ENTRE 4 PAREDES

Formado em 2017, pelo interesse comum dos artistas em explorar textos tradicionais do teatro sob uma ótica contemporânea e acessível, o​ Grupo Queda Livre tem se dedicado, desde sua formação, ao aprofundamento do estudo do texto ​Entre Quatro Paredes, de Jean-Paul Sartre.

Dirigida por Gilson Totti Dias, retrata o encontro póstumo entre Garcin (Rodrigo Odone), Inês (Beatriz Belintani) e Estelle (Maristella Pinheiro), que não se conheceram em vida, e agora são obrigados a conviver pelo resto da eternidade, em uma sala fechada, sem nada para fazer e sendo constantemente observados.

Conforme a trama se desenrola, essas personagens questionam a essência das identidades humanas, do que se considera civilizado e racional. O grupo coloca as inquietações humanas presentes no texto ​de forma palatável, trazendo uma linguagem contemporânea em texto e estética, de forma a aproximar o máximo possível a obra de Jean-Paul Sartre aos jovens e adultos da nossa época.

“​Nosso desafio é provar que, apesar de ter sido escrita em 1944, as questões tratadas pela obra permanecem atuais e pungentes, sendo assim capaz de alcançar todos os públicos até hoje”, explica Gilson Totti Dias, diretor de ​Entre 4 Paredes. “A libertação dos padrões estéticos impostos pelo texto centrismo clássico e a valorização da liberdade criativa norteiam a produção cultural do grupo que se lança sem resistências na experimentação de novos modos de encenação contemporâneos, como sugere o seu nome”, complementa Totti.

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Entre 4 Paredes
Com Beatriz Belintani, Maristella Pinheiro, Rodrigo Odone
InBox Cultural (Rua Teodoro Sampaio, 2355 – Pinheiros, São Paulo)
Duração 70 minutos
05/05 até 30/06
Sábado – 21h
$50
Classificação 16 anos

MOLIÈRE – UMA COMÉDIA MUSICAL DE SABINA BERMAN

Uma disputa bem-humorada entre a Comédia, representada por seu mais ilustre autor, Molière (vivido por Matheus Nachtergaele), e a Tragédia, personificada pelo poeta Jean Racine (Elcio Nogueira Seixas) estreia no Teatro do Sesi-SP a partir de 20 de abril. O espetáculo Molière – Uma Comédia Musical de Sabina Berman fica em cartaz até 29 de julho, com entrada gratuita.

Embalada por músicas de Caetano Veloso, executadas ao vivo e com arranjos originais do maestro Gilson Fukushima, montagem faz parte do projeto de intercâmbio cultural promovido pelo Sesi-SP e o Teatro Promíscuo para valorizar a dramaturgia latino-americana. A peça marca a estreia da obra teatral da renomada dramaturga mexicana Sabina Berman no Brasil. O espetáculo é dirigido por Diego Fortes, ganhador do Prêmio Shell em 2017 pelo espetáculo O Grande Sucesso.

Inspirada no próprio teatro de Molière, que fundia vários estilos em uma mesma obra (Commedia Dell’Arte; influências renascentistas e barrocas; humor satírico), a encenação busca integrar linguagens diversas em uma intensa dinâmica cênica.  “A fusão de linguagens de Molière e a autenticidade de suas criações nos possibilitaram misturar cores e texturas com extrema liberdade, procurando sempre uma encenação em que regras pudessem ser quebradas”, diz o diretor Diego Fortes.

Em cena, quatorze atores e músicos vão narrar o inusitado conflito entre formas opostas de pensar o mundo, expressas pelas famosas máscaras do Teatro: uma ri malandramente de tudo e de todos, a outra mostra reverência e temor diante da dor e da morte. O embate épico entre estas duas faces da vida tem como cenário a corte carnavalesca de Luis XIV, o Rei Sol (Nilton Bicudo), na França.

Amado pelo público e favorito do extravagante do rei, Molière trava uma luta tragicômica, com seu aprendiz Racine para manter a posição de dramaturgo mais prestigiado da corte. Enquanto isso, Arcebispo de Paris, grade entusiasta da guerra, Monsenhor Péréfixe (Renato Borghi), tentará se aproveitar do conflito para banir do reino o Teatro e seus artistas, endurecer a censura e lançar a França em uma era de conquistas, violência e sacrifício. É mais nobre fazer o público rir ou chorar? Os artistas devem mostrar o mundo como ele é ou como deveria ser? Porque proibir obras de arte e perseguir seus criadores? Até que ponto aqueles que criam devem submeter-se à vontade daqueles que pagam? Estas são algumas das grandes questões que permeiam o enredo do espetáculo inédito.

O cenário de André Cortez evidencia o jogo de transições entre teatro e realidade ao mesmo tempo em que dissipa os limites entre palco e plateia. O público, enquanto assiste a uma encenação de Molière ou de Racine, também acompanha as reações do Rei Luís XIV e do Arcebispo Péréfixe ao espetáculo. Os figurinos de Karlla Girotto brincam com a ideia irreverente de uma “França Tropical”, ou melhor, de uma delirante “Tropicália Francesa” irrompendo em plena corte absolutista do século XVII.

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Molière – Uma Comédia Musical de Sabina Berman
Com Matheus Nachtergaele, Elcio Nogueira Seixas, Renato Borghi, Nilton Bicudo, Rafael Camargo, Luciana Borghi, Georgette Fadel, Regina França, Marco Bravo, Débora Veneziani, Edith de Camargo, Fábio Cardoso, Maria Fernanda e Beatriz Lima
Teatro do Sesi-SP – Centro Cultural Fiesp (Av. Paulista, 1313 – Jardins, São Paulo)
Duração 120 minutos
20/04 até 29/07
Quinta, Sexta, Sábado – 20h, Domingo – 19h
Grátis. Reserva de ingressos pelo site http://www.centroculturalfiesp.com.br ou remanescentes diretamente na bilheteria do teatro (quarta a sábado, das 13h às 20h30 e domingo, das 11h) nos dias da apresentação.
Classificação 16 anos

O GIGANTE ADAMASTOR

Baseado no Canto V de Os Lusíadas, de Luiz Vaz de Camões (✶1524 – ✞1579/1580), O Gigante Adamastor conta a história de Pedro e seu irmão caçula Zito, moradores de uma cidade praiana que recebe um circo misterioso. Com a chegada da trupe e o sumiço de Pedro, Zito terá que desvendar grandes mistérios e enfrentar seres mitológicos nesse circo mágico. O novo espetáculo da Cia. O Grito estreia dia 22 de abril, domingo, às 11 horas, no Sesc Ipiranga.
 
No ano que completa 15 anos, a Cia. O Grito estreia seu 11º espetáculo. A companhia já se apresentou mais de mil vezes e ultrapassa os 450 mil expectadores. “A ideia de criar uma peça a partir do personagem do Gigante Adamastor, da obra de Luis de Camões, originalmente foi do Roberto Morettho (diretor) e dos artistas da companhia”, diz Heloisa Prieto, que assina o texto ao lado do restante da companhia.
 
Na peça, os atores trocam de personagens para contar a história de um enorme e poderoso gigante que se perde de amores por uma pequena e delicada ninfa que o rejeita. Seu sofrimento faz com que ele sopre sobre o mar, gerando ondas enormes no cabo das tormentas onde navios sempre naufragam.
 
A encenação, segundo o diretor Roberto Morettho, não é realista. Os atores fazem às vezes de narradores, personagens e ainda manipulam bonecos. Os papeis também não são fixos e nem dependem dos gêneros dos intérpretes – o ator Wilson Saraiva também interpreta mulheres e as atrizes Junia Magi e Samira Pissinatto, homens.
 
A coxia é aberta para que o público veja o que está sendo preparado para as próximas cenas. Longe do naturalismo ou do realismo, a peça encara o teatro como um jogo que vai sendo compartilhado com a plateia”, diz Roberto.
 
A adaptação é do Canto V do livro Os Lusíadas (a maior obra portuguesa de todos os tempos), um poema épico sobre o período das Grandes Navegações. O Gigante Adamastor é uma figura simbólica criada pelo poeta para retratar os perigos e desafios enfrentados pelas embarcações portuguesas quando passavam perto do Cabo das Tormentas (também conhecido como Cabo da Boa Esperança), região localizada no extremo sul do continente africano.
 
Heloísa Prieto propôs uma sub-narrativa em que dois adolescentes e uma criança vivenciam uma situação parecida com a proposta pelo Canto V de Os Lusíadas. “O texto traz também esse elemento metalinguístico do teatro dentro do teatro, onde os três jovens citam e interpretam trechos do livro”, conta Roberto.
Os figurinos não correspondem ao gênero masculino ou feminino, o que contribui mais para a versatilidade dos artistas em seus diferentes papeis. Um dos objetivos do espetáculo, segundo Roberto, é despertar o interesse das crianças sobre a obra de Camões. No texto, partes do poema foram musicados e são cantados ao vivo pelos atores.
 
A trilha sonora acompanha o clima de todo o espetáculo, escapando do realismo e apostando nas sensações trazidas pelo livro do autor português. “Criamos uma trilha mais psicodélica e onírica”, conclui Roberto.
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O Gigante Adamastor
Com Junia Magi, Samira Pissinatto e Wilson Saraiva
Duração 50 minutos
Classificação Livre
 
Sesc Ipiranga (Rua Bom Pastor, 822 – Ipiranga, São Paulo)
22/04 até 03/06
Domingo – 11h
$17 ($5 – credencial plena / gratuito para crianças menores de 12 anos)
 
Sede da Cia O Grito (Rua Monsenhor Andrade, 746 – Brás, São Paulo)
17/06 até 01/07
Domingo – 13h
Entrada: Dois quilos de alimento não perecível ou um agasalho

A NOSSA COMUNIDADE

Com direção de André Haidamus, espetáculo convida crianças e adultos a participarem de uma  grande festa cheia de  aventura, mistério, jogos, músicas e brincadeiras.

O espetáculo A Nossa Comunidade começa com 5 seres fantásticos, o Mágico, a Sereia, a Bruxa de Pano, o Roque, e a Bailarina, comemorando o primeiro aniversário da Nossa Comunidade, quando são surpreendidos com a visita de dois macacos muito atrapalhados, que chegam de penetras. Não bastasse, misteriosamente, seus objetos mais valiosos começam a sumir, ameaçando a harmonia e amizade dos integrantes da comunidade. Desvendar o culpado será tarefa para os personagens e também para o público.

Nesta Comunidade é possível refletir de forma lúdica, divertida e interativa temas importantes como confiança, respeito, amizade e democracia.

 O espetáculo é produzido pela Cia dos Viajantes com apoio do Teatro Escola Macunaíma e livremente inspirado na obra do dramaturgo Caio Fernando Abreu. O grupo busca em seu repertório um diálogo artístico e criativo com o universo das crianças, para refletir sobre o mundo em que vivemos e em como nossas escolhas podem transformá-lo.

 A estreia da Nossa Comunidade acontece no dia 13 de maio, domingo, às 16h, no Teatro Macunaíma Butantã.

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A Nossa Comunidade
Com Amanda Zássi, Bruna Varga, Lucas Stevanato, Taiane Lorenna, Thais Lucena, Giulia Sartorelli eMarco Briani
Teatro Macunaíma – Unidade Butantã ( Av. Valdemar Ferreira, 204 – Butantã, São Paulo)
Duração 60 minutos
13 a 27/05
Domingo – 16h
$40
Classificação Livre