CAPITÃES DA AREIA, O MUSICAL

Com uma carreira de sucesso, assim se resume o romance CAPITÃES DA AREIA, de Jorge Amado, hoje uma das obras mais apreciadas pelos seus leitores, tanto no Brasil quanto no exterior. Publicado em 1937, marcou época na vida literária brasileira. A partir de então, sucederam-se as edições, nacionais e em nove idiomas estrangeiros, e as adaptações para teatro, rádio, televisão e cinema. Verdadeiro relato sobre a vida dos meninos abandonados nas ruas de Salvador, Jorge Amado a descreve em páginas carregadas de uma beleza, dramaticidade e humor poucas vezes igualados na literatura brasileira. Como não tocar num assunto como esse ainda tão atual nos dias de hoje? Hoje estamos nós ainda discutindo a intolerância religiosa, a maioridade penal, o descaso das autoridades…

A adaptação musical para o teatro, sem perder o caráter crítico social do livro, narra a história de forma romântica, bem humorada e cheia de aventuras de nove garotos e uma menina, além dos personagens secundários, mas fundamentais.

Em “CAPITÃES DA AREIA – O MUSICAL”, seus pequeninos heróis estão em busca de algo que os faça transcender a condição em que vivem. Para isso os nove garotos contam com a ajuda do Padre José Pedro, do casal Sr. Raul e D. Éster que acolhem um dos meninos como filho, da mãe de santo Dona’Aninha que cuida de todos, do dono de um carrossel que lhes dá emprego e a oportunidade para que, apesar da precocidade, os Capitães da Areia demonstrem traços infantis muito fortes.

A encenação proposta pela direção é uma plasticidade realizada pelo ATOR. Com um palco nu, treze atores interpretam 40 personagens importantes dentro da dramaturgia musical; cantando, dançando e executando as músicas originais compostas especialmente para este espetáculo.

Apesar de narrar a situação de meninos desamparados, o texto termina de forma positiva, pois Jorge Amado concentra no personagem Pedro Bala toda sua crença na força do homem, em seu poder para modificar o destino, não só lhe chamando a atenção para as mazelas sociais, como também lhe indicando o caminho da redenção.

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Capitães da Areia, o Musical
Com Matheus Signorelli, Wagner Cavalcante, Giovanna Sassi, Matheus Lana, Cleitom Lisboa, Daniel de Mello, David Reis, João Ramalho, Victor Braga, Rafael Gualandi, Dandara Abreu, Mirian Dumas e Wagner Trindade
Teatro Glaucio Gill (Praça Cardeal ArcoVerde – s/n – Copacabana Rio de Janeiro)
Duração 90 minutos
18/05 até 11/06
Sexta e Sábado – 21h, Domingo e Segunda – 20h
$50
Classificação 14 anos

BENTO BATUCA

A Oficina de Alegria apresenta o espetáculo teatral infantil “Bento Batuca”, com estreia em São Paulo, no dia 7 de abril (sábado), às 16h, no Teatro Jaraguá. A primeira montagem teatral realizada pela produtora valoriza a cultura brasileira através da dança, ritmos e sua história, em texto assinado por Daniela Cury e Mariana Elisabetsky, direção de Edu Leão e Luciana Ramanzini e direção musical do grupo Os Capoeira. O espetáculo terá, algumas sessões específicas com tradução em libras. Bento Batuca é apresentado também, pelo Ministério da Cultura, por meio da Lei Rouanet.

No elenco, estão os atores: Sidney Santiago Kuanza (Bento), Fernando Oliveira, Lena Roque e Vitor Bassi. Com música ao vivo no palco, comandada pelos percussionistas Contramestre Leandrinho, Heverton Faustino “Bbzão”, Paulinho Percussão, Cauê Silva e Rogério Rogi, o espetáculo Bento Batuca tem repertorio que transita entre cânticos de capoeira e ritmos como frevo, maculelê e samba, além de referências a canções da música nacional, como Suíte dos Pescadores, de Dorival Caymmi. Entre os instrumentos estão atabaques, berimbau, pandeiro, surdos, chocalhos e objetos sonoros.

A peça revela uma viagem por São Paulo, Bahia, Pernambuco e Rio de Janeiro, onde Bento vai descobrir ritmos genuinamente oriundos da cultura afro, com personagens que homenageiam figuras emblemáticas, como Mestre Besouro Mangangá (lendário capoeirista baiano), Guerreiro Maculelê (lenda folclórica brasileira), Maestro Nunes (ícone do frevo pernambucano) e Tia Ciata (influente figura no surgimento do samba).

Bento é um menino sonhador, esperto e curioso, que batuca desde que nasceu, na mamadeira, na chupeta e transformando garfos e colheres em instrumentos de percussão. A cada encontro nessa aventura, Bento Batuca preenche a trouxinha que o acompanha de sons, cores, conhecimento e, a cada lugar que chega, descobre um pouco mais sobre a nossa cultura, a nossa música e sobre si mesmo.

O espetáculo Bento Batuca é uma montagem para toda a família que, propõe, por meio da linguagem poética, teatral e musical, enaltecer os ritmos, sons e danças da cultura afro-brasileira. O espetáculo traz uma conscientização sobre a nossa própria história, com lições educativas sobre como enfrentar as dificuldades da vida com coragem.

O público poderá embarcar junto a viagem de Bento, de forma interativa. O espetáculo garante, ainda, um final contagiante, onde o público é convidado a cantar, dançar e tocar junto ao elenco.

 

 

 

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Bento Batuca
Com Sidney Santiago Kuanza; Lena Roque; Fernando Oliveira; Vitor Bassi
Teatro Jaraguá (Rua Martins Fontes, 71 – Centro, São Paulo)
Duração 60 minutos
07/04 até 13/05 (06/05 apresentação com interpretação em Libras)
Sábado – 16h, Domingo – 11h e 16h
$40
Classificação Livre

APROXIMANDO-SE DE A FERA NA SELVA

Depois de sua temporada de estreia no Centro Cultural São Paulo, Aproximando-se de A Fera na Selva, com direção de Malú Bazán, reestreia no Teatro Aliança Francesa, entre 3 de maio e 2 de junho, com sessões de quinta-feira a domingo. Como a encenação tem uma atmosfera intimista, a plateia será deslocada para o palco, que acomodará 30 pessoas. Em junho a peça segue para uma curta temporada no Teatro Poeira, no Rio de Janeiro, de 14 a 24 de junho.

A peça transita entre três núcleos que têm suas fronteiras borradas: “A Fera na Selva”, com os personagens John Marcher e May Bartran; as biografias dos escritores Henry James e Constance Fenimore Woolson e as figuras do ator e da atriz. Gabriel Miziara faz John, Henry e ator, e Helô Cintra interpreta Constance, May e atriz.

Henry James escreveu a Fera em 1903, quase dez anos após a morte da sua grande amiga Constance. A amizade entre os escritores tem muitos paralelos com a relação estabelecida entre os protagonistas dessa novela de Henry.

As personagens da peça são amarradas pelas convenções sociais, ao mesmo tempo muito solitárias e de uma sensibilidade extrema, busquei inspiração em alguns artistas plásticos, além das obras literárias, para adentrar neste universo. Edward Hopper, por exemplo nos traz a solidão impressa em suas obras, algumas telas de Monet e Magritte, além de uma tela pintada pelo dramaturgo Strindberg, me trazem de diferentes formas, uma existência velada e profunda”, comenta a diretora.

Para a construção da dramaturgia, Marina Corazza se pautou na novela “A Fera na Selva” de Henry James, em “O Mestre”, romance de Colm Tóibín sobre a vida do escritor americano, na biografia de Constance, “Constance Fenimore Woolson: Portrait of a Lady Novelist”, escrita pela americana Anne Boyd Rioux, além de um livro de contos de Contance “Miss Grief and other stories”, organizado pela mesma escritora.

A encenação

A peça estará em cartaz no porão do Centro Cultural São Paulo, que foi reaberto em dezembro de 2017, depois de ficar fechado durante anos para uma reforma. A diretora optou por uma encenação limpa, com poucos elementos, mas que são fundamentais para o espetáculo.

O figurino assinado pelo estilista Mareu Nitschke traz linhas modernas e nada óbvias para os atores, em contraponto a algumas peças mais amplas que simbolizam o universo dos personagens. O cenário manipulado pelos atores, é uma parceria da diretora Malú Bazán com Renato Caldas. A assistência de direção é de Carolina Fabri. A luz é assinada por Miló Martins e a trilha sonora é de Daniel Maia. A produção do espetáculo é da Canto Produções.

Sinopse:

A peça aborda a relação de amizade entre os escritores Henry James e Constance Fenimore Woolson, a partir da investigação de suas biografias e da novela “A Fera na Selva” de Henry James, em que um homem espera pelo grande acontecimento de sua vida. Dois atores transitam entre as personagens reais e as personagens fictícias criadas pelos escritores, lançando um olhar particular sobre suas relações.

A FERA NA SELVA 1 - DNG

© Joao Caldas Fº

Aproximando-se de A Fera na Selva
Com Gabriel Miziara e Helô Cintra
Duração 60 minutos
Classificação 14 anos
 
Teatro Aliança Francesa (Rua General Jardim, 182 – Vila Buarque, São Paulo)
03/05 até 02/06
Quinta, Sexta e Sábado – 20h30, Domingo – 19h
$30
 
Teatro Poeira (Rua São João Batista, 104 – Botafogo, Rio de Janeiro)
14 a 24/06
Quinta, Sexta, Sábado, Domingo
$50

FEDRA

A versão clássica do autor francês Jean Racine (1639-1699) para a tragédia grega Fedra, escrita originalmente por Eurípides, ganha uma nova encenação com direção de Roberto Alvim. O espetáculo estreia em 4 de maio no teatro do Sesc Pompéia, onde segue em cartaz até o dia 27 desse mês, com sessões de quinta a sábado, às 21h, e aos domingos, às 18h.

A tragédia é o mito da insurreição feminina contra o poder e as regras sociais. Na trama, Fedra (interpretada por Juliana Galdino, vencedora do Prêmio Shell de melhor atriz por “Medéia”) é casada com o rei Teseu. Ela se apaixona por Hipólito, filho de seu marido. Quando Teseu é declarado morto na guerra, Fedra cria coragem e declara seu amor por seu enteado. Mas Teseu retorna e, ao descobrir a paixão incestuosa de sua esposa por seu filho, precipita uma série de eventos que conduzem o reino à catástrofe.

Obra suprema do espírito humano, Fedra é a tragédia que brota de nosso medo mais terrível: o de nos apaixonarmos por aquilo que a sociedade, com sua leis e regras, não nos permite. A peça propõe uma discussão sobre a sexualidade feminina e sua dissonância em relação aos papéis sociais de mãe, esposa, cidadã, etc.

O texto de Racine, escrito na França em 1677, imortalizou-se na História do Teatro, tendo sido encenado por alguns dos maiores diretores contemporâneos. A grande montagem brasileira foi realizada por Augusto Boal e protagonizada por Fernanda Montenegro em 1986.

SINOPSE

Fedra é casada com o rei Teseu. Ela se apaixona por Hipólito, filho de seu marido. Quando Teseu é declarado morto na guerra, Fedra cria coragem e declara seu amor por seu enteado. Mas Teseu retorna e, ao descobrir a paixão incestuosa de sua esposa por seu filho, precipita uma série de eventos que conduzem o reino à catástrofe. Fedra é o mito da insurreição feminina contra o poder e as regras sociais.

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Fedra
Com Juliana Galdino, Caio D’Aguilar, Luis Fernando Pasquarelli,Christian Malheiros, Nathalia Manocchio, Luiz Otávio Vizzon e Victoria Reis
Sesc Pompéia (Rua Clélia, 93 – Pompéia, São Paulo)
04 a 27/05 (não haverá sessão 10/05)
Quinta, Sexta, Sábado – 21h, Domingo – 18h
$30 ($9 – credencial plena)
Classificação 16 anos

 

 

1 MILHÃO DE ANOS EM 1 HORA

A comédia de sucesso da Broadway para o Brasil. De Colin Quinn e Jerry Seinfeld, a versão brasileira de Marcelo Adnet e a direção de Cláudio Torres traz o humorista Bruno Motta num espetáculo de ritmo alucinante em 15 quadros, da era das cavernas ao Facebook. Vários personagens, sotaques e regiões são apresentadas nesta comédia que viaja pelo mundo e pelo tempo. De Sócrates ao Big Brother, da idade da pedra ao Facebook, o espetáculo é sucesso de crítica e público desde a estreia.

A VERSAO BRASILEIRA

BRUNO MOTTA

Um dos mais premiados humoristas da sua geração tem considerável histórico no humor televisivo: redator de humor da TV Globo, comentarista de humor do Jornal da Record News e foi ainda um dos autores do sucesso Furo MTV, onde também desempenhava os papéis de repórter e colunista.

DIREÇÃO: CLAUDIO TORRES GONZAGA

Criador do grupo Comédia em Pé, o primeiro de stand up comedy no Brasil já visto por mais de 1 milhão de espectadores em dez anos em cartaz. Cláudio já escreveu programas de humor como Grande Família, Sai de Baixo e Os Caras de Pau, Sob Nova Direção e Divertics.  Como diretor tem no currículo mais de 100 espetáculos, incluindo: “Boca de Ouro”, de Nelson Rodrigues, com o qual ganhou o prêmio MinC, o sucesso “Enfim Nós”, com Bruno Mazzeo, “A Comédia dos Erros”, de William Shakespeare, também indicado como melhor diretor para o prêmio Shell.

TEXTO: MARCELO ADNET

Marcelo tornou-se conhecido nacionalmente através do programa 15 Minutos na MTV, que apresentou e escreveu por 4 anos, diariamente. Na MTV estrelou também os premiados Comédia MTV e Adnet Viaja, entre outros. Na Rede Globo esteve em O Dentista Mascarado e teve também quadros no Fantástico, até comandar o projeto de sucesso Tá No Ar.

A HISTÓRIA POR TRÁS DO ESPETÁCULO

A História do Mundo nunca foi tão engraçada – desde que vista de longe. A concepção original de Jerry Seinfeld (tido como o comediante solo mais famoso do planeta) pode ser notada pela construção ácida e minimalista em detalhes que até então passariam despercebidos.

A peça, contada em um ato, estreou na Broadway em 2010 com o título “Long Story Short”, de Colin Quinn e direção original de Jerry Seinfeld, considerado um dos maiores comediantes de todos os tempos. Concebido como um espetáculo simples, um one man show recontando fatos históricos, tornou-se logo um grande sucesso, sendo visto por mais de 1 milhão de espectadores em 10 cidades americanas. Em cartaz no ano de 2010 no lendário Helen Hayews Theather, fez turnê pelos Estados Unidos e chegou ao Brasil, onde viajou por vários estados e fazendo grandiosas temporadas no Rio e São Paulo.

Bruno assistiu ao espetáculo original duas vezes na Broadway, antes de conseguir os direitos. Através de amigos em comum, comediantes do Comedy Cellar, fez o contato via twitter e conheceu Colin Quinn nos bastidores do clube. O trio criativo – Bruno Motta, Cláudio Torres Gonzaga e Marcelo Adnet se reuniu várias vezes para manter as piadas e mudar o ponto de vista, escrevendo ainda um capítulo inédito na montagem sobre o Brasil acompanhado pelo autor original. A adaptação levou 6 meses, mais 3 meses de ensaios e a versão brasileira é a primeira montagem do espetáculo fora da Broadway.

CURIOSIDADES / DESTAQUES

Os projetores utilizados em cena são Kodak Ektagraphic e foram inventados em 1967.

Foram 6 meses de negociação dos direitos, 6 meses de preparação de texto e outros 3 meses de ensaio.

Bruno Motta foi apresentado a Colin Quinn nos bastidores do show do Comedy Cellar, em NY, onde ele e Seinfeld começaram a carreira.

O trio criativo – Bruno Motta, Cláudio Torres Gonzaga e Marcelo Adnet se reuniu várias vezes para manter as piadas e mudar o ponto de vista, escrevendo ainda um capítulo inédito na montagem sobre nosso país acompanhado pelo autor original

1 Milhão de Anos em 1 Hora
Com Bruno Motta
Teatro Gazeta (Av. Paulista, 900 – Bela Vista, São Paulo)
Duração 75 minutos
12/05 até 10/06
Sábado e Domingo – 20h
$70/$80
Classificação 12 anos

NEM AQUI, NEM LÁ

Após meses de pesquisa, lendo vários textos e fazendo diversos encontros a Cia Foras da Lei estreia no dia 27 de abril a sua primeira produção “Nem aqui, nem lá” do dramaturgo Cássio Pires, com Danielli Guerreiro e João Carlos Gomes.

A peça conta a história de uma policial que após abandonar o comando de uma operação de desocupação de um prédio público, se isola no alto do edifício. Seu irmão, que também é policial, é chamado para convencer a irmã a descer do prédio e evitar seu suposto suicídio. Os dois conversam, relembram memórias de infância e aos poucos vão revelando suas motivações e desventuras. Refletem sobre o sentido de suas escolhas e o rumo que gostariam de dar a suas vidas.

Através de diálogos sensíveis, os protagonistas convidam o público a refletir sobre ética, papel das organizações sociais e a legitimidade de suas escolhas, de maneira afetuosa, porém realista. Num mundo cada vez mais caracterizado pela diversidade de pensamentos e ideias, onde se busca estabelecer o respeito entre as diferenças de raça, sexualidade, religião, situação econômica e idiossincrasias, torna-se cada vez mais necessária uma discussão sobre os princípios e valores estabelecidos.

A discussão proposta pela peça “Nem aqui, nem lá”, após atravessar os conflitos pragmáticos de decisões sociais e de carreira, mergulham fundo no universo existencial de seus personagens. O ambiente metaforicamente criado pela suspensão do espaço do alto de um edifício, coloca a reflexão em estado essencial, podendo ser comparado ao conflito das estrelas.

Sinopse: No drama do autor Cássio Pires, dois irmãos policiais, analisam os momentos críticos de suas vidas em um espaço simbolicamente distanciado, do alto de um edifício, relembrando memórias de infância e aos poucos vão revelando suas motivações e desventuras.

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Nem Aqui, Nem Lá
Com Danielli Guerreiro e João Carlos Gomes
Viga Espaço Cênico – Sala Piscina (Rua Capote Valente, 1323 – Pinheiros, São Paulo)
Duração 50 minutos
27/04 até 25/05
Sexta – 21h
$50
Classificação 12 anos

MOSTRA DE ARTES CÊNICAS TIRADENTES EM CENA

No ano em que a Mostra de Artes Cênicas Tiradentes em Cena apresenta a LIBERDADE como temática do evento, nada mais emblemático do que homenagear uma grande artista que há 60 anos transita entre todas as artes com grande destaque e talento. Seja no cinema, nos palcos ou na música, Zezé Motta sempre foi um símbolo de resistência e vanguarda.

É uma grande honra poder falar de liberdade e ainda por cima homenagear uma pessoa que sempre foi à frente de seu tempo e se posicionou como mulher, negra, artista e cidadã. É uma voz que ecoa o significado de liberdade em todas as instâncias – conta Aline Garcia, idealizadora do Tiradentes em Cena.

Até o dia 12 de maio, a bela cidade mineira será palco para mais de 20 espetáculos teatrais, além de performances, rodas de conversa, oficinas, peças infantis, exposição e shows. Uma mostra que explora a apresentação em espaços alternativos e coloca a cidade de Tiradentes na rota das artes cênicas no país. Um espaço livre para a reflexão e apresentação de todos os gêneros teatrais e que proporciona o intercâmbio de artistas e suas linguagens.

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Programação diversificada para todas as idades durante nove dias

Somos de fato livres? Liberdade se resume em ter o livre arbítrio para decidir o que quiser de forma independente ou é algo ainda mais subjetivo? Onde a liberdade e a responsabilidade se cruzam? Liberdade de expressão, liberdade de pensamento, liberdade religiosa, liberdade de criação, liberdade de escolha. E você como usa sua liberdade? De maneira geral, a liberdade de indivíduos ou grupos sempre sugere, ou tem a possibilidade de implicar, a limitação da liberdade de outros. Esses e outros questionamentos em relação à liberdade estarão presentes durante todo o evento, não só em cena, como também fora dela.

A abertura acontece no dia 4 de maio, sexta-feira, com uma apresentação inédita da bailarina Morena Nascimento. Nascida em Minas, filha de bailarinos, Morena iniciou a carreira no grupo Primeiro Ato, integrou a companhia da grande bailarina alemã Pina Bausch e firmou-se como um dos principais expoentes da nova geração da dança contemporânea.

Quero dizer primeiro da minha felicidade em concretizar esse sonho de dançar em Tiradentes, cidade que faz parte do meu inventário emotivo, psíquico, que me conecta com minhas memórias mais emblemáticas de infância com meu pai e me aproxima da minha essência bicho do mato. Agradeço o convite e digo que terei um enorme prazer em contribuir com o festival – diz Morena Nascimento.

A programação inclui um cortejo que celebrará os 300 anos desde quando Tiradentes foi elevado à categoria de vila e fará uma representação do batizado de Bárbara Heliodora, considerada a primeira poeta brasileira, revolucionária e casada com o poeta, advogado e inconfidente Alvarenga Peixoto. O ator Julio Adrião fará uma dobradinha inédita no festival, apresentando o premiado espetáculo A Descoberta das Américas e a estreia nacional de Urbana.  A criançada poderá se divertir com o musical infantil Chapeuzinho Vermelho, enquanto o público adulto assistirá a espetáculos como Trombo, Negro Conta e apresentação musical de Zezé Motta com o show Divina Saudade.

A mostra receberá grandes nomes do teatro, como ator Tonico Pereira, comemorando 50 anos de carreira com seu primeiro monólogo O Julgamento de Sócrates; Fabiano Persi encena o animado Sapato Bicolor, narrando a história da Soul Music pelo olhar de um engraxate; Fabio Schmidt leva para o Tiradentes em Cena sua performance em homenagem ao ídolo Freddie Mercury, líder da Banda Queen, Freddie Rock Star; O diretor mineiro Pedro Paulo Cava apresenta a comédia de casal Intimidade Indecente; O ator Dinho Lima apresenta o sensível espetáculo Ledores do Breu; Alexandre Lino encena seu novo espetáculo O Porteiro, mais um grito libertário dos excluídos em forma de comédia teatral documental.

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Rodas de conversa, oficinas, residência artística e projeto de continuidade

Uma das iniciativas que abrilhantaram a mostra no ano passado, as rodas de conversa em parceria com o Sesc Minas, estará presente novamente durante todo o evento. Corpo e Liberdade; Teatro e Resistência; A representatividade da mulher negra nas artes cênicas: diálogos e liberdade serão os temas apresentados com participantes que estão na programação da mostra.

A jornalista cultural Carolina Braga ministra a oficina Crítica na Prática. A partir de fundamentos teóricos do jornalismo cultural e da crítica de teatro, a oficina propõe uma experiência prática voltada para a análise de obras teatrais, redação, edição e publicação do material produzido no site e redes sociais do Tiradentes em Cena.

Uma iniciativa inédita para 2018, e muito sonhada pela equipe do Tiradentes em Cena, é a parceria com o grupo Teatro da Pedra, residente em Tiradentes. Além de fomentar a manutenção das aulas para jovens estudantes durante todo o ano, a mostra promoverá encontros com profissionais da área teatral que culminará em uma montagem de um espetáculo a ser apresentado no Tiradentes em Cena em 2019.

exemplo de alguns festivais europeus, o Tiradentes em Cena, em co-produção com a Spasso Escola de Circo fará uma residência artística durante toda a mostra, recebendo artistas de várias regiões, que juntos, proporão a montagem de um novo espetáculo. A residência estará aberta para visitas durante toda a mostra e será um núcleo do livre pensamento e deexperimentação.

Cenas Curtas chega à terceira edição

Pelo terceiro ano consecutivo, o Tiradentes em Cena promove um festival de cenas curtas durante a mostra. Grupos e artistas da região poderão inscrever cenas com temática livre de até 10 minutos que serão apresentadas no dia 9 de maio no teatro municipal de São João del Rei. As três melhores cenas, além de receberem premiação em dinheiro, serão apresentadas no último dia da mostra, 12 de maio, no Sesi – Centro Cultural Yves Alves.

A Mostra de Teatro Tiradentes em Cena é realizada com os benefícios da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais e conta com o patrocínio da Cemig e parceria cultural com o SESC Minas.

Tiradentes em Cena

De 4 a 12 de maio

www.tiradentesemcena.com.br

Veja programação completa no site oficial do evento