A INVENÇÃO DO AMOR

Na comédia romântica “A Invenção do Amor”, com Guilherme Piva e Maria Clara Gueiros, dirigida por Marcelo Valle, o público acompanha a relação amorosa de um Homo Sapiens com uma Mulher de Neandertal. Ele, dotado de um cérebro privilegiado, vive às voltas com mil e uma invenções e, numa crise de ciúmes, resolve inventar o amor. Sua nova invenção faz com que o casal pré-histórico se antecipe no tempo, vivendo situações que marido e mulher só enfrentariam anos, décadas ou milênios mais tarde. Apresentada pelo Circuito Cultural Bradesco Seguros, a temporada acontece de 05 de maio a 1º de julho no Teatro Folha, com duas sessões aos sábados, às 22h e 23h59; e duas aos domingos, às 18h e 20h.

O público acompanha a evolução do amor na história da humanidade, entrando em contato com situações que se repetem nos relacionamentos, independentemente da época. Croc (Guilherme Piva) e Nhaca (Maria Clara Gueiros) vivenciam o que há de mais cômico e dramático nas relações afetivas, um universo do qual nenhum espectador escapa.

Segundo o diretor Marcelo Valle, “entender como o amor foi inventado não é uma tarefa das mais fáceis… Mas, o que propomos com A Invenção do Amor é simples: fragmentamos a evolução de nossos padrões de comportamento para mostrar esse amor que se reinventa, sempre igual, mas sempre diferente. Imaginar qual teria sido o primeiro de todos os casais, para enxergar em todos os outros um pouquinho deles. Ou para enxergar nele um pouquinho de todos os outros. Quem sabe não conseguimos entender assim A Invenção do Amor?

A dramaturgia da peça inédita de Alessandro Marson e Thereza Falcão se constrói através da ótica do conflito masculino/feminino, numa linguagem crítica e muito bem humorada,  com situações que o público imediatamente se identifica. O maior trunfo do texto é falar de um assunto comum e imprescindível na vida de todos nós: o amor.

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A Invenção do Amor
Com Maria Clara Gueiros e Guilherme Piva
Teatro Folha – Shopping Pátio Higienópolis (R. Dr. Veiga Filho, 133 – Higienópolis, São Paulo)
Duração 75 minutos
05/05 até 01/07
Sábado – 22h e 23h59, Domingo – 18h e 20h
$50/$70
Classificação 12 anos

MORTE ACIDENTAL DE UM ANARQUISTA

A comédia Morte Acidental de Um Anarquista, que completa quase 3 anos em cartaz, tendo passado por 27 cidades, volta aos palcos do Teatro Gazeta, em  São Paulo. A montagem do texto de Dario Fo, prêmio Nobel de Literatura em 1997, com Dan Stulbach no elenco e direção de Hugo Coelho, teve temporada prorrogada após novo sucesso de público e fica em cartaz até 27 de maio, com apresentações aos sábados (22h) e domingos (18h).

O autor Dario Fo partiu de um caso verídico, uma controversa investigação de um caso em Milão, em dezembro de 1969, quando o principal suspeito de um crime, um anarquista, caiu da janela. Morte Acidental de Um Anarquista é sua peça mais conhecida e premida, montada no mundo inteiro. Recentemente, em Londres, foi encenada com referências ao caso Jean Charles. No Brasil, já foi montada com Antonio Fagundes, em São Paulo, em 1985, e Sérgio Britto, no Rio de Janeiro, como protagonistas.

O espetáculo abre com uma festa na entrada do teatro, onde o elenco toca músicas e recebe o publico. Com todos no teatro, Dan Stulbach entra em cena e conta o que aconteceu na vida real e o porque de montar este espetáculo: “A idéia era aproximar a todos, quebrar qualquer distância entre o elenco e o publico”, diz Dan .

Depois, o publico tira suas duvidas, fazem todo o tipo de pergunta e, quando todos estiverem prontos, o espetáculo começa. Um louco (Dan Stulbach), cuja doença é interpretar pessoas reais, está detido por falsa identidade. Ali na delegacia, num momento de distração dos policiais, ele se passa por um falso juiz na investigação do misterioso caso do anarquista. Só o publico sabe que ele não é quem diz ser. “O Louco e o publico são cúmplices”, dizia Dario Fo.

Então, o Louco, com a ajuda do publico, inicia a investigação. A polícia afirma que o anarquista teria se jogado pela janela do quarto andar. A imprensa e a população acreditam que foi jogado. O que teria acontecido realmente? O louco assume varias identidades, como juiz, médico cirurgião, psiquiatra, bispo, engenheiro naval, entre outras, e assim, vai enganando um a um, e, brincando com o que é ou não é real, desmontando o poder e descobrindo a verdade.

Na delegacia, o Louco é preso pelo Comissário (Marcelo Castro) e encontra os responsáveis pela investigação, o Delegado (Henrique Stroeter) e o Secretário de Segurança (Riba Carlovich). Depois a imprensa aparece, através da Jornalista (Maira Chasseraux). Todos, menos o Louco, inspirados em personagens reais.

Um momento marcante e bastante divertido na montagem é quando o publico ajuda o Louco a “interpretar” o juiz, sugerindo, espontaneamente, frases, palavras e gestos para que o Louco incorpore. “Tento lembrar de tudo, e vou encaixando na peça. todos se sentem representados, falam de tudo. Faz de cada apresentação mais especial e única, porque nunca se repete, diz Dan.

E é incrível, porque passamos pelo Brasil destes 3 anos, impeachment, passeatas, tudo, estávamos em cartaz recebendo as frases e a mudança dos nomes e do pensamento, diz Henrique.

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Morte Acidental de um Anarquista
Com Dan Stulbach, Henrique Stroeter, Riba Carlovich,
Marcelo Castro, Maíra Chasseraux e Rodrigo Bella Dona
Teatro Gazeta (Avenida Paulista, 900 – Bela Vista, São Paulo)
Duração 60 minutos
03/03 até 27/05 (05/05 e 06/05 não haverá apresentação)
Sábado – 22h, Domingo – 18h
$70/$80
Classificação 14 anos

TERRITÓRIO MÃE

Os ideais da maternidade impostos pela sociedade e suas consequências são base da reflexão do espetáculo Território Mãe, do Coletivo Cênico Joanas Incendeiam. Composto pelas atrizes Beatriz Marsiglia, Camila Andrade e Letícia Leonardi, o coletivo faz temporada a partir do dia 2 de maio, quarta-feira, 20h30, no Mora Mundo. Em cena, as atrizes estão acompanhadas pela musicista Eva Figueiredo, que também assina direção musical com o músico e compositor Jonathan Silva.

Composto prioritariamente por mulheres, o espetáculo é uma trama poética performática criada de maneira colaborativa tendo como material para criação os encontros entre mulheres, estudos das figuras da mãe, da madrasta e da madrinha em contos de fadas tradicionais, relatos do Movimento Mães de Maio e das experiências das atrizes-criadoras como mães e filhas.

Durante o processo de criação, foram realizadas diversas aberturas da pesquisa seguidas de roda de conversa sobre o assunto que colocou a obra em constante contato com o público de mulheres que colaboraram com a criação como um todo. As aberturas aconteceram em saraus feministas e no IV Festival Internacional de Teatro Knods Nudos, que aconteceu em Mogi das Cruzes em janeiro de 2017.

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Território Mãe
Com Beatriz Marsiglia, Camila Andrade e Letícia Leonardi. 
Mora Mundo Casa de Tudo (Rua Barra Funda, 391 – Barra Funda, São Paulo)
02 a 30/05
Quarta – 20h30
$30 (Reservas pelo email joanasincendeiam@gmail.com)
Classificação 14 anos

RIBANCEIRA

RIBANCEIRA apresenta as lembranças do personagem Zé, sobrevivente de uma catástrofe na qual perdeu mulher e filhos, mas que tenta refazer a sua vida resgatando o antigo sonho de ser escritor. Zé é humano, tem preconceitos, comete erros e chega a ser cruel. Atribui a Deus as responsabilidades pelo que acontece aos seres humanos, se vê em uma situação da qual só sairá se tomar as rédeas da própria vida.

O texto fala sobre perdas e ganhos, dos valores e direitos pelos quais esquecemos de lutar. O Zé representa a vida dessa gente esquecida e que aos poucos foi perdendo a consciência do que é certo e errado, mas nem por isso para de sonhar e rir de suas próprias desgraças”, afirma o autor Aramyz. “Quando escrevi o texto ainda não tinha acontecido a tragédia de Mariana, mas acho que ela tem um diálogo direto com o texto”, completa.

A peça é inspirada na observação de uma realidade vivida por muitas famílias no Brasil e em diversos outros países. O Zé, personagem sem sobrenome, representa os diversos sobreviventes de catástrofes sejam as causadas por enchentes, pela falta de recursos financeiros, ou pela impotência de quem vive do lado reservado a uma parcela menos privilegiada da humanidade, demarcado pelo capital e pelo poder”, declara o ator Antonio Ginco.

A montagem tem como norteador o Teatro de Narração, além de Eugenio Barba, Piscator e Rudolf Laban, que embasaram o trabalho corporal e de interpretação. “A peça se realiza no plano da memória e no plano da realidade, e ainda que a realidade de Zé seja atemporal, ele nos fala do aqui e do agora. Alguns objetos cênicos criam imagens lúdicas que contrapõem o forte teor dramático”, afirma a diretora Maria Basilio. “Ainda que a interpretação seja feita por apenas um ator, o personagem dialoga com a plateia e com outros personagens que estão em sua memória e que, às vezes, ganham corpo e voz”, finaliza a diretora.

A peça tem iluminação de Décio Filho, cenografia e sonoplastia de Maria Basílio e Antonio Ginco, figurinos de Paulo de Moraes e adereços de Eduardo Mena. Além de projeções realizadas por Renato Grieco. O trabalho contou também com a colaboração dos pesquisadores Sol Verri e Diego Pereira.

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Ribanceira
Com Antonio Ginco
Espaço Cia da Revista (Alameda Nothmann, 1135 – Santa Cecília, São Paulo)
Duração 60 minutos
12/05 até 03/06
Sábado – 21h, Domingo – 20h
$50
Classificação 12 anos

SONHO DE UMA NOITE DE VERÃO – O MUSICAL

Estreia dia 2 de maio, no Teatro Riachuelo Rio, Sonho de Uma Noite de Verão – O Musical. O espetáculo reúne os atores que se destacaram nas três edições do projeto Incubadora de Cias, realizado pelo CEFTEM em parceria com a Aventura Entretenimento, em uma adaptação inédita da clássica comédia de Shakespeare, com músicas originais. O espetáculo tem direção João Fonseca, direção musical de Tony Lucchesi e direção de movimento de Bella Mac.

SONHO DE UMA NOITE DE VERÃO

Às vésperas do casamento do Duque de Atenas, um casal de apaixonados (Hérmia e Lisandro) adentra a mata para tentar escapar de um destino terrível. Também entram Demétrio, apaixonado por Hérmia, e Helena, apaixonada por Demétrio. O caos está instalado na floresta por causa de uma disputa ciumenta entre os deuses Titãnia e Oberon, que não conseguem controlar os espíritos da floresta, e seu líder, Puck. Feitiços são lançados e os jovens apaixonados acabam se encantando pelas pessoas erradas, numa noite de perseguições amorosas confusas e cansativas. Nesta mesma floresta, uma trupe de atores amadores ensaia uma lamentável comédia de muito mal gosto para apresentar no casório que se dará em breve. Um deles é arrastado para o caos dos feitiços, quando é transformado em burro por Puck, e capturado pela rainha das fadas, que se apaixona profundamente por suas orelhas peludas. Em uma noite que mais parece um sonho, o amor é feitiço e todos vivem experiências misteriosas e memoráveis.

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Sonho de uma Noite de Verão – o Musical
Com Alina Cunha, Anderson Rosa, Caio Lisboa, Clara Equi, Erick De Luca, Gabriel Lara, Hamilton Dias, Julia de Aquino, Maria Clara Cristóvão, Mariana Montenegro, Mateus Penna Firme, Milene Cauzin, Sidarta Senna, Vitor Louzada
Teatro Riachuelo (Rua do Passeio, 38/40 – Centro, Rio de Janeiro)
Duração 120 minutos
2, 9, 16, 23 e 31 de maio, 01 e 02 de junho – 20h
03 de junho – 18h
$40
Classificação 12 anos

BEM VINDO MEU NOVO SER

Mães, gestantes, puérperas e mulheres que aguardam seus pequenos na fila de adoção têm um show feito especialmente para elas: trata-se de Bem Vindo Meu Novo Ser, novo espetáculo da cantora Isadora Cantoque estreia no Teatro MorumbiShopping dia 1º de maio, terça-feira, às 21 horas.

Bem Vindo Meu Novo Ser é uma releitura profunda e intensa da carreira de mais de 20 anos de Isadora. Neste show a artista canta o sentimento do “ser Mãe”, os momentos que envolvem a maternidade, os sentidos da pulsação do cordão umbilical aos primeiros anos da conexão única entre ela e a criança.

Por meio de melodias, ela dá voz às emoções e trata da redescoberta da mulher e seu reencontro com o feminino. Músicas como Vem Bebê, que acolhe as mães tentantes ou na fila de adoção, Crescer, para aquelas que vivem a descoberta de carregar um ser no ventre, Bailarina, que trata da inconstância do puerpério, e De Peito Aberto, composição que aborda a amamentação, formam o repertório que fazem parte do show.

Músicas inéditas como Novembro e Recomeço trazem o lado das dores e delícias de ser mulher. Isadora trará versões de Reconhecimento e Mãe, dois dos seus maiores sucessos. Indicada ao Grammy Latino, a apresentação da artista é recomendada ao público adulto.

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Bem Vindo Meu Novo Ser
Com Isadora Canto
Teatro Morumbi Shopping (Av. Roque Petroni Junior, 1089 – Jardim das acácias, São Paulo)
Duração 60 minutos
01 a 29/05
Terça – 21h
$50
Classificação 18 anos

NEM PRINCESAS NEM ESCRAVAS

No ciclo de comemorações de seus 40 anos de existência, o Teatro do Ornitorrinco estreia, em 19 de maio, no Teatro Sergio Cardoso, “Nem Princesas Nem Escravas”. O texto, inédito no Brasil, é de Humberto Robles, hoje o dramaturgo mexicano vivo mais montado em todo o mundo. Com tradução e direção geral de Cacá Rosset e produção de Christiane Tricerri (que também está no elenco), a montagem, que foi contemplada pela 6ª Edição do Prêmio Zé Renato de Teatro para a Cidade de São Paulo, aborda a resiliência e os conflitos femininos.

Como dramaturgia, o autor propõe um Teatro Cabaré, que vem de encontro com a pesquisa iniciada pelo Teatro do Ornitorrinco desde o início de sua formação, em 1977. Com três atrizes, performers, cantoras e dançarinas, a peça traz uma espécie de monólogos que se entrecruzam durante o decorrer do espetáculo, com cenografia, figurinos e músicas que dialogam com o cabaré alemão no sentido mais rigoroso e ao mesmo tempo popular da sua essência.

O diretor, vale lembrar, traz como referência, desde sua primeira montagem “Ornitorrinco canta Brecht e Weill”, o teatro de distanciamento brechtiano, envolvendo diretamente a plateia, as canções cabaretianas de Weill, o teatro poético e lírico de Karl Valentim e a Commedia Dell ‘ Arte em sua natureza crítica e carnavalesca ao longo de séculos de influência em todo o teatro moderno europeu. Nesta montagem, a luz também será criada como elemento revelador e enigmático, transportando a montagem ao clima noir que caracteriza o cabaré alemão e francês.

Sobre a escolha deste espetáculo, Rosset diz que, embora o autor tenha uma peça chamada “El Ornitorrinco”, ele se encantou por “Nem Princesas Nem Escravas”. Segundo o diretor, “o texto me captou pelo humor cáustico e farsesco e pela pegada, pois consegue ter um equilíbrio entre política, provocação e cinismo ao levar ao palco três mulheres em situações por vezes convencionais, por vezes adversas e que têm uma guinada em suas vidas. Além disso, é uma comédia rasgada, uma crítica social que permite o envolvimento direto com o público e, ainda, contribuir para que os espectadores tenham a experiência de contato e formação com esse universo do gênero Cabaré, um teatro político e dialético”, diz.

Christiane Tricerri reforça as palavras de Rosset em relação à atualidade e à relevância da peça. “A escolha de um texto é sempre um reflexo da atualidade. Esse protagonismo feminino fica muito claro na montagem. O espetáculo agradará a gregos e troianos, machistas e feministas. Minha personagem é Thelma Maria, uma servidora sexual que se transformará numa servidora pública: eu satisfazia a alguns, agora posso satisfazer a nação. Votem em mim para deputada no PM, Partido da Mãe”.

Além de Christiane Tricerri, que faz parte do Ornitorrinco desde a sua criação, o espetáculo conta com as atrizes Angela Dippe e Rachel Ripani.

O Teatro do Ornitorrinco traz, mais uma vez, um projeto instigante com um texto ácido em contato com seu tempo e seu público, propondo um espetáculo de rigor artístico sem perder de vista o popular. “Nem Princesas Nem Escravas” rompe paradigmas. Trata-se de puro “entretenimento transformacional”, segundo Rosset. A temporada se estenderá até 9 de julho.

A montagem foi contemplada com o Prêmio Zé Renato, criado em 2014, para apoiar a produção teatral da cidade de São Paulo, e está vinculado à Secretaria Municipal de Cultura.

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Nem Princesas Nem Escravas
Com Christiane Tricerri, Angela Dippe e Rachel Ripani
Teatro Sérgio Cardoso (Rua Rui Barbosa, 153 – Bela Vista, São Paulo)
Duração 90 minutos
19/05 até 09/07
Sábado – 19h30, Domingo – 16h, Segunda – 20h
$30
Classificação 14 anos