SCAVENGERS

O que é preciso para um cidadão excluído sobreviver à crise das instituições? Esse é o ponto de partida de Scavengers, do dramaturgo escocês Davey Anderson, espetáculo escolhido para marcar os 15 anos de carreira da Cia. Artera de Teatro. Como esse texto exigia um diretor capaz de fazer provocações sobre a escuta de si, do outro, dos entornos e das relações em sociedade, a trupe convidou Francisco Medeiros, que tem mais de 45 anos de trajetória nos palcos. O elenco é composto pelos atores Ricardo CorrêaDavi Reis, ambos da Cia. Artera, e dos convidados Fani Feldman, Gabriela Rabelo e Rogério Brito.

A trama narra a saga de Michael Findlater, um homem em colapso financeiro que decide forjar sua morte, abandonar sua vida antiga e virar um andarilho até encontrar uma outra forma de viver. Dessa maneira, ele pretende se reinventar.

Na sociedade do consumo, as vontades individuais se sobressaem aos interesses coletivos e pequenos grupos à margem se unem como um coro de sobreviventes. O protagonista é uma metáfora para um país em crise e ao mesmo tempo a metáfora da incansável busca pela sobrevivência e pela felicidade.

A encenação de Francisco Medeiros propõe um jogo entre o épico e o dramático, ele convida o público a ajudar na construção das imagens do espetáculo. Os atores são narradores e personagens, a cena se divide em ação e narrativa e essas duas facetas muitas vezes se misturam na peça. “Essa linguagem traz o espectador para a cena, o protagonista se torna cada um de nós, o público tem a possibilidade de colocar sua imaginação e sensibilidade a favor da história”, comenta o diretor.

O título da obra (scavengers, em português, significa limpadores, catadores) é uma referência aos animais detritívoros, saprófogos ou necrógagos, que se alimentam de restos orgânicos e devolvem essa matéria reciclada para a cadeia alimentar, beneficiando outros organismos vivos. A ideia é comparar esses seres aos homens à deriva na sociedade, que precisam recolher os detritos dos demais para exprimir sua existência.

Como a peça foi escrita para a realidade escocesa, foram estabelecidos novos pontos de comparação com o contexto e os problemas brasileiros. A encenação lança um olhar sobre a cidade de São Paulo, seus excluídos, esconderijos, movimentos e sons. A poesia surge das relações dos artistas com o entorno e com as paisagens urbanas e grotescas da pobreza.

Para o trabalho dos atores, o grande desafio é incorporar o trânsito -por vezes frenético- entre os diferentes planos narrativos, muitas vezes traduzidos pela relação da fisicalidade do corpo com o espaço, outras vezes pelo uso multifacetado das potencialidades vocais.”, comenta Francisco Medeiros.

Já o cenário de Basquiat contém, desde a movimentação de uma estrutura de ferro e madeira a cargo do elenco, até outros planos narrativos que buscam tirar o máximo proveito da arquitetura do palco da Sala Jardel Filho. Os figurinos assinados por Cy Teixeira, e a luz de Fran Barros foram também concebidos como uma sobreposição de ” camadas”, diferentes texturas que ora se acumulam , ora se devassam para revelar interiores.

O universo sonoro tem um papel relevante como suporte para a escritura cênica e será operado ao vivo pelo seu criador, Tiago de Melo.

O espetáculo foi contemplado na 5ª edição do Prêmio Zé Renato de apoio à produção e desenvolvimento da atividade teatral para a cidade de São Paulo.

SINOPSE

Michael Findlater é um homem em colapso e falido, uma metáfora para a crise institucional de um país. Arruinado, ele decide dar uma pausa em sua vida para se reinventar e transforma-se em um andarilho. O protagonista tentar compreender como as suas desventuras estão relacionadas aos mecanismos perversos das instituições sociais. O nome da peça é uma referência aos animais detritívoros, sapófagos ou necrófagos, que se alimentam de restos orgânicos, devolvendo-os reciclados para a cadeia alimentar de modo que outros organismos vivos possam se beneficiar dessas substâncias.

 

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Scavengers
Com Ricardo Corrêa, Davi Reis, Fani Feldman, Gabriela Rabelo e Rogério Brito.
Centro Cultural São Paulo – Sala Jardel Filho (Rua Vergueiro, 1.000, Paraíso, São Paulo)
Duração 80 minutos
29/09 até 05/11
Sexta e Sábado – 21h, Domingo – 20h
$20
Classificação 12 anos

SE EXISTE EU AINDA NÃO ENCONTREI

Em Se Existe Eu Ainda Não Encontrei, os personagens viscerais do dramaturgo britânico Nick Payne mostram como as pessoas, mesmo que estejam preocupadas em salvar a humanidade, encontram subterfúgios para fugir dos problemas íntimos na própria casa. Nesse contexto, os filhos são muitas vezes negligenciados por seus pais.
 
É o que acontece com a adolescente Anna (papel de Liv Zieze), que está acima do peso e, por isso, tem sofrido  com o bullying de seus colegas de classe. Ignorada pelos pais, ela caminha, de decepção em decepção, para a beira do abismo. 
 
Enquanto a filha enfrenta os desafios dessa turbulenta fase da vida, o ambientalista George (papel de Leopoldo Pacheco) está obssessivamente envolvido com seu livro sobre as emissões de carbono na atmosfera. Já sua mulher Fiona (interpretado por Helena Ranaldi) usa seu novo musical, que está prestes a estrear na escola, como pretexto para fugir das questões conjugais e da doença degenerativa de sua mãe. 
 
A velocidade dos acontecimentos na vida contemporânea é responsável por essa incomunicabilidade entre pessoas próximas, acredita o diretor Daniel Alvim. “O mundo parece girar mais rápido. Parece que temos menos tempo para tudo, mesmo sem sabermos por que precisamos correr tanto?! Temos a impressão de um atropelamento constante. As pessoas tentam se salvar e, talvez, seja por isso que não enxergam o outro. É uma luta individual e solitária”, esclarece.
 
As barreiras existentes nessa família são ressaltadas com a chegada de Terry (interpretado por Luciano Gatti), o irmão mais jovem e disfuncional de George, um beberrão boca suja apaixonado por uma mulher comprometida. Esse personagem desestruturado é responsável por revelar as relações dilaceradas na família. “Acho que Terry, por ser fruto dessa geração que navega na instabilidade do tempo atual, tem mais compreensão e entendimento sobre o agora. Talvez seja por isso que enxergue além”, comenta Alvim.
 
O cotidiano aparentemente simples desse pequeno núcleo evoca, no entanto, uma série de temas contemporâneos relevantes, como sustentabilidade, bullying, incomunicabilidade e aquecimento global, que são discutidos com um tom dramático, mas temperado com o conhecido humor britânico.
 
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Se Existe Eu Ainda Não Encontrei
Com Helena Ranaldi, Leopoldo Pacheco, Luciano Gatti e Lyv Ziese
Teatro Eva Herz – Livraria Cultura (Av. Paulista, 2073, Cerqueira César – São Paulo)
Duração 90 minutos
30/09 até 10/12
Sábado – 21h, Domingo – 19h
$50
Classificação 16 anos

OPUS XV

Um dos maiores coletivos teatrais de São Paulo, a Companhia Antropofágica de Teatro, realizou uma viagem no tempo e em sua história, através de um grande projeto que revisitou todas as suas criações e que agora chega à sua fase final com um novo espetáculo.

O projeto TRAM(A)NTROPOFÁGICA, contemplado na 28ª edição do Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a cidade de São Paulo, convidou o público para conhecer todo o repertório criado em 15 anos de Companhia. Toda esta jornada resultou na mais nova montagem do grupo chamada Opus XV, que estreia neste fim de semana no Espaço Pyndorama, atual sede do grupo.

O projeto iniciou em 2016 com uma temporada de  sua Trilogia sobre o Brasil, onde a Antropofágica apresentou três espetáculos diferentes por fim de semana, chegando a atingir a lotação máxima do Espaço Pyndorama. Na sequência, com o Programa I: Brazyleirinhas QI, apresentou quatro peças de curta duração por final de semana, todas de autoria exclusivamente brasileira. E encerrou o ano com apresentações do espetáculo “A Tragédia de João e Maria”, na sede da Companhia do Feijão. Já em 2017, abriu novamente as portas de sua sede para apresentar Prometeu Estudo 1.1, terceira montagem da Antropofágica. Com enorme sucesso de público, a temporada teve quase todas suas sessões com lotação máxima do espaço, o que se repetiu com a temporada realizada no Centro Cultural São Paulo, onde o grupo apresentou DESTERRADOS – UR EX DES MACHINE.

Após a temporada de Desterrados, o grupo voltou à sua sede, o Espaço Pyndorama, para apresentar o Programa Buñuel, constituído por duas peças inspiradas na obra de Luis Buñuel Portolés, que foi um dos maiores fazedores de cinema da Espanha e um dos grandes responsáveis por fazer com o que o surrealismo ganhasse o mundo do cinema.  Buñuel, que realizou vários trabalhos em parceria com Salvador Dalí, é também um dos grandes influenciadores da obra de Pedro Almodóvar. A temporada foi formada pelos espetáculos Vyridiana dos Desafortunados e Os Náufragos da Rua Constança. O grupo encerrou essa fase do projeto com uma temporada no Engenho Teatral de MAHAGONNY, MARRAGONI, espetáculo criado em 2014, com o qual o grupo envereda pelo universo fantástico e o teatro de feira, na busca por um teatro não realista.

Além das temporadas de espetáculos, o projeto promoveu os famosos Diálogos Antropofágicos, debates especiais com personalidades da cena artística abordando temas importantes do fazer teatral. Já estiveram presentes nomes como Marcelo Soler (Cia Teatro Documentário), Luciano Carvalho (Grupo Dolores Boca Aberta Mecatronica de Artes), Manoel Ochôa, o crítico teatral José Cetra, Ney Piacentini (Companhia do Latão), Maria Silvia Betti, Zernesto Pessoa (Companhia do Feijão), Rogério Guarapiran, Ana Souto e o professor e pesquisador polonês Michal Kobialka.

O projeto TRAM(A)NTROPOFÁGICA contemplou mais de 140 dias de ações realizadas de Setembro de 2016 a Agosto de 2017, que culmina com a estreia de um novo espetáculo. Após toda essa jornada o grupo convida a população para conhecer Opus XV, que propõe mais uma viagem pela trajetória de 15 anos de trabalho coletivo, com todos os desafios, percalços e contextos históricos inerentes a esse período.

Dona de um extenso processo de criação, estudo, experimentação e um significativo currículo com prêmios e indicações, a Companhia Antropofágica, é um grupo criado em 2002 que tem a antropofagia como princípio motivador de seu processo sócio-artístico. Em 15 anos de trabalho coletivo contínuo destaca-se uma clara opção por pesquisar procedimentos, gêneros, autores e textos ligados à tradição das formas híbridas, muito propícias ao ideal antropófago que nos move. Composta por mais de trinta integrantes – direção, atuação, música, pesquisa, produção, registro – o grupo realiza espetáculos, intervenções artísticas, oficinas e estudos, atuando tanto em sua sede quanto em espaços culturais, escolas públicas e ruas da cidade de São Paulo.

Se programe para participar da fase de encerramento deste potente projeto e conheça a maneira Antropofágica de fazer teatro. Mais detalhes em: www.facebook.com/CiaAntropofagica ou www.antropofagica.com/

SINOPSE – OPUS XV

Máquina de Memória dos quinze anos da Companhia Antropofágica, que desafia a história do grupo na busca por responder aos mecanismos históricos que determinam a própria possibilidade de qualquer existência coletiva. Uma engrenagem teatral projetada para expor suas próprias entranhas, desafiando o individualismo crescente. Como forma de resistência à realidade degradada, a peça crava uma fresta de liberdade entre as determinações objetivas do passado social e as escolhas subjetivas do indivíduo, tornando o espaço do palco em uma plataforma onírica em meio às tensões históricas do tempo presente.​

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Opus XV
Com Cia Antropofagica
Espaço Pyndorama (Rua Turiassú, 481 – Perdizes, São Paulo)
15 a 17/09
Sexta – 20h e 23h, Sábado e Domingo – 15h, 18h e 20h
Entrada gratuita
Classificação 18 anos

ABELHA RAINHA

A Senhoura Antonieta de Bernardo é a figura central de uma nobre família aristocrata em meados do Século XVIII. Ela viveu atormentada pelos desejos mais obscuros de sua mente. Lembranças do seu passado retornam no dia em que sua enteada é pedida em casamento por um jovem rapaz. Ao aceitar o compromisso formal entre os dois jovens, o Comendador Alcântara, esposo de Antonieta e pai da menina, não imaginava o que sua família enfrentará. Para Tibéria, a sua escrava de confiança, Antonieta revelou a sua pior faceta, transformando este segredo íntimo no maior e mais doloroso tormento para a sua nobre família. 

Sobre o Grupo Trapo

Grupo Trapo em 17 anos de trabalhos ininterruptos, volta á cena com seu elenco fixo para uma temporada do espetáculo teatral “Abelha Rainha” concebido e dirigido pelo jovem diretor Muriel Vitória. A história nos transporta para meados do Século XVIII e para as relações conflituosas de uma família aristocrata, cuja personagem principal sofre com transtornos de personalidade. Como o título mesmo indica, a personagem principal vivida pela atriz Marília Pacheco, é a matriarca da nobre família, a “abelha-mestra”: de comportamento tidos como “estranhos” e incompreendida pelos familiares e até por ela mesma em dados momentos, visto que o Brasil do século XVIII, era precário em informações de cunho psiquiátrico.

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Abelha Rainha
Com Diego Brito, Hélio Leão, Marília Pacheco, Marília Vitória, Priscilla Rosa.
Teatro Municipal da Mooca – Arthur Azevedo – Sala Multiuso (Av. Paes de Barros, 955 – Mooca, São Paulo)
Duração 80 minutos
29/09 até 22/10
Sexta e Sábado – 21h, Domingo – 19h
$20
Classificação 14 anos

 

 

CIRKOPOLIS

Com mais de 20 anos de história e celebrada como uma das mais inovadoras expressões do circo contemporâneo, a Companhia Cirque Éloize se apresenta no Teatro Alfa dias 22, 23 e 24 de setembro, sexta, às 21h30, sábado e domingo com duas sessões, às 16 e às 20 horas. O grupo – que antes passa por Salvador, Rio de Janeiro e Belo Horizonte e segue depois para Ribeirão Preto e Porto Alegre – apresenta o inédito Cirkopolis, mesclando circo, música, dança e teatro.

O espetáculo dá a largada na etapa internacional da Temporada de Dança do Teatro Alfa, que já trouxe nestes anos as estreias de duas das mais renomadas companhias brasileiras da atualidade: Grupo Corpo, com o inédito Gira, e Cia. de Dança Deborah Colker, com Cão Sem Plumas.

Em seguida, o público poderá prestigiar o grupo holandês Nederlands DansTheater 2 (29 de setembro e 1º de outubro), referência há quase seis décadas na dança contemporânea, apresentando três obras selecionadas do repertório coreográfico. Finalizando a temporada, o L.A Dance Project (de 17 e 18 de outubro) apresentará quatro trabalhos nas noites, dois deles criados neste ano. A companhia americana foi criada por Benjamin Millepied, bailarino e coreógrafo francês responsável pelas coreografias do filme Cisne Negro e marido da atriz Natalie Portman.

O espetáculo Cirkopolis é o nono show em turnê da companhia Cirque Éloize e se desenrola no coração de uma cidade aparentemente rígida e imponente, onde engrenagens gigantes e portais escuros simbolizam um mecanismo que esmaga a individualidade. A turnê brasileira do Cirque Eloize é mais uma realização da Gaia Produções Artísticas com produção da Dell’Arte Soluções Culturais.

A montagem de Cirkopolis conta com um palco extremamente criativo, além de uma trilha sonora original e projeções especiais de vídeo. Doze acrobatas e artistas multidisciplinares se rebelam contra a monotonia, se reinventam e desafiam os limites da cidade fabril. Em um mundo onde a fantasia provoca a realidade, o véu do anonimato e da solidão é erguido e substituído por rajadas de cor. Cirkopolis transporta os artistas e espectadores entre sonho e realidade com uma corrente ininterrupta de acrobacias, música, imagens e desenhos altamente gratificantes aos olhos.

Cirkopolis foi idealizado como um meio termo entre imaginação e realidade, entre individualidade e comunidade, entre limites e possibilidades. O espetáculo é conduzido pelo impulso poético da vida, pela destreza física do circo e pelo seu humor, ao mesmo tempo sério e descontraído. Entrar em Cirkopolis tem tudo a ver com se deixar levar e permitir que a esperança te mantenha em cima”, explica o diretor artístico e codiretor de Cirkopolis, Jeannot Painchaud.

Cirkopolis leva a assinatura do diretor artístico do Cirque Éloize, Jeannot Painchaud, e de Dave St-Pierre, que também é coreógrafo. O espetáculo conta ainda com cenários de Robert Massicotte, música de Stefan Boucher, acrobacias de Krzysztof Soroczynski, figurinos de Liz Vandal, iluminações de Nicolas Descoteaux, vídeo-projeções de Robert Massicotte e Alexis Laurence e maquiagem de Virginie Bachand. Renald Laurin é consultor de dramaturgia, Emmanuel Guillaume, coordenador artístico, e Jonathan St- Onge, o produtor executivo.

A turnê tem apresentação da SulAmérica, patrocínio da Accenture, da White Martins e de Furnas. O espetáculo integra o Circuito SulAmérica de Música e Movimento, programa de fomento da seguradora SulAmérica que investe em ações para o desenvolvimento social, cultural e esportivo por meio da arte, música, dança e esportes de participação, trazendo uma agenda diversificada durante o ano todo nas diversas regiões do país.

Cirkopolis
Com Cirque Éloize
Teatro Alfa (R. Bento Branco de Andrade Filho, 722 – Santo Amaro, São Paulo)
Duração 90 minutos
22 a 24/09
Sexta – 21h30, Sábado – 16h e 20h, Domingo – 16h e 20h
$100/$170
Classificação Livre

O ROUXINOL E O IMPERADOR CHINÊS

Referência no cenário cultural, a programação infantil do Teatro Alfa segue com grupos de reconhecida qualidade. Encenado no formato de teatro negro (formas animadas criadas com luzes coloridas e bonecos manipuláveis) da Cia ImagoO Rouxinol e o Imperador Chinês, livre adaptação da fábula de Hans Christian Andersen, estreia dia 23 de setembro, sábado, às 16 horas, no Teatro Alfa.

Com mais de 20 espetáculos no currículo, em 2017 a companhia completa 18 anos de existência. Quem lidera o grupo é o artista Fernando Anhê – que soma seus 20 anos de experiência a espetáculos de diversos segmentos artísticos, como teatro, dança, ópera e concertos. O novo espetáculo que estreia no Alfa segue a linha estética e dramática das adaptações anteriores da cia, como A Flauta MágicaPedro e o LoboJoão e Maria e Alice no País das Maravilhas, entre outras. Os trabalhos da Imago foram reconhecidos nas duas últimas décadas pelos prêmios mais expressivos do teatro infantil, como o APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) e o extinto Coca-Cola Femsa, hoje Prêmio São Paulo de Incentivo ao Teatro Infantil e Jovem.

A fábula O Rouxinol e o Imperador Chinês encanta por seu conteúdo e pelo enredo poético. O poder transformador da música e a necessidade vital da liberdade entre tudo e todos são os principais temas do conto de Hans Christian Andersen, em que um imperador é deixado por seu amigo e confidente Rouxinol após se deslumbrar por uma ave mecânica adornada com pedras preciosas e que sempre emite o mesmo canto.

Nesses 20 anos de trajetória, o encenador Fernando Anhê perdeu a conta do número de trabalhos em seu currículo, entre peças de teatro de bonecos, óperas e balés. Alguns espetáculos da Cia Imago, como Pedro e o Lobo (com 13 anos), Alice no País das MaravilhasA Flauta MágicaCarnaval dos Animais e João e Maria são requisitados sempre para apresentações. Já se passaram 18 anos desde que Fernando encenou, no TBC, a peça que no mesmo ano deu nome à cia. Dois anos antes, nascia a primeira peça, Espias, sobre o ciclo de uma criatura que ganhava asas, já em parceria com o maestro Jamil Maluf, parceiro em diversos trabalhos que vieram a seguir.

Uma das marcas da Cia Imago é o uso da técnica do teatro negro, em que os bonecos parecem mover-se livremente, voar, aparecer ou desaparecer, como se tivessem vida própria, em efeitos óticos estimulantes para todas as crianças. A atmosfera onírica também é definida pela cor fluorescente dos objetos de cena.

A fábula

O império chinês era tema de diversos livros por ser considerado o mais belo império do mundo. Através de um deles, o imperador chinês descobriu a existência de um rouxinol e seu maravilhoso canto, considerado o que havia de mais encantador em todo o império.

Diante de tal revelação, o imperador ordena a busca imediata do pássaro. Encantado com o trinado do rouxinol, o soberano convida o rouxinol para morar em seu palácio. Deixando de cantar livremente pelos bosques, o rouxinol aceita o convite. Mesmo com sua liberdade cerceada, o pássaro torna-se amigo e confidente do imperador. A bela e sincera amizade entre a ave e o soberano só é seriamente abalada quando o imperador é presenteado com um rouxinol mecânico.

O Rouxinol e o Imperador Chinês
Com Priscila Monsano, Jah Horacio, Rosana Aparecida Antão, Fernando Anhê. 
Teatro Alfa – Sala B (R. Bento Branco de Andrade Filho, 722 – Santo Amaro, São Paulo)
Duração 60 minutos
23/09 até 26/11
Sábado e Domingo – 16h 
$35
Classificação Livre

 

 

CASA! DEPOIS ME CONTA

A comédia Casa! Depois me conta, com texto e direção de Roberto Bento, reestreia junto ao novo teatro BTC, na Vila Mariana, em temporada de 22 de setembro a 27 de outubro de 2017.

A comédia de situação, apresenta o cotidiano comum de qualquer cidadão , interpretada por 2 atores em 6 personagens (Roberto Bento e Amanda Blanco) que interpretam universos, vontades e talentos diferentes, mostrando que a condição social nem sempre traz a solução para os problemas diários.

O final pode ser bem surpreendente, ou não! rs

O autor e diretor Roberto Bento: extensa participação em comerciais. Na TV fez participações nas novelas A Força do Querer, Malhação, Avenida Brasil e dos humorísticos Zorra Total, Caras de Pau e Programa do Didi.

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Casa! Depois me conta  
Com Roberto Bento e Amanda Blanco
Teatro B.T.C (Rua Santa Cruz , 2501 Vila Mariana – São Paulo)
Duração 80 minutos
22/09 até 27/10
Sexta – 21h30
$60
Classificação 12 anos