EIGENGRAU, NO ESCURO

Espetáculo indicado ao Prêmio Shell de Melhor Direção 2017, Eigengrau, No Escuro volta em cartaz para temporada de 28 de fevereiro a 29 de março, às quartas e quintas-feiras, às 21h, no Teatro Porto Seguro.

Com direção de Nelson Baskerville, o texto da dramaturga britânica Penelope Skinner retrata com bom humor, as angústias da geração que está na faixa dos 30 anos a partir do relacionamento entre quatro personagens. Por meio deles, a autora fala sobre a crise desoladora que nos cerca, das relações efêmeras que se impõem em nosso cotidiano, de uma sociedade que permanece machista, do excesso de individualismo e competitividade, da ambiguidade dos discursos e da falência das ideologias.

 “Eigengrau, No Escuro é uma obra que lança questionamentos com a mesma urgência de seus diálogos rápidos e cortantes”, comenta o diretor Nelson Baskerville que, quando se deparou com o sobrenome da dramaturga, pensou imediatamente nas experiências com ratos encerrados em caixas de vidro, do cientista B.F.Skinner. “Em sua teoria do behaviorismo, ele afirmou que seres em contato com outros e estimulados por alguma experiência externa, que no teatro chamamos de circunstâncias, chocam-se e provocam atrito entre os encarcerados. É exatamente isso que vejo acontecer com estes quatro personagens.

A palavra que dá título à peça tem origem germânica e se refere à cor vista pelos olhos na completa escuridão.  Metaforicamente, é nesse espaço que parece não ter luz ou saídas que se encontram os personagens Carol (Andrea Dupré), Marcos (Daniel Tavares), Rosa (Renata Calmon) e Tomás Gordo (Tiago Real) na tentativa de entendimento de seus afetos, paixões e posicionamentos diante da vida.

Rosa acredita em tudo, do amor verdadeiro à numerologia. Ela aluga um quarto no pequeno apartamento de Carol, uma engajada ativista que luta contra a opressão da sociedade dominada pelos homens. Marcos aposta no poder do marketing – na vida pessoal e profissional. Ele, por sua vez, divide seu espaçoso imóvel com Tomás Gordo, que está vivendo um luto que parece não ter fim. Em uma cidade grande e massacrante, procurar pela pessoa certa e por um lugar no mundo pode levar esses quatro jovens a caminhos inesperados e, por vezes, surpreendentes.

Para Renata Calmon, responsável por encontrar o texto, o primeiro da autora a ser encenado no país, as personagens parecem não acreditar em mais nada enquanto vagam em uma cidade grande.  “Além de ir de encontro a um dos principais objetivos da nossa companhia que é o de produzir textos inéditos nacionais ou estrangeiros, o trabalho de Skinner proporciona uma reflexão sobre temas atuais relevantes, como as novas relações que se estabelecem nas grandes metrópoles e a competição nos dias de hoje, além de lançar um olhar sobre o feminismo, sem demagogia e panfletagem”, diz atriz, que também assina a tradução da obra.

O espetáculo, que estreou em 2016 no 20º festival da Cultura Inglesa, marca o primeiro trabalho Cia Delicatessen Teatral criada por Daniel Tavares, Tiago Real, Renata Calmon e Andrea Dupré com o objetivo de montar obras inéditas no Brasil.

eigengrau 4 foto maria tuca fanchin

Eigengrau, No Escuro
Com Andrea Dupré, Daniel Tavares, Renata Calmon e Tiago Real
Teatro Porto Escuro (Al. Barão de Piracicaba, 740 – Campos Elíseos – São Paulo)
Duração 80 minutos
28/02 até 29/03
Quarta e Quinta – 21h
$40/$50
Classificação 16 anos

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