BAGAGEM

O ator Marcio Ballas, que pesquisa há 20 anos as linguagens do palhaço e da improvisação teatral, conta ao público alguns episódios que marcaram a sua infância no espetáculo Bagagem, com direção de Rhena de Faria. A peça estreia no dia 18 de maio Teatro Eva Herz, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, onde segue em cartaz até 27 de julho, com sessões às quintas e sextas-feiras, às 21h.

Nos anos de 1950, o militar Gamal Abdel Nasser tornou-se presidente do Egito e implantou várias medidas para limitar a presença de estrangeiros no país, o que gerou uma guerra responsável pela expulsão de milhares judeus da região. Os pais de Ballas foram obrigados a abandonar sua terra natal nessa circunstância e embarcaram em um navio com destino ao Brasil.

Segundo o ator, a ideia de contar ao público as histórias de sua família surgiu em um jantar. “Em uma sexta feira, fui comer na casa da minha mãe. Na sobremesa, tinham vários doces incríveis e um pequeno cacho de bananas. Brinquei dizendo que ninguém escolheria a fruta. Ela disse: ‘Não fale assim. Um dia, isso foi o meu almoço’. Eu achei que ela estava brincando, mas ela contou que quando chegaram refugiados do Egito, não tinham dinheiro para comida. Então, por várias vezes, almoçaram bananas! Nesse dia, pensei: quero compartilhar as histórias da minha família em um espetáculo“, explica Ballas.

Em cena, Ballas apresenta uma visão bem-humorada e poética sobre as histórias de sua família e a Cultura Judaica em forma de pequenas crônicas, com os temas infância, melhor amigo, pai, mãe e férias. As técnicas de improviso teatral são usadas quando o ator convida a plateia para entrar na cena e a participar da peça.

Em 2010, eu organizei um Festival de Improviso no Brasil e trouxe convidados internacionais. Um deles era o mestre Omar Argentino, que apresentou um solo de improviso. Eu fiquei maravilhado. Eu não sabia que dava para improvisar sozinho, não sabia que era possível! Essa ideia ficou na minha cabeça durante 7 anos, até que eu tomei coragem e decidi: está na hora de fazer o meu solo. Misturei o improviso com textos escritos e surgiu o espetáculo“, conta o improvisador.

SINOPSE

Bagagem é o solo do ator Marcio Ballas, que há vinte anos vem se desenvolvendo nas linguagens do Palhaço e da Improvisação Teatral, tendo se tornado uma referência nessas áreas. Filho de imigrantes judeus egípcios, Ballas resgata, a partir de suas lembranças de infância, parte importante da história de sua família. O resultado disto é um espetáculo divertido e singelo, que mescla poesia com boas doses de humor e improvisação, além de aproveitar uma das grandes qualidades do ator: a sua capacidade de se relacionar com a plateia, trazendo o espectador literalmente para dentro da cena.

Bagagem

Com Marcio Ballas

Teatro Eva Herz – Livraria Cultura Conjunto Nacional (Avenida Paulista, 2073, Bela Vista, São Paulo)

Duração 60 minutos

18/05 até 28/09 (sessão dia 07/09 – 18h)

Sexta – 21h

$60

Classificação 12 anos

CIRCO DA TURMA DA MÔNICA – O PRIMEIRO CIRCO DO NOVO MUNDO

Maior espetáculo já produzido nos estúdios da Maurício de Sousa Produções, Circo da Turma da Mônica – O Primeiro Circo do Novo Mundo, já tem data para estrear: será no dia 7 de julho, em São Paulo, no Teatro Opus do Shopping Villa Lobos. A temporada se estende por Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Belém, Recife, Brasília, Curitiba, Natal, Fortaleza, Porto Alegre. As vendas já estão abertas por meio do site www.circoturmadamonica.com.br e nas bilheterias dos teatros.

Com supervisão geral de Mauricio de Sousa e participação mais que especial do eterno trapalhão Dedé Santana como mestre de cerimônia, além de Rodrigo Robleño, reconhecido internacionalmente por seu trabalho no espetáculo Varekai do Circo Du Soleil, o Circo da Turma da Mônica – O Primeiro Circo do Novo Mundo é um espetáculo que promete encantar e surpreender o público pela sua grandiosidade.

Quem está à frente como produtor e diretor geral é Mauro Sousa, que lidera a Mauricio de Sousa Ao Vivo, responsável por transformar as histórias em quadrinhos em experiências lúdicas, educativas e culturais. “É uma honra e uma grande responsabilidade trocar experiências e dirigir pessoas como Dedé Santana e Rodrigo Robleño, além de um brilhante time de elenco e bailarinos. O Circo da Turma da Mônica é um projeto totalmente diferente do que já fizemos até hoje, é desafiador e grandioso. Esperamos que o espetáculo cumpra o seu papel de entreter e emocionar, que são características intrínsecas da Turma da Mônica, mas que também alcance um patamar de excelência de superprodução brasileira”, afirma Mauro Sousa.

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Circo Turma da Mônica – O Primeiro Circo do Novo Mundo

Com Turma da Mônica, Dedé Santana e Rodrigo Robleño

Teatro Opus – Shopping Villa Lobos (Av. das Nações Unidas, 4777 – Alto de Pinheiros – São Paulo)

Duração 80 minutos

07/07 até 19/08

Sábado e Domingo – 16h

$75/$150

Classificação Livre

PATROA RICA, PODE

Patroa Rica, Pode!  Uma comédia investigativa que fará o público se divertir enquanto tenta descobrir o ou os culpados, estreia no Teatro Ruth Escobar, dia 27 de maio, às 19h30..

Estela, é uma jovem viúva que perdeu seu marido num estranho acidente de automóvel que, depois de muito tempo, fica esclarecido que o freio foi cortado, mas a história toma outro rumo e quando todos acham que o crime está solucionado, outro detalhe entra em cena… E tudo muda.  Entre os suspeitos estão o mordomo (sempre o mordomo!), o motorista, a amante e a própria Estela.

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Patroa Rica, Pode!

Com Paulo Cesar Junior, Mayara Dornas, Diego Muras, Cris Affonso

Teatro Ruth Escobar – Sala Gil Vicente (Rua dos Ingleses, 209 – Bela Vista, São Paulo)

Duração 90 minutos

27/05 até 29/07

Domingo – 19h30

$60

Classificação 12 anos

POLÍTICA DA EDITORA

Qual é o percurso que uma obra de arte faz até chegar ao público? Esse é o ponto de partida da peça “Política da Editora”, criação do dramaturgo Eduardo Aleixo publicada pela Editora Giostri. O espetáculo chega aos palcos pela primeira vez com direção de Cintia Lopes entre os dias 1º de junho e 2 de julho, na SP Escola de Teatro – Sede Roosevelt, com sessões às sextas, sábados e segundas, às 21h; e domingos, às 19h, totalizando 20 apresentações. Os ingressos custam até R$ 30 e são vendidos somente na bilheteria e em dinheiro.

No texto carregado de ironia, um escritor luta para ter seu livro integrando o catálogo de uma grande editora. Escritor, Editor, Revisora e Tradutora entram em conflito em uma sala de reuniões. Pouco a pouco, são revelados os mecanismos de poder que permeiam as relações entre arte e mercado, convertendo uma obra em fetiche de mercadoria.

Para contar essa história, Cintia Alves buscou referências modernistas. “A ideia que norteia todos os elementos estéticos da peça é provocar um estranhamento, assim como uma dialética do entendimento, não só entre texto e subtexto, mas também entre uma dramaturgia realista e uma encenação expressionista”, conta.

Escrita em 2015, a peça venceu o Concurso Jovens Dramaturgos do SESC, recebeu menção honrosa no Programa Nascente da USP e obteve o segundo lugar no Prêmio Martins Pena da União Brasileira de Escritores. “O texto é sobre escrever, publicar e ler. A ideia é inserir o público nessa cadeia produtiva, para que ele se aproprie dela. Terminar de escrever um livro muitas vezes não é o fim, mas o começo da jornada. O percurso da obra de arte até chegar ao público pode ser tão intrigante quanto as trajetórias de Josef K. ou Bartleby”, comenta o autor do espetáculo.

Formado em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco, Aleixo estudou Dramaturgia na Escola Livre de Teatro de Santo André, com Solange Dias, na SP Escola de Teatro e no SESI-British Council, com Marici Salomão, e no Teatro J. Safra, com Cintia Alves.

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Política da Editora

Com Adriana Azenha, Eduardo Bartolomeu, Jany Canela, Miriam Limma e Rogério Favoretto

SP Escola de Teatro – Sede Roosevelt (Praça Roosevelt, 210, Centro, São Paulo)

01/06 até 02/07

Sexta, Sábado – 21h, Domingo – 19h, Segunda – 21h

$30

Classificação 12 anos

A PROFISSÃO DA SRA. WARREN

Com diálogos ácidos e brilhantes, a tragicomédia A Profissão da Sra. Warren, do irlandês Bernard Shaw, considerado um dos maiores dramaturgos de língua inglesa ganha uma nova encenação com direção de Marco Antônio Pâmio e tradução da atriz Clara Carvalho.

A trama começa em uma casa de campo em Surrey, que a jovem e inteligente Vivie Warren (Karen Coelho) alugou para estudar direito. Com apenas 22 anos, a menina foi criada longe de casa e estudou nos melhores colégios e frequenta a Universidade de Cambridge. Por isso, ela não conviveu com a mãe, Sra Warren (Clara Carvalho).

Neste lugar, Vivie recebe a visita de amigos da mãe que não conhecia, como o arquiteto Praed (Mário Borges), um tipo romântico e esteta; o jovem de moral duvidosa Frank Gardner (Caetano O’Maihlan), que logo se enamora da moça; o barão milionário Sir. George Crofts (Sergio Mastropasqua); e o reverendo Samuel Gardner (Cláudio Curi), pai de Frank, o mais velho conhecido da Sra. Warren, cujo passado esconde uma chocante revelação.

Entre discussões fervorosas e bem-humoradas sobre o enriquecimento, a hipocrisia social e os paradoxos morais, a filha descobre que sua educação refinada foi financiada por uma rede internacional de bordéis comandada pela Sra. Warren. A mãe entrou para essa vida por necessidade, mas, no final das contas, torna-se uma bem-sucedida empresária do ramo e trabalha por puro prazer.

Escrita entre 1893 e 1894, “A Profissão da Sra. Warren” foi proibida de ser encenada na Inglaterra e nos Estados Unidos no começo do Século 20. “A peça tem um caráter transgressor, com discussões muito à frente de seu tempo, principalmente no que tange ao papel da mulher na sociedade. Shaw nos fala do hoje tão discutido ‘empoderamento feminino’ quando esse tipo de debate era impensável na época. Ele nos fala de ‘uma nova mulher’: independente, ‘dona do seu nariz’, com opinião e personalidade próprias. Na época da peça, as mulheres sequer podiam votar”, comenta Pâmio.

A montagem assume a opção estética de deslocar a ambientação da trama, que foi escrita na última década do século 19, para os anos de 1950. “Manter a encenação fiel à época original nos faria correr o risco de soar anacrônicos diante de tantas conquistas da mulher durante este século e pouco que nos separa da época em que a peça foi escrita e os dias de hoje. Trazer a história para a atualidade também soaria estranho. Assim, a década de 1950 nos situa nesse terreno intermediário, quase ‘pré-feminista’. Estamos falando de assuntos bastante espinhosos, mas ainda num contexto ‘de época’“, acrescenta.

Essa mudança de contexto implica mudanças na cenografia e figurino. “Os figurinos seguirão essa tendência de uma maneira bastante fiel. O texto possui quatro atos, sendo que nenhum deles acontece no mesmo ambiente. Para evitar a quebra da fluência na narrativa através de trocas de cenário durante os entreatos, optamos por uma cenografia mais neutra e abstrata, em que os ambientes são mais sugeridos do que traduzidos de maneira realista. A trilha sonora preencherá os climas de tensão e distensão da trama, alicerçada fundamentalmente nos embates verbais entre os personagens e as ideias que eles defendem, através não só de temas musicais mas também de outras sonoridades”, comenta o diretor.

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A Profissão da Sra. Warren

Com Clara Carvalho, Karen Coelho, Caetano O’Maihlan, Cláudio Curi, Mario Borges e Sergio Mastropasqua

Auditório MASP (Avenida Paulista, 1578 – Bela Vista, São Paulo)

Duração 100 minutos

11/05 até 22/07

Sexta e Sábado – 21h, Domingo – 20h

$30/$50

Classificação 12 anos