HOTEL TENNESSEE

Hotel Tennessee estreia em 16/08, uma peça para o público interagir com personagens criados pelo dramaturgo e escritor norte-americano Tennessee Williams. Um espetáculo interativo, imersivo e itinerante com cenas de trechos curtos de 12 peças do autor que ocorrem simultaneamente e se passam no lobby, salas e quartos da Casa Don’Anna, encravada na Rua Guaianazes, 1149.

As peças curtas de Tennessee escolhidas para esta montagem retratam o mesmo “tipo” de ser humano e embora tenham sido escritas em momentos diferentes de sua carreira, se referem aos seres incompreendidos, renegados, marginalizados, e que por muitas vezes sofrem preconceito e abuso da sociedade por não se enquadrarem nos padrões estabelecidos, restando a eles vagarem em busca de encontrar um lugar de pertencimento.

Por que montar peças curtas e esquecidas, peças escritas nos anos 1930 e 1940, antes do dramaturgo encontrar a sua glória? “Primeiramente falaríamos que Tennessee foi um grande escritor, dramaturgo, poeta e romancista que soube botar no papel a dor da alma humana dos pobres de espírito e dos derrotados. Foi ele quem deu voz a todos os incompreendidos, a todos os marginalizados, a todas as minorias, a todos os sem voz, sem lugar de fala, a todos os esquecidos da sociedade e do bem-estar social das democracias capitalistas”, diz Brian.

“Vivemos hoje no Brasil uma situação muito parecida a da América nos anos 1930 e 1940, entre a Grande Recessão, de 1929 e a II Guerra Mundial. Aqui, também, estamos vivendo uma brutal recessão, onde uma parcela significativa da população passa pelas mesmas privações, inconformidades e incompreensão’, acrescenta Ross.

A proposta deste pout-pourri de Tennesse Willians permite que o público retorne ao “Hotel” mais vezes para conhecer os outros desfechos das cenas, pagando meia-entrada mediante a apresentação do primeiro ingresso, e assim vivenciar diferentes personagens.

Um Portal de entrada nos anos 1930/1940

Há algo em comum entre uma mansão nos Campos Elísios, em São Paulo, e um hotel no French Quarter, em Nova Orleans? Construções magníficas feitas de encomenda por uma elite endinheirada de uma época áurea: lá por conta do algodão e aqui, pelo café, que entraram em declínio com a decadência dessas monoculturas.

Ao longo de sua vida Tennessee Williams morou em pensões e hotéis, até morrer por asfixia, engasgado pela tampa de um colírio, em 1983, aos 71 anos, no seu quarto no Hotel Elysee, em Nova York. Ele retratou suas peças os personagens incompreendidos, marginalizados, a quem não resta outra opção a não ser vagar pelo país, fugindo de um passado, buscando uma verdade própria. Transitando e vivendo por entre hotéis, pensões, quartos alugados, dependendo da bondade de estranhos, assim como a famosa personagem Blanche Dubois, de Um Bonde Chamado Desejo.

A encenação será diferenciada, saindo do tradicional palco italiano, para uma “visitação” a um espaço, pois teremos um “hotel”, uma recepção – bar, onde tudo se inicia e se comunica, um espaço em comum entre as diferentes histórias que serão apresentadas e que a partir dali serão direcionadas a outros ambientes dando continuidade às histórias previamente apresentadas, dando diferentes opções ao espectador.

O cenário será composto de dois ambientes de um hotel, o Hotel Tennessee, que irá mostrar seu ar decadente, porém com resquícios de uma época suntuosa, e apesar de ter uma decoração antiga e ultrapassada, e estar sem manutenção, ainda restam indícios de que um dia foi um lugar charmoso, e bem frequentado.

O primeiro ambiente, onde se passa a maior parte da peça, seria a reconstituição de um saguão de um hotel sulista americano. Dividido em recepção com front desk, sala de espera, com dois sofás e duas poltronas, bar com duas mesinhas e lojinha de souvenir. Tapetes desgastados cobrirão o chão e cortinas e sofás puídos e com alguns buracos, irão mostrar o tal ar decadente.

“Esse projeto surgiu a partir da necessidade de expor o que é trabalhado e vivenciada nos grupos de estudos, que ocorrem permanentemente no galpão do grupo TAPA. O grupo de estudo de Tennessee Williams surgiu em 2009 e continua até hoje, onde os alunos leem, ensaiam, estudam, assistem palestras, documentários, e filmes. Esse estudo intensivo do autor culminou em traduções de 26 peças curtas dos livros: Mr. Paradise e Outras Peças em Um Ato e de 27 Carros de Algodão e Outras Peças em Um Ato, lançados pela Editora É Realizações, além de mais dois volumes etambém o espetáculo Alguns Blues do Tennessee — de 3 peças curtas — que estreou, no Viga Espaço Cênico em 2011.

Sinopse:

Peça interativa, imersiva e passeante por uma mansão nos Campos Elísios. Em um hotel de Nova Orleans, na década de 40, o público interage com personagens de 12 peças de Tennessee Williams. Entre eles, Blanche Dubois (Um Bonde Chamado Desejo) e Maggie (Gata em Telhado de Zinco Quente) as cenas serão exibidas no lobby, saguão, salas e quartos da Casa Don’Anna.

CARMEN (1)

Hotel Tennessee

Com Brian Penido Ross, Ana Lys, Augusto dos Santos, Suzana Muniz, Fernando Medeiros, Marcelo Schmidt, Alessandra Lia, Klever Ravanelli, Jéssica Monte, Suel Silva, Felipe Souza, Gabriela Westphal, Thiago Merlini, Laura Ishikawa, Jean Le Guévellou, Alyne Montenegro, Daniel Di Sevo, Edgar Pedro, Ewerton Novaes, Juliana Tolentino e Tony Filho

Casa Don’Anna (Rua Guaianazes, 1149; Campos Elísios – São Paulo)

Duração 70 minutos

16/08 até 30/09

Quinta – 20h, Sexta – 21h, Sábado – 19h e 21h, Domingo – 17h30 e 19h30

$30

Classificação 12 anos

  • Tel: 11 993868150 – Reservas pelo whatzap com a gerente Mrs Wire
  • Vallet na porta grátis e o estacionamento RS 10,00

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