MICHAEL JACKSON NA BROADWAY

A vida de Michael Jackson chegará nos palcos da Broadway a partir de 2020. Foi anunciado que o The Estate of Michael Jackson, a fundação que administra os bens do cantor, firmou uma parceria com a Columbia Live Stage, para criar o espetáculo.

Os primeiros nomes divulgados para o musical são o de Lynn Nottage, responsável por escrever o texto; e o do Christopher Wheeldon, que será o diretor.

AC1_1109_LynnNottage_OperaFusion.5823615f469f3Lynn Nottage é uma dramaturga norte americana. Professora do Departamento de Teatro da Universidade da Columbia, foi a primeira (e única até o momento) mulher a ganhar o Pulitzer duas vezes – a primeira por Ruined (2009) e a segunda por Sweat (2017). Suas obras costumam retratar comumente a vida de pessoas marginalizadas.

Christopher WheeldonChristopher Wheeldon é um coreógrafo inglês. Atuou como bailarino no Royal Ballet de Londres e no New York City Ballet, onde em 1997, foi contratado como coreógrafo. Algumas de suas obras de destaque são “As Aventuras de Alice no País das Maravilhas“, “O Conto de Inverno” e “Um Americano em Paris“, que lhe rendeu o Tony de melhor coreografia (2015).

INSONES

Com texto inédito de Victor Nóvoa e direção de Kiko Marques, ganhador do prêmio Shell, APCA, Aplauso Brasil e Qualidade Brasil pelo espetáculo CAIS ou da Indiferença das Embarcações, e também ganhador do APCA por Sínthia, o espetáculo INSONES estreia dia 21 de junho, quinta-feira, às 20h30, no Auditório do Sesc Pinheiros.

O elenco reúne atores de diferentes trajetórias no teatro, Fernanda RaquelHelena CardosoPaulo Arcuri e Vinícius Meloni – indicado ao prêmio Shell em 2011 por sua atuação em Cidade Fim – Cidade Coro – Cidade Reverso do Teatro de Narradores. Para compor o jogo entre luz e cenário estão Eliseu Weide e Marisa Bentivegna. Os figurinos são assinados por Ozenir Ancelmo e Ana T. e a trilha sonora por Carlos Zhimber.

Em INSONES, quatro figuras passaram 365 noites em claro e tentam incessantemente finalizar a contagem regressiva para o ano que virá. A comemoração é constantemente interrompida por acontecimentos insólitos, revelando relações humanas descartáveis e violentas. A história se mantém por um fio tênue, porém mais importante que a trama são os estados gerados por esse mundo em funcionamento contínuo no qual habitam os personagens. Essas figuras fazem emergir questões fundamentais em nossos dias, como o excesso de estímulos e o crescente controle do tempo e da experiência.

O mundo sem sombras, que explode em violência de tempos em tempos em INSONES, carrega traços em comum com outras peças de Victor Nóvoa, como Condomínio Nova Era e Entre Vãos – desenvolvidas com seu coletivo A Digna – e Verniz Náutico para Tufos de Cabelo, que tratam da mercantilização das relações humanas que se dá de diferentes maneiras em nossa sociedade. “É um engano estrutural achar que consumimos coisas, é o tempo que se comercializa. Por isso estamos soterrados por um fluxo incessante de estímulos. Não querem que paremos nem por um instante. Dormir é profanar a liturgia do mercado”, diz o dramaturgo.

O diretor Kiko Marques assume o estilo de escrita não linear de Victor Nóvoa permitindo a abertura de inúmeras camadas de significação do texto. “Nossa opção é pelo teatro e pelo jogo entre os atores. Daí Insones ser uma espécie de desencontro que acontece com hora marcada e lugar definido para seu não acontecimento explosivo e ofuscante“, fala Marques.

O projeto de montagem da peça foi impactado pela leitura de obras como 24/7 – capitalismo tardio e os fins do sono de Jonathan Crary e Sociedade do Cansaço de Byung-Chul Han, que trazem reflexões sobre os dispositivos de poder na vida contemporânea.

A peça INSONES reafirma a parceria de Victor Nóvoa e Fernanda Raquel, iniciada em Verniz Náutico para Tufos de Cabelo, unidos em mais um projeto pela urgência em criar espaços e temporalidades onde as noções de compartilhamento e produção do comum, tão em crise em nossos tempos, possam acontecer. A montagem foi contemplada pelo PROAC 01/2017.

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Insones

Com Fernanda Raquel, Helena Cardoso, Paulo Arcuri e Vinicius Meloni. Atriz substituta: Fani Feldman.

Sesc Pinheiros – Auditório (R. Pais Leme, 195 – Pinheiros, São Paulo)

Duração 55 minutos

21/06 até 21/07

Quinta, Sexta, Sábado – 20h30

$25 ($7,50 – credencial plena)

Classificação 14 anos

N

Os famosos relatos de Anne Frank, a garota judia alemã que viveu refugiada durante toda a Segunda Guerra Mundial, serviram para inspirar a Cia. Arte-Móvel ao discutir a questão dos refugiados na peça N. O espetáculo que tem duas apresentações gratuitas nos dias 23 e 24 de junho, na Galeria Olido, às 20h e às 19h, respectivamente.

Com concepção e direção de Otávio Delaneza, a peça retrata acontecimentos recorrentes a vida de tantas pessoas que fogem de seus países em busca de condições para existir.

Em um universo cheio de poesia, a montagem cria uma reflexão sobre a condição de vida refugiada e sobre como as pessoas são “nada”, “ninguém” ou “nenhum” ao longo de suas existências. Basta que não sejam aceitas, que não tenham a liberdade de existir como são para que o silêncio do refúgio aconteça.

Arte-Móvel especializou-se na mescla de linguagens entre o corpo expressivo, a interpretação e o teatro de animação e objetos. São artistas que buscam o potencial transformador da arte. E, por meio de projeto como estes, encontram mecanismos de democratizar o acesso a cultura de forma potente e eficaz.

O espetáculo é uma das atrações do projeto “Por um Estado de Liberdade”, contemplado pelo edital ProaAC 02/2017 – Concurso de apoio a projetos de circulação de espetáculos de teatro. A iniciativa prevê a circulação da peça pelas 11 cidades de São Paulo que receberam o maior número de refugiados estrangeiros até 2015, destacando histórias marcadas pela imigração oriunda de guerras.

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N

Com Gabriel Mazon, Lays Ramires e Matheus Luis

Galeria Olido – Sala Paissandú (Avenida São João, 743, 2º andar – Centro, São Paulo)

Duração 55 minutos

23 e 24/06

Sábado – 20h, Domingo – 19h

Grátis (ingresso com uma hora da sessão)

Classificação Livre

Informações: facebook.com/ciaArteMoveldeTeatro/ ou (19) 99263.7088

REFÚGIO

Com direção e dramaturgia de Alexandre Dal Farra, o espetáculo Refúgio estreia no Sesc Bom Retiro, dia 22 de junho, sexta-feira, às 21h. No elenco estão Marat DecartesFabiana GugliAndre Capuano Carla Zanini e Clayton Mariano.

Em um contexto aparentemente cotidiano, algumas pessoas começam a ir embora, não se sabe para onde nem para quê. Uma mulher procura entender o que está acontecendo, seu marido a acompanha nesta busca. O mundo ao redor deles caminha para uma completa desestruturação, e ela mergulha cada vez mais em uma angústia sem solução, até que tudo se transforma em algo completamente novo e estranho.

Na trama, nada se explica completamente. A linguagem lacunar das personagens não se deve às suas características psicológicas, mas sim a uma indefinição objetiva da própria realidade. A peça flerta com o ambiente do Cinema Noir de diretores como Alfred Hitchcock e com o Teatro do Absurdo de Samuel Beckett. “Se existiu um teatro do pós-guerra, que tentava dar conta da experiência catastrófica da guerra, aqui é como se estivéssemos olhando para a possibilidade de um conflito iminente, como um ‘teatro pré-guerra’. O texto fala de um mundo que se acabou, de um momento histórico em que a esperança de um capitalismo com face humana caiu por terra”, comenta Dal Farra.

A ideia é explorar em cena duas concepções diferentes de refúgio para discutir a desestruturação simbólica do cotidiano. “Tratamos da ambiguidade entre dois sentidos da palavra refúgio: uma opção de fuga de um lugar em que não se quer/pode ficar ou como um espaço em que se fica para fugir de uma situação. É por causa desse sentido amplo que o refúgio se dá em um ambiente aparentemente cotidiano. N0ão se trata de uma guerra ou algo destrutivo, mas sim de uma espécie de desagregação sutil da estrutura do próprio cotidiano”, explica o autor.

Para criar esse ambiente, a iluminação e a cenografia transmitem ao espectador uma sensação de espera em um lugar entre dois mundos. “Essa casa vai diminuindo até chegar a prensar as personagens até que eles quase não caibam ali. A música também ajuda a reproduzir essa sensação de crescente claustrofobia. Os figurinos sugerem certa violência e um ambiente belicoso de maneira sutil e algo subterrânea, que tensiona as características reais das personagens, dando sinal da tensão que sustenta a peça como um todo”, acrescenta.

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Refúgio

Com Fabiana Gugli, Marat Descartes André Capuano, Carla Zanini e Clayton Mariano.

Sesc Bom Retiro (Alameda Northmann, 185 – Bom Retiro, São Paulo)

Duração 75 minutos

22/06 até 29/07

Sexta e Sábado – 21h, Domingo – 18h

$30 ($9 – credencial plena)

Classificação 14 anos

 

O ÚLTIMO CAPÍTULO

Depois de uma turnê em 15 cidades e várias temporadas no Rio de Janeiro, chega a São Paulo a comédia O Último Capítulo, com os atores Mariana Xavier (que recentemente interpretou a personagem Biga em “A Força do Querer” e participou dos filmes “Minha Mãe é uma Peça I e II” e “Gostosas, Lindas e Sexies”, e das novelas “I Love Paraisópolis” e “Além do Horizonte”, além do programa “Vídeo Show”) e Paulo Mathias Jr. (ator do programa humorístico “Zorra” e ex-apresentador do programa infantil “TV Globinho”). O espetáculo fica em cartaz no Teatro Itália, entre 13 de julho e 2 de setembro, com sessões às sextas-feiras, às 21h; aos sábados, às 18h e às 21h; e aos domingos, às 18h.

SINOPSE

A peça conta a história de um casal em crise: Berenice, uma romântica e sonhadora diarista apaixonada por novelas, e Dagoberto, um desempregado crônico fanático por futebol. Berê chega do trabalho ansiosa para curtir o último capítulo de sua novela preferida, mas um repentino apagão acaba com seus planos de acompanhar o desfecho do folhetim. Nossa história se passa num tempo em que não há celular, nem internet: resta ao casal, então, conversar.

O público acompanha uma divertida e dramática DR (Discussão de relação) de um casal que se ama, mas que acha que chegou a hora de se separar. Por meio de flashbacks, Berenice e Dagoberto vão reavaliando sua relação e chegam à conclusão de que seu casamento também é uma grande novela, e que também pode estar no último capítulo.

Escrito por Alexandre Morcillo e Clóvis Corrêa e dirigido por Márcio Vieira (premiado pela direção do espetáculo “Favela” e assistente de direção de “Andança – Beth Carvalho – O musical”), O Último Capítulo comemora a oportunidade dos amigos Mariana e Paulo, declaradamente fãs um do outro, trabalharem juntos.

Mariana Xavier é idealizadora do projeto e assina a produção junto com Bruna Dornellas e Wesley Telles, da WB Produções. Apesar de ter se tornado conhecida do grande público por meio da TV e do cinema, o teatro é seu berço artístico e ela se diz muito feliz por voltar aos palcos, especialmente numa comédia para todas as idades e classes sociais: “tenho muito orgulho de fazer uma peça que não tem um mísero palavrão, não tem uma baixaria sequer, e ainda assim faz a platéia passar mal de rir”, diz.

O espetáculo é apresentado pelo Ministério da Cultura e patrocinado pela Marisa, a maior rede de moda feminina e lingerie doBrasil. Após várias temporadas no Rio, O Último Capítulo segue para São Paulo, no Teatro Itália, tudo sob a realização da Trampo Produções Culturais, da WB Produções e da Lei Federal de Incentivo à Cultura.

CARMEN

O Último Capítulo

Com Mariana Xavier e Paulo Mathias Jr. Stand in Paulo Mathias: Cleber Salgado

Teatro Itália (Avenida Ipiranga, 344, Consolação – São Paulo)

Duração 70 minutos

13/07 até 02/09

Sexta – 21h, Sábado – 18h e 21h, Domingo – 18h

$50

Classificação 10 anos

*Aos sábados, após a apresentação das 18h, haverá bate-papo dos atores com o público!

**O espetáculo tem acessibilidade para a comunidade surda! Teremos intérprete de libras nas sessões de domingo às 18h!