SCRIPT – UM LONGA-METRAGEM IMPROVISADO

Script – Um longa-metragem improvisado” é o segundo espetáculo da Mostra Espontânea que acontece no Teatro dos Arcos. Com direção de Ian Soffredini, o espetáculo de improviso faz referências à estética cinematográfica e será apresentado de 28 de setembro a 02 de novembro, incluindo sessões no Festival Satyrianas, com entrada grátis.

Ian Soffredini conta que o espetáculo “mimetiza os efeitos do cinema utilizando-se dos recursos da construção cênica teatral”. Close, enquadramento, movimento de câmeras e outros recursos da linguagem cinematográfica são sugeridos nas movimentações e posicionamento dos atores em cena. É teatro de improviso que brinca com a narrativa do cinema.

Em cena um personagem inicia o jogo de improviso: é o Roteirista, que descreve o que o público verá na “tela do cinema”: onde acontece a cena, quem são os personagens da história, quando acontece a ação. Com base nestas informações sugeridas pelo Roteirista, os improvisadores desenvolvem as cenas.

Neste jogo de improviso, a participação da plateia é fundamental. Logo na recepção, o público é convidado a inventar e escrever num papel um título de filme. A plateia também sugere três lugares onde podem acontecer as situações dramáticas. Cabe ao Roteirista usar as sugestões do público e interferir no improviso.

As cenas e personagens em cada apresentação são inesperadas para o público e para os próprios atores, assim como o gênero a ser representado, que pode variar entre drama, horror e ficção científica, dependendo de como os estímulos dados pela plateia inspirem os atores. “A transposição da estética cinematográfica para o espaço do teatro improvisado que não possui nem de longe os mesmos recursos técnicos do cinema tem grandes chances de apresentar resultados cômicos”, comenta o diretor Ian Soffredini.

Nesta busca pela estética cinematográfica, a iluminação de Diego Rocha é um recurso decisivo. Diego é um dos mais experientes iluminadores de espetáculos de improvisação no País. Em “Script – Um longa-metragem improvisado”, o iluminador trabalha com recortes bem delineados para criar no teatro a ilusão do cinema.

O diretor musical Pedro Rabello, que é Mestre em Composição para Cinema e TV pela Kingston University London, criará trilhas sonoras ao vivo a cada sessão. Na mesma sintonia de improvisação do elenco, ele pode criar músicas que evidenciam e aprofundam propostas trazidas pelos atores como pode oferecer contrapontos que interferem na construção dramatúrgica do espetáculo.

Para alcançar o estado de prontidão necessário para o espetáculo, os improvisadores praticaram a técnica de improvisação com preparação comandada pelo colombiano Gustavo Miranda, fundador da Cia. Acción Impro e um dos mais importantes pesquisadores desta linguagem na América Latina.

A preparação corporal do elenco foi feita por João Paulo Gomes, professor de Contato Improvisação, com foco em educação somática. Ele estimulou os atores a desenvolver a intimidade necessária para a criação no improviso e expandir o repertório de representação corporal.

SOBRE A MOSTRA ESPONTÂNEA

O projeto é realizado para contribuir com a pesquisa de Improvisação Brasileira e para estimular novas criações. Improvisadores experientes se reúnem para aprofundar os estudos dos mais relevantes métodos de improvisação do cenário mundial na atualidade.

A Mostra Espontânea iniciou com o espetáculo “Haroldo”. “Script” é o segundo espetáculo do projeto. O terceiro trabalho será o espetáculo “Sigo de Volta”, que promoverá a interação com usuários do Instagram.

Todas as apresentações serão gravadas e o conteúdo disponibilizado no canal Teatro dos Arcos no Youtube.

Mais informações sobre a Mostra Espontânea estão nas redes sociais:

Facebook: https://www.facebook.com/teatrodosarcos/

Instagram: https://www.instagram.com/teatrodosarcos/

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Script – Um Longa-Metragem Improvisado

Com Adriano Castanheira, Aline Ewald, Daniel Obregon, Ian Soffredini, Maria Eugenia Portolano,  Manuela Origuella, Priscila Muniz

Teatro dos Arcos (Rua Jandaia, 218. Bela Vista, São Paulo)

Duração 50 minutos

28/09 até 02/11 – Sexta – 21h

11/10 – Quinta – 21h

14/10 – Domingo – 21h

Entrada gratuita (entrega de convites no local uma hora antes da sessão)

Classificação 12 anos

ATÉ QUE O CASAMENTO NOS SEPARE

Eduardo Martini e Cris Nicolotti levam ao palco a peça Até que o Casamento nos Separe. Além de representarem juntos, os dois também são responsáveis por escrever o texto da comédia que mostra a real intimidade de um casal após 20 anos de matrimônio. A peça reestreia no Teatro Itália, no dia 15 de setembro, às 21 horas, e segue até 18 de novembro.

O cotidiano de Otávio e Maria Eduarda promete muito humor e identificação com o público. O casal mostra com a maior sinceridade e muita graça o dia a dia de casados. Com inteligência e romantismo, é uma sequência de momentos que incluem as crises que nos fazem rir e refletir sobre essa difícil arte de conviver com o companheiro debaixo do mesmo teto.

A peça teve sua primeira apresentação há 10 anos, inicialmente tendo o Eduardo e a Cris como protagonistas. O espetáculo já teve outras atrizes que dividiram o palco com o Martini ao longo desses anos, entre elas estão: Viviane Alfano, Viviane Araújo, Suzy Rêgo, retornando agora para a Cris.

Sem perder a elegância, o espetáculo traz direção e trilha sonora que vão encher os olhos e o coração de todos, sejam eles comprometidos ou não. Situações com a família, amigos, tabus sexuais e muito mais são alguns dos temas abordados de forma bem humorada durante os 80 minutos de espetáculo.

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Até que o casamento nos separe

Com Eduardo Martini e Cris Nicolotti

Teatro Itália (Av. Ipiranga, 344 – República, São Paulo)

Duração 80 minutos

15/09 até 18/11

Sábado – 21h

$50

Classificação 10 anos

O DIÁRIO DE MIKA – O MUNDO É NOVO PARA MIM

Depois do enorme sucesso da temporada no Teatro Dr. Botica e no Teatro Playcenter Family em São Paulo e no Teatro Clara Nunes no Rio de Janeiro o musical “O Diário de Mika em: O mundo é novo para mim” chega ao Teatro Morumbi Shopping para curta temporada.
O espetáculo é baseado na série animada “O Diário de Mika”, que tem como protagonista uma menina de 4 anos muito curiosa, que está aprendendo a lidar com todas as novidades que o mundo tem a oferecer.
Exibida nos canais Disney Júnior, Rede Brasil, TV Brasil e várias emissoras de TV em mais de 130 países de todos os continentes, a série também é sucesso na internet, com mais de 500 mil inscritos nos canais do YouTube. Recentemente, a animação 100% nacional, que foi indicada ao “6º International Emmy Kids Awards 2017” na categoria “Crianças: pré-escolar,” estreou no pacote de novidades da Netflix.
No musical, Mika além de contracenar com seus amigos bichinhos- Javô, Abelhuda, Bláblá, Lilá, Puquê e Bru- também conta com dois novos ajudantes humanos – Niko e Kiko- criando uma maior interação com o público e agradando a toda a família.
Com produção da Supertoons, criação de Elizabeth Mendes, e direção de Rodrigo Maiellaro, o espetáculo estará em cartaz a partir do dia 01 até o dia 30 de setembro às 16hs.
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O Diário de Mika em: O Mundo é Novo Para Mim
Teatro Morumbi Shopping (Av. Roque Petroni Júnior, 1089 – Vila Gertrudes, São Paulo)
Duração 55 minutos
01 a 30/09
Sábado e Domingo – 16h
$60
Classificação Livre

DEPOIS DO AMOR – UM ENCONTRO COM MARILYN MONROE

Com patrocínio da Mapfre Brasil e Escrito por Fernando Duarte, Depois do Amor marca mais uma parceria entre o jovem autor e Marília Pêra, que faleceu no dia da estreia nacional da peça, no teatro Amazonas, no dia 05 de dezembro de 2015. Autor e diretora já haviam trabalhado juntos no sucesso “Callas”.  O espetáculo volta a São Paulo para curta temporada no teatro Morumbi Shopping, de 05 a 28 de outubro, com sessões de sexta a domingo.

A trama de Depois do Amor retorna ao ano de 1962 e aos bastidores do filme  “Something’s got to give”, produção estrelada por Marilyn Monroe e interrompida em virtude de sua morte, no mês de agosto do mesmo ano, aos 36 anos.

Nos primeiros 16 dias, a atriz, vivida na peça por  Danielle Winits, não apareceu no set de filmagem alegando uma sucessão de enfermidades. Quando finalmente decidiu trabalhar estava mais magra e foi preciso ajustar todo o seu figurino, que havia sido encomendado por ela ao famoso estilista Jean Louis.

Margot Taylor,  vivida por Karen Coelho, foi designada para a tarefa, e encontrou a atriz em sua nova casa.  Assistente do estilista, ela era também velha conhecida da sexy symbol.

Elas se tornaram amigas em 1952, nos bastidores de uma filmagem. Na época, Margot era namorada de Joe DiMaggio, que ao colocar os olhos em Marilyn, rompeu com ela e viveu um casamento de nove meses com a atriz.   Dez anos depois, a vida se encarregou de colocar as duas frente a frente para um acerto de contas.

Enquanto experimenta os belos vestidos, Marilyn  e Margot conversam sobre o passado, os amores e as alegrias, relembrando fatos engraçados, aflições e vislumbrando um  futuro,  que a Deusa do cinema não teve tempo para viver.

Depois do Amor poderia ser definido como um estudo da alma feminina, mas pode ser mais que isso. Em cena, um dos maiores mitos da feminilidade do século XX: Marilyn Monroe, a mais absoluta encarnação do glamour, da feminilidade e da carência afetiva e Margot, uma mulher comum. Apesar das diferenças abissais entre os dois mundos, percetíveis de imediato, a mesma prisão as aproxima: a dificuldade de se afirmar com autonomia em um mundo controlado pelos homens e a impossibilidade de encarar a vida sem afeto.

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Depois do Amor – Um encontro com Marilyn Monroe

Com Danielle Winits e Karen Coelho

Teatro Morumbi Shopping (Av. Roque Petroni Júnior, 1089 – Vila Gertrudes, São Paulo)

Duração 60 minutos

05 a 28/10

Sexta e Sábado – 21h, Domingo – 19h

$70

Classificação 12 anos

PIRATAS DO CARAMBA

O espetáculo para crianças “Piratas do Caramba” continua em cartaz no Teatro Folha, com apresentações aos sábados e domingos, às 17h40, até 16 de dezembro. A peça, que mostra as aventuras de uma atrapalhada tripulação de piratas em busca do sonhado tesouro, também será apresentada em sessões extras nos feriados dos meses de outubro e novembro.

Os piratas Capitão Pantufa, Espadinha e Barnabé passam os dias recolhendo o lixo que encontram pelos oceanos e lembrando das antigas batalhas. Numa manhã encontram uma misteriosa garrafa que poderá transformar suas vidas. Surge um dilema: continuar suas vidas pacatas ou se arriscar no mar em busca do tesouro. Eles decidem por novas aventuras.

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Piratas do Caramba

Com Rafael Pequeno, Vanessa Bonandi e Renato Pitanga

Teatro Folha – Shopping Pátio Higienópolis (R. Dr. Veiga Filho, 133 – Higienópolis, São Paulo)

Duração 60 minutos

Até 16/12 (Sessões extras 12/10, 02, 15, 16, 19 e 20/11)

Sábado, Domingo e Feriado – 17h40

$40

Classificação Livre

QUARTO 19

QUARTO 19, espetáculo solo de Amanda Lyra construído a partir do conto No Quarto Dezenove (To Room Nineteen), da escritora britânica Doris Lessing (1919-2013), prêmio Nobel de Literatura em 2007, reestreia dia 22 de setembro no Teatro Vivo. A direção é de Leonardo Moreira, dramaturgo e diretor da Companhia Hiato, de São Paulo.

O conto To Room, publicado pela primeira vez em 1963, conta a história de uma mulher de classe média casada e com quatro filhos que se vê despersonalizada pelo casamento burguês, pela maternidade e pela fragmentação de sua identidade feminina.

As questões abordadas pelo texto e pela encenação de Quarto 19 dizem respeito principalmente às mulheres, mas não só a elas. Nesse conto, Lessing aborda com simplicidade e força alguns de seus temas mais persistentes, como o cabo de força entre o desejo humano e os imperativos do amor, da traição e da ideologia, as tensões entre o doméstico e a liberdade, a responsabilidade e a independência. A construção da identidade, o trabalho para estabelecê-la, defini-la e refiná-la, talvez seja o fio que liga toda a obra de Lessing.

A ATUALIDADE DO TEXTO

A atriz Amanda Lyra, também idealizadora do projeto e tradutora do texto, conta: “To Room 19 foi publicado pela primeira vez em 1963. Esta peça estreou em 2017. Tanto tempo no fim das contas parece tão pouco. É doloroso perceber a universalidade e atemporalidade desse texto. Perceber que estamos nos debatendo com mesmas questões tantos anos depois, com o movimento feminista já em sua quarta vaga.

Mas Quarto 19 vai além de um retrato da condição da mulher. O conto de Lessing questiona o ideal de felicidade da família burguesa, o modelo social racional e inteligente que soterra nossa sensibilidade, nossa selvageria. É uma grande tarefa lutar pela sobrevivência da própria identidade numa sociedade com modelos tão sufocantes. O quarto 19, aqui, é mais do que um espaço físico. Ele é uma metáfora de libertação. Um espaço/estado onde qualquer pessoa pode ser o que quiser, a despeito do que se exige dela na sociedade.”

A personagem do conto está consciente de que é prisioneira de alguma coisa maior e, em seu discernimento embotado, passa a acreditar que está doente. Mas o mal que a aflige está também – e talvez principalmente – no âmago da sociedade, e não só em algum lugar escondido das anomalias individuais. A personagem vive assim a luta silenciosa de muitas outras mulheres. Uma luta gigante, onde o desejo de autenticidade se vê barrado por princípios e modelos culturais.

A MONTAGEM

O cenário e a luz de Marisa Bentivegna criam um espaço limpo e claro, que traz somente uma parede ao fundo, um carpete e uma poltrona. Na cena predominam os tons de verde. O figurino, realista, é de uma mulher comum, e suas cores dialogam com o tom geral da montagem. É através do trabalho da atriz que todos os espaços são desenhados – a casa da família, o jardim, o quarto 19.

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Quarto 19

Com Amanda Lyra

Teatro Vivo (Av. Dr. Chucri Zaidan, 2460, Morumbi – São Paulo)

Duração 75 minutos

22/09 até 07/10

Sábado – 21h, Domingo – 19h

$40

Classificação 16 anos