PEDRO CARDOSO SE APRESENTA NO TEATRO MORUMBI SHOPPING

Os atores Graziella Moretto e Pedro Cardoso vêm ao Brasil, diretamente de Lisboa, para apresentar três espetáculos no Teatro MorumbiShopping.

O Autofalante (27 de junho a 24 de agosto) é um monólogo escrito, interpretado e dirigido por Pedro Cardoso (Amir Haddad coassina a direção).

Uãnuêi – Esta Noite se Improvisa (7 de julho a 26 de agosto) é um espetáculo de improviso que conta com a colaboração da plateia.

Nem Sim, Nem Não – Uma Peça de Teatro Infantil que Ninguém Pediu é uma produção inédita que faz temporada de 7 de julho até 26 de agosto com temas que passam pelo autoritarismo, autoestima e educação – ambos os espetáculos são criados, dirigidos e interpretados por Graziella e Pedro.

Residentes de Portugal há três anos, os atores apresentam-se lá e também no Brasil, onde circulam frequentemente com as peças O Autofalante (1990), Uãnuêi – Esta Noite se Improvisa (2011) e a mais recenteO Homem Primitivo, que esteve em cartaz em São Paulo em 2015. Os artistas também estão em processo de criação da peça A Pessoa Honesta, com previsão de estreia para 2019 e com material de pesquisa baseado nas temporadas mais recentes que têm feito de Uãnuêi – Esta Noite se Improvisa.

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O Autofalante

O monólogo de Pedro Cardoso conta a história de um homem que diz ter sido abordado por outro na rua, e que este outro afirmou que eles eram a mesma pessoa. Como num jogo de espelhos, o público lida com os questionamentos despertados por essa personalidade misteriosa.

Identidade, relação com o desemprego e um passado recente associado aos impasses de lidar com as tecnologias criadas no começo dos anos 1990 garantem a permanência da peça, que se mantém atual mesmo após 30 anos da primeira encenação.

Ainda não havia redes sociais e o telefone portátil era uma novidade. Mas os vícios das indústrias da comunicação – e suas mentiras e manipulações; e o uso abusivo que a publicidade faz de todo e qualquer meio – já estavam se anunciando. E, hoje, muito do que estava ainda se esboçando, fez-se presente na sociedade de modo ainda mais agressivo do que eu supus que seria quando escrevi”, diz Pedro.

Para o artista, o humor se produz na revelação do sentido oculto dos acontecimentos. “Ele nada tem a ver com a dramaticidade – ou a tristeza, ou a tragédia – do que se conta. Tem a ver com o distanciamento do narrador em relação ao que é contado”.

Pedro entende por esse distanciamento uma postura crítica, uma não aceitação do que é tido como já revelado, “uma postura crítica; uma não aceitação do que é tido como já revelado; uma busca pelo sentido que permanece escondido na trama da banalidade cotidiana. Ao propor-se esta atitude reflexiva, o ator encontrará, inevitavelmente, a comédia. Não porque ele a produza, exatamente. Mas porque o público a produzirá quando confrontado com a revelação do que, embora já fosse sabido, permanecia protegido de ser explicitado evidentemente pelos mecanismos de defesa e fuga da verdade, que são tão naturais ao ser humano”.

O artista ainda diz que “o riso é o resultado no corpo de acessão a consciência de um conteúdo inconsciente. Eu rio da soberba de Édipo e das simulações de loucura de Hamlet; e ambas são tidas como tragédias. Rio delas, mas não sei precisamente do que. E este rir de algo que, embora seja uma revelação, nunca saberemos muito bem precisar, é que faz a comédia tão fascinante, na minha opinião”, completa.

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Uãnuêi – Esta Noite Se Improvisa

A cada sessão, uma peça completamente diferente da anterior e criada na hora a partir de um tema proposto pela plateia: esse é o espetáculo Uãnuêi – Esta Noite se Improvisa, idealizado por Pedro Cardoso e Graziela Moretto em 2011.

O espetáculo de improviso long form (termo que designa uma peça longa improvisada a partir de um único tema) conta com uma relevante coautoria do público. A cada sessão, alguém dá um tema que serve de partida para a apresentação de Pedro e Graziela. “Em lugar de trazermos já decidido o assunto, que haveremos de ter recolhido em nossas próprias preocupações, nos decidimos a dispor a nossa criação a serviço do assunto que o público elege como prioritário. E permanecemos em conexão com essa escolha do outro, na tentativa de dizer algo sobre o assunto dele. É uma autêntica parceria. Dá-nos o mote que faremos o repente. Teatro popular, de forte raiz na cultura do povo brasileiro”, diz Graziella.

Atual por definição, o espetáculo de improviso é sempre o testemunho de um nascimento. Juntos, criaram uma analogia da peça com uma partida de futebol: “A graça do jogo é não saber quando a jogada vai dar certo e resultar no gol, que é sempre um acontecimento raro. Também no teatro de improviso é raro o momento em que a dramaturgia se conclui de forma perfeita e, em alguns casos, ela nem se conclui, mas a alegria que nos causa quando a jogada termina em gol é a mesma que nos assalta quando o improviso termina em uma fábula perfeita”.

Para o casal, não há um tema mais desafiador que o outro. “Não é o tema que pode tornar o improviso difícil – é a recusa que traz dificuldades”, explica Pedro, que diz receber todas sugestões com igual humildade. O formato ganhou até versão televisiva exibida pelo Fantástico, da Rede Globo, em 2014, alcançando grande sucesso na programação.

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Nem Sim Nem Não – Uma Peça de Teatro Infantil que Ninguém Pediu

Nem Sim, Nem Não é a primeira empreitada do casal em um trabalho dedicado ao público de todas as idades, isso porque “o que é para crianças, é para todos”, nas palavras dos criadores da peça.

O espetáculo conta a história de uma jovem que, como tantas no Brasil, tem que começar a trabalhar cedo como empregada doméstica para ajudar a família. Ela consegue dois empregos; o primeiro, numa casa em que tudo pode: a casa do Sim. Lá pode tudo. Até o que não pode, lá pode. A outra casa em que ela arruma emprego é a casa do Não, onde logicamente tudo é proibido, principalmente dizer sim. Por ter que cuidar de crianças, ela aprende a contar histórias.

Uma série de aventais irá cumprir a função de identificar personagens, ajudar a construir a narrativa e até terão parte na composição de uma cenografia cheia de mobilidade. Os adereços são assinados por Giovanna Moretto, figurinista de outros espetáculos da dupla, como a última remontagem de Os Ignorantes, O Homem Primitivo e Uãnuêi.

Nosso teatro é colado ao essencial; somos frutos de uma combinação entre o Teatro de Rua, o Teatro Antropológico, o Improviso e a Comédia. Nosso compromisso é com a liberdade, para o artista e para o público. Não construímos nossa dramaturgia à partir de formas estéticas, marcações, desenhos de cena. Todo nosso teatro nasce quando o público chega. Portanto o que estamos fazendo agora é reunir todas as nossas experiências e pesquisas sobre tradição oral, narrativas e contação de história, e buscando a teatralidade para essa fábula que criamos”, diz Graziella.

Seguindo a tendência de seus demais espetáculos, esse também será apoiado na presença do ator diante da audiência e na relação ali estabelecida. Com poucos elementos cênicos, o mais relevante no palco será o corpo em cena.

A peça busca falar sobre os defeitos e as consequências de todos os radicalismos; especialmente aos ligados à educação, em um tempo que dá pouca chance para hesitações e variações. “Nem sim nem não é a resposta pedagógica a ditadura do sim e do não. Nada é sim ou não, apenas. É sobre isso que pretendemos falar. Mas logicamente, do nosso jeito. É uma história, contada à moda antiga com dados novos. E, no que depender de nós, com muito humor”, diz Pedro

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O Autofalante – De Pedro Cardoso. Direção: Amir Haddad e Pedro Cardoso. Vídeos: Gringo Cardia e Marcelo Tas. Coordenação de produção e supervisão técnica: Hernane Cardoso. Temporada27 de junho a 24 de agosto, quarta, quinta e sexta-feira, 21 horas. Duração: 70 minutos. Classificação: 14 anos. Ingressos: R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia)

Uãnuêi – Esta Noite se Improvisa – De Graziella Moretto e Pedro Cardoso. Piano: Dudu Trentin. Percussão: Rodolfo Cardoso.Coordenação de produção e supervisão técnica: Hernane Cardoso. Figurinos: Giovanna Moretto. Temporada7 de julho a 26 de agosto, sábado às 21 horas, e domingo, às 19 horas. Duração: 70 minutos. Classificação: 14 anos. Ingressos: R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia)

Nem Sim Nem Não – Uma Peça de Teatro Infantil que Ninguém Pediu – De Graziella Moretto e Pedro Cardoso. Música ao vivo: Dudu Trentin e Rodolfo Cardoso. Direção técnica e de produção: Hernane Cardoso. Figurinos: Giovanna Moretto. Temporada7 de julho a 26 de agosto, sábado e domingo, às 16 horas. Duração: 50 minutos. Classificação: Livre. Ingressos: R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia)

Teatro MorumbiShopping (Av. Roque Petroni Junior, 1089 – Jardim das Acácias, São Paulo)

15ª TEMPORADA DE DANÇA – TEATRO ALFA

No dia 2 de julho, segunda-feira, o Teatro Alfa abre as vendas individuais dos espetáculos da 15ª Temporada de Dança (os pacotes para todos os espetáculos estavam à venda desde maio).

Conhecida por ser uma das mais representativas de São Paulo, a temporada traz um importante panorama da área da dança no Brasil e no mundo, selecionando grupos de expressão e relevância na atualidade.

Nesta edição, que também comemora os 20 anos do Teatro Alfa, foram selecionadas companhias fundamentais na trajetória do local. Do Brasil, dançam o Grupo Corpo, a São Paulo Companhia de Dança e a Cia. de Dança Deborah Colker. A programação internacional fica por conta da Cie. DCA – Philippe Decouflé, da França; Mats Ek e Ana Laguna, da Suécia e Espanha, respectivamente; e a Tanztheater Wuppertal, a mítica companhia alemã fundada por Pina Bausch (1940 – 2009). As atrações custam entre R$ 37,50 e R$ 225,00.

Programação Completa da Temporada de Dança 2018

Grupo Corpo – 3 a 5 e 8 a 12 de agosto / Gira (2017) e 21 (1992)

Ingressos: Plateia – R$ 180,00 (inteira) e R$ 90,00 (meia) / Plateia Superior – R$ 75,00 (inteira) e R$ 37,50 (meia)

Cie. DCA – Philippe Decouflé – 31 de agosto a 2 de setembro /Nouvelles Pièces Courtes (2017)

Ingressos: Plateia – R$ 200,00 (inteira) e R$ 100,00 (meia) / Plateia Superior – R$ 75,00 (inteira) e R$ 37,50 (meia)

São Paulo Companhia de Dança – 15 e 16 de setembro / Melhor Único Dia (2017), 14’20” (2002) e estreia de Joëlle Bouvier

Ingressos: Plateia – R$ 100,00 (inteira) e R$ 50,00 (meia) / Plateia Superior – R$ 75,00 (inteira) e R$ 37,50 (meia)

Cia. de Dança Deborah Colker – 21 a 23 de setembro e 25 a 30 de setembro / Nó (2005 – releitura)

Ingressos: Plateia – R$ 180,00 (inteira) e R$ 90,00 (meia) / Plateia Superior – R$ 75,00 (inteira) e R$ 37,50 (meia)

Mats Ek e Ana Laguna – 20 e 21 de outubro / Memory (2004), Axe (2015) e Old and Door (1991)

Ingressos: Plateia – R$ 200,00 (inteira) e R$ 100,00 (meia) / Plateia Superior – R$ 75,00 (inteira) e R$ 37,50 (meia)

Tanztheater Wuppertal/Pina Bausch – 29 de novembro a 2 de dezembro / Néfes (2003)

Ingressos: Plateia – R$ 225,00 (inteira) e R$ 112,50 (meia) / Plateia Superior – R$ 75,00 (inteira) e R$ 37,50 (meia)

QUIERO HACER EL AMOR

Criada e dirigida pela atriz e dramaturgaCarolina Bianchi,a performance Quiero Hacer El Amor ocupa áreas de convivência do Sesc Pinheiros entre 6 e 27 de julho. As apresentações acontecem todas as sextas-feiras e também no feriado (9 de julho, segunda-feira), às 13h30. Criada como um desdobramento dos estudos de Carolina sobre corpo e sexualidade, QuieroHacer El Amor conta com dez performers, todas mulheres.

O trabalho de Carolina pretende desierarquizar noções estabelecidas sobre sexo. Ao deslocar mulheres para ambientes públicos que, a princípio, nada tem de sexuais, a artista experimenta o poder da sexualidade de criar desvios no que está estabelecido. “Nós nos perdemos no espaço até que o corpo também vire parte da arquitetura que ocupamos”, diz Carolina.

As performers ocupam diferentes espaços e interagem com corrimão, chão, parapeito e outras superfícies que estiverem disponíveis. “É importante que esses locais estejam desprovidos de qualquer libido, pois isso é construído na cena. Já fizemos a ação na frente de um tribunal de contas, por exemplo”, explica a artista.

Entre as principais referências de Carolina para os estudos sobre sexualidade, estão o filósofo francês Gilles Deleuze (1925 – 1995), que ao propor pensar a pele como uma superfície repleta de poros abre a percepção sobre outras possibilidades de prazer; o filósofo espanhol Paul B. Preciado (1970), que critica principalmente a cultura heterocentrada, que olha o corpo como algo que funciona a serviço da reprodução sexual e produção de prazer genital; e da americana Andrea Fraser (1965), performer e professora de novos gêneros de arte na Universidade da Califórnia, em Los Angeles.

Desenvolvida ao longo de duas horas, a performance não tem o objetivo de que o público a assista do começo ao fim, mas sim a flagre em determinados momentos. “É uma experiência em trânsito, menos sobre ver e mais sobre perceber o que está acontecendo”, diz Carolina. Para ela, o trabalho desloca o prazer sexual da mulher para o ambiente público, espaço que culturalmente foi concedido apenas aos homens.

QuieroHacer El Amor por Carolina Bianchi

QuieroHacer El Amor é uma experiência em performance em que um grupo
de 10 a 20 artistas mulheres se relacionam sexualmente com diferentes superfícies/ matérias que configuram um espaço. Durante aproximadamente 120 minutos friccionamos toda a extensão do nosso corpo como possibilidade de prazer quando em contato com o chão, a arquitetura de um edifício, e os objetos que são encontrados pelo caminho.

Deslocar a erotização feminina para o espaço público, provocar a expansão das possibilidades deprazer em cada centímetro do nosso corpo. Desvio.
Descontextualizando hábitos, músculos afetivos altivos. Molhar o patrimônio
com nossos fluídos. Transar com o espaço e ser transada por ele. “A revolução é a sexualidade pisoteando a civilização”( The Motherfuckers).

Quiero Hacer El Amor

Com Joana Ferraz, Carolina Splendore, Michele Navarro, Carolina Bianchi, Marina Matheus, Danielli Mendes, Debora Rebecchi, Mariza Virgulino, Larissa Ballarotti e Mariana Mantovani.

Sesc Pinheiros – Área de Convivência ( R. Pais Leme, 195 – Pinheiros, São Paulo)

Duração 120 minutos

06 a 27/07 (inclusive 09/07)

Sexta – 13h30

Grátis

Classificação Livre

CAIXA DE MEMÓRIAS

Com 27 anos de existência, a veterana Companhia Razões Inversas está em cartaz com seu novo trabalho, Caixa de Memórias, a partir do texto inédito de José Eduardo Vendramini, no Centro Cultural São Paulo – Sala Jardel Filho. Encenado por Marcio Aurelio, o espetáculo tem sessões às sextas e aos sábados, às 21h, e aos domingos às 20h. O elenco é formado por Walter Bedra, Denise Del VecchioPaulo Marcello,Samanta Precioso, Gonzaga Pedrosa, Laís Marques e Carolina Fabri.

O texto trata da formação dos núcleos familiares na virada do século XX, responsáveis pela criação e montagem das cidades e de seus redutos com as diferentes células, que dão forma à figura do homem nostálgico brasileiro. São homens oriundos de diferentes pontos que trazem no peito uma dor à qual não sabem nomear: saudade é a argumentação da busca. Faz o elogio das raízes familiares profundas, que tanto norteiam as relações pessoais através do tempo quanto as problematizam. Nesse sentido, não haveria família que não fosse o resultado – aceito ou rejeitado – de grandes princípios genéticos, éticos e emocionais. Esta peça trata das heranças profundas – por vezes doloridas – que a Arte pode transformar em compartilhamento familiar e social.

O personagem principal é o tempo. A “Caixa de Memórias” é como uma câmera fotográfica que registra os que se vão, e também uma tumba, onde se processam as cerimônias rituais da deposição dos restos mortais dos familiares. O objetivo da encenação é tomar o texto como micro-organismo da peça para desenvolver e ampliar seu discurso interno, dando sustentação ao projeto poético do espetáculo.

O texto que servirá como base – pois está ligado à grande transformação da cena do fim do século XIX e início do século XX – trata da colocação do homem em nova sociedade, no grande movimento em transformação, a dimensão temporal. Aqui mora o trágico dos tempos modernos: o tempo e a velocidade, e a grande transformação social.

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Caixa de Memórias

Com Walter Breda, Denise Del Vecchio, Paulo Marcello, Samanta Precioso, Gonzaga Pedrosa, Laís Marques e Carolina Fabri

Centro Cultural São Paulo – Sala Jardel Filho (Rua Vergueiro, 1000 – Liberdade, São Paulo)

Duração 100 minutos

22/06 até 29/07

Sexta e Sábado – 21h, Domingo – 20h

$20 (grátis para pessoas com deficiência)

Classificação 14 anos

ESTE LADO PARA CIMA – ISTO NÃO É UM ESPETÁCULO

O grupo teatral paulistano Brava Companhia faz circulação do espetáculo de rua ESTE LADO PARA CIMA – Isto não é um Espetáculo por 12 cidades do interior paulista durante o mês de julho. A montagem tem direção de Fábio Resende e Ademir de Almeida.

Contemplados pelo edital Proac de Circulação 2018, a peça será apresentada nas cidades de Pontal (2/7), Sertãozinho (3/7), Ribeirão Preto(4/7), Matão (5/7), Piracicaba (9/7), Américo Brasiliense (16/7),  Porto Ferreira (17/7), Leme (18/7), Jacareí (23/7), Pindamonhangaba(24/7), Guaratinguetá (25/7) e Limeira (26/7). Todas as sessões são gratuitas.

Em Este Lado Para Cima – Isto não é um Espetáculo, a ordem e o progresso fundamentam o surgimento de mais uma cidade e os seus habitantes vivem em razão do trabalho e sonhando com um futuro de felicidade. Até que uma crise, causada pelos seus próprios dirigentes, se abate sobre essa metrópole ameaçando a ordem estabelecida, e obrigando a criação do “mais avançado artefato da tecnologia humana”: uma bolha, que do céu vigiará tudo e todos, para manter as coisas como sempre foram. “A bolha é a representação de uma superestrutura organizadora e mantenedora da ordem ou de qualquer outra forma de poder opressivo”, comentam os diretores.

O poder do mercado e o controle das relações humanas exercido por ele são discutidos com um humor anárquico neste trabalho da Brava Companhia, montagem que estreou em agosto de 2010, na cidade de São Paulo, construído para apresentação em rua ou espaços alternativos.

Ao término de cada apresentação será proposto ao público presente um debate sobre a peça e possíveis associações de sua temática com a realidade de cada cidade.

A Brava Companhia foi fundada na zona sul paulistana em 1998 e obteve repercussão pela consistência de linguagem ao ocupar espaços abertos ou não convencionais com a premiada montagem de A Brava (2008), um épico sobre a heroína Joana D’Arc.

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ESTE LADO PARA CIMA – ISTO NÃO É UM ESPETÁCULO

Com Cris Lima, Henrique Alonso, Joel Carozzi, Luciana Gabriel, Marcio Rodrigues, Rafaela Carneiro, Sérgio Carozzi e Maxwell Raimundo.

Duração 80 minutos

Classificação Livre

Pontal

Dia 2 de julho, segunda-feira, às 18h.

Local: Praça Bartolo Carolo.

Sertãozinho

Dia 3 de julho, terça-feira , às 17h.

Local: Praça Vinte um de Abril.

Ribeirão Preto

Dia 4 de julho, quarta-feira, às 17h.

Local: Praça XV de Novembro.

Matão

Dia 5 de julho, quinta-feira, às 17h.

Local: Praça Prefeito Leônidas Calígula Bastia, Avenida Sete de Setembro.

 Piracicaba

Dia 9 de julho, segunda-feira, às 17h.

Local: TCI – Terminal Central de Integração

Av. Armando de Salles Oliveira, 2001.

Américo Brasiliense

Dia 16 de julho, segunda-feira, às 17h.

Local: Praça Pietro Della Rovere (Praça do Cruzeiro)

Porto Ferreira

Dia 17 de julho, terça-feira, às 17h.

Local: Praça Cornélio Procópio.

Leme

Dia 18 de julho, quarta-feira, às 17h.

Local: Praça Rui Barbosa

Jacareí

Dia 23 de julho, segunda-feira, às 17h.

Local: Praça do Rosário.

Pindamonhangaba

Dia 24 de julho, terça-feira, às 18h.

Local: Praça Central Monsenhor Marcondes (Praça da Cascata).

Guaratinguetá

Dia 25 de julho, quarta-feira, às 17h.

Local: Praça Conselheiro Rodrigues Alves.

Dia 26 de julho, quinta-feira, às 17h.

Local: Praça Toledo Barros.