A GENTE SUBMERSA

Teatro do Incêndio inaugura sua nova sede, no Bixiga, no dia 16 de setembro (sábado, às 20h) com a estreia do espetáculo A Gente Submersa, que tem texto e direção assinados por Marcelo Marcus Fonseca.

Esta é a primeira parte do trabalho de pesquisa do grupo sobre heranças e descaracterização da cultura e da sabedoria popular, pelo esquecimento das raízes que moldaram o ser brasileiro.

A montagem explora o que resta no cotidiano das pessoas dos ensinamentos populares, bem como da função social da dança e das festas tradicionais. Segundo o diretor, “em cena está a comida típica, o encontro, a música, a fé, o sincretismo. São elementos de celebração que se perdem no íntimo de pessoas que se ‘afogam’ nas cidades, imersas no conflito de viver ou cumprir a existência de forma burocrática”.

No enredo, vagando por um mundo apático, Lourdes (Gabriela Morato), Benedito Messias (Anderson Negreiro) e Fulozina (Elena Vago) são espíritos do interior do Brasil atrás de pessoas que os enxergue, enquanto distribuem afeto como trabalho. No caminho encontram uma comunidade formada por pessoas expulsas do convívio social, que resolvem levar a vida em festa. Aos poucos o sonho sucumbe à realidade.

A Gente Submersa reúne 23 artistas, entre atores e músicos que transitam pelo teatro, pela dança e por outras linguagens, amparados por composições originais e canções de domínio público. O figurino traz elementos de técnicas artesanais como renda filé, bordados, crochê e tricô, construindo memórias também nos corpos que ocupam o Teatro do Incêndio: um espaço em formato de arena triangular, mantendo as características arquitetônicas originais do local que tem sua própria história.

Marcelo Fonseca explica que, após realizar O Santo Dialético, peça sobre a perda da essência da formação do brasileiro, teve o desejo de trabalhar outro viés da nossa origem: como se deu a formação do brasileiro. “Fui buscar os saberes populares, as danças e as festas que vêm sendo esquecidas. A hereditariedade não nos é ensinada, está na genética. A necessidade de sobrevivência esconde o desejo de felicidade, tendo à frente o poder institucionalizado”. O dramaturgo ainda afirma que a peça ressalta que o importante são as pessoas, a observação do outro. “Não é o governo que transforma o mundo. São as pessoas! O espetáculo é uma celebração da vida, onde o profano e o sagrado estão em comunhão, pois a vida não é o cotidiano, não é o trabalho”, finaliza.

O Enredo

O enredo de A Gente Submersa é conduzido três personagens, figuras alegóricas da sabedoria popular (Lourdes, Benedito Messias e Fulozina), que vivem uma fábula que se concretiza na cidade. São pessoas centenárias, velhos de espírito juvenil que atravessaram os tempos.

Eles seguem pelo mundo, mas os lugares por onde passam e tudo o que vivem vai sendo apagado. Quando chegam à cidade se tornam invisíveis, ocupam um espaço, mas são expulsos pela polícia. Conduzidos por um velho vendedor de relógios, eles chegam a um lugar (quilombo), povoado por pessoas que fugiram da metrópole, onde são vistos e aceitos.

O velho representa o tempo, a sabedoria e os ensinamentos dos mais velhos, dos nossos antepassados. Sem dinheiro, as pessoas do quilombo trocam conhecimentos, como aprender a ler e escrever desenhando letras com tintas nas mãos. Lourdes, Benedito e Fulozina ensinam cultura popular para os integrantes da comunidade que passa a viver em um calendário de festas (congada, maculelê, jongo). Mas o desmatamento chega e destrói o quilombo mostrando o ciclo sem fim da destruição.

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A Gente Submersa
Com Gabriela Morato, Elena Vago, Anderson Negreiro, Valcrez Siqueira, André Souza, Victor Castro e Marcelo Marcus Fonseca.
Jovens do projeto de Vivência Artística: Lia Benacon dos Santos, Bianca Brandino de Castro Assis, Lucas Galhardo Dantas, João Lucas dos Reis Gonçalves, Ellen da Costa Marins, Pedro Henrique Rocha Vieira, Hisadora Benevides de Oliveira, Thalía Melo Macedo, Julieta Guimarães, Antônio Carlos Soares Augusto, Mariana Cortez Lima Ribeiro, Raquel de Lacerda e Vinicius Santos Julião.
Teatro do Incêndio
Duração 120 minutos
16/09 até 10/12
Sábado – 20h, Domingo – 19h
Ingresso – Pague Quanto Puder
Classificação 14 anos

SIETE GRANDE HOTEL: A SOCIEDADE DAS PORTAS FECHADAS

Sempre palmilhado pelo horizonte da travessia, uma vez mais o Grupo Redimunho expõe a substância do seu teatro em meio a um novelo de estórias, interrogações e potentes fragmentos de um mundo cujo rosto se perdeu ou não podemos reconhecer.

De perdidos e achados também se compõe a narrativa de labirintos que o novo espetáculo Siete Grande Hotel: A Sociedade das Portas Fechadas apresenta. Chamamos labirintos não porque sejam tortuosos e destinados aos tantos muros sem-saída do nosso tempo, mas porque traçam, ou refundam, o sinuoso caminho dos rios ao alimentar cada membro do Grupo com anônimas trajetórias alheias, as mais confiáveis para interrogar nossa história de espelho partido.

Talvez, mais do que sinuosos, sejam subterrâneos, já que incorporam, também, muitas vidas andarilhas que, assim como a nossa, alcançou um lugar por querência e por ausência. São vidas também marcadas pelo impedimento que brotam do mundo contemporâneo de guerras, mascaradas pela distância, como se não soubéssemos reconhecer o sofrimento do outro traduzido na angústia cotidiana de assistir o horror que naturalizamos feito um ansiolítico que pudesse salvar a mudez e a dúvida de toda a nossa passividade.

Siete Grande Hotel: A Sociedade das Portas Fechadas apreende os caminhos de vidas esquecidas que ousaram e ousam percorrer o mundo contraditório da lembrança pelo esquecimento; mulheres e homens com a mesma sorte dos ventos, reinaugurando e refazendo essa ruína que é a memória, símbolo tão disputado pelos círculos de poder, que não se cansam de desenhar fronteiras com a velha trena de arame farpado. Siete são as muitas árvores decepadas que não se deram conta que a vida, maior que tudo, segue e seguirá fertilizando a esterilidade de alguma esperança. Siete é um desafio ao sorriso sórdido do que há de treva no século XXI, treva que pensávamos soterrada mas germinou sob o signo do equívoco e do medo. Siete armou-se de estética e ética, contra a farsa. Siete, brotado, vem à tona para jorrar.

(crédito fotos – Kátia Kuwabara)

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SIETE GRANDE HOTEL: A Sociedade das Portas Fechadas
Com o Grupo Redimunho de Investigação Teatral (Edmilson Cordeiro Cortez, Carlos Mendes, Giovanna Galdi, Keyth Pracanico, Jandilson Vieira, Marcus Martins, Vitor Rodrá, Anisio Clementino, Ana Luisa Aun, Danilo Amaral, Cinira Augusto, Drica Zangrande, Laís Blanco, Ricardo Saldaña, Tati Takiyama, Danilo Mora, Juliana Lopes, Wilton Andrade)
Espaço Redimunho de Teatro (Rua Álvaro de Carvalho, 75, Anhangabaú, São Paulo)
Duração 120 minutos
10/09 até 18/12
Domingo – 19h, Segunda – 20h
$30 ($5 – moradores do entorno)
Classificação 14 anos
Reservas pelo telefone: 97541-7077 (somente 30 lugares)

 

SENTA {SOBRE SER UM SER HUMANO}

Nelson Baskerville escolhe muito precisamente seus alvos e mantém a dialética na construção do espetáculo Senta {Sobre ser um Ser Humano}, seja na relação entre texto e imagem, seja nas provocações lançadas sem resposta. Após temporada no Galpão do Folias, o espetáculo da Seu Viana Cia de Teatro reestreia sexta-feira, dia 8 de setembro, às 21h, no Teatro de Arena Eugenio Kusnet. Com quatorze atores no elenco, a montagem faz temporada até 1º de outubro.

O fio condutor do espetáculo é a história de Kalle, O Capitalista, um homem que ateia fogo sobre sua própria loja para receber o dinheiro do seguro e tentar escapar da crise financeira e familiar que o assola depois que o filho taxista enlouquece por, segundo ele, fazer poesias. O espetáculo faz uma reflexão sobre a crise financeira mundial e suas consequências nos âmbitos externos e internos. O capitalismo, a igreja, o desemprego, o genocídio indígena e a morte – tudo costurado pela encenação do diretor.

Senta {Sobre Ser um Ser Humano} teve seus trabalhos iniciados em agosto de 2015. “A dramaturgia foi levantada coletivamente pelo elenco e costurada e assinada por mim. Durante oito meses de trabalho eu apontei referência literárias, cinematográficas e plásticas e o grupo estudou e absorveu o contexto político social atual para juntar tudo e explicitar de forma subjetiva no espetáculo”, conta o diretor da montagem.

Entre as referências estéticas e teóricas para a montagem estão, o poeta peruano César Vallejo, o dramaturgo americano Tennessee Williams, a dramaturga brasileira Monalisa Vasconcelos, a poetisa portuguesa Sofia de Mello Breyner Andresen e a banda de rock Radiohead. O grupo também se inspirou no teatro épico de Brecht, culminando numa criação “única, caleidoscópica e complexa”, define a Seu Viana Cia de Teatro.

A estrutura épica do espetáculo aproxima o público das questões atuais e coloca elas em confronto com o espectador. A montagem deixa claro que somos todos parte dessa estrutura, que nenhum de nós é isento, que “ninguém pediu desculpas”, como afirma a dramaturgia. Outra mensagem que finaliza o espetáculo é “não servirei”. Se a referência é bíblica (a frase é atribuída a Lúcifer, rejeitando a obediência divina), dentro do espetáculo ela se redimensiona: “a este inimigo, não servirei; se não potencializamos o simbólico, fiquemos com a poesia”.

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Senta – Sobre ser um Ser Humano
Com Anna Talebi,  Bia Souza, Fernando Vilela, Henrique Caponero, Inês Soares Martins, Julia Caterina, Jussara Rahal,  Mário Panza,  Priscilla Alpha, Rafael Baloni, Thaís Junqueira, Thiago Neves, Tiago Ramos, Victoria Reis.
Teatro de Arena Eugênio Kusnet (Rua Dr. Teodoro Baima, 98 – República, São Paulo)
Duração 80 minutos
08/09 até 01/10
Sexta e Sábado – 21h, Domingo – 19h
$40
Classificação 16 anos

TEATRO DE CONTÊINER CONVIDA CARLOS CANHAMEIRO

Construído na região da Luz com 11 contêineres marítimos, o Teatro de Contêiner Mungunzá apresenta a terceira edição do projeto Teatro de Contêiner Convida, onde diretores, autores, grupos e atores serão convidados para apresentarem uma mostra de suas montagens. TEATRO DE CONTÊINER CONVIDA CARLOS CANHAMEIRO acontece de 9 de setembro a 9 de outubro com oito espetáculos e lançamento de livro, do dramaturgo, diretor e ator Carlos Canhameiro, da Cia Les Commediens Tropicales.

TEATRO DE CONTÊINER CONVIDA CARLOS CANHAMEIRO tem montagens adultas e uma infantil com dramaturgias, direções cênicas e atuações de Carlos Canhameiro. A mostra inicia com apresentações de [AMOR em fragmentos] (de 9 a 11 de setembro) e termina com ANTIdeus (de 7 a 9 de outubro, o mais novo trabalho do artista. Além das apresentações no Teatro de Contêiner Mungunzá, a mostra terá uma programação paralela na Oficina Cultural Oswald de Andrade com apresentações de OFÉLIA/hamlet rock\MACHINE, da Cia Teatro de Riscos, de 14 a 23 de setembro.

Os outros espetáculos da mostra são: Concílio da Destruição e (ver[ ]ter) à deriva, da Cia Les Commediens Tropicales; O que você realmente está fazendo é esperar o acidente acontecer, da Cia de Teatro Acidental; O Canto das Mulheres do Asfalto, com direção de Georgette Fadel e do espetáculo infantil INIMIGOS, da Cia De Feitos. TEATRO DE CONTÊINER CONVIDA CARLOS CANHAMEIRO também terá dois shows À Deriva (dia 26 de setembro) e Café da Tarde (dia 6 de outubro), além do lançamento do livro Poesia sem Ponto (dia 12 de setembro).

Para Carlos Canhameiro poder congregar tantos trabalhos diferentes em um mesmo período e espaço é um privilegio. “Ainda terei a alegria de trazer duas estreias para São Paulo e lançar o meu primeiro livro de poesias no dia do meu aniversário de 40 anos. Com certeza é um belo presente”, conta ele.

O dramaturgo, diretor e ator afirma ainda que a mostra é de extrema importância política e estética, pois os trabalhos que serão apresentados friccionam seus temas com a realidade. “Colocar todos esses espetáculos em cena no Teatro de Contêiner Mungunzá me interessa muito, pois além de ser um local novo – já importante na cena teatral – e de resistência na capital paulista, mostra também possíveis saídas ao teatro de grupo nesses tempos de crise”, explica Canhameiro.

Programação

A livre adaptação do livro Fragmentos de um Discurso Amoroso, de Roland Barthes [Amor em Fragmentos], da Cia 4 pra Nada, abre a mostra com apresentações de 9 a 11 de setembro, sábado a segunda-feira. Uma atriz e um ator se colocam numa arena para fazer dela o espaço aberto e claustrofóbico do amor, deslizando sobre as fronteiras entre teatro, dança, música e performance. Para além das leituras, o processo propõe a transposição da palavra para o corpo dos atores.

Concílio da Destruição sobe ao palco dias 14, 21 e 28 de setembro e 05 de outubro, quintas-feiras. Sétimo espetáculo da Cia. Les Commediens Tropicales parte da premissa que o mundo está superlotado de arte e informações, estudos, ensaios e teses sobre a mesma; e que cada país terá que escolher cinco obras de seus artistas mortos para serem preservadas enquanto todas as outras serão destruídas. A ação se desenrola num país desconhecido onde o Concílio da Destruição está atrasado porque os jurados estão num impasse sobre escolher uma obra cujos artistas foram revolucionários ou condená-los (e sua obra) ao esquecimento.

A mostra também terá uma ocupação paralela com apresentações de Ofélia/hamlet rock\Machine na Oficina Cultural Oswald de Andrade de 14 a 23 de setembro, quinta-feira a sábado. A montagem, criação da Cia Teatro de Riscos a partir das leituras de Hamlet e Hamlet Máquina, do livro o novo tempo do mundo, de Paulo Arantes e músicas de Radiohead, traz oito atores dentro de um Bunker de metal, que revisitam as personagens shakespearianas. Hamlet, príncipe da Dinamarca, é também comida para vermes, o assassinato do seu pai torna-se pequeno diante da urgência de revolução que vem das ruas. Ofélia surge como a mulher feminista do século XXI, que escancara às portas do mundo o seu estupro, assédio, homicídio e revolta.

Nos dias 15, 22 e 29 de setembro, sextas-feiras, é a vez das apresentações de (ver[ ] ter) à deriva. Obra intervencionista criada pela Cia. LCT a partir do artista britânico Banksy com participação do quarteto À Deriva.
A obra dialoga com o silêncio das imagens expostas em excesso no cotidiano de uma metrópole, congregando diversas manifestações artísticas, como o grafite, a vídeo art, a performance art, o teatro, a dança, a música e as artes plásticas. Seis atores e quatro músicos se embrenham no espaço público para comungar novos olhares com os espectadores (espontâneo ou não) sobre as possibilidades de criar sentidos em velhas histórias e imagens. Sem nenhuma palavra dita, o espaço é invadido por sons, imagens, danças e ações criadas a partir das obras do artista britânico, Banksy; do lamento edipiano: “para que ver, se já não poderia ver mais nada que fosse agradável a meus olhos?” e da visão de alguns artistas que propuseram cenas que integram essa montagem, entre eles: Georgette Fadel, Tica Lemos, Andréia Yonashiro e o Coletivo Bruto.

O espetáculo da Cia de Teatro Acidental, O que você realmente está fazendo é esperar o acidente acontecer, faz apresentações de 16 de setembro a 2 de outubro, de sábado a segunda-feira. Com direção de Carlos Canhameiro, que também assina a dramaturgia ao lado dos integrantes da Cia de Teatro Acidental, a peça parte da investigação de O Beijo no Asfalto, considerada uma das mais importantes obras de Nelson Rodrigues. A montagem não é uma adaptação da peça, mas sim um comentário desenvolvido a partir dela. Sentados em uma mesa, os atores dão voz a discursos diversos, de intelectuais a agressivos, de literários a acadêmicos, como num estranho colóquio sobre a obra rodriguiana.

O Canto das Mulheres do Asfalto, com direção de Georgette Fadel, é a sexta peça adulta da mostra com apresentação dia 19 de setembro, sexta-feira. Composto por diversos cantos que desdobram a premissa de um mundo onde as mulheres se recusam a parir novos filhos, o espetáculo explora meandros de uma contemporaneidade insensível à condição humana do próprio homem. Vozes que se multiplicam dentre essas mulheres, mães e filhas, santas, prostitutas, velhas e moças, cuja desesperança futura celebra um presente que precisa ser ouvido.

O mais recente trabalho de Carlos Canhameiro, ANTIdeus, encerra a mostra com apresentações de sábado a segunda-feira nos dias 7, 8 e 9 de outubro. Texto premiado na Mostra de Dramaturgia em Pequenos Formatos Cênicos do Centro Cultural São Paulo, conta a história de um país indeterminado, cujo  presidente sanciona lei revogando os feriados religiosos como feriados nacionais, em respeito à laicidade do governo. Com essa premissa a montagem aborda os desdobramentos entre as mais diversas camadas sociais sobre deus e a política ou a política de deus.

Infantil, livro e shows

TEATRO DE CONTÊINER CONVIDA CARLOS CANHAMEIRO também traz uma montagem voltada às crianças. Com apresentações nos dias 23 e 24 de setembro, sábado e domingo, Inimigos, coloca em cena o absurdo da guerra. Em algum lugar que poderia ser uma cidade, uma floresta ou um deserto, há dois buracos. Neles, dois soldados inimigos, que a guerra os colocou em lados opostos. E assim brincam de inimigos conforme ensinou o manual (que diz tudo sobre o inimigo). Os inimigos são exatamente iguais. Quase sempre assustados, com saudades das famílias, todos nervosos, com frio, calor e fome. Se por acaso um dia eles trocassem de lado, não mudaria nada, ninguém notaria, porque os de lá são iguais aos de acolá. Então, por que lutam?

Já no dia 12 de setembro, terça-feira, acontece o lançamento do livro Poesia sem Ponto, de Carlos Canhameiro, pela editora Lamparina Luminosa. O evento contará com pocket-show de Paula Mirhan e quarteto À Deriva.

Dois shows também fazem parte da programação do TEATRO DE CONTÊINER CONVIDA CARLOS CANHAMEIRO, como convidados. O primeiro, À Deriva, que acontece dia 26 de setembro, terça-feira, traz o Quarteto À Deriva com suas músicas autorais. Parceiros há mais de seis anos da Cia Les Commediens Tropicales, o quarteto é formado por Daniel Muller (piano acústico e elétrico, acordeão), Guilherme Marques (bateria), Rui Barossi (baixo acústico) e Beto Sporleder (saxofone tenor e soprano, flauta transversal). Café da Tarde, que acontece dia 6 de outubro, sexta-feira, é o segundo show da mostra e une a cantora e atriz Paula Mirhan (voz, caxixis e tamborim) ao cantor, violonista e compositor Demetrius Lulo sob a direção de Vinicius Calderoni. Todas as canções são assinadas por compositores da atual cena musical paulistana, como Tó Brandileone, Danilo Moraes, Giana Viscardi, Fábio Barros, Wagner Barbosa, Dante Ozzetti e Celso Viáfora, entre outros.

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TEATRO DE CONTÊINER CONVIDA CARLOS CANHAMEIRO
09/09 até 09/10
Teatro de Contêiner Mungunzá
R. dos Gusmões, 43 – Santa Ifigênia, São Paulo
Oficina Cultural Oswald de Andrade
Rua Três Rios, 363 – Bom Retiro, São Paulo
Programação – http://www.ciamungunza.com.br.

NÃO SOMOS AMIGAS

Não Somos Amigas desafia o público a desvendar a relação entre duas mulheres que discutem em um apartamento perto do aeroporto.  É um labirinto retórico onde amor e ódio se revezam, colocando à prova nossas certezas sobre o significado do amor incondicional. Afinal, quem são elas, por que estão ali e o que realmente está acontecendo? 
 
De Michelle Ferreira, a peça volta ao cartaz no dia 16 de setembro de 2017 no Teatro Sérgio Cardoso (Sala Paschoal Magno). A peça tem direção de Maria Maya e o elenco é formado por Lulu Pavarin e Sabrina Greve.
 
Depois de mais de dez textos escritos e encenados, no Brasil e no exterior, Michelle Ferreira inaugura uma nova fase do seu trabalho: a escalada irracional. “O irracional nos guia mais, não necessariamente melhor, mas bem mais do que o racional. Temos que admitir que a racionalidade não é uma grande coisa e nem nos levou a um lugar tão elevado. Muitas vezes desprezamos o corpo e suas sensações, e somos domesticados por primícias que nem se quer acreditamos. O espetáculo é que fala da vida e da morte, emociona o público e o leva à reflexão. É um tratado de memória, de conflito e de amor, com o qual é possível dialogar com as sensações de quem assiste”.
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Não Somos Amigas
Com Lulu Pavarin e Sabrina Greve
Teatro Sérgio Cardoso – Sala Paschoal Magno (R. Rui Barbosa, 153 – Bela Vista, São Paulo)
Duração 60 minutos
16/09 até 02/10
Sábado – 20h, Domingo – 19h30, Segunda – 20h
$40
Classificação 16 anos