MÔNICA E CEBOLINHA NO MUNDO DE ROMEU E JULIETA

Quem não teve a oportunidade de assistir a superprodução Mônica e Cebolinha no Mundo de Romeu e Julieta, vencedora do Prêmio Coca-Cola Femsa de 2013 como melhor produção infanto-juvenil, terá novamente a chance de apreciar o clássico “Romeu e Julieta”, de William Shakespeare, pela releitura de Mauricio de Sousa e adaptado ao estilo narrativo do universo da Turma da Mônica.

Trata-se de uma superprodução, o maior espetáculo já produzido pela Mauricio de Sousa AO VIVO sob a supervisão geral de Mauricio de Sousa e direção e produção geral de Mauro Sousa, diretor da Mauricio de Sousa AO VIVO. São mais de 100 profissionais envolvidos nos bastidores, 20 atores e bailarinos em cena, 3 toneladas de equipamentos e cenografia e ainda figurinos assinados pelo estilista Fause Hatten. A duração é de 65 minutos, com 15 de intervalo (total 80 minutos).

Foram alguns meses de muito trabalho na remontagem de Mônica e Cebolinha no mundo de Romeu e Julieta, lá em 2013Acompanhamos muito de perto, junto com o Mauricio de Sousa, cada detalhe, desde a seleção dos dois mil bailarinos inscritos para participar do projeto, só 10 foram selecionados, até inúmeras reuniões com a equipe e o Fause Hatten para definição de figurino e o acompanhamento de produção cenográfica e musical. Tudo para que estivesse perfeito e a altura de Shakespeare”, relembra Mauro Sousa, Diretor da Mauricio de Sousa AO VIVO, divisão de live experience do Grupo Mauricio de Sousa Produções.

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SUCESSO DE PÚBLICO E CRITICA EM TODAS AS TEMPORADAS

Mônica e Cebolinha no mundo de Romeu e Julieta foi o primeiro espetáculo da Turma da Mônica estreado há 39 anos, em São Paulo. Foram duas temporadas de sucesso absoluto, com um público de 12 mil espectadores por mês. Depois de 35 anos, em 2013, o espetáculo voltou com uma superprodução, completamente remontado, e ficou em cartaz durante oito meses em comemoração aos 50 anos da personagem Mônica reunindo um público de 70 mil pessoas. Em 2016, foram mais de 21 mil espectadores em 25 apresentações no Rio de Janeiro.

Esse é um musical muito especial. Primeiro por ser uma obra de Shakespeare, apreciada em todo o mundo, e depois por ter sido o primeiro espetáculo da Turma da Mônica, desenvolvido há 39 anos, que nos permitiu abrir as portas para tantas outras criações até hoje. Nas quatro temporadas, desde 1978, reunimos pouco mais de 100 mil espectadores em todas as apresentações completamente lotadas. Uma superprodução com um histórico tão rico e vencedor merece um encerramento à altura, por isso faremos uma curtíssima temporada no mês de março em São Paulo e esperamos receber 10 mil espectadores em 13 apresentações, fechando com chave de ouro a exibição desse espetáculo”, comenta Mauro.

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VAMOS CONHECER MONICAPULETO E CEBOLINHA MONTÉQUIO

Na cidade de Verona, na renascença italiana, havia duas famílias que não se entendiam e disputavam para ver quem era o dono da rua, jogando futebol na praça da cidade. Eles eram os Montéquios e os Capuletos. Quis o destino que dois jovens, Julieta Monicapuleto e Romeu Cebolinha Montéquio, se apaixonassem num baile e trocassem juras de amor sob o luar. Foram casados em segredo pelo bondoso frei Cascão, sob as vistas da ama de confiança de Julieta, Ama Gali.  Mas a vida quis separar o tão feliz casal quando, numa briga de futebol, Romeu Cebolinha foi expulso da cidade de Verona pelo príncipe Jotalhão!

A família de Julieta Monicapuleto a promete ao príncipe Franjinha, sem saber do seu casamento secreto com Romeu Cebolinha. Por não aceitar esse compromisso e ser muito apaixonada por Romeu Cebolinha, Julieta foge até a capela e lá decide participar de um plano infalível do frei Cascão, para ficar com o seu amado. Ela daria uma coelhada em si mesma e ficaria desmaiada, esperando pelo seu amor, que seria avisado por uma carta explicando toda a situação. O problema é que Ama Gali, encarregada de levar essa carta, distrai-se no caminho e o recado não chega até Romeu Cebolinha. Assim, quando ele chega à capela e encontra sua Julieta estendida no chão, resolve seguir o mesmo caminho, aplicando, também, uma coelhada em si mesmo. Seria muito triste, se isso não fosse uma adaptação da Turma da Mônica. Para saber como termina essa encantadora releitura de Mauricio de Sousa, só indo ao Teatro Opus para conferir.

Mônica e Cebolinha no Mundo de Romeu e Julieta
Com personagens da Turma da Mônica
Teatro Opus – Shopping Villa Lobos (Av. das Nações Unidas, 4777 – Alto de Pinheiros – São Paulo)
Duração 65 minutos
24, 25, 30, 31/03, 01, 07, 08, 14, 15, 21, 22, 28, 29/04, e 01/05
Sexta, Sábado e Domingo – 16h, Terça – 11h30 e 16h
$50/$100
Classificação Livre

SOLO IDEAL: ARENOSO

Ator e comediante, Pedro Casali estreia Solo Ideal: Arenoso, em temporada no Pequeno Ato, de 16 de março a 27 de abril, com sessões sempre às sextas-feiras, às 21h.

Neste solo de comédia apresenta um espetáculo em homenagem ao seu falecido pai. Com um jeito peculiar de observar a vida, o ator coloca com bom humor suas experiências pessoais no palco.

A ideia do texto surgiu depois da morte do seu pai em 2006, Casali começou a escrever piadas sobre o delicado assunto, com a intenção de amenizar a dor. Com o passar do tempo foi aprimorando e criando um roteiro, enquanto se dedicava ao stand-up com temas mais comuns. “Num show de stand-up, você tem em média 15 minutos no palco, dessa forma é mais difícil falar de temas tão sensíveis. Já no solo, é possível abordar essa narrativa dramática e a condução é mais natural”, explica.

Filho de uma brasileira com um argentino, criado em Ilhabela no litoral paulista, conta que sofria bullyng na infância. O pai sempre foi seu incentivador e buscava no humor uma forma de encarar os momentos mais difíceis. “Quando mudamos para São Paulo meu pai falou: ‘Aqui ninguém te conhece, você pode ser quem você quiser’. Então eu resolvi ser eu mesmo e não ter mais medo por ser diferente. Foi a partir disso que aproveitei cada peculiaridade minha para fazer graça. Filho de argentino, caiçara, gordinho…tenho um material infinito”, brinca. Apesar do tema sensível e por trazer em cena uma relação tão íntima acredita que seu pai ficaria feliz com o espetáculo. “Ele me dizia que a melhor forma de encarar a morte, é rindo dela”.

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Solo Ideal: Arenoso
Com Pedro Casali
Teatro Pequeno Ato (Rua Doutor Teodoro Baima, 78 – Vila Buarque, São Paulo)
Duração 60 minutos
16/03 até 27/04
Sexta – 21h
$40
Classificação 14 anos

EU COM VOCÊS

Popularmente conhecido como Christian Pior, o humorista Evandro Santo apresenta seu stand-up comedy EU COM VOCÊS de 24 de março a 28 de abril, sábados, às 23h30, no Teatro Jaraguá.

Integrante do programa Pânico, da Rádio Jovem Pan e repórter do programa Melhor da Tarde, da Band,Evandro Santo, no espetáculo EU COM VOCÊS, brinca consigo mesmo, sua história de vida, cotidianos comuns e com sua plateia, gerando uma humanização no palco que ele define apenas como sendo um “adereço” para essa divertida experiência.

Baseado na premissa de que “somos todos muito interessantes”, o humorista conta que não consegue se diferenciar da plateia, pois cada presente alimenta suas inspirações. “Quer rir de mim mesmo, rir das pessoas, rir com as pessoas e passar a mensagem que a imperfeição humana é a melhor perfeição do mundo”.

Sobre Evandro Santo

Evandro Márcio dos Santos, 42 anos, nascido em Belo Horizonte criado em Uberaba e des/criado em São Paulo (assim se define sorrindo). Sonhava ser cantor, bailarino, ator, modelo e bonito, nada disso aconteceu, mas se tornou cômico. Em 1993 iniciou a sua carreira com os famosos telegramas animados, participava com seu espetáculo das melhores festas nas casas de famílias importantes da sociedade da cidade de São Paulo, se especializou em Chá-Bar, despedidas de solteiro, Bar Mitzvah, casamentos e eventos coorporativos. No início do ano de 2000 com o surgimento dos espetáculos Terça Insana e Cócegas, Evandro criou coragem e ampliou sua comédia para shows de humor em bares. Montou seu primeiro grupo The Bo Show, Paitê no Patê, Work Uma Incorporação de Humor, e o seu primeiro soloAbsurto, onde foi descoberto pelo programa Pânico. Há 10 anos paralelamente ao programa de TV e rádio Pânico, ele atua em shows de stand-up, tem o seu canal no Youtube com vídeos nada convencionais, faz shows e participação especial em eventos coorporativos e familiares.

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Eu Com Vocês
Com Evandro Santo
Teatro Jaraguá – Novotel Jaraguá (Rua Martins Fontes, 71 – Centro, São Paulo)
Duração 55 minutos
24/03 até 28/04
Sábado – 23h30
$60
Classificação 14 anos

SUTURA

A notícia de um fato importante intensifica a dinâmica já estabelecida de um casal que tenta começar a reorganizar sua vida. Na tentativa de reconstruir essa história de amor, o terreno se revela movediço: encontros, desencontros, desejos, sonhos, ficção e realidade atravessam a relação desse casal, com ternura e brutalidade, abrindo um corte que expõe suas precariedades e os limites de sua natureza.

Desde a época de convivência no CPT (Centro de Pesquisa Teatral) de Antunes Filho, há mais de dez anos, Ivo Müller e César Baptista alimentam o desejo de concretizar uma parceria no teatro. Depois de uma lacuna de anos em que ambos se dedicaram ao teatro e ao cinema em caminhos diferentes, agora finalmente se juntaram com o objetivo de montar um espetáculo teatral. Após muitas leituras de textos clássicos e contemporâneos, o ator e o diretor escolheram “Sutura”, de Anthony Neilson. Anna Cecília Junqueira, atriz que também fez parte do CPT, foi convidada pelos dois a abraçar o projeto e, logo após a primeira leitura, integrou-se nesse trabalho com imensa identificação e enorme desejo de montar a peça.

Agora, para quê montar um texto de um dramaturgo escocês, em São Paulo, hoje? Entendemos que o texto Sutura está naquele rol de textos que provocam e surpreendem a plateia, porque leva a crer que a história vai se desenrolar por um lado, quando na verdade vai por outro. Como o próprio autor já disse a propósito da estreia de uma de suas peças, ‘Você está sentado confortavelmente? Bem, não por muito tempo.’”, comenta o diretor César Baptista.

O diretor optou por uma montagem que deseja colocar a plateia numa condição de cumplicidade com a situação do casal. Ao mesmo tempo, nesse trajeto que poderia instaurar um caminho de identificação, a peça procura gerar desvios, por vezes sutis, que tornam as certezas movediças, escapando assim de uma lógica cartesiana. Este caminho, cheio de detalhes rigorosamente pensados para a cena, procura não dar a história totalmente pronta para a plateia, de modo que ela mesma possa contribuir, em certa medida, com sua perspectiva. Para a direção, no cerne disso tudo, está o jogo – entre os atores e o texto – como procedimento que constitui o fundamento deste trabalho.

SINOPSE

A notícia de um fato importante intensifica a dinâmica já estabelecida de um casal que tenta começar a reorganizar sua vida. Na tentativa de reconstruir essa história de amor, o terreno se revela movediço: encontros, desencontros, desejos, sonhos, ficção e realidade atravessam a relação desse casal, com ternura e brutalidade, abrindo um corte que expõe suas precariedades e os limites de sua natureza.

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Sutura
Com Anna Cecilia Junqueira e Ivo Müller
Centro Cultural São Paulo – Porão – Sala Ademar Guerra (Rua Vergueiro, 1000 – Liberdade, São Paulo)
Duração 70 minutos
23/03 até 29/04
Sexta e Sábado – 21h, Domingo – 20h
$20
Classificação 16 anos

MERCEDEZ COM Z

Após temporadas em Curitiba e Brasília, o espetáculo Mercedez com Z volta a São Paulo, desta vez no Teatro Raul Cortez, na sede da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).

A comédia estreia em 8 de março, Dia Internacional da Mulher, protagonizada e dirigida por Adriana Nunes, que contracena com Similião Aurélio e com participação especial de Wall Nunes. O espetáculo promete tratar do universo feminino com muita ternura, humor e emoção.

Adriana Nunes, que estrelou o quadro Jajá e Juju no Programa Zorra Total, da Rede Globo, também integra a cia Os Melhores do Mundo e atualmente está no seriado Planeta B, do Multishow. A atriz traz para o palco a dona de casa Mercedez, que abre seu coração para o locutor de rádio Wanderley Wandson, madrugadas a fio.

Os textos sobre o primeiro namorado, as angústias de relacionamentos, a pindaíba de todos dos meses e sobre as aventuras e desventuras da personagem se transformam em hilárias esquetes que fazem com que a plateia se identifique e se renda às gargalhadas. O enredo é assinado por Victor Leal e música original de Marcello Linhos.

Revezando-se em vários personagens, Adriana, junto ao ator Similião Aurélio, transita com naturalidade e humor por temas como sexo, trabalho, vaidade, educação, família e direitos das mulheres. Com cenário e figurino assinados por Adriano e Fernando Guimarães, e inspirado na obra da artista plástica pop japonesa Yayoi Kusama, bolinhas vermelhas e brancas compõem a estética da peça de forma divertida e lúdica.

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Mercedez com Z
Com Adriana Nunes, Similião Aurélio e Wall Nunes
Teatro Raul Cortez – Fecomercio SP (Rua Doutor Plínio Barreto, 285 – Bela Vista, São Paulo)
Duração 60 minutos
08 a 29/03
Quinta – 21h
$70 ($50 – doador de 1kg de alimento destinados à Casa Maria Maia)
Classificação 12 anos

 

 

O MARIDO DA MINHA MULHER

O espetáculo aborda uma das maiores paixões dos Brasileiros ‘’O FUTEBOL’’, além disso, passa por um romance divertidíssimo, competições amorosas, e efeitos especiais quando o espírito do morto esta em cena. Uma mistura perfeita amor, torcida, e efeitos se misturam com muita diversão e risadas. Uma ótima oportunidade entre entretenimento e marketing.

O espetáculo foi sucesso de público em 2013, mais de 150.000 pessoas assistiram o espetáculo, no recebemos ótimas críticas teatrais e caiu no gosto do público na cidade de São Paulo, Minas Gerias e interior. Dentre outras, a peça recebeu por dia mais de 30.000 visualizações na página oficial do espetáculo, interação direta do público com o espetáculo.

“O Marido da Minha Mulher” uma comédia de Sérgio Abritta que conta a história de ALEX (Germano Pereira) um fanfarrão convicto e incorrigível. Casado com BRUNA (AMicheli Machado) uma dona-de-casa bonita e inteligente que vive solitária.Numa de suas farras ALEX acaba sofrendo um acidente deixando viúva a bela esposa. Após a morte de Alex a jovem viúva será disputada por NICO (Ben Ludmer) um mauricinho pernóstico e por PAULO (Ton Prado), melhor amigo de ALEX.Para impedir que ela se case com seu desafeto NICO, o morto volta a terra e pede ajuda a seu melhor amigo PAULO. Assim se desenrola uma trama de confusões hilariantes e cheia de surpresas.

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O Marido da Minha Mulher
Com Micheli Machado, Germano Pereira, Ben Ludmer e Ton Prado
Teatro Augusta (Rua Augusta,943 – Cerqueira César, São Paulo)
Duração 75 minutos
09/03 até 29/04
Sexta – 21h30, Sábado – 19h30, Domingo – 18h
$60
Classificação 14 anos

DIÁLOGOS ANTROPOFÁGICOS

De 20 a 28 de março, a Companhia Antropofágica de Teatro promove mais a primeira série de Diálogos Antropofágicos do ano em sua sede, o Espaço Pyndorama localizado em Perdizes.

Durante quatro encontros, a companhia recebe convidados especiais para falar sobre produção teatral, processos criativos de companhias como Kiwi Companhia de Teatro, Cia Os Satyros e da própria Antropofágica. Participarão também dos encontros, pesquisadores que abordarão temas como Biodiversidade, Sistemas Agrícolas de Produção Alimentar, Desenvolvimento e Planejamento Urbano e Cultural.

As temáticas dos Diálogos Antropofágicos foram escolhidos de acordo com o novo projeto da Antropofágica, [D.E.T.O.X] – Devising Experimental da Toxicologia do Objeto X, projeto que parte da necessidade da Companhia em aprofundar as pesquisas sobre questões eco-ambientais contemporâneas, a fim de operar a ponte entre um pensamento desenvolvido no início do século XX e os processos de devastação do planeta atualmente em curso.

Uma proposta de pesquisa sintetizada no conceito de Modernidade Tóxica: uma ampla toxicologia dos muitos projetos modernos que coabitam no país, abrangendo desde questões do manejo ecológico do solo como oposição aos agrotóxicos industriais até a dimensão metafórica do conceito de tóxico presente na arte, na literatura, no teatro e em manifestações diversas da indústria cultural.

Este é um projeto de continuidade dos quinze anos de trabalho teatral coletivo da Antropofágica, que busca abarcar a totalidade de seu diálogo artístico com a cidade de São Paulo. Com mais de trinta integrantes que se revezam entre direção, atuação, música, pesquisa, produção, registro e muitos dos quais com mais de 10 anos de trabalhos conjuntos e ininterruptos, o grupo busca desde sua origem devolver à cidade criações e experiências cênico-musicais que sejam alimento para o livre pensar.

A COMPANHIA

Companhia Antropofágica é um grupo criado em 2002 que tem a antropofagia como princípio motivador de seu processo sócio-artístico, com um histórico que envolve inúmeros processos de criação, estudo e experimentação, reconhecidos por prêmios e indicações. Desde sua criação, o grupo opta por pesquisar procedimentos, gêneros, autores e textos ligados à tradição das formas híbridas, muito propícias ao ideal antropófago que nos move.

Estas são ações do novo projeto [D.E.T.O.X] – Devising Experimental da Toxicologia do Objeto X, contemplado na 31ª Edição do Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo, que contará com atividades ao longo de todo ano de 2018.

O projeto começou com a estreia de um novo espetáculo chamado OPUS XV que celebra os 15 anos da Antropofágica. Agora o projeto segue também com uma série dos Diálogos Antropofágicos.

Confira a programação e se programe para participar!

Diálogos Antropofágicos – Programação

Os encontros acontecerão sempre às 19h30.

Onde: Na sede da companhia, o Espaço Pyndorama – Endereço: Rua Turiassú, 481 – Fundos – Perdizes – São Paulo

Dia 20 de março de 2018 – A Atualidade do Teatro Documentário – Convidada: Fernanda Azevedo (Atriz, integrante da Kiwi Companhia de Teatro desde 2006. Pesquisadora e mestranda em teatro no Instituto de Artes da Unesp, sob orientação do Prof. Alexandre Mate)

Para discutir a atualidade do teatro documentário, analisaremos alguns dos seus fundamentos conceituais e suas consequências estéticas e sociais, além de examinar exemplos retirados da produção teatral contemporânea.

Dia 21 de março de 2018 – Processos de Devising no Trabalho Criativo dos Satyros – Convidado: Rodolfo García Vázquez II (Dramaturgo, diretor teatral e um dos fundadores da Cia Os Satyros Prêmio Shell de Melhor Diretor em 2005 por “A Vida na Praça Roosevelt”, de Dea Loher)

O encontro visa esclarecer as diferenças entre devising e o teatro colaborativo desenvolvido no Brasil. Em um segundo momento, o encontro visa apresentar possibilidades diferentes de devising no processo da montagem teatral, através da desconstrução de processos criativos de alguns espetáculos emblemáticos dos Satyros.

Dia 27 de março de 2018 – Segurança Alimentar e Nutricional – Convidada: Soraia de Fátima Ramos – (Geógrafa; Mestre em Geografia; Doutoranda na Faculdade de Saúde Pública – USP, Pesquisadora Científica no Instituto de Economia Agrícola (IEA); foi Conselheira do Conselho Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável -CONSEA/SP).

A segurança alimentar e nutricional abrange o acesso a alimentos com qualidade biológica, sanitária e nutricional, de modo regular e permanente. Alia-se a práticas alimentares promotoras de saúde, com atenção às populações vulneráveis. A produção no campo deve estar amparada em sistemas agrícolas da agricultura familiar com atenção à preservação da biodiversidade e diversidades culturais locais.

Dia 28 de março de 2018 – Desenvolvimento e Planejamento Urbano e Cultural – Convidada: Terezinha Ferrari (Pesquisadora e Professora do Centro Universitário Fundação Santo André – Doutora em Ciência Política. Autora do livro, a Fabricalização da cidade e ideologia da circulação, além de outros textos)

A temática proposta tanto pode ser tratada de modo afirmativo como crítico. A segunda opção seduz porque para enfrentá-la é preciso destacar a presença do Estado no planejamento das cidades; no capitalismo neoliberal esse planejamento urbano contempla também um desenvolvimento e um planejamento cultural – o que nem sempre foi assim. Como o Estado do capital planeja uma cidade para poucos, perguntamos qual é, afinal, o papel da cultura nesta cidade planejada para poucos?

Temporada do Espetáculo OPUS XV

OPUS XV – Máquina de Memória dos quinze anos da Companhia Antropofágica, que desafia a história do grupo na busca por responder aos mecanismos históricos que determinam a própria possibilidade de qualquer existência coletiva. Uma engrenagem teatral projetada para expor suas próprias entranhas, desafiando o individualismo crescente. Como forma de resistência à realidade degradada, a peça crava uma fresta de liberdade entre as determinações objetivas do passado social e as escolhas subjetivas do indivíduo, transformando o espaço do palco em uma plataforma onírica em meio às tensões históricas do tempo presente.

Temporada: 02 de Março a 22 de Abril de 2018 – Sextas e Sábados as 21h e Domingos as 19h

Preço: Gratuito – Classificação Indicativa: 18 anos

Local: Espaço Pyndorama – Endereço: Rua Turiassú, 481 – Fundos – São Paulo – SP