DADESORDEMQUENÃOANDASÓ

DADESORDEMQUENÃOANDASÓ tem direção de Carlos Baldim e propõe o encontro entre a ARTERA Companhia de Teatro e a Cia. Provisório-Definitivo para a idealização, realização e produção do espetáculo. A peça foi contemplada pelo edital do Prêmio Zé Renato.
 
No palco, o elenco composto por Andrea Tedesco, Anna Cecilia Junqueira, Paula Arruda, Pedro Guilherme Ricardo Corrêa dão vida aos narradores e personagens da história de Stevie, um garoto portador da síndrome de Asperger, que sofre com a ausência do seu pai e com a dificuldade de se relacionar com o mundo por conta dessa síndrome. 
Davey Anderson oferece uma dramaturgia contemporânea, que instigou uma encenação que a acompanhasse nessa experimentação de linguagem, propondo a mistura de elementos épicos e dramáticos, e utilizando o espaço cênico com uma mescla de teatro e cinema. 
 
A temática é, sobretudo, universal. A partir do mundo particular desse garoto, o espectador pode enxergar o seu próprio mundo. Superar traumas e medos, separações e ausências e a morte. Tudo isso com a inerente individualidade que cada um carrega em si. “A síndrome de Asperger é assim uma grande peculiaridade da personagem para mostrar o que a sociedade tem dificuldade de admitir: diferença e a diversidade fazem parte do humano. Por portar uma doença, por pensar ou sentir desta ou daquela maneira, pelas escolhas que são feitas, e, apesar das semelhanças, não existe um ser humano igual ao outro. Exaltar a beleza e importância disso é um dos motores desse projeto tanto para a Companhia ARTERA de Teatro, quanto para a Cia. Provisório-Definitivo.“, comenta a atriz Paula Arruda
 
É traço marcante dos dois grupos essa temática: peças infantis, jovens e adultas essas companhias investem em histórias que salientam a importância da individualidade em todas as questões que nos desafiam na relação com o outro e com o mundo: relacionamento, escolhas, sexualidade, sonhos, perdas, moral e ética, tolerância, intolerância e comportamento.
 
A união desses dois grupos vem também corroborar para outro traço marcante do texto: a co-dependência. “DADESORDEMQUENÃOANDASÓ nos mostra que somos seres individuais interligados um ao outro não por uma pretensão altruísta de solidariedade, mas porque assim funciona a natureza, inclusive a natureza humana quer se queira isso ou não.  Assim, admitir a importância da individualidade, nos abre as portas para admitirmos o que muitos consideram paradoxalmente oposto: a importância da convivência.“, acrescenta o diretor Carlos Baldim.
 
Os desafios propostos para Stevie são no fundo também os desafios de todas as personagens. As desordens que acontecem pela ausência do pai, pela falta de dinheiro da mãe,  pelo despertar da sexualidade de Julie e pelas dificuldades de comunicação de Stevie oriundas da Síndrome, não são só de um, mas de todos os envolvidos.  “Como se um ato imprevisto desencadeasse uma série de desordenamentos, desconcertos, como na vida uma ação resulta em reação, uma rede de utopias e mazelas humanas que nunca estão sozinhas. Ruas entupidas de pessoas ensimesmadas em seus fones de ouvidos, anunciando a trilha sonora daquilo que se pode escutar, apenas pressentir. As dificuldades de expressar o que sente não diz respeito apenas da Síndrome, mas diz a todos nós. Acredito que a peça seja uma saga a respeito das diferenças e um apelo a alteridade.” comenta Ricardo Corrêa da Cia ARTERA de Teatro.
 
SINOPSE – DADESORDEMQUENÃOANDASÓ conta a história de uma família de classe média. Por causa da ausência do marido, Maureen trabalha em diversos lugares e não tem tempo para cuidar dos filhos. Stevie, portador da síndrome de aspenger, é deixado sozinho no seu quarto ao seu próprio cuidado, enquanto sua irmã, a adolescente Julie, faz tentativas desastradas de entrar no mundo adulto. Julie resolve sair escondida descumprindo o combinado com sua mãe. Preocupado com o paradeiro da irmã, Stevie resolve procurá-la e acaba indo parar no Parque de Diversões e sem intenção acaba causando um grande acidente: ele acredita ter se tornado um assassino.  A partir daí, inicia-se uma história permeada de encontros e desencontros que mistura ficção, realidade e poesia, na qual Stevie procura compreender, solitário, as consequências dessa intensa e inesquecível aventura.
 

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Dadesordemquenãoandasó
Com Andrea Tedesco, Anna Cecilia Junqueira, Paula Arruda, Pedro Guilherme, Ricardo Corrêa.
Oficina Cultural Oswald de Andrade (Rua Três Rios, 363 – Bom Retiro – São Paulo)
Duração 80 minutos
16/10 até 07/11
Segunda e Terça – 20h
Classificação Livre
 

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