AMOR BARATO – O ROMEU E JULIETA DOS ESGOTOS

Tudo vai mal. Tudo.  Mas mesmo da lama pode surgir um grande amor, capaz de fazer respirar um mundo carregado de intrigas, intolerância e brigas por pequenos (e grandes) poderes.

Esse é o ponto de partida do musical Amor Barato – O Romeu e Julieta dos esgotos, que estreia em abril em São Paulo misturando referências reais, fábulas tradicionais e histórias de amor clássicas para cantar o improvável romance entre Dona e Dom, seres tão estranhos quanto o mundo em que vivem.

Amor Barato – O Romeu e Julieta dos esgotos é dirigido por Fábio Espírito Santo e Ana Paula Bouzas.

Com dramaturgia de Fábio Espírito Santo e trilha original assinada por Jarbas Bittencourt e Ronei Jorge, a montagem traz seis atores e atrizes em cena, dando voz e corpo a dezenas de personagens criados para narrar e viver as aventuras de um amor impossível, famílias rivais e um desfecho trágico. A história infantil “O casamento da Dona Baratinha” é uma das referências de Amor Barato. Mas não é a única; a trama namora também com “Romeu e Julieta”, de William Shakespeare, e outras histórias clássicas de amor. Tudo recheado com uma pitada generosa de referências reais dos noticiários diários, que transformam a história de amor entre um rato e uma barata nos esgotos de uma metrópole num musical adulto e absolutamente atual.

Na trama, Dona (Aline Machado) é uma jovem com sérios conflitos com seu pai, Dr. Barata (Eric de Oliveira), um empresário da comunicação. Ela se apaixona por Dom (Pietro Leal), um jovem playboy inconsequente, fruto do casamento fracassado de Madame (Adriana Capparelli) e o corrupto Senador (Beto Mettig). Frutos de famílias diferentes e rivais, Dona e Dom vivem, sob o olhar irônico da Narradora (Thaís Dias), uma intensa paixão, apesar de toda adversidade presente nos subterrâneos do poder.

Com 37 composições originais, o musical Amor Barato traz uma dramaturgia sonora que flui através de gêneros musicais tão variados quanto “os sons que correm nas veias de uma cidade”, como afirma Jarbas Bittencourt, musicista com profícua experiência em trilhas para as artes cênicas.  Para criar a música do espetáculo, os compositores partiram do texto de Fábio Espírito Santo com o desafio de preservar a potência dramatúrgica e poética já contida na obra original.

O conceito de gênero musical expandido abre espaço para aproximações estéticas composicionais amplas. “Não há na música de Amor Barato um limite muito claro entre o radiofônico e o experimental, entre o clube e a sala de concerto”, comenta Jarbas, que faz questão de valorizar as referências usadas na obra: elas vão da vanguarda paulista, representada por Itamar Assumpção e Arrigo Barnabé, a operetas, música dodecafônica e atonal, passando ainda pela obra de Tom Zé e pelo teatro alemão do século 20, como o clássico “A Ópera dos Três Vinténs”, de Bertolt Brecht e Kurt Weill.

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Amor Barato – O Romeu e Julieta dos Esgotos
Com Adriana Capparelli, Aline Machado, Beto Mettig, Eric de Oliveira, Pietro Leal e Thaís Dias
Teatro Itália – Sala Drogaria SP (Av. Ipiranga, 344 – República, São Paulo)
Duração 80 minutos
05/06 até 31/07
Terça – 21h
$40
Classificação 16 anos

EXTINÇÃO

Baseado no livro homônimo do austríaco Thomas Bernhard, o espetáculo solo com Denise Stoklos apresenta uma obra demolidora dos valores conservadores da sociedade que limitam os espaços de exercício de liberdade e amor. A temporada acontece no Teatro Anchieta, Sesc Consolação, de 13 de abril a 20 de maio. A direção é de Denise Stoklos, Francisco Medeiros e Marcio Aurelio.

O espetáculo apresenta textos de Denise Stoklos que os interpreta referindo-se ao ritmo vertiginoso, reiterativo, cruel e veemente do livro (lembra praticamente um contínuo Joyce, especificamente no monólogo de Molly Bloom).

Isso leva à cena a proposta do autor de extinção dos pilares da sociedade capitalista: à família fechada, ao implícito egocentrismo do neoliberalismo, as demagogias de todos os lados muitas vezes até dos movimentos e das redes sociais em sua mistificação de valores, a pretensa solidariedade que é questionável quando há estratificação de classes sociais, o racismo instalado mas com todos os disfarces, a intolerância a todas às diferenças”, conta Denise.

A montagem, por Denise Stoklos

“Neste ano estou completando 50 anos de teatro. A montagem ‘Extinção’, livremente inspirada no livro de Thomas Bernhard realizada pelo Sesc São Paulo abre as comemorações que se encerram em dezembro com a primeira edição do FIDS, Festival Internacional de Solo Performance Denise, em Irati, Paraná com patrocínio exclusivo do ITAU CULTURAL através de seu diretor Eduardo Saron e seu firme apoio à diversidade do teatro.

Nasci em 14 de julho de 1950 em Irati, no Paraná. Aos dezoito anos estreei com uma peça que escrevi, produzi, dirigi e atuei com um grupo de amigos: “Círculo na lua, lama na rua”, peça que, desde o nome, pretendia ultrapassar a censura, apresentava um intrincado mais funcional sistema de revolução através de um imaginado ‘Clube dos Artistas’: os mais sensíveis à desafinação de violinos ‘Trafapro’ (Tradição, Família e Propriedade) instrumentos que era de uso compulsório dos moradores da cidade. Estávamos em pleno AI5 (a estreia foi em 24 de novembro) e eu estava estudando Jornalismo e Ciências Sociais, ambiente cultural que veio a definir permanentemente todas as minhas questões políticas, pessoais e artísticas.

Chamei para a montagem comemorativa dois diretores paulistas da minha geração, Francisco Medeiros e Marcio Aurélio, para compartilharmos a direção. Nunca trabalhei com eles antes, mas sempre corremos em paralelo com nossas produções pessoais, e nos admiramos. Considero a montagem de Francisco Medeiros com Ileana Kwasinsky (outra paranaense, nos tratávamos por ‘polacas’) ‘Depois do Expediente’ de Xavier Kroetz uma obra prima de nossa época. Marcio Aurelio passou anos encantando os alemães, quando morou lá, tendo montado inclusive ‘Mefisto’, nada menos que um Fausto à moda dele. Além de sermos da mesma geração outro dado nos une: Antonio Abujamra, aquele a quem frequentávamos como diretor, mestre, oráculo, e importante provocador.

O psicanalista e escritor Ricardo Goldenberg me sugeriu o livro “Extinção” de Thomas Bernhard, para montagem e mergulhou na aventura como dramaturgista. Nela se uniu Lua Santosouza, também psicanalista – nunca acho que essa área é demais, para nós, de teatro, que nos debatemos tanto com limites, desejos, papéis, máscaras, personas, confrontações, estéticas, embates sociais, etc.

Chamei J.C.Serroni um cenógrafo diretor de arte e extremo conhecedor de teatro e suas carpintarias e da imagética. Eu havia ficado impressionada quando da montagem dos textos de Dario Fo, ‘Um orgasmo adulto escapa do zoológio’ em 1983, com Antonio Abujamra, ele não acrescentou um cenário, mas praticamente ‘retirou cenário’ optando por apenas um fundo infinito branco que valorizava minha gestualização e a deixava como o ponto fundamental da encenação. Qualquer outro entendimento teria dado um rumo completamente diferente à peça que foi muito bem recebida por público nacional, sul americano, europeu e norte americano, em uma carreira de 7 anos, em 3 idiomas.

Aline Santini, iluminadora, já havia sido um encontro extremamente produtivo em minhas duas últimas peças: ‘Carta ao Pai’ e ‘Vendo Gritos e Palavras’. Ela é uma iluminadora que tem projeto de luz individual, que se debruça nos trabalhos inteiramente, investiga, propõe, escuta.

O Sesc com Danilo Santos de Miranda sempre pessoalmente envolvido tornando possível a evolução da nossa sociedade. Este espetáculo estreia no 27ª Festival de Curitiba nos dias 05 e 06 de abril de 2018.

O trabalho desta peça carrega o desejo de encenar uma posição política nos ecos de Karl Valentin, Brecht, neste momento específico de nosso país onde a lucidez provocada por Bernhard demonstra que sem extinção não se atinge uma nova etapa civilizatória que nos redima da mediocridade existencial, política, emocional atualmente instalada.

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Extinção
Com Denise Stoklos
Teatro Anchieta – Sesc Consolação (Rua Doutor Vila Nova, 245 – Consolação, São Paulo)
Duração 75 minutos
13/04 até 20/05
Sexta e Sábado – 21h, Domingo – 18h
$40 ($12 – credencial plena)
Classificação 16 anos

 

BORDERLINE

Bipolaridade, esquizofrenia, desejos, loucura e lucidez. Esses são os temas de “Borderline”, monólogo de Junior Dalberto que estreia dia 13 de abril no Espaço Parlapatões, 21h. Destaque literário potiguar Troféu Cultura em 2014, montagem dirigida por Marcello Gonçalves é estrelada pelo ator potiguar Bruce Brandão.

Produzido pela Cia. de Arte Nova, o drama traz Rutras, numa linguagem metafórica, atemporal numa viagem mitológica acerca do personagem inspirado no livro O Cangaço e o Carcará Sanguinolento, posicionando-se diante de questões íntimas relacionadas à família, sexualidade homoafetiva, incesto,  HIV, mundo cibernético, dependência química e sua relação com a geração dos anos 90.

O desafio de dirigir proposto pelo ator Bruce Brandão, me acendeu em algo que é inerente a todos nós, homens da arte: a necessidade e o comprometimento de levar aos palcos uma obra singular e plural. Suponho que aonde quer que eu vá, levarei comigo os ventos das mudanças, eu estou na onda, no ritmo, marchando nele. O registro, a interpretação, a produção e a direção.” Marcello Gonçalves.

Para o ator Bruce Brandão, as leituras sobre o tema Borderline foram fruto do contato com o autor Junior Dalberto em Natal. Encantado com esse universo, fez suas pesquisas e se familiarizou com o tema.

No início eu pensava em visitar clínicas psiquiátricas, entrar em manicômios, mas percebi que o ”manicômio” estava dentro de cada indivíduo. O entendimento sobre o transtorno Borderline me fez galgar outros degraus: É o jeito de ser. Quem já não teve medo de rejeição, impulsividade, ciúmes, sensação de abandono? Porém quando se trata de um Border, o olhar é outro. Tudo tem intensidade! Olhar poeticamente a doença é mergulhar no desconhecido.

Sobre a Cia. de Arte Nova

A Cia. nasce do encontro entre os atores Marcello Gonçalves e Bruce Brandão, com a necessidade de gerar cultura, arte e o comprometimento com o trabalho de pesquisa, para criar novas formas de se pensar o teatro. Fomentando uma nova economia de gestão e transmissão de conhecimento, a Cia. criada em julho de 2014 pretende ser um centro integrado de arte onde os atores e as equipes formam e constroem um novo olhar sobre o teatro. Atualmente a Cia está em processo de montagem “O Senador”, baseada na obra de Victor Hugo.

Borderline
Com Bruce Brandão
Espaço Parlapatões (Praça Roosevelt, 158 – Consolação – São Paulo)
Duração 55 minutos
13/04 até 20/05
Sexta e Sábado – 21h, Domingo – 20h
$40
Classificação 16 anos

ME DÁ A TUA MÃO

Após  circular por 14 cidades,  chega a São Paulo o solo com texto e atuação do ator Clóvys Tôrres, Me dá a tua mão, “desconstruído” pelo diretor Amir Haddad.

Trata-se de uma história de amor. Um homem recebe visitas em sua casa enquanto a esposa, Ela, pede sua mão insistentemente no quarto.  Um narrador vai apresentando a história deste casal   e de várias personagens que  aparecem  revelando  momentos que ligam o mar ao sertão, falando sobre a família, o amor e a saudade.

Utilizando um acordeon e um berrante o ator se vale da narrativa como um detonador de memórias da plateia. “A medida que as personagens contam suas emoções, a plateia mergulha em suas memórias e esta é a grande poesia deste trabalho. Possibilitar que cada um viaje por suas paisagens, em suas emoções, a partir da provocação do narrador”,  diz Tôrres.

O ator-autor explica que durante todo o processo criativo, desde a primeira leitura do texto já havia plateia. “Eu queria experimentar minha escrita e me colocar neste lugar de criação sem nenhum truque. Estive em grupos de estudos, em residências, em escolas, universidades,  hotel, casa de repouso, jardim e até salão de beleza. Queria construir uma história que comunicasse a diversas pessoas.

Sobre a participação do diretor Amir Haddad no projeto, o ator descreve “Amir  chegou para me desconstruir de tudo que eu pensava sobre  a peça e sobre teatro.  Sua “desconstrução” foi e é muito bem vinda e nunca terá um final. A peça está começando, assim como nossa parceria. Me interessa o seu “teatro depois do teatro”, a sua ideia de narrativa e o seu não teatro. Um caminho longo e que pretendo sempre dividir com o público.

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Me Dá a Tua Mão
Com Clóvys Tôrres
Livraria da Vila (Alameda Lorena, 1731 – Jardim Paulista, São Paulo)
Duração 70 minutos
06/04 até 26/05
Sexta e Sábado – 20h
$60
Classificação 12 anos

11 SELVAGENS

Espetáculo inspirado pela polarização e o contexto político e social que tomaram as ruas do país nos últimos três anos, 11 Selvagens volta em cartaz no Teatro de Arena Eugênio Kusnet, de 6 a 29 de abril.

Com direção de Pedro Granato, a peça reúne os atores Anna Galli, Beatriz Silveira, Bianca Lopresti, Bruno Lourenço, Felipe Aidar, Gabriel Gualtieri, Inês Bushatsky, Isabella Melo, Jonatan Justolin, Fhelipe Chrisostomo, Gustavo Bricks, Mariana Marinho, Mariana Beda, Mauricio Machado, Rafael Carvalho e Thiago Albanese, em situações onde as pessoas perdem o controle.

As cenas se desenrolam a poucos metros do público, por vezes até na cadeira ao lado, e a identificação é imediata. São cenas do cotidiano em que explode um impulso descontrolado. Da violência à sensualidade, do absurdo ao trivial, são onze quadros interligados como uma camada de sociabilidade que pode rapidamente ser rompida em nossos dias.

O ponto de partida foi a tensão crescente no país em 2016, mas parece que o espetáculo foi criado hoje. As manifestações, a violência, a sensação de impotência que mexem com os extremos, deixam a peça muito atual”, fala Granato – que foi indicado ao Prêmio São Paulo de Incentivo ao Teatro Infantil e Jovem 2017 pelo texto original.

O público acompanha tudo de perto. Em algumas cenas, é como se a plateia estivesse na mesma situação dos atores. Em outras é cúmplice e voyer, já que as cenas passeiam pelos diferentes lados da arena colocando atores e público lado-a-lado.

Chegamos ao Teatro de Arena, um local histórico, coroando uma trajetória de sucesso que começou em 2017, no Pequeno Ato, com apresentações sempre lotadas. Vamos acomodar um número maior de expectadores numa peça feita em arena. O jogo com o espaço cênico tem esse aspecto imersivo de colocar o espectador na situação em que os atores estão trazendo. É a sensação de que tudo poderia acontecer com qualquer pessoa ali presente”,

O trabalho é hiper-realista, com o público próximo, como em um close detalhado de cada cena. Cada quadro é levado ao paroxismo e quando parece não haver mais para onde ir, a música toma o ambiente e os atores extravasam em coreografias.

O figurino e a luz se baseiam em elementos minimalistas que são reconstruídos para cada cena. A intervenção musical dá agilidade à narrativa e permite uma explosão estética para além da verossimilhança. Histórias em que a plateia se identifica, músicas contemporâneas, tudo está equalizado para dialogar profundamente com a geração atual. “São fragmentos que formam um conjunto em que se observa essa polaridade e explosão que a gente percebe nas relações hoje em dia”.

11 Selvagens estreou em 2017 no Teatro Pequeno Ato. Figurou nas listas das melhores peças em cartaz pela Revista Veja São Paulo, pelo Portal Anna Ramalho e entre os melhores textos do ano pelo Site Pecinha é a Vovózinha, do jornalista Dib Carneiro Neto.

Sinopse:

11 Selvagens reúne onze atores em situações onde as pessoas perdem o controle. Da violência à sensualidade, do absurdo ao trivial, são cenas do cotidiano que explodem em impulsos descontrolados. Como uma camada de sociabilidade pode rapidamente ser rompida em nossos dias?

Fiquei muito impressionado com o espetáculo 11 Selvagens ontem, sábado. Parecia o cruzamento de Hobbes, do meu livro Todos Contra Todos, do filme Relatos Selvagens e das próprias criações de Pedro Granato. Cenas distintas unidas pelo jogo da violência: sexualidade, controle, narciso, ambiguidade, preconceitos, falsos sentimentos piedosos, hybris… Jovens talentosos, atores vivendo teatro com o uso intenso de música, luz, corpo e diálogos rascantes. Basta isso para uma noite de muita reflexão. Agradeço muito o convite. O Brasil precisa destas cenas inteligentes para o ano de 2018 ser menos doloroso.”

Leandro Karnal

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11 Selvagens
Com Anna Galli, Beatriz Silveira, Bianca Lopresti, Bruno Lourenço, Felipe Aidar, Gabriel Gualtieri, Inês Bushatsky, Isabella Melo, Jonatan Justolin, Fhelipe Chrisostomo, Gustavo Bricks, Mariana Marinho, Mariana Beda, Mauricio Machado, Rafael Carvalho e Thiago Albanese.
Teatro de Arena (Rua Doutor Teodoro Baima, 94 – República, São Paulo)
Duração 70 minutos
06 a 29/04
Sexta – 21h, Sábado e Domingo – 19h
$40
Classificação 16 anos

UMA HISTÓRIA DE VIDAS PASSADAS

SINOPSE

Você Acredita em Vidas Passadas? O Espetáculo que conquistou SP. Baseado em Fatos Reais e com voz em off de Thiago Lacerda. Cinco vozes interpretam Fabiana, que quando jovem, sonhava em ser artista, mas impedida e humilhada por sua família que a subjugava incapaz e inferior, entra em depressão. Nesta mesma fase, descobre-se apaixonada por um cantor quando ele vem a falecer.

Em crise, faz regressões de memória que a levam a França no século XVIII e descobre que este amor teve início em sua vida passada. Fabiana tenta encontrar motivos para continuar a viver, mas ainda precisa voltar a acreditar em si mesma. Convidamos você a se emocionar!

Espetáculo baseado em Fatos Reais. Devido ao Sucesso Temporada Renovada. Não perca!

 

 

Uma História de Vidas Passadas
Com Iara Pereira da Costa, Andressa Marconi, Kamila Mafra e Fernanda Rusvéer. Voz em off:  Thiago Lacerda
Teatro do Ator (Praça Roosevelt, 172 – Centro, São Paulo)
27/01 até 26/05
Sábado – 20h
$50
Classificação 14 anos

O DESMONTE

Amarildo Felix despontou no meio teatral durante sua participação na 7ª turma do Núcleo de Dramaturgia SESI – British Council, de 2014, com o texto ‘Solilóquios’, uma história de amor sob o prisma da incomunicabilidade, levado ao palco pelo SESI, com direção de Johanna Albuquerque, que ganhou destaque na crítica, em 2015.

O Desmonte, peça que estreou no Sesc Consolação no mês de janeiro e que agora parte para a segunda temporada no Teatro Pequeno Ato (Rua Doutor Teodoro Baima, 78 República – Centro), a partir de 7 de abril, é um espetáculo solo fruto da parceria entre autor e ator — Amarildo Felix (dramaturgia e direção) e Vitor Placca (atuação). A peça trata da chegada de tempos tristes em decorrência do fim de um relacionamento amoroso, da melancolia que paira num apartamento na cidade, onde um homem avesso a amigos e a visitas vive só e recebe, na madrugada de mais uma noite solitária, uma visita inesperada: um Rato surge para destruir tudo e dar novo sentido à sua vida.

Felix e Placca formaram-se pela Escola de Arte Dramática – EAD/ECA/USP com a montagem Danton.5, adaptação de “A Morte de Danton”, de Georg Büchner, com Supervisão de Cristiane Paoli Quito e José Fernando Peixoto de Azevedo. O espetáculo foi concebido e dirigido coletivamente pelo seu elenco que também assinou a dramaturgia e a direção.

Logo após Danton.5, duas outras experiências tornaram-se chave para o desenvolvimento de O Desmonte: a do Núcleo de Dramaturgia Sesi British Council por Amarildo e a do Centro de Pesquisa Teatral – CPT de Vitor.

Do desejo comum de aprofundar as experiências individuais surgiu a parceria para a criação de O Desmonte, que tomou corpo pela experimentação de novas formas dramatúrgicas em permanente diálogo com o processo criativo do ator.

Acredito que O DESMONTE representa uma virada de chave tanto para mim quanto para o Vitor Placca. É acima de tudo um desejo de bancar os nossos projetos, ter voz, um desejo de agir, um grito diante destes tempos tristes. Não havia como esperar.  É preciso estar para o jogo, debatendo publicamente, pois Teatro se faz fazendo” , diz o dramaturgo e diretor do espetáculo Amarildo Felix.

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O Desmonte
Com Vitor Placca. Voz off: Bruna Miglioranza
Teatro Pequeno Ato (Rua Doutor Teodoro Baima, 78 – República, São Paulo)
Duração 60 minutos
07/04 até 06/05
Sábado – 21h, Domingo – 19h
$40
Classificação 14 anos