FESTA, A COMÉDIA

O público já na sua chegada é convidado para participar de uma típica Festa Infantil, recepcionados pelo primeiro personagem da peça, um palhaço!

Imagine o que não é capaz de acontecer numa festa para crianças?

Imaginou? Então, situações inusitadas, bizarras e divertidas acontecem nesta festa de nosso aniversariante mirim que guarda um grande segredo! Em um formato de 5 (cinco) esquetes, onde cada esquete é escrita por um autor diferente. Todas retratadas por personagens interligados presentes nesta mesma Festa, a Comédia.

Uma comédia hilária, que se comunica com todo tipo de publico, por justamente reunir um ‘dream team’ de autores consagradíssimos escolhidos a dedo. Aliado à tarimba e experiência do intérprete e criador da ideia central do espetáculo, Maurício Machado.

Maurício conta “ Todos os textos foram escritos especialmente para mim, por cada um desses talentosíssimos e queridos autores, que permearam em algum momento meus 30 anos de carreira. E com alguns, em muitas oportunidades. O que é uma honra e uma responsabilidade (risos) Mas só me fascina se for com desafio, surpreendente e como o deve ser o teatro, entregue e sem rede de proteção.

Ele interpreta seis hilariantes personagens femininos e masculinos, todos completamente diferentes e repletos de humor. Além disso, um show à parte pode ser conferido às frenéticas e muito rápidas trocas de figurino e composição, essas criadas pelo premiado visagista Anderson Bueno com figurinos de Marcio Vinicius, que duram segundos de uma personagem à outra;

Com este seu novo solo, Maurício celebrará seus 30 anos de profissão onde o Teatro sempre foi seu grande alicerce e de onde nunca se ausentou e a TV e Cinema seus companheiros. E cada um desses autores escolhidos para o projeto tem relação com a trajetória profissional do ator Maurício Machado e sua admiração.

O diretor da comédia, Eduardo Figueiredo, com mais de 10 comédias de sucesso de público e crítica no currículo apresenta uma encenação focada na interpretação e no humor presente nestes personagens surpreendentes.

Maurício me propôs sua ideia de fazer um espetáculo com autores diferentes que se passa em uma festa de aniversário de criança, aceitei sem pensar, é genial esse universo. Repleto de personagens que propiciam identificação imediata para o público

31408270_1746027478784834_8417153130038296576_n

Festa, a Comédia
Com Maurício Machado
Teatro Augusta (R. Augusta, 943 – Cerqueira César, São Paulo)
Duração 120 minutos
04 a 27/05
Sexta – 21h30, Sábado – 20h, Domingo – 18h
$40/$50
Classificação 12 anos

DELÍRIOS DA MADRUGADA

Em cartaz no Espaço Parlapatões desde o início de março, o solo Delírios da Madrugada, com Zéu Britto, fará sessões todas as sextas de maio, também às 23h59.

 Agora os fãs do cantor, ator e compositor poderão conferir as histórias coletadas após longas madrugadas na internet  que Zéu passou “investigando” e se divertindo com chats e blogs de fatos surreais. Nessa comédia, o artista multimídia desabafa e faz de sua experiência um espetáculo performático que promete diversão e reflexão.

 Com mais de 20 anos de carreira nas artes cênicas e na música, Zéu cumpre temporada às sextas e sábados, às 23h59, mantendo todo seu carisma, humor e tom crítico. Acompanhado por seu inseparável violão, o ator e cantor faz do palco sua sala de estar num clima acolhedor e íntimo.

Sozinho no palco e vestindo apenas um pijama, Zéu interpreta um personagem que não consegue dormir e entre uma canção e outra, conta algumas histórias bem-humoradas que fazem parte do seu cotidiano.

Esse personagem é bem parecido comigo porque demoro muito para dormir. Não aceito dormir e deixar de ver alguma coisa que aconteceu. Sempre gostei muito de contar histórias, desde a época do colégio. São crônicas, não são piadas – conta Zéu.

A pauta? Um emaranhado de histórias, canções, poemas e o que a internet trouxer de novidade. Chamado carinhosamente de stand-up melody, as surpresas da semana e o contato com a plateia moldarão uma apresentação nova a cada dia. No repertório musical, sucessos do cantor como “Soraya Queimada”, “Hino em Louvor à Raspada” e “Lençol de Casal”. A direção do projeto é de Caio Bucker.

São Paulo é a mega cidade do entretenimento. A expectativa está muito boa. O Parlapatões é um espaço que frequento há muito tempo e onde já vi muitas coisas legais – diz Zéu.

Delírios da Madrugada
Com Zéu Britto
Espaço Parlapatões (Praça Roosevelt, 158 – Consolação, São Paulo)
Duração 70 minutos
17/03 até 26/05
Sexta e Sábado – 23h59
$40
Classificação 16 anos

JUNTEI TUDO PRA TE CONTAR

 
O Teatro MorumbiShopping apresenta, a partir do dia 4 de maio, sexta-feira, 21 horas, o espetáculo Juntei Tudo Pra Te Contar, do humorista Paulo Vieira. Falando de suas peripécias e das particularidades de sua vida simples como a infância no interior, a vida de ator amador, os amigos, as confusões da sua família, as suas observações mais íntimas, ou suas experiências comuns a tantos brasileiros de mesma origem: a vida de pobre, o ator, com sua simplicidade e bom humor, rasga o verbo sem medo e sem abrir mão da criatividade e das referências que carrega, proporcionando à plateia a sensação de conhecê-lo tão bem quanto o seu amigo mais íntimo.
 
Foi falando de si e da própria família que Paulo Vieira se tornou o mais premiado comediante da nova geração, conquistando os principais prêmios de humor do país. Também foi assim que ele conseguiu destaque na televisão e não vai ser diferente no seu show solo. “Cada comediante tem uma visão de mundo, uns óculos, no meu show eu quero emprestar meus óculos para a plateia, fazer com que ela veja como eu vejo o mundo”, afirma Paulo Vieira.
Ver pelos meus olhos e mergulhar nas minhas melhores histórias, nas roubadas pelas quais já passei e todos os momentos que vivi, absorvi, fiz graça disso e juntei tudo pra te contar!”, finaliza o comediante.
paulo
Juntei Tudo Pra Te Contar
Com Paulo Vieira
Teatro Morumbi Shopping – Shopping Morumbi (Av. Roque Petroni Junior, 1089 – Jardim das Acácias, São Paulo)
Duração 60 minutos
04/05 até 10/06
Sexta e Sábado – 21h, Domingo – 19h
$50/$60
Classificação 14 anos

OLIVER TWIST

Eleito um dos melhores espetáculos infantis de 2017 por Dib Carneiro Neto (Pecinha é a Vovozinha) e finalista de seis prêmios do site Aplauso Brasil, Oliver Twist faz temporada no Teatro Alfa a partir do dia 5 de maio, sábado, às 17h30, no Teatro Alfa. Com direção de Rodrigo Audi, a peça conta a história do pobre garoto órfão Oliver Twist e sua luta pela sobrevivência em meio à dura realidade social da Inglaterra do século XIX. Durante esta saga, Oliver é testado em sua força e fé, assim como é apresentado ao lado sombrio da natureza humana, quando se vê obrigado a fazer importantes escolhas que poderão determinar seu destino.

No elenco, oriundo do CPT (Centro de Pesquisa Teatral do SESC, coordenado por Antunes Filho), Rita Pisano interpreta Oliver Twist, Hercules Morais dá vida ao complexo e dúbio Velho Faguin, Leonardo Santiago e Ângela Ribeiro se dividem entre as crianças do orfanato onde Oliver foi criado e as crianças das ruas de Londres.

Com grande influência da experiência da companhia no CPT (Centro de Pesquisa Teatral do Sesc), a montagem se apresenta de maneira mais minimalista, focando na relação entre personagens e elementos essenciais à cena.

Oliver Twist foi contemplado pelo Edital Cultura Inglesa 2015. Em 2016, após apresentações no Festival, se apresentou no Sesc Campo Limpo. Em 2017 as apresentações aconteceram na 13ª edição do “Em Janeiro Teatro pra Criança é o Maior Barato” – São José do Rio Preto, no Sesc Belenzinho, no Circuito Cultural Paulista 2017, na Virada Cultural, no Sesc Campinas, no Teatro do Centro da Terra, no Sesc 24 de Maio, no Sesc Piracicaba. Em 2018, participou como convidado no 27º Festival de Teatro de Curitiba.

O espetáculo está entre os seis finalistas do VI Prêmio Aplauso Brasil de Teatro – categoria Melhor Espetáculo para o público Infantil e juvenil. Foi eleito pelo crítico Dib Carneiro Neto – site Pecinha é a Vovozinha – entre as Melhores Dramaturgias, Melhores Diretores e Melhores Atores e Atrizes da temporada 2017 de teatro para crianças e jovens em São Paulo.

image004

Oliver Twist
Com Angela Ribeiro, Leonardo Santiago, Hercules Morais e Rita Pisano
Teatro Alfa – Sala B (R. Bento Branco de Andrade Filho, 722 – Santo Amaro, São Paulo)
Duração 60 minutos
05/05 até 10/06
Sábado e Domingo – 17h30
$40
Classificação Livre

O SONHO NÃO ACABOU

Considerada a melhor banda de tributos aos Beatles no Brasil, fundada em 1976, a Beatles 4Ever realiza o show “O Sonho não acabou”, no Teatro J. Safra, sexta-feira, dia 11 de maio.

O espetáculo conta, com detalhes, a trajetória da banda britânica e é dividido em três partes. O início traz a fase da “beatlemania”, composta por músicas dançantes, incluindo grandes hits como “She Loves You”, “Twist And Shout”, “All My Loving” e A “Hard Day’s Night”. Nesta época que os Beatles usavam seus consagrados terninhos e o corte de cabelo “tigelinha”, revolucionário para a época. Em seguida, vem a fase psicodélica, tendo seu auge com o álbum Sargent Pepper’s Lonely Hearts Club Band e com o desenho Yellow Submarine. Neste momento, as cores tomam conta do espetáculo, com o uso das fardas, interpretações e músicas divertidas, como “Lucy In The Sky With Diamonds”, “Hello Goodbye” e “Penny Lane”. A última fase do show é composta pelas músicas lançadas próximo à separação dos Beatles, quando já começavam a transparecer seus estilos individuais. Canções grandiosas como “Don’t Let Me Down”, “Something” e “Let It Be” emocionam a plateia.

A maioria dos instrumentos e amplificadores são da mesma época daqueles utilizados por eles, o que torna a sonoridade mais próxima possível das gravações originais. O show do Beatles 4Ever sempre conta com um público composto por crianças, jovens e adultos, mostrando que a obra dos Beatles é atemporal e continua viva até hoje.  A banda cover procura interagir com a plateia, criando uma atmosfera intimista e descontraída.

 image002.png

Beatles 4Ever – O Sonho Não Acabou
Com Beatles 4Ever (Ricardo Felício, Raffa Machado, Nando Braga, Rene Zayon
Teatro J. Safra (Rua Josef Kryss, 318 – Barra Funda, São Paulo)
Duração 120 minutos
11/05
Sexta – 21h30
$40/$120
Classificação Livre

ADORÁVEIS CRIATURAS REPULSIVAS

A Companhia Casa da Tia Siré estreia seu primeiro espetáculo juvenil, Adoráveis Criaturas Repulsivas no dia 1º de maio, terça-feira, às 18h, na Oficina Cultural Oswald de Andrade. A temporada segue até 23 de maio com sessões sempre às terças e quartas, às 20h, com ingressos gratuitos.

O texto e as músicas são de Juh Vieira, que também assina a direção musical e está em cena ao lado de Andressa FerrareziArthur ChaconBreno BarrosClara KokFelipe Pan Chacon e Glauber Pereira. A direção geral é de Rogério Tarifa.

Dentro de um circo decadente as atrações são criadas e executadas por uma banda de insetos, um corvo e dois palhaços. O jogo entre os palhaços, o Sr. Realejo Amargus (Glauber Pereira) e Tunico (Andressa Ferrarezi) são utilizados para deflagrar a opressão existente no mundo do trabalho.

A ideia para o espetáculo partiu do desejo da Companhia de levar ao palco uma reflexão sobre os vínculos de trabalho questionando esses modos de relação naturalizados na sociedade atual. Adoráveis Criaturas Repulsivas faz uso de bonecos e músicas autorais para tratar sobre as relações sociais estabelecidas e deformadas pelos conceitos neoliberais.  “É uma tentativa de questionamento e provocação sobre essa realidade através da metáfora de um circo decadente e sujo representando esse jogo e sem o apontamento de uma saída”, fala Juh Vieira.

Na trama, o circo Pantaleon está decadente mas o show não pode parar. Os números passam a ser executados por um palhaço desempregado que se oferece para trabalhar no circo em condições precárias. Ele traz em suas confusas memórias as lembranças seu parceiro Sequela, um palhaço que se perdeu no mundo por não caber mais nele.

A dramaturgia do grupo tem como propósito descortinar a tensa relação entre o desenvolvimento humano e esse atual contexto social hostil às práticas coletivas, criativas e lúdicas. Em tempos de forte individualismo, empreendedorismo e fortalecimento do capitalismo, falar de vínculo, afeto e cuidado tornou-se uma ponte para a aproximação do grupo com o público”, completa Andressa Ferrarezi.

Com cerca de 8 músicas compostas para o espetáculo a trilha sonora costura a dramaturgia fazendo a função de um narrador relacionando os temas abordados em cena.

A peça integra o projeto CompArte: Gestando Poéticas – 10 Anos de Cia. Casa da tia Siré, contemplada com a 30ª. Edição do Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo, que resultou em duas novas montagens: DesPrincesa e Adoráveis Criaturas Repulsivas e prevê ainda as montagens de Gesta Mullier e Assombrosas – todas com dramaturgia própria. A proposta atual do grupo é dar continuidade a este intercâmbio ampliando as possibilidades de criação com estudos práticos e oficinas.

Sobre a Companhia Casa da Tia Siré

Em 2008, a Cia. Casa da Tia Siré montou o espetáculo Rua Florada, sem saída abordando jogos infantis e rituais de passagem, propondo uma reflexão acerca dos valores e das contradições de um mundo deformado pelos adultos, mas que ainda abriga possibilidades de transformação. O resultado percebido foi uma maior aproximação e uma crescente preocupação com o vínculo afetivo e o cuidado entre pais/mães e filhos/filhas, inclusive, durante as apresentações.

Nestes dez anos de existência da Companhia, alguns procedimentos mostraram-se bastante significativos dentro da proposta de interlocução com crianças, adolescentes e pais. Certas intervenções em espaços públicos e escolas – vivências de brincadeiras e piqueniques coletivos – foram potentes instrumentos de provocação ao reunir crianças e adolescentes no espaço de entrega e brincadeira.

As narrativas e experiências destes interlocutores contribuíram para a criação do pensamento, dos procedimentos e construção de cenas. Os espetáculos, oficinas e estudos do grupo propõe questões relacionadas à formação do individuo como o vínculo afetivo (Gesta Mullier), as questões de gênero (DesPrincesa), crenças e intolerância (Assombrosas), relações sociais (Adoráveis Criaturas Repulsivas) e diversidades culturais. E todo artista ou grupo convidado potencializa as vertentes do projeto com sua experiência artística e/ou militante.

Espetaculo Adoraveis Criaturas Repulsivas_Cia Casa da Tia Sire_20180424_Foto Jonatas Marques_30

Adoráveis Criaturas Repulsivas
Com Andressa Ferrarezi, Arthur Chacon, Breno Barros, Clara Kok, Felipe Pan Chacon, Glauber Pereira e Juh Vieira. 
Oficina Cultural Oswald de Andrade (Rua Três Rios, 363 – Bom Retiro, São Paulo)
Duração 80 minutos
01 até 23/05
Terça e Quarta – 20h
Ingresso Grátis (Retirar com 1h de antecedência)
Classificação 12 anos
 
Agendamentos para escolas: Litta Mogoff – 11 99698-7620 e Thaís Campos – 11 99654-0474.

SUTIL VIOLENTO

Depois da temporada de sucesso, em 2017, o espetáculo Sutil Violento, da Companhia de Teatro Heliópolis, reestreia no dia 5 de maio (sábado, às 20h), na Casa de Teatro Maria José de Carvalho, no bairro Ipiranga, em São Paulo. Com texto de Evill Rebouças e encenação assinada por Miguel Rocha (diretor e fundador do grupo), a montagem trata da violência sutil – visível ou comodamente invisível – presente em nosso cotidiano.

A encenação de Sutil Violento – com elenco formado por Alex Mendes, Arthur Antonio, Dalma Régia, David Guimarães, Klaviany Costa e Walmir Bess – começa com um frenesi cotidiano, as pessoas correm. Não param. Mal se percebem. Desviam umas das outras, em alguns momentos se esbarram e, em átimos de atenção, reparam que exitem outros, tão próximos e tão parecidos (ou tão diferentes?). Ali, logo ali, há um corpo caído no chão. Será um homem ou um bicho? Apenas se cansou ou não respira mais? Queria comunicar algo, mas será que conseguiu? Um olhar mais atento ao entorno começa a revelar abusos, agressões, confrontos e opressões diárias: formas de coerção privadas ou públicas. Sutis violências do nosso tempo, tão sutis que se tornam invisíveis, naturalizadas.

O diretor Miguel Rocha explica que o espetáculo aborda o tema microviolência por meio de uma estrutura fragmentada, tanto na cena quanto no texto. “A dramaturgia é composta por um conjunto de elementos: ações físicas, movimentos, música ao vivo e texto”, diz. Na encenação não há personagens com trajetórias traçadas, mas figuras cujas relações com o contexto social estão em foco, a exemplo da mulher que é silenciada e do jovem que usa sapatos de salto diante de olhares atravessados. “As microviolências se revelam a partir dessas relações que se estabelecem entre essas pessoas e a sociedade”, argumenta.

A encenação tem trilha sonora de Meno Del Picchia, executada ao vivo (guitarra, violoncelo e percussão). A música também tem sua carga dramatúrgica em Sutil Violento e ajuda a estabelecer as tensões entre as figuras, muitas vezes a força do discurso está na musicalidade ou na própria canção interpretada. Outro ponto importante é o espaço cênico: a Companhia de Teatro Heliópolis optou pela instalação (de Marcelo Denny) ao invés da cenografia. Nada convencional, o cenário cedeu lugar a um ambiente todo em vermelho (piso, paredes e arquibancadas) que, ao primeiro contato, já propõe sensações diversas.

Miguel Rocha conclui que o espetáculo quer pontuar as microviolências do nosso tempo, do Brasil de hoje, quer mostrar que as pequenas ou sutis violências se potencializam mediante suas naturalizações. “Sutil Violento é muito mais provocação que denúncia. Cada um vai compreender o espetáculo pela perspectiva pessoal. Por isso acho importante trabalhar com símbolos em cena, que reverberam sempre de forma diferente para cada pessoa. O espectador vai se deparar com alguns deles em Sutil Violento. É importante fazê-lo pensar, e um artifício bom para isto é mesmo a provocação.

Sutil Violento é resultado do projeto Microviolências e Suas Naturalizações, contemplado pela Lei de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo. Uma série de atividades foi realizada, em 2016, durante o processo de pesquisa. Além de entrevistas com pessoas da comunidade de Heliópolis, o grupo promoveu encontros para discutir a “Naturalização da Violência” com importantes pensadores e ativistas: Leonardo Sakamoto, Marcia Tiburi, Zilda Iokoi e Bruno Paes Manso. Os debates, mediados por Maria Fernanda Vomero (também provocadora no processo), foram fundamentais para a construção do trabalho. O projeto teve ainda Alexandre Mate e Marcelo Denny como provocadores teatrais, Lúcia Kakazu na direção de movimento e Samara Costa na criação do figurino, entre outros.

Sutil Violento
Com Alex Mendes, Arthur Antonio, Dalma Régia, David Guimarães, Klaviany Costa e Walmir Bess. 
Casa de Teatro Maria José de Carvalho (Rua Silva Bueno, 1533. Ipiranga, São Paulo)
Duração 90 minutos
05/05 até 08/07 (26 e 27/05 e 24/06)
Sábado – 20h, Domingo – 19h
Pague quanto puder (bilheteria 1h antes das sessões)
Classificação 14 anos