte escrito em 1995, buscando expor as próprias experiências em casas noturnas das mais variadas, a peça foi chamada para inaugurar o primeiro espaço teatral da Praça Roosevelt, onde antes funcionava o CINE BIJOU, buscando tratar o tema da homossexualidade sem peso, sem culpas, sem grandes dramas.
É um texto doce e sensível e mostra a busca de companhia de homens que se relacionam com outros homens, são 4 cenas, onde personagens chamados JOÃO e PEDRO, se revezam em vários papéis, ocupando a mesa de um bar comandado por uma travesti sessentona.
Na primeira cena, um jornalista se interessa pelo garçom do bar. A segunda, encontro de um rapaz em busca de um amor é outro que busca apenas sexo. Na terceira, um advogado maduro está terminando um relacionamento de cinco anos com um garoto muito mais novo por traição. Na quarta cena, os dois atores se revezam num único personagem que deixou no passado o seu grande amor e vem ao bar buscar alento no álcool das bebidas. Na quinta cena, todos os personagens se cruzam as ordeNS de Annete, a dona do bar.
A nova montagem que estreia em setembro, volta ao mesmo palco do antigo CINE BIJOU, agora TEATRO DO ATOR, que inicia com esse espetáculo um projeto de TEATRO DA DIVERSIDADE, que dará espaço para espetáculos com esse tema.

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Gin com tônica – Quando um homem ama…outro
Com Dindry Buck, Ricardo Leitte e Roberto de Paula
Teatro do Ator (Praça Franklin Roosevelt, 172 – Centro, São Paulo)
Duração 90 minutos
05 a 26/09
Terça – 21h
$40
Classificação 16 anos

NUREMBERG

Um jovem neonazista se prepara para um atentado, do qual não sairá vivo. Suas histórias, seus ideias políticos e seus desejos são revelados enquanto se exercita freneticamente, esperando seus companheiros. Esse é o mote de NUREMBERG, texto inédito no Brasil do dramaturgo uruguaio Santiago Sanguinetti, que estreia dia 2 de setembro, sábado, às 20 horas, no Centro Compartilhado de Criação.

O solo, montagem do grupo Na Cia dos Homens, tem tradução e direção de César Maier e atuação de Osmar Pereira. Sem cenografia, NUREMBERG é apoiado em projeções do documentário O Julgamento de Nuremberg, além de nomes de pessoas brasileiras que sofreram algum tipo de violência, como o pedreiro Amarildo, a travesti Dandara, o índio Galdino e Claudia, a mulher arrastada por uma viatura policial no Rio de Janeiro.

NUREMBERG é a segunda montagem da Cia de um autor da América Latina. A primeira foi Uma Ferida Absurda, da argentina Sonia Daniel, em 2011. O diretor César Maier tem focado seus estudos na dramaturgia contemporânea dos países da América do Sul e já planeja montar em 2018 um texto do uruguaio Sérgio Blanco.

Superioridade

Filho de um pai autoritário e de uma mãe dura e cruel, violado em sua adolescência, o personagem – um skinheadneonazista – proclama histericamente sua fúria contra o mundo e contra os alvos tradicionais da extrema direita, incluídos o homossexuais e os judeus, enquanto aguarda um sinal de seus companheiros, que virão buscá-lo para a execução de um atentado contra a embaixada de um país não nomeado.

Mas se em alguns momentos a personagem vocifera seu ódio, através de discurso contra a ordem existente e os ‘seres inferiores que transformam o mundo em uma repugnante pocilga’, expresso em saudações nazistas, em outros se transforma em uma criança assustada, cuja intenção é ser bom e se comportar bem”, explica o diretor César Maier.

Através destes recursos, NUREMBERG nos aproxima de sua personagem, quando coloca o público em contato com o sentimento de superioridade que se faz presente em cada indivíduo, em diversos momentos e situações, seja por razões sociais, raciais, intelectuais ou físicas. Para o dramaturgo Santiago Sanguinetti, o que nos diferencia do personagem do monólogo é que esse sentimento não nos leva ao desejo de aniquilar o outro. “Trata-se de um ser humano. Horrível, mas um ser humano do início ao fim. E por isso, o teatro há de nos servir para entender as grandezas e as misérias dos seres humanos“, afirma ele.

Claustrofóbico

Em NUREMBERG, o personagem skinhead e neonazista dispara vários relatos em um fluxo de pensamento. As projeções de vítimas do nazismo e de estrema violência fazem um contraponto com o discurso dele, reforçando uma atmosfera claustrofóbica.

Segundo o ator Osmar Pereira, a cidade de Nuremberg constituiu-se no grande símbolo do apogeu do regime nazista e foi transformada no símbolo de sua destituição quando abrigou os julgamentos contra seus principais artífices, responsáveis por um dos mais terríveis genocídios da história da humanidade. “E se Nuremberg nos parece distante, geográfica e culturalmente, devemos enxergá-lo como símbolo de toda intolerância, seja racial, de gênero ou social”, sentencia ele.

César Maier acredita que o espetáculo e seu personagem dialogam com atual e crescente onda de manifestações de ódio, que resultam em crimes hediondos, como machismo, racismo e homofobia, e com os chamados haters cujo contato pode se dá facilmente através dos comentários nos portais da internet e das redes sociais. “Deste modo,NUREMBERG cumpre um dos mais importantes papeis do teatro: refletir sobre os aspectos sociais e políticos que constituem as relações no mundo contemporâneo.

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Nuremberg
Com Osmar Pereira
Centro Compartilhado de Criação (Rua Brigadeiro Galvão, 1010 – Barra Funda, São Paulo)
Duração 40 minutos
02/09 até 01/10
Sábado – 20h, Domingo – 19h
$40
Classificação 16 anos

 

DO OUTRO LADO

Vanessa Gerbelli e Alessandra Verney estão em Do Outro Lado, espetáculo musical de autoria de Vanessa Gerbelli que faz temporada de 27 de setembro a 26 de outubro, sempre às quartas e quintas-feiras, às 21h. A direção geral é de Patrícia Pinho, com participação especial e direção musical de Miguel Briamonte. A direção de arte e cenografia é assinada por Gringo Cardia.

A peça se passa no pátio de uma penitenciária fictícia, onde duas detentas fazem um show em homenagem a uma querida colega, falecida há uma semana. Silmara, nordestina, presa por assassinato e Diana, cantora e musicista, acusada pelo marido de tentativa de assassinato, são as atrizes do espetáculo que conta a historia de ambas, “costurada” por músicas conhecidas do repertório brasileiro.

Com toques de humor e drama, o espetáculo propõe reflexões sobre o universo feminino, a submissão, o casamento, a violência contra a mulher. Com o auxílio de melodias consagradas nacional e internacionalmente: Elvis Presley, Roberto Carlos, Raimundo Fagner, Olga Guillot e música Gospel se misturam ao jazz e ao samba na voz das atrizes-cantoras. Em cena, colocam em discussão a culpa e a pena, a liberdade, o amor, o papel da mulher na sociedade, o ódio, o predomínio do instinto, o preconceito e a fé. Tudo com a sutileza, a delicadeza e a paixão das almas femininas.

Do Outro Lado_7085_crédito Miriã Brasil

Do Outro Lado
Com Vanessa Gerbelli e Alessandra Verney
Teatro Porto Seguro (Alameda Barão de Piracicaba, 740 – Campos Elíseos, São Paulo)
Duração 75 minutos
27/09 até 26/10
Quarta e Quinta – 21h
$60
Classificação 14 anos

INSTABILIDADE PERPÉTUA

A habilidade para enxergar a vida por meio das feridas é o tema de “Instabilidade Perpétua”, o primeiro solo teatral da atriz carioca Soraya Ravenle, inspirado no livro homônimo do filósofo e poeta paulistano Juliano Garcia Pessanha. Sucesso de crítica e de público no Rio de Janeiro, a peça chega ao Sesc Ipiranga entre 8 de setembro 1º de outubro, com sessões às sextas, às 21h30; aos sábados, às 19h30; e aos domingos, às 18h30. Os ingressos custam até R$20.

A obra que deu origem ao espetáculo é composta por ensaios filosóficos, poesia e historietas sobre temas relacionados à existência humana em sociedade. Na montagem, a atriz ainda acrescenta a essa mistura a música e a dança.

O autor cria uma série de reflexões sobre o que é estar vivo e como é difícil nascer. Segundo essa ideia, os recém-nascidos encontram um mundo cada vez mais técnico e hipernomeado, e, por isso, precisariam conhecer outras formas de nascimento (para além do biológico) para que pudessem viver plenamente. Em outras palavras, o homem precisaria reconhecer a vida como um espaço de instabilidade e aprender a conviver com esse tormento para ser feliz.

A encenação é resultado de um processo criativo colaborativo, com a participação das diretoras Daniela Visco, Georgette Fadel, Julia Bernat e Stella Rabello.“Fui atravessada violentamente pela escrita filosófica, poética e literária do Juliano, logo que Georgette Fadel me apresentou [o texto]. Hoje, sei que seu gesto foi desprovido de inocência, já que, por me conhecer profundamente, ela vislumbrou o futuro ‘apaixonamento’. Como era possível que alguém que eu nem conhecia nomeasse a minha existência e anseios muito além do que eu mesma pude fazer até agora?”, comenta Ravenle.

Pensado para ser apresentado tanto no palco convencional como em espaços alternativos, o espetáculo foi desenvolvido a partir de uma nova forma de produção artística, que dialoga com o conceito de “economia criativa”. Sem qualquer fomento ou patrocínio, o trabalho foi realizado por meio de permutas de serviços e oportunidades entre Soraya Ravenle, o coletivo Alquimia Cultural e outros artistas/grupos. Cada um se responsabilizou por uma função técnica, como captação de recursos, produção executiva, cenários, figurinos, etc.

SINOPSE

O solo “Instabilidade perpétua” é baseado no livro homônimo do escritor Juliano Garcia Pessanha, composto por ensaios filosóficos, poéticos e historietas. O trabalho oferece ao espectador uma maneira de enxergar a vida a partir das próprias feridas, com delicadeza e contundência, em uma reflexão sobre vários aspectos filosóficos da existência humana em sociedade.

Instabilidade Perpétua
Com Soraya Ravenle
SESC Ipiranga (Rua Bom Pastor, 822, Ipiranga, São Paulo)
Duração 60 minutos
08/09 até 01/10
Sexta – 21h30, Sábado – 19h30, Domingo – 18h30
$20 ($6 – credencial plena)
Classificação 14 anos

ZOOLÓGICOS

ZOOLÓGICOS é um espetáculo teatral que se propõe a lançar um olhar sobre a ética das relações humanas e as crises que desestruturam a sociedade. Em cena, seres humanos que deixam aflorar aspectos selvagens, animalescos, de suas personalidades, afetados por suas experiências individuais e coletivas que balizam a nem sempre harmoniosa convivência em grupo, sua conduta social, desejos e frustrações. A peça estreia na Sede das Cias dia 29 de agosto e fica em cartaz de terça a quinta às 20h, até o dia 21 de setembro.

O espetáculo conta a história de dois casais, cuja troca de pares revela que as diferenças alheias não são toleradas. Numa patologia que vincula a falta de limites éticos e morais à habilidade de seduzir, os pares envolvem-se, erótica e profundamente de tal modo que sua convivência pode resultar tanto em imenso prazer como em intenso sofrimento.

Em sua estrutura, o texto rompe regras ao apresentar uma estrutura não linear, alterando o tempo medido cronologicamente. Semelhante ao adestramento de animais, a dramaturgia insinua um processo metafórico sobre a “domesticação”. Essa ocorre quando o treinador impõe uma ação ao animal que, ao executá-la bem, pode obter uma recompensa, constituindo um movimento contínuo de ação, satisfação, repetição e nova ação.

Desse modo o texto busca estimular a interação do público, deixando-o desconfortável, pois o trabalho de recompensa é estruturado na incerteza, para logo adiante dar-lhe o conforto da lógica, sua recompensa. Há quatro fios condutores da história, cada um domesticando (ou tentando domesticar) a si e aos outros. Antônio, um homem de honrada aparência, que dirige um instituto destinado à sociabilização para jovens assassinos, em segredo, relaciona-se com a ex-interna Kika, que, por sua vez, tenta reconstruir sua vida. Babu, outro ex-interno, alcançou a ressocialização, mas precisa da ajuda de Antônio para salvar a bela e misteriosa Ilana, cuja natureza é aparentemente indomável. Num jogo perverso, cujas ações e palavras são armas para o jogo amoroso, com alto grau de envolvimento erótico afetivo, os dois casais provocam-se mutuamente, criando um ambiente que extrapola qualquer limite moral ou ético. O que vale é o que está em jogo.

SINOPSE:

Assassinos recém-saídos de um instituto de ressocialização se envolvem num jogo psicologicamente perverso.O texto conta a história de quatro pessoas e revela que as diferenças do outro não são toleradas. Numa patologia que vincula seduzir, envolvem-se os pares em afetivo e erótico, que pode resultar tanto em imenso prazer como em intenso sofrimento.

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Zoológicos
Com Glória Dinniz, John Marcatto, Marilha Galla e Renato Kruege
Sede das Cias. (Rua Manoel Carneiro, 12 – Escadaria do Selarón – Lapa, Rio de Janeiro)
Duração 60 minutos
29/08 até 21/09
Terça, Quarta e Quinta – 20h
$40
Classificação: 16 anos

 

A VIDA DE MARIA DE NAZARÉ

Trazendo as lembranças da mãe do Cristo em sua passagem terrena, o solo, que conta com a atuação de Maritta Cury, revela uma Maria humana, uma Maria mãe e mulher.

A Vida de Maria de Nazaré’ mostra, do ponto de vista de Maria, a cultura e os costumes da sociedade da época, através das suas vivências, seu cotidiano com a família e com Jesus. A peça ‘fala’ com católicos, espíritas, evangélicos, judeus e, inclusive, ateus, pois baseia-se na história, em fatos, para contar a trajetória de uma mulher simples e de grande amor maternal que supera a si própria, emergindo como redentora da humanidade.

Sinopse:

MARIA DE NAZARÉ – Baseado no livro ‘Maria’, de Sholem Asch, o solo narra as lembranças de Maria de Nazaré em sua passagem terrena,revelando uma Maria humana, uma Maria mãe e mulher. O espetáculo mostra, do ponto de vista de Maria, a cultura e os costumes da sociedade da época, através das suas vivências, seu cotidiano com a família e com Jesus.

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A Vida de Maria de Nazaré
Com Maritta Cury.
Teatro Ruth Escobar – Sala Miriam Muniz (Rua dos Ingleses, 209 – Bela Vista, São Paulo)
Duração 75 minutos
02/09 até 25/11
Sábado – 19h
$50
Classificação Livre

O JARDIM DOS SONHADORES

Após o sucesso dos espetáculos “Os Guarda – Chuvas”, “4 Ever – A Última Noite”, “Os Donos do Mundo” que esta concorrendo ao Prêmio Jovem Brasileiro 2017 como o Melhor Espetáculo e “O Manual de Sobrevivência do Jovem Contemporaneo” com atuação também do YouTuber Gusta Stockler, Luccas Papp prepara mais um sucesso para os palcos com estreia prevista para Setembro “O Jardim dos Sonhadores”  que estreia em Setembro e promete encantar ao público teen.

O Jardim dos Sonhadores é uma história que se passa no Central Park, localizado no coração de Nova York. John (Luccas Papp) é um jovem e já consagrado autor de romances que, sem nenhuma ideia do que escrever em seu novo livro, passa todos os dias sentado em um banco isolado do parque em busca de inspiração.

Tudo muda em uma tarde de verão, quando Olivia (Joana Rodrigues), uma misteriosa jovem senta – se ao seu lado. Em poucos minutos John parece descobrir mais sobre o amor do que ele havia descrito em qualquer um de seus livros. O espetáculo narra quatro breves encontros dos jovens, um a cada estação do ano, e entre eles acompanhamos os seus medos, crescimentos e as mudanças presentes não só na temperatura do ar, mas também no interior de cada um.

Nessa montagem Luccas divide o palco com a talentosa jovem atriz Joana Rodrigues. Joana fez sua primeira novela, uma participação em “Vila Madalena” na Rede  Globo de Televisão. Atuou em algumas peças musicais e em 2009 viveu a personagem  Bruna na novela “Vende – se um Véu de Noiva” no SBT.

A direção fica por conta do talentoso diretor Alan Moraes que completa 20 anos de carreira. Alan já dirigiu grandes eventos, espetáculos e atrações como: “Noite  do Terror no Playcenter”, “Moranguinho e sua Turma” entre outros. Com Luccas Papp trabalhou na direção do espetáculo “4 Ever – A Última Noite”. Para abrilhantar ainda mais o espetáculo, todas as músicas serão tocadas ao vivo por um trio de músicos.

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O Jardim dos Sonhadores
Com Joana Rodrigues e Luccas Papp
Viga Espaço Cênico (R. Capote Valente, 1323 – Pinheiros, São Paulo)
Duração 70 minutos
16/09 até 08/10
Sábado e Domingo – 16 horas
$50
Classificação Livre