BELA ADORMECIDA

Todo mundo tem seu clássico preferido e a história da Bela Adormecida está entre uma das mais adoradas mundo afora. Esta nova adaptação do conto de Charles Perrault colocará a vilã Maligna para cantar e encantar espectadores de todas as idades.

Com direção do italiano Billy Bond, o musical infantil Bela Adormecida é fruto da adaptação do famoso conto de fadas homônimo e conta a história da princesa Aurora (Bela Adormecida), que em sua festa de batizado acaba sendo vítima de uma terrível maldição proferida por Maligna, a rainha do mal.

Com realização da Black & Red Produções, o espetáculo que estreou no novíssimo Teatro Opus, em São Paulo, será apresentado entre os dias 7 e 29 de outubro, no Teatro Bradesco. Ingressos já à venda na bilheteria do Teatro, pelo site da Ingresso Rápido (www.ingressorapido.com.br) e pontos autorizados. Confira o serviço completo abaixo.

Adriane Galisteu interpretou a protagonista Maligna, na estreia da produção. O papel apresenta uma nova imagem ao estereótipo típico dos personagens dos contos de fadas que, geralmente, são antiquados e carrancudos. A vilã está mais jovial, elegante, majestosa e até com certa luz própria. Outra novidade é que o filho da atriz, Vittorio Galisteu, também participa do espetáculo. Vittorio, de seis anos, interpreta o papel do Príncipe Felipe Criança. Essa foi uma maneira encontrada por Galisteu para inicia-lo no mundo das artes cênicas.

Na montagem atual, o personagem de Maligna será interpretado pela atriz Thais Piza, visto que Galisteu participa da atração “Dança dos Famosos” do programa da rede Globo.

Bela Adormecida também nos presenteia com personagens carismáticos e sequências incríveis, a começar pela abertura, que se destaca pela riqueza dos cenários e, principalmente, pelos belíssimos efeitos especiais. Efeitos, estes, que podem ser vistos durante toda a apresentação, como, por exemplo, na transformação de Maligna em Dragão, a luta entre o Príncipe Felipe e o Dragão, a mudança de cores do vestido da Bela Adormecida, atores contracenando com desenhos animados, entre outros. Além disso, o público poderá experimentar interações, como cheiros e sensações de chuva e neve na plateia. O musical possui, no total, seis cenários reais e virtuais, todos minuciosamente elaborados e construídos. As fadas Flora, Fauna e Primavera, protetoras de Aurora, são personagens que prometem encantar e cativar a audiência do teatro. Este trio de irmãs renderá cenas mágicas durante o musical, como, por exemplo, um desastre provocado e que se torna a surpresa do aniversário da princesa adormecida. As três personagens conduzem, praticamente, a história toda durante o musical.

Carlos Gardin ficou responsável pelos figurinos do espetáculo. Ele criou e produziu 180 peças para dar vida a este mundo de fantasia cheio de glamour. Os 40 personagens que aparecem em cena serão representados por 22 atrizes e atores, que se revezam em diferentes papéis. Confira elenco completo:

A trilha sonora é outro elemento que merece destaque. A música-tema é de composição do grande compositor russo Piotr Ilich Tchaikovsky (O Lago dos Cisnes) e as trilhas tema dos personagens Bela, Felipe, Maligna e Fadas foram especialmente compostas para o musical pela dupla VILA BOND. As composições conseguem proporcionar uma maior emoção e intensidade às cenas românticas, cômicas ou de maior ação.

Bela Adormecida pode ser considerada uma verdadeira reunião de vários elementos típicos presentes nos contos de fadas: princesas amaldiçoadas, combates mortais, castelos, reis, fadas, dragões, entre outros. Além de ser um conto mundialmente conhecido. Apesar de sua história ser bem conhecida, ela consegue prender a nossa atenção e nos deixar verdadeiramente encantados, tamanha a magia e graciosidade presentes na produção.

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Bela Adormecida
Com Thais Piza, Nicole Rosemberg, Caio Mutai, Vittorio Galisteu, Beatricce Stoll, Italo Rodrigues, Mayla Betti, Marcio Yacoff, Luana Marthin, Ana Saguia, Paula Canterini, Alvaro de Padua, Marcos Antoneli, Newton Yamasaki, Matheus Laurini, Tayanne Zandonato, Fabio Galvão, Axila Felix, Larissa Porrino, Carla Reis, Paula Perillo, Daniel de Oliveira, Alex Santos
Teatro Bradesco – Bourbon Shopping (R. Palestra Itália, 500 – Perdizes, São Paulo)
Duração 110 minutos
07 a 29/10
Sábado e Domingo – 15h
(15 e 29/10 – Também com sessões as 11h30)
$60/$120
Classificação Livre

O ENTREGADOR DE PIZZA

Num apartamento simples de São Paulo, mora Aquiles dos Santos, vulgo Kéku (Hilton Have), senhor aposentado que, nas horas vagas, se distrai fazendo tapeçarias. É bem relacionado a pessoas influentes mas tem poucos amigos, apenas os que lhe restaram da época da juventude.

Kéku tem hábitos estranhos, especialmente na hora de dormir…. É uma pessoa atenciosa e gentil.  Tem uma rotina calma e tranquila, até o dia em que pede uma pizza. Esse fato mudará totalmente sua vida e seu humor. O que será¿

Com texto de Wilson Coca e direção de Sebastião Apolônio, O Entregador de Pizza faz temporada de 07 de outubro a 10 de dezembro no Teatro Ruth Escobar, sala Miriam Muniz.

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O entregador de pizza
Com Hilton Have e Rafhel Carvalho
Teatro Ruth Escobar – Sala Miriam Muniz (Rua dos Ingleses, 209, Bela Vista, São Paulo)
07/10 até 10/12
Sábado – 21h30, Domingo – 19h30
$60
Classificação: 14 anos

OUTUBRO MUSICAL NO THEATRO NET SP

Na primeira quinzena de outubro, o Theatro NET São Paulo apresenta três shows de música brasileira – Silva canta Marisa Monte, Caetano Veloso e Filhos, Rael canta Vinícius de Moraes.

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Silva canta Marisa Monte

O cantor e compositor capixaba Silva, que ficou nacionalmente conhecido pelo sucesso A Visita, em 2012, apresenta no Theatro NET São Paulodia 13 de outubro, sexta-feira, às 21h30, Silva Canta Marisa. O repertório inclui além das 12 canções gravadas no álbum homônimo, músicas presentes em memoráveis repertórios de Marisa Monte, como Acontecimento (Hyldon), presente no ​setlist da turnê Memórias, Crônicas e Declarações de AmorChuva no Brejo (Morais Moreira), que fez parte de Barulhinho Bom, ​Sonhos (Peninha), registrada no DVD Marisa Monte Ao Vivo, entre outras.

As canções do CD e DVD foram pinçadas por Silva e pelo ​jornalista e pesquisador musical Marcus Preto, que assina a direção artística do espetáculo. O artista sobe palco na companhia da banda que o público conhece das turnês de seu elogiado trabalho autoral: Rodolfo Simor (guitarra), Hugo Coutinho (bateria e programações) e Jackson Pinheiro (baixo).

 

Silva Canta Marisa Monte
Com Silva
Duração 80 minutos
13/10
Sexta – 21h30
$80
Classificação Livre
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Caetano, Moreno, Zeca e Tom Veloso

Caetano Veloso, 75, é um dos maiores nomes da MPB. Ao longo de cinco décadas de produção artística, o cantor e compositor acumula prêmios internacionais, além de parcerias memoráveis com diversas gerações. A mais recente delas poderá ser vista a partir de 14 de outubro, sábado, no Theatro NET São Paulo, com o espetáculo Caetano, Moreno, Zeca e Tom Veloso. A temporada segue até 29 de outubro. Pai e filhos estarão sozinhos no palco. Caetano vai tocar violão. Moreno, 44, Zeca, 25, e Tom, 20, se revezarão em instrumentos. O repertório terá canções como O Leãozinho, Reconvexo e Um canto de afoxé para o bloco do Ilê.

A música sempre esteve presente na vida da família Veloso: desde que era cantiga de ninar até nos caminhos que cada um seguiu. Moreno gravou seu primeiro disco, Máquina de Escrever Música, em 2000. Já compôs para artistas como Adriana Calcanhoto e Roberta Sá e integrou o grupo +2, com Domenico Lancelotti e Alexandre Kassin. Zeca, músico e arranjador,  atua como DJ. Tom é o principal compositor da banda Dônica, influenciada pelo rock progressivo dos anos 70 e pela música experimental. O último disco de estúdio de Caetano é Abraçaço, de 2012 e neste ano ele terminou uma turnê pelo Brasil e Europa com Teresa Cristina.

Caetano, Moreno, Zeca e Tom Veloso

Duração 90 minutos
14 a 29/10
Sábado – 21h, Domingo – 20h
$100/$150
Classificação: 12 anos
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Theatro NET São Paulo recebe o paulistano Rael, um dos principais nomes do rap nacional,  num formato intimista cantando clássicos de Vinicius de Moraes,dia 17 de outubro, terça-feira, às 21h.

Assim como foi o rap o responsável por mostrar a Rael, ainda criança, que sua história não seria trilhada de outra maneira senão ao lado da música, quando conheceu Vinicius de Moraes e seus afro-sambas, já adolescente, o músico se deu conta de que seu rap podia conversar com toda a diversidade brasileira.

Desde então, o cantor nascido na zona sul de São Paulo, hoje com 16 anos de carreira, traz essa característica permeando como pano de fundo seus quatro discos solo e outros tantos com o grupo Pentagono.

Como todo fã, volta e meia retorna a seu mestre, e em uma dessas audições veio a ideia: homenageá-lo relendo algumas das músicas de que Rael mais gosta, cruzando seu rap e sua bagagem musical com a do ídolo. “Eu passei o ano de 2016 todo envolvido na gravação do meu disco Coisas do Meu Imaginário e agora, passado o lançamento, com a tour já na estrada, me veio isso de voltar ao Vinicius. A poesia dele dialoga comigo de uma maneira que me soa atemporal e essa possibilidade de reler algumas obras de que eu gosto tanto me são também um desafio interessante porque a ideia é trazer para um universo mais intimista, bem diferente do que tenho feito atualmente, fugindo da ideia de fazer um cover”, diz Rael.

No espetáculo Rael canta Vinicius de Moraes, o músico, no violão e na guitarra, apresenta-se com Felipe da Costa na percuteria e Julio Fejuca no violão e no baixo.

O repertório de releituras passeia por grandes sucessos da carreira de Vinicius, canções que Rael cresceu escutando. “Além dos afro-sambas, com Baden Powell, eu também gosto muito das parcerias com Toquinho, entre outras coisas, então fui escolhendo esse repertório de maneira bem afetiva mesmo, todas as músicas me dizem alguma coisa de uma forma bem pessoal mesmo”, conta o músico.

Tarde em Itapoã, Canto de Ossanha, O Morro Não Tem Vez, A Felicidade,Berimbau e Canto de Iemanjá são algumas das que estão no set list, em versões de Rael e Fejuca. Também rearranjadas para este formato, algumas canções do repertório do próprio Rael ganham espaço na apresentação. 

Rael Canta Vinicius de Moraes
Com Rael
Duração 60 minutos
17/10
Terça – 21h
$60/$120
Classificação 12 anos
Theatro NET São Paulo – Shopping Vila Olímpia (Rua Olimpíadas 360, Vila Olimpia, São Paulo)

ESPETÁCULOS PARA FAMÍLIA NO TENDAL DA LAPA

O Tendal da Lapa está se preparando para um novo tempo. Enquanto nos últimos anos o espaço ficou desprestigiado e atuando muito aquém do seu potencial, hoje ele se prepara para uma nova e intensa fase de ação cultural. Sob a administração de Bel Toledo, o espaço oferecerá a partir de outubro qualificação e aprimoramento de artistas circenses, além de espetáculos gratuitos aos sábados, 12h.

“Chego à direção deste espaço incrível com a tarefa igualmente desafiadora e prazerosa de mapear a produção artística da região, me aprofundar nas diversas linguagens artísticas que podem dar a este equipamento usos diversos, estabelecendo novas conexões por meio do diálogo com artistas, frequentadores e quem mais quiser construir algo com base na cooperação.” – Bel Toledo

A programação do Tendal da Lapa, como acontece em outros centros culturais, casas de cultura, bibliotecas e teatros geridos pela Secretaria Municipal de Cultura, será diversa e receberá música, teatro, dança, circo e artes visuais. “Vamos trazer uma programação diferenciada para recuperar e ampliar a relevância do Tendal da Lapa como equipamento cultural, fazendo do espaço um ponto de encontro não só dos moradores do bairro, mas de toda a população paulistana” ,completa Bel Toledo.

Para abrir essa nova fase, em outubro, Bel escolheu o tema circo. Quatro importantes companhias apresentarão seus espetáculos gratuitamente, de 14 de outubro a 04 de novembro. Abrindo a programação no dia 14, a Caravana Tapioca apresenta o divertido “O circo de Lampezão e Maria Botina”. Nessa divertida peça, os palhaços Cavaco e Nina contam a história de um casal que vive no sertão: Maria Botina, que sonha em ser levada por um cangaceiro, e Lampezão, que finge ser valente para impressioná-la. Em meio a muitas trapalhadas nessa conquista, os dois tocam música ao vivo, fazem malabarismo com baldes, mágicas, número com chicotes, entre outras habilidades circenses.

Dia 21 quem toma a frente é a Trupe Irmãos Atada, que ocupa o espaço e transforma o Tendal da Lapa em um verdadeiro velho oeste, com o espetáculo “Bang Bang à Pastelana”. Recheado de números circenses e palhaçadas clássicas, o espetáculo circense traz à cena os embates clássicos dos filmes de bang-bang italiano e do faroeste americano. Entre tiroteios no saloon, show de cancan, trapaças e confusões, a história narra a saga de três artistas  mambembes que estão viajando para a cidade Dog Bullcity, a fim de apresentarem seu grande show. Surgem então, os três bandidos mais procurados do Velho Oeste, que dispostos a realizar um grande assalto no mesmo dia e na mesma cidade, tentam se passar pelos artistas. Quem será que vai levar a melhor? Os inocentes artistas ou os malvados bandidos? Só assistindo para descobrir.

No dia 28 entra em cena a Cia Suno, apresentando o espetáculo “Na Roda com Sanduba”. Fruto de uma intensa pesquisa em espetáculos de rua, a companhia traz à cena o personagem Sanduba como um palhaço viajante, mambembe, cigano, que utiliza técnicas de faquirismo para atrair a atenção do público. Malabarismos com facas, cama de prego, rola-rola e monociclo girafa são os materiais utilizados nos números deste divertido show. Todos os números têm a ótica do palhaço e sua relação com este universo misterioso.

Encerrando a mostra Circo, apresenta-se no dia 04 de novembro a ABBACIRCUS, com o espetáculo “Ah! Com que será?”.  O espetáculo traz à cena o cotidiano solitário de uma bruxa muito engraçada, que é tirada do sério por personagens para lá de esquisitos que vêm ao seu castelo para pedir-lhe em casamento. Nesse universo recheado de fantasia, o público é surpreendido diante de uma trama eloquente e contagiante. Para tocar na poética do amor entre monstros e bruxas, o grupo amparou-se no seu forte: a linguagem circense, com números de malabares e aéreos.

Anotem na agenda: as apresentações são gratuitas e acontecem sempre às 12h, no Tendal da Lapa. Traga sua pipoca e aproveite, porque as risadas são garantidas!!! Os ingressos serão distribuídos com 01h de antecedência.

SERVIÇO

ESPETACULO O CIRCO DE LAMPEZÃO E MARIA BOTINA - FOTO DE MARILIA CHALEGRE (1)

O que: O Circo de Lampezão e Maria Botina – Caravana Tapioca

Com quem: Elenco – Anderson Machado e Giulia Cooper // Dramaturgia e Direção – Ésio Magalhães

Para quem: Toda a família

Quando: 14 de outubro, às 12h

Duração: 50 minutos

ESPETÁCULO BANG BANG A PASTELANA - FOTO DE ATHOS SOUZA (3)

O que: Bang Bang à Pastelana – Trupe Irmãos Atada

Com quem: Anderson Spada, Emerson Almeida, Sandro Fontes e Paulo Ygar // Dramaturgie – Trupe Irmõs Atada // Direção – Márcio Douglas

Para quem: Toda a família

Quando: 21 de outubro, às 12h

Duração: 50 minutos

ESPETÁCULO NA RODA COM SANDUBA -CRÉDITO DA FOTO RENAN MIGUEL (6)

O que: Na Roda com Sanduba – Cia Suno

Com quem: Elenco – Duba Becker // Dramaturgia – Cia Suno // Direção – Helena Figueira

Para quem: Toda a família

Quando: 28 de outubro, às 12h

Duração: 50 minutos

ESPETÁCULO AH COM QUEM SERÁ - CREDITO DE KRIZ KNACK (2)

O que: Ah! Com quem será? – ABBACIRCUS

Com quem: Elenco- Francisco Lcl Rolim e Patrícia Htr Lemos // Dramaturgia e Direção – Francisco Lcl Rolim

Para quem: Toda a família

Quando: 04 de novembro – 12h

Duração: 60 minutos

Onde: Tendal da Lapa

Endereço: Rua Guaicurus, 1.100 – Água Branca

Telefone: 11 3862-1837

Estacionamento Grátis (Rua Constança, 72)

Quanto: Grátis (Retirar ingressos com 01h de antecedência)

RELICÁRIO

Em seu trabalho inaugural, A Musa Heroica Companhia de Teatro apresenta novas possibilidades estéticas e dramatúrgicas para a improvisação. Ao contrário da maioria de espetáculos desse gênero, que geralmente usam jogos de desafios para provocar a risada na plateia, Relicário mostra que também é possível empregar a linguagem do improviso teatral para criar cenas dramáticas, cômicas, naturalistas, etc.

A partir de inspirações fornecidas pelos espectadores de cada sessão, a trupe cria oito histórias curtas sobre o relacionamento entre várias mulheres – mães, filhas, amigas, irmã, colegas de trabalho, vizinhas, amantes – em diferentes situações cotidianas.

As 12 atrizes do elenco se revezam em cena (em trios, quartetos, duplas ou outras combinações) de acordo com as demandas de cada contexto proposto. Elas só sobem ao palco juntas no último quadro, um desafio maior em termos técnicos.

De acordo com a diretora Rhena de Faria, a ideia da peça é lançar um olhar feminino – sem pretensão panfletária ou sexista – sobre a arte de improvisar, que, na América Latina, é majoritariamente dominada por homens. “É ano de quebrarmos paradigmas e abrimos o leque de possibilidades na linguagem improvisacional. Felizmente há muita gente boa em São Paulo trabalhando duramente para que isto aconteça”, diz.

Como não há qualquer script pré-estabelecido, os gestos, as palavras e as mínimas ações das personagens são usados para criar uma dramaturgia totalmente espontânea. Até a iluminação precisa corresponder ao que está sendo representado ou mesmo propor algo que auxilie o elenco no desenvolvimento da narrativa. Por isso, o grupo convidou o iluminador-improvisador Diego Rocha, que já operou a luz de vários espetáculos do gênero, como “Improvável”, da Cia Barbixas de Humor.

Relicário foi contemplado pela 5ª edição do Prêmio Zé Renato de apoio à produção e desenvolvimento da atividade teatral para a cidade de São Paulo.

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Relicário
Com Anah Laise, Carolina Holly, Cimara Fróis, Cintia Portella, Juliana Mesquita, Luciana Esposito, Maíra De Grandi, Michelle Gallindo, Paula Silvestre, Priscila Muniz, Tamara Borges e Vanessa Corrêa
Teatro Sérgio Cardoso – Sala Paschoal Carlos Magno (R. Rui Barbosa, 153 – Bela Vista, São Paulo)
Duração 55 minutos
07 a 29/10
Sábado – 20h, Domingo – 19h30
$20
Classificação 14 anos

PEDRAS AZUIS (OPINIÃO)

O vilarejo de Pedras Azuis, localizado no sertão do nordeste do país, é tão pequeno que nem santo padroeiro tem. Para participar de uma procissão, para pedir que chova e com isso a plantação vingue e o gado não morra, os moradores têm que recorrer ao vilarejo vizinho. Diana costurou as asinhas de anjos para que seus meninos e os dos vizinhos participem. Mas ela mesma não foi. Ficou em casa só com o marido, Antero, pois ele não é muito ‘chegado’ nestas questões espirituais. Antero está preocupado porque a prefeitura (através de um funcionário público vindo do ‘Sul’) comprou um caminhão pipa, e com isso, irá tirar o sustento da sua família, pois terá que encostar o seu velho caminhão. Ele precisa fazer algo. Ao terminar o dia, suas vidas serão transformadas… para sempre!

Pedras Azuis“, texto de Márcio Macena, é livremente inspirado em “27 Carros de Algodão” de Tennessee Williams.

A peça aborda dois temas principais – a sobrevivência do homem sertanejo frente à seca e o abuso sofrido pelas mulheres.

O elo de ligação da peça, e destes dois mundos diferentes – “Nordeste x Sul” (dicotomia do saber popular e do conhecimento técnico), pertence a Diana. A personagem de Annelise Medeiros é uma mulher de múltiplas faces – a mulher com deficiência de locomoção (‘é manca’) e que sofreu bullying quando jovem; a pessoa que não estudou e com isso ‘pensar dói’; a mulher submissa que não olha o marido nos olhos e ‘aceita’ seus abusos – físicos e psicológicos; e o da mãe religiosa, que preza pelo bem da família e dos filhos.

A personagem tem uma força que atrai os olhos da plateia. Quando está em cena (quase toda a duração da peça), não se consegue desviar os olhos dela. Annelise conseguiu fazer uma Diana forte, que sofre resignada e calada pelo ‘bem da família’.

Os papéis masculinos são interpretados por Neto Mahnic (Antero) e Emanuel Sá (Lívio). A princípio tão diferentes entre si – um mostra a ‘rudeza’ do sertão e o outro, a ‘educação e a sedução’ do estrangeiro. Ambos opostos, mas que no final provam que não tão opostos assim.

Há duas cenas cruciais na história, para nós. A primeira é quando Diana está só com Lívio, e este vai engendrando uma teia para capturá-la; e a segunda, a cena final, quando ela está só com o marido, ‘à noitinha’ (não vamos estragar a surpresa da cena).

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Neto Mahnic, Annelise Medeiros e Emanuel Sá (crédito foto – Marcus Leoni / Folhapress)

Completa a montagem as vozes de Zeca Baleiro, que no começo da peça, faz uma narração, como se fosse uma oração; Mel Lisboa, que passa os dados estatísticos dos abusos sofridos por mulheres no país; e Maria Gadú, que faz o fundo musical da peça.

Ressaltamos o cenário do diretor, Márcio Macena. Simples – uma rede, uma cerquinha, e um banco, mas tão essencial para a história, e que combina com o estado de simplicidade do local e dos moradores daquela casa.

A iluminação de Cesar Pivetti e Vania Jaconis também é muito bem desenhada. Mesmo com o ar condicionado da sala do teatro ligado, você consegue sentir o ar parado, abafado e angustiante do sertão brasileiro, que margeia a vida de Diana e Antero.

Não deixe de assistir e recomendar para amigos.

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cena de “Pedras Azuis” (crédito foto – Leekyung Kim)

Pedras Azuis
Com Annelise Medeiros, Emanuel Sá e Neto Mahnic
Viga Espaço Cênico – Sala Piscina (Rua Capote Valente, 1323, Sumaré – São Paulo)
Duração 60 minutos
06/09 até 16/10
Quarta e Quinta – 21h
$50
Classificação 16 anos