ROMEU & JULIETA 80!

Os jovens apaixonados mais icônicos da dramaturgia universal serão vividos pelos atores Renato Borghi e Miriam Mehler, em versão adaptada e dirigida por Marcelo Lazzaratto, a partir de 18 de janeiro, quinta-feira, no teatro do Sesc Ipiranga.

Além de celebrar a longevidade da dupla — amigos, que começaram a fazer teatro no mesmo período (1957) — esta versão de Romeu e Julieta de W. Shakespeare vai homenagear o próprio Teatro, já que o biênio 2017/2018 marca os 60 anos de carreira dos dois atores que fizeram do palco suas moradas e ajudaram a alicerçar o moderno Teatro Brasileiro.

Os jovens que se cuidem. Ou “envelheçam”, como já dizia Nelson Rodrigues. “Devemos ser reverentes a eles e à sua geração: Renato Borghi e Miriam Mehler são ‘nossos’ inusitados Romeu e Julieta do século XXI; as marcas de seus corpos nascidos nas primeiras décadas do século XX dão testemunho de suas paixões e sacrifícios. E têm mais: Eles se amam de verdade, o afeto dos primeiros anos de carreira quando formaram pares enamorados em algumas montagens permaneceu intacto”, diz Lazzaratto, que concebeu há quase uma década a versão com a dupla.

Quando foram convidados para esse projeto, como lembra Lazzaratto, Renato e Miriam riram como duas crianças! Eles aceitaram no mesmo instante. Imaginaram-se… O que poderá vir à tona, quantas sutilezas da alma humana podem se manifestar se os intérpretes de Romeu e Julieta já conhecem a vida há 80 anos?  Esta é a questão mobilizadora desta montagem e os resultados são surpreendentes.

Carolina Fabri e Elcio Nogueira Seixas completam o elenco para tornar jogo mais dinâmico; são eles, o casal mais jovem de atores que dará voz aos demais personagens: Ama, Mercucio, Teobaldo, Frei Lourenço, mães e pais, Prefeito, Benvólio, Paris, Boticário. A ênfase será dada à ação. Os papéis se revelam pelo que fazem e não em como se mostram, acrescenta Lazzaratto.

Daniel Maia e Simone Mina se juntaram à equipe para assinar a trilha sonora e o cenário/figurino respectivamente.

  • Sinopse 

Em Verona, na Itália, por volta de 1600, à rivalidade entre os Montecchios e os Capuletos acentua-se e os conflitos estendem-se a parentes e criados, apesar do apelo do príncipe pela paz. Num baile de máscaras na casa dos Capuletos, Romeu Montecchio conhece Julieta Capuleto. A paixão é mútua e instantânea. Ao descobrir que pertencem a famílias inimigas, os dois se desesperam. Resolvem casar-se secretamente. Como todos já sabem, o destino do amor entre Romeu e Julieta seria trágico. Nesta inusitada montagem do clássico de Shakespeare, os jovens Romeu e Julieta são interpretados pelos consagrados atores Renato Borghi e Miriam Mehler, ambos na casa dos 80 anos de idade. Todos os outros personagens da peça são distribuídos entre os atores Elcio Nogueira Seixas e Carolina Fabri. Direção e adaptação de Marcelo Lazzaratto.

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Romeu & Julieta 80!
Com Renato Borghi, Miriam Mehler, Elcio Nogueira Seixas e Carolina Fabri
Sesc Ipiranga (R. Bom Pastor, 822 – Ipiranga, São Paulo)
Duração 90 minutos
18/01 até 18/02
Sexta e Sábado – 21h, Domingo e Feriado – 18h (haverá espetáculo 25/01)
$30
Classificação 12 anos

ABRACADABRA ENTRE BRUXAS E FADAS

A famosa escola “Abracadabra- Aprendiz de Bruxas” está para fechar e os alunos e professores terão que fazer um curso intensivo de maldades malvadas para salvar o lugar.
O que eles não contavam era com a presença da fada Preferida, que sempre sonhou em ser vilã e não se identifica no corpo de Fada, querendo se tornar Bruxa.
E agora, será que eles vão conseguir salvar a escola? Será que a fada vai virar bruxa? E as bruxas? Será que elas vão fazer mais maldades? Não perca Abracadabra entre bruxas e fadas no Teatro Dr. Botica.
Saber lidar com as diferenças é o grande encanto dessa vida

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Abracadabra Entre Bruxas e Fadas
Com Thiago Tavares, Guy D’avllis, Rafaela Guido, Pâmela Sorrentino, Renan Ferraz
Teatro Dr Botica – Shopping Metrô Tatuapé (Rua Dr. Melo Freire, s/n. Tatuapé, São Paulo)
Duração 50 minutos
06 a 14/01
Sábado e Domingo – 14h
$40
Classificação Livre

A SERPENTE

Considerada uma ‘tragédia carioca’, de acordo com a célebre classificação do crítico teatral Sábato Magaldi para a obra de Nelson Rodrigues (1912-1980), A Serpente foi a última e mais curta peça escrita pelo “anjo pornográfico”, alcunha criada pelo próprio dramaturgo e jornalista pernambucano. Mesmo com apenas um ato, a peça de 1978 não deixa de criar polêmica ao retratar o amor de duas irmãs pelo mesmo homem.

Elas juraram nunca se separar e moram juntas na mesma casa com seus respectivos maridos. Lígia decide se suicidar porque tem um casamento infeliz – e não consumado – com Décio, que diz sofrer de impotência, mas, na verdade, tem um caso com outra mulher.

Para evitar que a irmã fizesse isso, Guida tem a ideia de emprestar Paulo, o próprio marido, para ela por uma noite. O que Guida não esperava era que Lígia se apaixonaria por ele, muito menos que esse erro poderia resultar até em morte.

Esta é a terceira montagem de Eric Lenate para peças de Rodrigues: em 2013, ele dirigiu “Vestido de Noiva” e, em 2015, “Valsa Nº6”. O elenco conta com a participação de Carolina Lopez, Fernanda Heras, Maria Guedes, Juan Alba e Paulo Azevedo.

SINOPSE

Duas irmãs que juraram nunca se separar vivem no mesmo apartamento com seus respectivos maridos. O casal Guida e Paulo vive uma aparente interminável lua de mel, enquanto Lígia e Décio não chegaram sequer a consumar o casamento. Lígia decide se suicidar movida pela infelicidade em seu relacionamento amoroso, mas Guida, na tentativa de impedir a morte da irmã, oferece o próprio marido por uma noite. A desconcertante oferta moverá toda essa trama de amor e morte.

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A Serpente
Com Carolina Lopez, Fernanda Heras, Mariá Guedes, Juan Alba, Paulo Azevedo
Teatro FAAP (Rua Alagoas, 903 – Higienópolis, São Paulo)
Duração 60 minutos
19/01 até 11/02
Sexta – 21h30, Sábado – 21h, Domingo – 18h
$60
Classificação 16 anos

1 MILHÃO DE ANOS EM 1 HORA

Adaptada de sucesso da Broadway visto por mais de 1 milhão de espectadores em 10 cidades americanas, chega ao Teatro Morumbi Shopping, a partir de 12 de janeiro, sexta-feira, às 21 horas, o espetáculo de humor 1 Milhão de Anos em 1 Hora, interpretado por Bruno Motta, com versão brasileira de Marcelo Adnet e direção de Cláudio Torres Gonzaga. A peça narra, em uma hora contada no relógio, a história do mundo desde os homens das cavernas até os tempos atuais.  A peça original é um monólogo chamado Long Story Short, de Colin Quinn e com direção original de Jerry Seinfeld, considerado um dos maiores comediantes de todos os tempos.

O trio criativo (Bruno Motta, Marcelo Adnet e Cláudio Torres Gonzaga) se reuniu para adaptar o ângulo do projeto original, criando uma perspectiva brasileira, mas que não mudasse sua essência: a observação incisiva e comentários afiados sobre impérios caídos e vigentes. De Sócrates ao Big Brother, da idade da pedra ao Facebook, o espetáculo foi considerado “Hilário e Imortal” pelo New York Times e “Afiado e de vanguarda” pela revista Time.

Uma vantagem de trabalhar em um espetáculo criado por figuras geniais da comédia só ajuda, afinal, um dos fatores que os torna geniais é a capacidade de lidar com valores universais. É isso: uma comédia sobre o mundo“, conta o diretor Cláudio Torres Gonzaga.

Composto por quinze quadros, a comédia atravessa os tempos, partindo do homem das cavernas e suas tribos e chegando a um mundo onde o império capitalista beira a ruína – mas continua a “melhor opção entre as piores”. Cobrindo todos os continentes e os mais importantes períodos históricos, descobertas, reis, rainhas, ditadores e presidentes, regiões e religiões. “Esse projeto é bom para o público e bom para os palcos porque é um desafio, algo pouco feito, portanto existe um ar de novidade e diferenciação em relação ao que se entende por comédia no teatro brasileiro hoje. É um projeto ousado, de extremo bom gosto e cheio de qualidade“, diz Marcelo Adnet.

Bruno assistiu ao espetáculo original duas vezes na Broadway, antes de conseguir os direitos. Através de amigos em comum, comediantes do Comedy Cellar, fez o contato via Twitter e conheceu Colin Quinn ‘ se reuniu varias vezes para manter as piadas e mudar o ponto de vista, escrevendo ainda um capítulo inédito na montagem sobre o Brasil acompanhado pelo autor original. A adaptação levou seis meses para ser realizada, e teve três meses de ensaios. A versão brasileira é a primeira montagem do espetáculo fora da Broadway.

1 Milhão de Anos em 1 Hora já circulou por São Paulo, Campinas, Roraima, Vitória, São Mateus, Belo Horizonte, Curitiba, Goiânia, Joinville, Balneário Camboriú e Florianópolis.

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1 Milhão de Anos em 1 Hora
Com Bruno Motta.
Teatro Morumbi Shopping (Av. Roque Petroni Junior, 1089 – Jardim das Acácias, São Paulo)
Duração 70 minutos
12/01 até 25/02 (não haverá sessão 02/02)
Sexta e Sábado – 21h, Domingo – 19h
$60/$70
Classificação 10 anos

E A VIDA CONTINUA…

Adaptado de um dos mais belos romances, psicografado por Chico Xavier, a peça aborda a vingança, o amor e o perdão nas complexas relações entre dos dois planos de vida.

O livro psicografado por Chico Xavier, e ditado pelo espírito de André Luiz, já foi inspiração de uma das novelas de maior sucesso da televisão brasileira e de seu remake pela Rede Globo: A Viagem. Agora, a história contada em ‘E A Vida Continua…” ganha adaptação e direção de Orlando Vieira, e narra os encontros e desencontros das personagens nos dois planos de vida.

A montagem de “E a vida continua…” conta a história de Evelina e Ernesto em recuperação, após a morte, no plano espiritual. A importância da condição mental e sua influência no despertar dos protagonistas são valorizadas. E o reencontro de cada um com suas famílias encarnadas, enquanto desvendam os dois juntos, as teias que o destino tece para entrelaçar espíritos.

Uma história marcada por desejo, ambição, assassinato, vingança, e também por amor, resignação e perdão.

A peça tem a narração da história focada no dinamismo e na emoção. Os personagens transitam de forma clara os dois planos de vida, enquanto mostram o intercâmbio e a influência das relações entre os encarnados e os espíritos. Assim o espectador vai se conduzir pela naturalidade das interpretações do elenco, enquanto se encanta num espetáculo de beleza estética e tocante.

A adaptação e direção é de Orlando Vieira. A concepção original do cenário é de Renato Scripilitti, o figurino de Ellen Cristine. A luz é de Rodrigo de Souza. A programação visual é de João Carlos Deon. Direção de produção Adriano Souza.

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E a vida continua…
Com Sílvio Toledo, Kátia Roberta, Orlando Vieira, Débora Munhyz, João Carlos Deon, Patrícia Rinaldi, Gal Spitzer, Tainan Porcel e Felipe Gonzales
Teatro Santo Agostinho (R. Apeninos, 118 – Liberdade, São Paulo)
Duração 90 minutos
14/01 até 25/03
Domingo – 18 horas
$60
Classificação 10 anos.