CARMEN

Sucesso absoluto de público e crítica, a versão de Nelson Baskerville para Carmen, inspirada na novela clássica de Prosper Mérimée, volta em cartaz no TUCARENA entre 16 de junho e 29 de julho, com sessões às sextas, às 21h; aos sábados, às 21h30; e aos domingos, às 20h.  Texto de Luiz Farina, direção de Nelson Baskerville com Natalia Gonsales, Flávio Tolezani e Vitor Vieira no elenco.

SINOPSE

Carmen e José vivem uma trágica paixão. Na trama, ele narra o seu amor por Carmen e o motivo que o levou a prisão. Já ela, através da obliquidade dos olhos, narra o seu ponto de vista em relação a história.

Palavras do diretor

Uma história contada e recontada nas mais variadas formas e gêneros. Carmen surgiu como romance em 1845 e já foi filme, ópera e novela nas mãos de grandes mestres. Um clássico.  A pergunta recorrente que todos se fazem ao remontar a peça é: por que fazê-la? Para mim, porque pessoas continuam morrendo por isso e precisamos recontar a história até que não sobre nenhuma gota de dor.

Na atual encenação elementos clássicos como a dança flamenca, os costumes ciganos, a tauromaquia, entre outros, são ressignificados ao som de guitarras distorcidas, microfones e coreografias para que não reste dúvida de que estamos repetindo histórias tristes de amor, de paixões destruidoras.

O ponto de vista que nos interessa é o de Carmen, a mulher assassinada, dentro de uma sociedade que pouco mudou de comportamento ao longo dos séculos, que aceitou brandamente crimes famosos cometidos contra mulheres como os de Doca Street, Lindomar Castilho e mais recentemente de Bruno, o goleiro. Crimes muitas vezes justificados pela população pelo comportamento lascivo das vítimas, como se isso não fosse aceito em situações invertidas relativas ao comportamento masculino. O homem pode. A mulher não. Nessa encenação Carmen morre não porque seu comportamento justifique qualquer tipo de punição, mas porque José é um homem, como tanto outros, doente como a sociedade que o criou”.

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Carmen
Com Natalia Gonsales, Flávio Tolezani e Vitor Vieira
Tucarena (Rua Monte Alegre, 1024, Perdizes, São Paulo)
Duração 60 minutos
16/06 até 29/07
Sexta – 21h, Sábado – 21h30, Domingo – 20h
$50
Classificação 12 anos

LEOPOLD E LOEB, O MUSICAL

A Néctar Cultural (“Meu Amigo, Charlie Brown”, “O Louco e a Camisa”) prepara sua versão musical sobre a história de dois amigos, Nathan Leopold e Richard Loeb, que assassinaram um jovem de 14 anos de idade, em 1924, pela simples vontade de cometer um crime perfeito.

O caso inspirou vários filmes e peças. Em 1929, Patrick Hamilton lançou sua peça “Rope” (“Corda” – 1929), que inspirou o filme homônimo (“Festim Diabólico“) de Alfred Hitchcock (1948). Depois vieram livro, filme, peças, seriados e até graphic novel (“Ice Haven” – 2005).

Os dois assassinos serão interpretados por Leandro Luna (“Chaplin – O Musical”) e André Loddi (“Cinderella, o Musical”).

(P.S. O título da matéria não é o título do musical)

A história dos dois assassinos

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Leopold e Loeb

Nathan Freudenthal Leopold, Jr. (1904-1971) e Richard Albert Loeb (1905 – 1936), mais conhecidos como “Leopold e Loeb“, eram dois jovens, namorados, estudantes da Universidade de Chicago. Ambos pertenciam as famílias mais ricas e prósperas da cidade, e eram extremamente inteligentes.

Baseados na obra de Friedrich Nietzsche, “Übermensch” (“Super-Homem”), resolveram cometer o crime perfeito. O escolhido foi Robert Franks, de 14 anos de idade, primo de Loeb.

Antes do assassinato, Leopold escreveu para Loeb: “Um super-homen (…) é, em virtude de certas qualidades superiores inerentes a ele, isento das leis comuns que regem os homens. Ele não é responsável por qualquer coisa que ele possa fazer.

O crime

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Robert Franks e seu pai (1924)

O crime aconteceu em 1924, quando ambos atraíram o garoto para dentro de um carro e o mataram com uma pancada em sua cabeça. Depois, jogaram ácido clorídrico no corpo para dificultar seu reconhecimento, e o abandonaram em um uma rodovia no estado vizinho de Indiana.

Ao retornarem para Chicago, ligaram para os pais de Frank, dizendo que o filho havia sido sequestrado. Só que antes do resgate ser pago, um trabalhador encontrou o corpo do garoto, e junto a ele, um par de óculos com uma armação rara e sofisticada. Em Chicago, apenas 3 pessoas tinham comprado o modelo. Uma delas era Nathan Leopold.

Com isso, os dois rapazes acabaram confessando e começou uma cobertura do ocorrido pela imprensa, de uma maneira jamais vista. O crime chocou o país quando se soube o motivo que os levaram a assassinar o garoto.

O julgamento

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Clarence Darrow

O julgamento de Leopold e Loeb foi um dos primeiros casos nos Estados Unidos a ser apelidado de “julgamento do século“. Para atuar como advogado de defesa, foi contratado Clarence Darrow, que veio a se tornar uma lenda no direito americano.

Enquanto todos esperavam que os assassinos alegassem insanidade mental, Darrow surpreendeu a todos quando ambos se declararam culpados. Com isso, o advogado conseguiu evitar o júri popular, o que poderia levar seus clientes à pena de morte; e assim pode montar seu caso frente a apenas ao juiz do caso, John R. Caverly.

Foram nas horas finais do julgamento, que Darrow fez uma declaração, que foi considerada a melhor de sua carreira. O discurso incluía: “Esse terrível crime era inerente a esses garotos, que se originou no passado … devemos culpar alguém que tomou os ensinamentos de Nietzsche em sua vida? … devemos realmente condenar um garoto de 19 anos pela filosofia que foi obrigado a absorver na faculdade?”

A sentença

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Leopold e Loeb

O juiz sentenciou Leopold e Loeb a prisão perpétua por assassinato, adicionados 99 anos pelo sequestro.

Em 1936, Loeb foi morto por outro prisioneiro. Leopold chegou a ser solto em 1958, após 33 anos preso. Escreveu um livro sobre o assunto (“Life Plus 99 Years“). Morreu em 1971.

O ‘crime perfeito’, o tórrido envolvimento amoroso dos assassinos, o julgamento, a atuação magistral do advogado e todas as suas consequências,  impactaram profundamente a sociedade ocidental e em especial o mundo cultural.

 

BOCA DO CÉU – ENCONTRO INTERNACIONAL DE CONTADORES DE HISTÓRIAS

Celebrando o encerramento da oitava edição do BOCA DO CÉU – ENCONTRO INTERNACIONAL DE CONTADORES DE HISTÓRIAS, o Auditório Ibirapuera recebe o espetáculo Todo Nó Cego Eu Desato, dia 25 de maio, sexta-feira, às 20h.
A noite de contos e música reúne artistas convidados, músicos e contadores de histórias. São eles: Ana Sofia Paiva (Portugal), Charlotte Blake Alston (EUA), Clara Morais (BA), Crianças da Oca Escola Cultural (SP), Gabi Guedes (BA), Gabriel Levy (SP), Paulo Freire (SP/BR)), Thomas Howard (SP), Valdeck de Garanhuns (PE/ SP), Vinicius Mazzon (PR) e Vitor Lopes (SP), sob a direção de Regina Machado.
As convidadas internacionais, representam respectivamente a narração oral em Portugal e a tradição narrativa afro americana dos EUA. As crianças da Oca Escola Cultural, de Carapicuíba, trazem seus tambores e a narração de um romance da cultura popular brasileira. A apresentação tem como objetivo apresentar diferentes manifestações da Arte da Palavra presentes na tradição popular brasileira e em outras culturas do mundo.
Criado em 2001, o Boca do Céu é considerado o maior encontro de contadores de histórias do Brasil. A última edição do evento bienal, que ocorreu em 2016, ofereceu atividades com mais de 80 artistas nacionais e 9 contadores estrangeiros, e recebeu 10,3 mil pessoas ao longo de oito dias de programação.
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Boca do Céu – Encontro Internacional de Contadores de Histórias
Com Todo Nó Cego Eu Desato
Auditório Ibirapuera (Avenida Pedro Álvares Cabral, s/nº – Parque do Ibirapuera)
25/05
Sexta – 20h.
Grátis (sujeito à lotação dos espaços)
Classificação Livre

PARA DUAS (ciclo de leituras dramáticas)

A Casa do Saber – São Paulo apresenta no seu Ciclo de Leituras Dramáticas, a peça “Para Duas“, texto de Ed Anderson, sob direção de Elias Andreato, com Chris Couto, Claudio Curi e Karin Rodrigues, no sábado, 26 de maio, a partir do meio dia.

Toda percepção é memória, escreveu Henri Bergson: “Nós só percebemos, praticamente, o passado; o presente puro sendo o inapreensível avanço do passado a roer o futuro”. Ainda que de maneira imperceptível, a vida de cada um é emoldurada por esses vestígios, e lidar com eles se torna uma tarefa ainda mais grave quando eles tomam forma e ressurgem.

Em “Para Duas”, um reencontro entre mãe e filha apresenta uma sensível reflexão sobre escolhas e (o lidar com as) consequências, amor e recusa, solidão e presença, mas também sobre a fragilidade da culpa e do perdão quando o que está em jogo, com a pressão do tempo (sempre escasso) são as verdades que emergem violentamente. Não menos importante, o texto demonstra como é preciso, para ir adiante, reconhecer e aceitar os vincos deixados no tecido da vida.

Casa do Saber apresenta um ciclo de leituras preparadas por grandes nomes do teatro nacional. Idealizado por Maria Fernanda Cândido, atriz e sócia da Casa do Saber, cada encontro apresenta a visão e o estilo de cada diretor, buscando, na diversidade de textos e abordagens de interpretação, novos olhares sobre o ofício do teatro e da vida. A cada encontro, o ciclo de leituras se apresenta também como uma demonstração não apenas da vivacidade e atualidade de cada texto, mas como um representante da força sempre presente da expressão teatral.

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Para Duas (Ciclo de Leituras Teatrais)
Com  Chris Couto, Claudio Curi e Karin Rodrigues
Casa do Saber (R. Dr. Mario Ferraz, 414 – Itaim Bibi, São Paulo)
26/05
Sábado – 12h
Grátis (Inscrições gratuitas pelo site – https://goo.gl/ubHggX , exclusivamente. Vagas limitadas e sujeitas à lotação do espaço)

PROBLEMA MEU

Clarice Falcão apresenta o show Problema Meu, dia 22 de maio, terça-feira, às 21h, no Teatro Porto SeguroAcompanhada por João Erbetta (guitarra), Bubu (baixo), Pedro Garcia (bateria) e Danilo Andrade (teclados), a cantora, compositora, escritora, atriz e roteirista pernambucana mostra as canções do seu segundo disco, Problema Meu, lançado em 2016.

Produzido por Kassin, o álbum tem quatorze faixas, onze delas autorais. O disco conta ainda com Banho de Piscina, assinada por João Falcão, pai de Clarice; A Volta do Mecenas, do jovem compositor Matheus Torreão; e uma versão balada do hit electropop L’Amour Toujours (I’ll Fly With You), sucesso do DJ italiano Gigi d’Agostino.

Clarice canta também novas canções como IrônicoEu Escolhi VocêComo É Que Eu Vou Dizer Que Acabou? e Eu Sou Problema Meu, que inspira o título do CD, além de músicas de seu primeiro álbum, Monomania (2013). A direção artística da turnê é realizada por um coletivo de mulheres formado pela designer Julia Liberati, pela figurinista Elisa Faulhaber, pela empresária Michelly Mury e pela própria Clarice Falcão.

 

Problema Meu
Com Clarice Falcão
Teatro Porto Seguro (Al. Barão de Piracicaba, 740 – Campos Elíseos, São Paulo)
Duração 75 minutos
22/05
Terça – 21h
$70/$100
Classificação 12 anos

NOSSAS TRILHAS

Nossas Trilhas é um espetáculo em capítulos, uma revista de flashes e impressões de nossa História – entremeados com músicas e canções – que trazem a reflexão sobre as questões contemporâneas do Brasil.
A peça transita por momentos que vão desde a colonização, passando pelo cotidiano de ambulantes do transporte público e sua irreverência, pela peculiar conversa com um ET, por um filósofo morador de rua e seu amor pelos cachorros, pela mente afiada dos repentistas nordestinos, pelo doloroso “7×1” e pela indagação de onde de fato nos encontramos depois de quase dois séculos de independência.
E, é claro, sem esquecer o bom humor.
texto e direção geral é de Caio Salay, que em 2015 estrelou o sucesso “Urinal, o Musical”, no papel do protagonista Bonitão.
elenco conta ainda com Diego RoddaFlávio Rubens e Pedro Macedo, além da participação especial de Nábia Villela.
Nossas Trilhas
Com Caio Salay, Diego Rodda, Flávio Rubens, Pedro Macedo, Nábia Villela
Teatro Viradalata (Rua Apinajés, 1387, Sumaré – São Paulo)
Duração 80 minutos
02/06 até 29/07
Sábado – 21h30, Domingo – 19h
$50
Classificação Livre

THE RATOS (OU O CAMARIM DA FAMA ENCARDIDA)

Esta é a história de dois ratos cheios de particularidades que, após serem maltratados pela sociedade, decidem mudar de vida. Bruck e Burguer querem realizar o sonho de se tornarem Ratos da Páscoa, para que quem sabe, possam ser aceitos e amados. Por isso, decidem roubar os ovos de chocolate do coelho Pimpão. Porém, o encontro com a menina Anjolinda não é bem como eles planejaram.
Um espetáculo cheio de cores, rock and roll, gagues de palhaço e um friozinho na barriga. Afinal, o que é certo e errado? O que é para rir ou para chorar? O que é uma amizade verdadeira e o que são sonhos impedidos de serem realizados? O espetáculo não traz respostas. Apenas nos mostra caminhos. E queremos descobrir a melhor forma de caminhar. Vamos?
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The Ratos (ou o camarim da fama encardida)
Com Danilo Mora, Kleber Ramos, Samantha Verrone, Tati Takiyama, Leandro Santoro, Rafael Puglia
Teatro Dr. Botica (Rua Domingos Agostim, 91 – Tatuapé, São Paulo)
Duração 50 minutos
26 e 27/05
Sábado e Domingo – 18h
$30
Classificação Livre