PAPO COM O DIABO

Comemorando 40 anos de carreira, o ator Eduardo Martini estreia no dia 01 de novembro o espetáculo Papo com o Diabo no Teatro Itália. A peça marca a primeira parceria de Eduardo Martini com o diretor Elias Andreato, dois grandes talentos das artes cênicas, após anos tentando esse encontro. O espetáculo é o primeiro texto do jornalista e crítico teatral Bruno Cavalcanti, estreando nos palcos, em um texto escrito especialmente para Martini.

A peça narra a história de um personagem milenar e enigmático da história da humanidade, o Diabo em pessoa, de carne e osso. A comédia conta com cenas hilárias, em que o capeta se defende das acusações que vem recebendo ao longo de milênios e, o mais importante, contestar sua participação nas mazelas do mundo, propondo questionamentos acerca da natureza humana.

A ideia do texto surgiu depois do autor ver uma série de espetáculos, livros e filmes retratando Deus com uma espécie de crise existencial e imaginar que o que o Diabo passa não é muito melhor, então quis dar protagonismo a essa personagem tão rica quanto marginalizada.

Nesses 40 anos de carreira Eduardo Martini, um dos grandes nomes da comédia no Brasil, já atuou em mais 30 espetáculos com destaque para A Chorus LineSplish SplashNão Fuja da RaiaNa Medida do PossívelQuem tem Medo de Itália Fausta?, O Sexo dos AnjosAté que o Casamento nos SepareI Love Neide, Dark Room, O Filho da Mãe, no qual foi indicado a prêmios de Melhor ator.

Além de ator, Martini é autor, diretor, produtor e coreografo. Trabalhou com grandes nomes do humor como Chico Anysio e Dercy Gonçalves. Na TV participou das novelas como Deus nos Acuda, de Silvio de Abreu, O Clone, de Glória Perez, entre outras em emissoras como Globo e SBT. Participou do programa de Hebe Camargo com a personagem Neide Boa Sorte, em fez uma dobradinha com a apresentadora lembrada até hoje pelos fãs.

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Papo com o Diabo
Com Eduardo Martini
Teatro Itália, (Av. Ipiranga 344 – República, São Paulo)
Duração 70 minutos
01 a 29/11
Quarta – 21h
$60
Classificação 14 anos

A AURORA É COLETIVA – RESIDÊNCIA ARTÍSTICA

Entre os dias 1º e 25 de novembro, a Cia. Teatro do Incêndio abre inscrições para o 3º Edital A Aurora é Coletiva – Residência Artística. Serão selecionados dois coletivos teatrais para desenvolverem trabalhos de pesquisa estética e/ou imersão em suas produções.

Durante quatro meses (de 1º de dezembro de 2017 a 18 de abril de 2018), os grupos poderão trabalhar nas dependências da sede do Teatro do Incêndio, tendo apoio financeiro de R$ 16.000,00.

As inscrições devem ser feitas unicamente pelo portal SP Cultura – http://spcultura.prefeitura.sp.gov.br/projeto/3248/http://spcultura.prefeitura.sp.gov.br/projeto/3248/, onde pode ser acessado o regulamento e o edital. Os selecionados serão convocados para uma reunião a fim de formalizar a parceria, até o dia 30 de novembro.

Como parte do projeto, ao final da residência, os coletivos contemplados participarão de uma semana de experimentação com os atores do Teatro do Incêndio, dentro do projeto Poesia Cênica Conjugada, aberto gratuitamente ao público.

A Aurora é Coletiva – Residência Artística integra o projeto A Gente Submersa, contemplado pela 29ª edição da Lei de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo. Destina-se, exclusivamente, a grupos e/ou coletivos do município de São Paulo que tenham trabalhos continuados de pesquisa e atividades comprovadas, por mais de cinco anos.

O intuito é possibilitar que os grupos continuem organizados, sem paralisarem suas atividades, já que o número de coletivos que realizam um trabalho de pesquisa continuada é muito maior que o total de editais oferecidos atualmente em todas as esferas”, argumenta Marcelo Marcus Fonseca, diretor e fundador da Companhia Teatro do Incêndio.

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A Aurora é Coletiva – Residência Artística
3º Edital de Chamamento Público: http://spcultura.prefeitura.sp.gov.br/projeto/3248/
Teatro do Incêndio (Rua 13 de Maio, 48. Bixiga. São Paulo)
Telefones: (11) 2609-3730 e (11) 99587-1971.
E-mail: producao.teatrodoincendio@hotmail.com

 

ODEIO SER POBRE

Uma família nada convencional invade o Teatro Augusta a partir do dia 28 de outubro na comédia “Odeio ser pobre”, de Cláudio Caramante.

Quando nada mais parece dar certo para Carlos Alberto, a visita surpresa de um tio rico desconhecido pode ser seu ponto de virada tão esperado. Com a intenção de partilhar sua herança ainda em vida, a família de Carlos Alberto tem tudo para levar a bolada. Porém, não tão facilmente assim. A tia Prochaska Borba Gato, esposa do tio Borbinha, possui critérios rígidos no qual seus parentes terão que se encaixar para se mostrarem dignos da herança. Agora, Carlos Alberto precisa passar por poucas e boas para disfarçar os problemas e segredos da família.

Com referências em séries icônicas da televisão brasileira como “Sai de Baixo”, “Toma lá, dá cá” e “Vai que Cola”, a comédia teatral “Odeio ser pobre” explora a vida real da classe média brasileira, em crise no cenário econômico atual, suas peripécias e, claro, as loucuras e segredos escondidos por cada um de seus personagens. A peça pergunta ao espectador, de forma leve e cômica, duas questões: O dinheiro traz felicidade? E até onde as pessoas podem ir para conseguir este dinheiro? Esta reflexão é o principal intuito do roteirista e diretor Cláudio Caramante, inspirado por sua própria história. Infeliz em um alto cargo executivo de uma instituição financeira, algo lhe faltava, e após um infarto, ele decidiu “jogar tudo para o alto” e fazer o que gosta: Viver de arte.

 Em ‘Odeio ser pobre’ é explorado, através de personagens caricatos, como no fundo estamos todos no mesmo barco e como, ainda assim, algumas pessoas vão ao extremo pela ilusão do dinheiro”, afirma Cláudio. “A grande mensagem da peça é que com ou sem dinheiro, precisamos saber viver, fazer o que gostamos de verdade. Seja qual for nossa realidade, fazer dela nossa felicidade. No final, é a única coisa que realmente conta, conclui ele.

Ao lado de Carlos Alberto, este pai de família que tem certeza que só será feliz se for rico, estão sua esposa Suellen, uma ex-miss que sofre de um tipo narcolepsia conveniente, seu filho Carlinhos, um homossexual que sonha em ser transformista, mas usa uma carapuça homofóbica na frente do pai, e sua mãe Zilda, uma mãe de santo trambiqueira. Cada um mostra um ponto de vista e uma dificuldade diferente, representando diversos lados de pessoas gente como a gente, que precisam batalhar muito para sobreviver. ​

Com tantos personagens e situações cotidianas, é impossível não se identificar com os problemas de cada membro desta família, que dão vida ao texto ágil e lúdico que oferece a reflexão sobre preconceitos e problemas sociais, levando ao público temas sérios de forma muito bem humorada.

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Odeio Ser Pobre
Com Alan Ferreira, Erika Resan, Evando Lustosa, Mitsuru Yamada, Mony Gester, Rafael Rosenberg
Teatro Augusta (Rua Augusta, 943 – Consolação, São Paulo)
Duração 80 minutos
28/10 até 19/11
Sábado – 22h, Domingo – 20h
$60
Classificação 14 anos

A MALA DE HANA

Após o sucesso da temporada no Teatro Folha, o espetáculo infantil A Mala de Hana faz apresentações no Teatro Anne Frank, localizado no Clube Hebraica, nos dias 29 de outubro, 5 e 12 de novembro, sempre aos domingos, às 17hDe forma singela e delicada, a montagem tem a direção de Marcelo Klabin e o elenco é formado pela dupla Fernando Chapaval e Luana Paroni. A peça é uma adaptação do aclamado livro infanto-juvenil homônimo da escritora canadense Karen Levine.

A trama conta a história da menina Hana Brady a partir das descobertas feitas pela japonesa Fumiko Ishioka e seus alunos, que foram em busca da história de quem seria a dona de uma mala que receberam para utilizar em uma exposição. A montagem é um retrato da vida das crianças no Holocausto em paralelo com a visão atual da realidade.

A Mala de Hana narra a história real de Fumiko, diretora de um centro educacional no Japão, que formou um grupo com alunos para estudar o período. A curiosidade e o fascínio pelo assunto fez com que, no ano 2000, o grupo de estudantes iniciasse uma jornada para conhecer detalhes sobre a história da jovem Hana. Foi assim que Fumiko chegou a George Brady, irmão de Hana (que ainda está vivo e mora no Canadá). Com a ajuda dele conseguiram recriar a história vivida nos campos de concentração, período em que foi separado da sua irmã. Hana, na época com apenas 13 anos de idade, chegou a Auschwitz acreditando que reencontraria George. Na mala, ela levou poucas roupas e alguns dos seus desenhos preferidos

Através de uma história que percorre três continentes diferentes – América, Europa e Ásia – o espetáculo traça, como a autora do livro diz, “uma lembrança da brutalidade do passado e da esperança do futuro”. Em cena, os atores se revezam pela narrativa da história.

A peça desperta na criança o interesse pelo estudo e compreensão de um período histórico extremamente importante para o seu desenvolvimento, não apenas como conhecimento, mas também como seres humanos”, conta Luana Paroni, atriz que interpreta Hana.

A pretende levar para as crianças uma mensagem sobre a intolerância e a injustiça, presentes no período da II Guerra Mundial, e que ainda circulam com diferentes facetas em nossa sociedade. “Queremos disseminar a profundidade do fato histórico de maneira sensível, lúdica e principalmente pedagógica, fazendo com que as crianças se interessem e mergulhem nessa história”, completa Fernando Chapaval, ator que interpreta George.

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A Mala de Hana
Com Fernando Chapaval e Luana Paroni
Teatro Anne Frank – Clube Hebraica (Rua Hungria, 1.000 – Pinheiros, São Paulo)
Duração 60 minutos
29/10, 05 e 12/11
Domingo – 17h
$40
Classificação 8 anos

 

AGNALDO RAYOL, 60 ANOS DEPOIS

O Teatro J. Safra recebe no sábado, dia 18 de novembro, o show especial e em única apresentação: “Agnaldo Rayol, 60 anos depois”.  Em comemoração aos seus 60 anos de carreira, Agnaldo apresenta um espetáculo pautado por um refinado repertório que passeia pelos seus grandes sucessos e novas canções.

Um dos maiores nomes da música brasileira, conhecido nacionalmente por sua estonteante voz e com uma carreira coroada com muito sucesso – com mais de 50 discos lançados e o carinho de milhões de fãs pelo Brasil e pelo mundo -, Rayol já garantiu seu espaço de honra na música brasileira.

O artista não esconde o entusiasmo em comemorar um marco tão importante em sua vida e carreira: “É um prazer e uma emoção muito grande completar tantos anos de trabalho. O que pretendo com esta apresentação tão especial é agradecer ao meu público, sempre fiel, que esteve ao meu lado desde o início de minha carreira. O show foi preparado com muito carinho e será composto por um repertório com alguns de meus principais sucessos como Ave Maria, Mia Gioconda, Fascinação, New York, New York, As Rosas não Falam e Chão de Estrelas. Além, claro, de outras músicas inéditas”, comenta ele.

Com uma banda e cenário íntimo e aconchegante, Agnaldo Rayol espera poder levar ao público momentos de muito amor, emoção e surpresas.

 

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Agnaldo Rayol, 60 Anos Depois
Com Agnaldo Rayol e músicos convidados
Teatro J. Safra (Rua Josef Kryss, 318 – Barra Funda, São Paulo)
Duração 90 minutos
18/11
Sábado – 21h
$50/$140
Classificação Livre

CAFÉ DIVERSIDADE – MACHISMO E HOMOFOBIA

 

 

A psicanalista, jornalista e escritora Maria Rita Kehl é a convidada do Café  Diversidade dia 30 de outubro, segunda-feira, das 18h30 às 20h30, no Auditório do Sesc Carmo.

Atuante desde a década de 80 no campo dos direitos humanos, ela fez oposição à ditadura militar e compôs a Comissão Nacional da Verdade frente às graves violações dos direitos de indígenas e camponeses.

No encontro, Kehl abordará o machismo e a homofobia na sociedade atual e seus reflexos no mercado de trabalho.

Maria Rita Kehl é autora, entre  outros, de Deslocamentos do feminino – a mulher Freudiana na Passagem para a Modernidade (Boitempo 2016) e Tempo e o Cão – Atualidade das Depressões (Boitempo 2009 – Prêmio Jabuti do ano de 2010 na categoria de não ficção).

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Café Diversidade – Machismo e Homofobia
Com Maria Rita Kehl. 
Sesc Carmo (rua do Carmo, 147, Sé, São Paulo)
Duração 120 minutos
30/10
Segunda – 18h30
Entrada gratuita