TEATRO PARA QUEM NÃO GOSTA

O teatro morreu. Como? Por quê?

Nessa ágil e divertida comédia, dois personagens resolvem solucionar esse mistério e, para isso, reproduzem em breves e hilárias cenas toda a história do teatro, da Grécia antiga à atualidade.

Marcelo Médici, já conhecido e premiado por interpretar diversos e hilários personagens, dessa vez se desdobra em mais 20 papéis. Ao lado de Ricardo Rathsam interpretando outros 12 personagens. A dupla (que já esteve em outras comédias de sucesso como Cada Um Com Seus Pobrema e Eu Era Tudo Pra Ela E Ela Me Deixou) comanda essa história encenando em 90 minutos várias peças como Romeu e Julieta, O Doente Imaginário, Édipo Rei, A Pequena Sereia, passando pelo teatro de revista, do absurdo, musical e muito mais.

Médici começou sua história com o teatro em 1988, num curso profissionalizante, do diretor Antunes Filho. A partir de então participou de dramas, comédias, musicais, séries, filmes, novelas, sitcom e recebeu diversos prêmios por sua atuação. O ator conta que essa peça é uma declaração de amor ao teatro, nesses tempos difíceis. “Estamos vivendo um momento esquisito, com crise econômica, transição de mídias e a internet como forte concorrente. Mas o teatro nunca é igual e não vai morrer. Ele é um sobrevivente e se reinventa. Achei interessante repassar os clássicos numa só peça. Estou sempre em busca do humor e da comédia. Resolvi então fazer essa declaração de amor, contando a história do teatro de forma divertida,” explica ele.

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Teatro Para Quem Não Gosta

Com Marcelo Médici e Ricardo Rathsam

Teatro FAAP (R. Alagoas, 903 – Higienópolis, São Paulo)

Duração 90 minutos

23/08 até 27/09

Quinta – 21h

$90

Classificação 14 anos

SENHORA X, SENHORITA Y

Tendo como ponto de partida o texto A mais Forte, de August Strindberg, o espetáculo Senhora X, Senhorita Y estreia dia 6 de setembro, quinta-feira, às 20 horas na Oficina Oswald de Andrade e se debruça sobre alguns dos papéis que a mulher desempenha na sociedade contemporânea.

Com direção geral e dramaturgia de Silvana Garcia e interpretação das atrizes Ana Paula Lopez, Sol Faganello e a performer sonora Camila Couto, que assinam o texto com a encenadora, Senhora X, Senhorita Y é o embate entre duas mulheres, duas atrizes que se enfrentam, se acolhem, se estranham, tendo como enredo as questões que conformam e definem a mulher nos dias de hoje. A peça investiga aspectos muitas vezes contraditórios de inserção social e política feminina, de seus investimentos afetivos e dos agenciamentos simbólicos que a cercam. O foco é a construção do feminino do modo como ele se revela por meio da relação entre mulheres.

Sinopse

Senhora X e Senhorita Y encontram-se em uma casa de chá e entram em conflito ao confrontarem suas vidas. Esse encontro se repete, com variações de humor e grotesco, em outros tempos e em outras circunstâncias, revelando novas possibilidades de compreensão do lugar que cada uma ocupa em relação à outra e em relação à sociedade. A dominante é o humor, o rir de si mesmas, o que, no entanto, não impede que venham à tona os aspectos problemáticos da feminidade e do feminismo. Da competição entre as mulheres à violência doméstica e à orientação de gênero, os temas contemporâneos da experiência de ser mulher atravessam as relações entre as duas atrizes em cena. Não há moldura temporal, nem personagens fixas: no jogo permanente que mantêm entre si, elas estão o tempo todo em movimento, intercambiando papéis, entrando e saindo do jogo, brincando com a plateia, voltando ao texto que deu origem ao espetáculo.

Sobre a peça

A ideia de Senhora X, Senhorita Y nasceu de um estudo sobre A mais forte, de Strindberg. Nessa peça, datada de 1889, o autor sueco dispõe frente à frente uma mulher e sua rival, e faz sucederem temas que as dispõem em lados opostos, acentuando o contraste entre a vida de uma e de outra. Embora seja um monólogo, Strindberg estrutura as falas da Senhora X com maestria tal que podemos “escutar” os argumentos de sua contraparte. Quisemos tornar audível essa contraparte, fazendo falar a Senhorita Y, dando-lhe status de co-protagonista. A partir daí, a sequência de imagens e motivos se sucederam com facilidade.  É o jogo entre as personagens e alguns dos temas de A mais forte que, atualizados, constituem Senhora X, Senhorita Y. Não se trata da peça de Strindberg, mas de uma paráfrase dela. A situação é similar, um possível mesmo cenário, mas, desta vez, as duas figuras debatem, se relacionam, ora são cúmplices, ora se provocam mutuamente, falam delas na intimidade, mas também delas no mundo.

O processo de criação da peça valoriza as criações das atrizes, e partes do texto final ainda preservam improvisos verbais, afiados nos jogos de espelhamento, repetições e precipitações de fala. Nesse sentido, Senhora X, Senhorita Y é um trabalho que exige das atrizes requinte e precisão de desempenho, ao que elas correspondem com a maturidade de intérpretes experientes. Também a serviço do jogo das atrizes, a trilha propõe a investigação de possibilidades sonoras e performáticas a partir da utilização e ressignificação de objetos socialmente relacionados à mulher, elementos que serão explorados ao vivo em cena para a construção das sonoridades.

CARMEN

Senhora X, Senhorita Y

Com Ana Paula Lopez, Sol Faganello e Camila Couto

Oficina Cultural Oswald de Andrade – sala 07 (Rua Três Rios, 363 – Bom Retiro, São Paulo)

Duração  70 minutos

06 a 29/09

Quinta e Sexta – 20h, Sábado – 18h (exceto feriado: dia 7/9 – sexta-feira – 18h)

Entrada Gratuita (ingressos distribuídos com 1 hora de antecedência)

Classificação 14 anos

FRED & JACK

Fred & Jack de Alberto Santoz é o novo trabalho da Cia NPC-ARTES que estreia na quarta-feira 05 de setembro às 20h30 no Teatro de Arena Eugênio Kusnet.
No elenco Arnaldo D’Ávila e Jedsom Kárta que interpretam dois homens que sempre se encontram no mesmo local e conversam, de forma bem humorada, sobre a existência e o meio no qual estão inseridos. Os assuntos são desenvolvidos até o seu limite, no entanto não especificam propriamente o que está sendo comentado, o que deixa para o público uma infinidade de entendimentos possíveis, cada expectador terá uma experiência diferente com o espetáculo e este é objetivo. A peça também brinca o tempo todo com real e o imaginário.  “Esta ambiguidade constante proposta, tanto no texto, quanto na encenação confunde personagens com interpretes, o que deixa o exercício de interpretação extremamente prazeroso.” pontua o ator Arnaldo D’Ávila.
A montagem da peça desenvolveu-se através de pesquisa e tem inspirações no expressionismo alemão e no universo Beckettiano. O autor Alberto Santoz cuidou de todos os detalhes da encenação, além da direção desenvolveu a cenografia, figurino, trilha e iluminação.
Fred & Jack é encenada no estilo do teatro absurdo e com conteúdo filosófico. O texto faz parte de uma fase de Alberto Santoz que teve forte influência de Samuel Beckett, este texto foi escrito nos anos 80, onde ele buscou abordar o humano em sua essência, traduzindo para o texto todas as inconformidades do ser humano contemporâneo e que vem se repetindo há vários séculos, o que dá ao texto uma atemporalidade, esta é outra preocupação do autor, não situar as personagens em nenhuma época, para justamente não deixar sua obra datada, podemos afirmar que esta é uma das principais características do autor.
A representação está calcada principalmente no rigor em dizer o texto, como se fosse uma partitura musical, que reflete-se no corpo dos atores através de movimentos coreografados. As personagens são patéticas, rabugentas, às vezes, mas engraçadas sempre.
O mundo contemporâneo está desencantado, em todos os sentidos, parece que cada vez mais o ser humano involui, são preconceitos, ideias retrógradas, falsas morais e intolerâncias das mais variadas. Apesar das personagens estarem em contexto não realista, elas discutem sobre essa condição humana. Até que ponto somos capazes de aceitar o outro e conviver harmoniosamente com o diferente? É possível promover a paz através de nossas pequenas atitudes no convívio diário com aqueles que nos rodeiam? É possível manter um dialogo saudável, sem que precisemos nos matar ou excluir nossos amigos e parentes das nossas redes? A polarização de ideias contrárias estimula a discussão e o aprendizado, precisamos realmente uns dos outros para existirmos? O autor deixa o convite ao público para assistir Fred & Jack, refletir e tentar responder estas e outras perguntas. “Não tiramos nenhuma conclusão, muito pelo contrário, temos apenas indagações, nessa peça que eu chamo de: um ato irreprimível.” afirma Alberto Santoz.
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Fred & Jack
Com Arnaldo D’Ávila e Jedsom Kárta
Teatro de Arena Eugênio Kusnet (Rua Dr. Teodoro Baima, 94 – Vila Buarque, São Paulo)
Duração 60 minutos
05 a 28/09
Quarta, Quinta e Sexta – 20h30
$20 (somente em dinheiro)
Classificação 12 anos

CAFÉ

O grupo Solilóquios Espessos estreia sua primeira montagem no palco e convida o público para um momento de aproximação com o universo juvenil.

Criada a partir de um poema escrito pelo dramaturgo Herácliton Caleb“Café” é uma peça jovem que aborda as expectativas e rituais de passagem dos romances juvenis para a fase adulta, com verdade e empatia.

A temporada de estreia deste espetáculo inédito marca também a estreia da companhia, que busca valorizar o jovem como protagonista de sua própria história, já que uma fatia expressiva deste público, por muito tempo, se viu pouco representada em espetáculos teatrais.

A obra adentra a vida de dois garotos que vivenciam uma trajetória romântica permeada somente por assuntos sobre café. Conflitos, inseguranças, paixões, fantasias, um misto de sensações que permeiam o período da juventude, retratadas com sensibilidade, cuidado e empatia.

Um espetáculo que busca dialogar com o público jovem de forma sincera, através de uma conexão verdadeira com suas verdades e inverdades, fugindo de estereótipos e formas caricatas de se retratar a juventude.

Como é se perceber e perceber o outro, em meio a este grande período de transição que a juventude representa a cada um de nós?” é uma das reflexões proposta pela montagem que tem co-direção de Bruna Vilaça, atuação de Gabriel Galante e Weslley Nascimento, que assina também a direção da peça.

A encenação transpassa o convencional teatro realista, e mistura linguagens como artes plásticas, dança-teatro e musicalidades, facilitando a aproximação e a conexão entre a obra e o público jovem.

O figurino, que segue uma paleta de cores indo do verde fosco à terra queimada, é formado por calças cintura alta, que dão uma aparência jovial dos anos 80 e se contrapõem às botas e meias contemporâneas, tornando a identidade visual do espetáculo atemporal.

Idealizada em 2018 pelo ator Weslley Nascimento, a companhia dos Solilóquios Espessos tem como proposta as montagens de obras inéditas, afim de contribuir com a propagação de dramaturgias exclusivamente brasileiras e de novos formatos cênicos que possuam um grande poder de comunicação com o público, partindo sempre das temáticas sociais referentes ao nosso tempo.

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Café

Com Gabriel Galante e Weslley Nascimento

Teatro Nivaldo Santana – Escola de Artes de Osasco (R. Ten. Avelar Píres de Azevedo, 360 – Centro, Osasco)

Duração 60 minutos

01 a 09/09

Sexta e Sábado – 20h, Domingo – 18h

$10

Classificação 14 anos

HAROUN E O MAR DE HISTÓRIAS

Livremente inspirada no romance Haroun & Mar de Histórias (1990), de Salman Rushdie, a peça é uma forte defesa da criação, da liberdade de expressão e da fantasia. A história conta a saga do menino Haroun, filho do famoso contador de histórias Rashid Khalifa, também conhecido como “O Mar de Histórias”.

Após a partida de sua esposa, o grande contador perde toda sua inspiração e não consegue mais proclamar uma só palavra. Para salvar seu pai, o pequeno Haroun inicia uma longa viagem em busca do lugar onde as histórias nascem. Ao longo do caminho, Haroun encontra criaturas fabulosas e perturbadoras, que querem sufocar o poder dos criadores de histórias para sempre.

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Haroun e o Mar de Histórias

Com Daniel Costa, Fábio Espósito e Gúryva Portela

Sesc Consolação – Teatro Anchieta (R. Dr. Vila Nova, 245 – Vila Buarque, São Paulo)

Duração 55 minutos

01 a 29/09 (exceto 15/09)

Sábado – 11h

$17 ($5 – credencial plena, gratuito para crianças até 12 anos)

Classificação Livre

2 PALITOS (OU A FANTÁSTICA INSENSATEZ DA EXISTÊNCIA)

A peça faz uma reflexão sobre o “viver em sociedade” em pleno século XXI (onde a maior valorização é dada aos meios digitais) com ênfase nos jovens de 25 anos, que raramente são representados em obras artísticas.

Utilizando de elementos da cultura POP, o texto desmitifica o teatro contemporâneo conhecido por ser inacessível para o grande público, fazendo com que o mesmo leve na mente dúvidas e reflexões, sobretudo pela imersão, uma vez que o intimista “Viga Espaço Cênico” proporciona a proximidade entre plateia e atores.

‘O fósforo está na caixa e não no palito”. Essa talvez seja uma das maiores descobertas da minha infância. Possivelmente empatada com o fato de que o “papel de bala é de plástico”. Mas voltando ao palito de fósforo (cof) queima porque sua cabeça é feita de substâncias que fazem a faísca do atrito com a caixinha virar chama. Aí, o fogo consome a madeira do palito por uns 10 segundos. Entendeu a metáfora? Entendendo ou não, o fato é um só: você é um palito, sinto em te informar. Quanto tempo você suporta permanecer intacto quando entra em atrito com a caixinha em que vive? Depende da sua constituição, alguns sequer pegam fogo. Outros desaparecem em cinzas, lentamente. Mas têm aqueles que explodem e esses são os que enxergam o mundo além da caixa. Esse espetáculo é sobre eles. E me atrevo a dizer que, se está aqui para ver o circo pegar fogo, ele também é sobre você.

Atenção heróis e heroínas: tirem suas máscaras, coloquem as capas para lavar e venham ver o mundo fora da caixinha. Ele é fantástico, insensato… ele é humano.” comenta o autor, diretor e ator Luccas Papp.

Além de Luccas (As Aventuras de Poliana), outros renomados nomes, como Francis Helena Cozta (Éramos Seis e Chiquititas), Dudu de Oliveira (E se Brecht fosse negro?), Alexandre Ammano, Fernando Maia, Hellen Kazan, José Lima, Marcela Figueiredo (Falência múltipla de ódio), Paula Davanço (Existe Sexo depois do casamento?), Vivian Julio (Diga que você já me esqueceu) e Gabriela Gama (Velhas Amigas), integram o elenco de protagonistas que se dividem em sete esquetes, criticando e satirizando a depressão coletiva, o preconceito, a pressão pelo sucesso instantâneo e os reflexos de uma adolescência conturbada.

Essas são algumas das temáticas abordadas, que se vale do humor ácido, de elementos inusitados e das mais inesperadas reviravoltas para surpreender e fazer o espectador se perguntar: “A vida é assim tão insensata?”.

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2 Palitos (ou a Fantástica Insensatez da Existência)

Com Alexandre Ammano, Dudu de Oliveira, Fernando Maia, Francis Helena Cozta, Gabriela Gama, Hellen Kazan, José Lima, Luccas Papp, Marcela Figueiredo, Paula Davanço e Vivian Julio

Viga Espaço Cênico (R. Capote Valente, 1323 – Pinheiros, São Paulo)

Duração 95 minutos

01 a 30/09

Sábado – 21h, Domingo – 19h

$60

Classificação 14 anos