COREOLÓGICAS LUDUS / COREÔ

Em comemoração ao Mês das Crianças, o Caleidos Cia de Dança vai ocupar o Teatro Cacilda Becker, que fica na Lapa, na zona oeste de São Paulo, com dois espetáculos interativos, criados para toda a família.

De 30 de setembro a 15 de outubro, o Caleidos vai apresentar o espetáculo interativo “Coreológicas Ludus”, concebido em 2009, em diálogo com a Coreologia de Rudolf Laban. Este espetáculo interativo de dança contemporânea propõe cenas de participação e descoberta da dança. Cada apresentação é um convite diferente a todos os corpos para apreciar, dançar e experienciar a ludicidade da arte.

E, de 21 a 29 de outubro, será a vez do espetáculo “Coreô”, uma dança em jogo e um jogo em cena. Neste trabalho, os bailarinos compartilham com o público propostas que podem ser jogadas ou assistidas, criando cenas em tempo real a partir de jogos que proporcionam dança. Em “Coreô” os jogos que proporcionam dança e criam as cenas são propostos por meio de combinados que são apresentados verbalmente ao público. Os participantes que quiserem jogar a cena com os bailarinos assumem o espaço de dança e constroem em tempo real o espetáculo.

Tanto “Coreológicas Ludus” como “Coreô” fazem parte de uma programação de espetáculos de dança interativos criados pelo Caleidos para toda a família. A ideia é convidar para o palco as crianças e os pais ou avós para que todos participem juntos de um processo lúdico e criativo.

Em geral, nossos trabalhos não têm uma faixa etária determinada. Para nós é mais interessante quando a família inteira está junta no palco dançando. Pois não se trata de uma arte ‘para’ a criança, mas sim de uma arte ‘com’ a criança, que inclui a criança junto com o pai, ou com a avó, ou com o irmão mais velho”, conta a diretora do Caleidos, Isabel Marques.

Nosso trabalho aposta em criar a dança junto com a criança e, neste processo interativo, trabalhar o empoderamento do corpo infantil. Deixar a criança saber que ela pode criar, que ela pode participar e que ela tem voz. Acreditamos na capacidade da criança de refletir, de problematizar e de pensar e de ter suas próprias ideias e danças”, diz a diretora.

Os espetáculos interativos criam um diálogo com as crianças e com o público. As crianças são sempre convidadas e dançar com a companhia. O Caleidos já tem 23 trabalhos com pesquisa contínua com a interação, muito influenciada com as teorias do Paulo freire no sentido de criar um diálogo entre os artistas e o público, no caso, o público infanto-juvenil e seus familiares/adultos.

Vemos a dança como uma possibilidade de leitura do mundo. Como eu enxergo o mundo, como eu penso o mundo e como crítico o mundo a partir da experiência de dança. Nossa proposta de dança é pensar o ser humano como um criador de dança e, portanto, um cocriador do mundo” conclui Isabel.

 

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Coreológicas Ludus
Com Ágata Cérgole, Nigel Anderson, Renata Baima
30/09 até 15/10
 
Coreô
Com Ágata Cérgole, Nigel Anderson, Renata Baima
21 a 29/10
 
Teatro Cacilda Becker (Rua Tito, 295, Lapa – São Paulo)
Sábado e Domingo – 16h
$16
Classificação Livre

O MÁGICO DE OZ – O ESPETÁCULO

Baseado na obra original de Lian Frank Baum O MÁGICO DE OZ tem texto e direção geral de um dos nomes mais conceituados na dramaturgia do Teatro para Crianças , FERNANDO LYRA JÚNIOR , que ao longo de seus mais de 20 anos dedicados ao palco foi detentor de vários prêmios e críticas elogiosas.

 

A peça conta a história de Doroty, uma garotinha que se perde no Mundo de Oz e para conseguir o caminho de volta para sua casa precisa encontrar o Grande Mágico de Oz.

 

Com a ajuda da Bruxa do Norte , Doroty , começa a sua procura no caminho até o Castelo do Mágico, onde muita coisa acontece. Ela conhece seus três inseparáveis amigos : O Espantalho , O Homem de Lata e o Leão, que ajudam a menina a atingir seus objetivos.

 

foto original O MAGICO DE OZ

O Mágico de Oz – O Espetáculo
Com Mariana Ribeiro, Ruben Espinoza, Cibelle de Martin, Rebecca Etiene, Luciano Brandão e Fernando Lyra Jr.
Teatro Ruth Escobar – Sala Dina Sfat (Rua dos Ingleses, 209 – Bela Vista, São Paulo)
Duração
15/01 até 26/11
Domingo – 17h30
$40
Classificação Livre

D’ARC – DARK

Concebido pelos coreógrafos Dinah Perry e Jorge Garcia, o espetáculo D’Arc – Dark estreia no dia 5 de novembro (domingo, às 19h), no Espaço Capital 35, em Perdizes. A temporada segue até o dia 26 de novembro com sessões sempre aos domingos, às 19h.

D’arc – Dark é dividido em dois atos sequenciais com 30 minutos de duração cada um. São coreografias distintas que mostram o diferente olhar dos coreógrafos para o mesmo tema, mas que se complementam ao contemplar a mulher de todos os tempos.

Tanto D’arc de Dinah Perry quanto Dark de Jorge Garcia tem Joana d’Arc como inspiração: heroína francesa, santa da igreja católica e padroeira da França, ela foi chefe militar na Guerra dos Cem Anos e condenada à execução na fogueira sob a acusação de bruxaria. Dinah traz a Joana D’arc inserida nas questões da mulher contemporânea; já Garcia explora o lirismo e as dores desse arquétipo de mulher. Embora o período medieval seja pano de fundo, o espetáculo tem contexto atemporal.

A coreografia de Perry reúne elementos da dança, do teatro e da expressão corporal, amarrados por textos autorais. Em foco o corpo dinâmico em combate, propondo imagens intensas às cenas. Em D’arc, a mulher aparece inserida nas mazelas do mundo atual, questionando as relações humanas ceifadas pelo poder, pela inveja e pela solidão.

A criação de Garcia aborda Joana d’Arc como símbolo do sofrimento das mulheres acusadas de bruxaria na Idade Média. O nome ‘dark’, de escuro, é uma metáfora ao nome da heroína para trazer luz ao escuro da cena e refletir sobre uma cultura que ainda se faz presente. A sensação de ser queimado e a imagem sensorial desta ação trazem para a coreografia Dark o discurso ao qual se propõe. Manipulam-se corpos em cena enquanto o sofrimento e o aprisionamento também são manipulados.

Enquanto a música lírica pontua a encenação de Dinah, musicais de Björk aparecem em coro, em forma de lamento, na criação de Garcia. As duas coreografias trazem um mesmo elenco de quatro bailarinas: Ana Carolina Barreto, Carine Shimoura, Larissa Leão e Paula Miessa, além de Julia Cavalcante (que atua somente em D’arc).

 

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D’Arc Dark
Com Ana Carolina Barreto, Carine Shimoura, Julia Cavalcante, Larissa Leão Leão e Paula Miessa.
Espaço Capital 35 (Rua Capital Federal, 35, Perdizes, São Paulo)
Duração 60 minutos
05 a 26/11
Domingo – 19h
$25
Classificação Livre

MELHOR ASSIM

O cantor Reinaldo Kherlakian, acompanhado de sua banda, apresenta temporada do show “Melhor Assim“, no Burlesque Paris 6, com apresentações mensais até dezembro. A estreia será dia 24 de outubro (terça-feira), às 21h.

O artista traz no repertório renomadas canções nacionais e internacionais, como: Se todos fossem iguais a vocêCarinhosoSous le ciel de PariMy Way, Hello Detroit e até o clássico, Evidências que ganha releitura com a dramaticidade imprimida pelo intérprete.

Um homem arrojado”. Com certeza essa é uma das frases que definem a personalidade de Reinaldo Kherlakian, que deixou o mundo dos negócios em busca da realização de um grande sonho: “ser feliz cantando”, como ele mesmo define. “Não há idade certa para ser feliz”, outra frase constante em seu vocabulário. Há quase uma década, delegou seus negócios a profissionais competentes e partiu para o conhecimento e aperfeiçoamento da arte musical em sua vida. A história de Reinaldo Kherlakian com a música teve início fora do Brasil e totalmente sem querer. Morando em Miami e New York, começou a cantar em momentos de intimidade, durante jantares na casa de amigos. Os eventos invariavelmente terminavam com uma pequena apresentação musical.

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Melhor Assim
Com Reinaldo Kherlakian
Burlesque Paris 6 (Rua Augusta 2.809 – Jardins – São Paulo)
Duração 60 minutos
24/10
Terça – 21h
$100
Classificação Livre

BÊ A BACH

Na semana do dia das crianças o grupo Furunfunfum e a Cia. Noz de Teatro realizarão no dia 12 de outubro (11h) uma sessão extra da peça Bê a Bach, dentro da Programação Especial Gratuita do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB).

Programação completa <clique aqui>

O espetáculo infantil Bê a Bach (03 estrelas da Revista Veja SP), conta a história de um dos maiores nomes da música mundial, o alemão Johann Sebastian Bach.

Nele quatro atrizes acompanhadas por flauta, violão e violoncelo, traduzem em forma e movimento a perfeição cristalina e as emoções do universo sonoro de Bach

A peça conta com diversos atrativos para as crianças com música ao vivo, dança, cores, formas e texturas, tudo junto e misturado. Bê a Bach celebra a união do grupo Furunfunfum e da Cia. Noz de Teatro, Dança e Animação, conjugando suas linguagens e evidenciando o que cada um tem de melhor.

Bê a Bach nasceu como um espetáculo sem palavras, com muita música, movimento, formas e cores. Assim todos podem entrar nessa viagem musical, inclusive bebês.

Embora o grupo Furunfunfum e a Cia. Noz de Teatro, Dança e Animação já se conheçam há muito tempo, nunca tinham trabalhado juntos. Gostar de Bach, reconhecer que sua música provoca a imaginação e pode ser divertida foram os motivos que uniram as duas companhias. A música ao vivo e a pesquisa musical sempre marcaram as produções do Furunfunfum, e a dança e a manipulação de objetos, marcas dos espetáculos da Cia. Noz, possibilitaram os exercícios de imaginação que levaram à criação de Bê a Bach.

A música de Bach pode ser tocada em qualquer tipo de instrumento musical (flauta, violão e violoncelo), mas também com novos instrumentos, virtuais (sintetizadores e processadores de efeitos). O espetáculo também mostrará um pouco de como se dançava na época que Bach viveu e também novos jeitos de se dançar.

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Bê a Bach
Com Aline Alves, Anie Welter, Nathalia Kwast e Renata Maciel
Elenco Stand in: Maiara Roquetti
Músicos: João Guilherme Figueiredo, Marcelo Zurawski e Marcio Guedes Correa Músico Stand in: Sérgio Zurawski
CCBB – Centro Cultural Banco do Brasil SP (Rua Álvares Penteado, 112 – Centro, São Paulo)
Duração 50 minutos
12/10
Quinta – 11h
Ingresso grátis
Classificação Livre

 

SEI LÁ VI

Montagem da Companhia do Estevão MaravilhaSei Lá Vi estreia dia 5 de outubro, quinta-feira, às 20h, na Oficina Cultural Oswald de Andrade. Com direção de Caco Mattos, traz no elenco Fernando Stelzer, Lucas Pinheiro Paiva, Rafael Senatore e Rodrigo Horta. O espetáculo foi contemplado pelo ProAc Primeiras Obras de Teatro em 2016. Ingressos gratuitos.

A concepção do espetáculo surgiu a partir de questionamentos sobre a postura do ser humano perante as mais diversas situações do cotidiano e como ela escancara nossas fragilidades dentro da sociedade. No interesse em explorar modos com que a farsa, a mentira e a ilusão colocam a humanidade cada vez mais na posição de espectadora da própria vida.

A partir da pergunta “o que é ilusão para você?” o diretor pediu aos atores pequenas cenas, músicas, depoimentos pessoais e imagens. Durante o processo de pesquisa visitaram instituições com crianças, adolescentes, adultos e idosos, analisando de que maneira a ilusão atua nessas fases da vida. “Esse foi um momento de levantamento de materialidades cênicas. Em seguida o grupo foi provocado a escolher quais eram as cenas que poderiam potencializar o discurso sobre a ilusão que eles gostariam de emitir. Priorizei e apostei na autonomia dos integrantes, questionando e orientando suas escolhas. Minha função teve uma abordagem artística pedagógica nessas provocações”, conta Caco Mattos.

Ao observar o nonsense dos movimentos surrealista e dadaísta, a fantasia dos desenhos animados e os antigos espetáculos de variedades (por sua pluralidade de atrações, como palhaços, ilusionismo, música, dança etc), Sei Lá Vi traz uma estética simplista, mas que busca atingir o público pelo deslumbre sinestésico e imaginativo, traduzindo a vida através do não-convencional e da subversão à lógica.

A peça faz uma metáfora sobre a vida, as vezes muito sutil, subliminar. Constantemente, estamos imersos numa relação de ilusão sem perceber, seja nas relações afetivas, nas questões tabus como a morte, nas relações de poder, na solidão. Estabelecemos, conscientes ou não, uma relação com a ilusão e muitas vezes somos manipulados por ela sem nos darmos conta disso”, fala Mattos.

A peça é encenada a partir da metalinguagem com os próprios atores realizando uma peça de teatro, cujas cenas são divididas em números de variedades, referentes a cada fase da vida, como infância, juventude, maturidade, velhice. Ao falar de ilusão, a linha entre realidade e fantasia torna-se mais tênue e o jogo, mais vivo.

A trilha sonora traz diversos temas característicos de seus tempos como música clássica, valsa, jazz, e o chá chá chá, além de algumas composições próprias, que auxiliam no jogo cênico.

A provocação é instaurar nos espectadores a ruptura da ilusão e colocá-los para pensar a partir da sua experiência pessoal sobre a vida e questões que a Companhia quer abordar”, explica Mattos.

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Sei Lá Vi
Com Fernando Stelzer, Lucas Pinheiro Paiva, Rafael Senatore e Rodrigo Horta. 
Oficina Cultural Oswald de Andrade (Rua Três Rios, 363 – Bom Retiro, São Paulo)
Duração 70 minutos
05 a 14/10
Quinta e Sexta – 20h, Sábado – 18h
Ingresso Grátis (Retirada de ingressos a partir de 1 hora antes da apresentação)
Classificação 10 anos

 

CASULO

No dia 10 de outubro, mês em que completa 6 anos morando em São Paulo, o cantor e compositor Jonavo lança o 2º álbum de inéditas de seu trabalho solo. Casulo é também o nome que deu para o pequeno apartamento em que morava no bairro da Liberdade, onde escreveu a maioria das músicas do disco.

Esse disco é uma soma de experiências de um cara que saiu de casa e foi tentar a vida em São Paulo. Foi onde eu ressignifiquei o meu trabalho, me descobri um artista folk, me cerquei de pessoas boas e fui à luta”, relata o artista feliz da vida por finalmente conseguir colocar o disco pra fora do Casulo.

Canções como “Bom dia”, “Tomate” e “Caipira do Mato” já são conhecidas do público que o acompanha através do Folk na Kombi, coletivo musical que vem ganhando cada vez mais espaço no cenário atual. Mas trata-se de “Casulo” (canção título do disco), “Beijo Beijo” e “Musicando o vento”, gravada com ninguém menos que Renato Teixeira, músicas que revelam o principal flerte do seu trabalho com o Rock e o Pop no melhor dos gêneros.

O Álbum conta ainda com a produção de Wlajones Carvalho (o Pacote), conterrâneo de Jonavo e um dos principais bateristas e produtores da atualidade. “O Pacote me tirou um pouco o medo de ser pop. Um medo que me colocaram quando comecei a freqüentar os bares do baixo augusta. Vivenciamos esse processo por quase 3 anos, marcado por temporadas de imersão no trabalho e o tempo que ele precisou pra ficar pronto”.

À partir do dia 15 de setembro, data em que Jonavo se apresentou no Rock in Rio, no palco Sky Rock Station, o álbum pode ser conferido nas plataformas digitais e nas redes sociais do artista.

Casulo
Com Jonavo. Participações Especiais: Renato Teixeira, Mogena, Lauro Pirata e a banda Corcel.
Bourbon Street Music Club (Rua dos Chanés 127 Moema, São Paulo)
Duração 70 minutos
10/10
Terça – 21h
$50
Classificação 18 anos