FLORES NA CABEÇA – VIDA E FOTOGRAFIA

O QUE EU FAÇO DA MINHA VIDA ENQUANTO A MINHA MORTE NÃO ACONTECE?

A frase do filósofo Mário Sérgio Cortella é um dos motes da peça “Flores na Cabeça – Vida e Fotografia”, que conta a história de Luciana Cavalcanti, uma menina/mulher, que assim que conseguiu realizar seu maior sonho recebeu uma sentença de morte: um câncer agressivo estava tomando conta do seu corpo e ela teria pouco tempo de vida.

Ao invés de se entregar para a doença, ela luta desesperadamente pela vida, levando a todos uma mensagem de otimismo, esperança a quem já a perdeu e encontrando para si mesma uma razão para continuar respirando ao enxergar prazer nas coisas mais simples.

Seis meses antes de morrer, Luciana deixou um e-mail com todas as instruções para o seu velório para sua grande amiga, Luciana Garcia. Junto com o texto  fez também um pedido “Não deixem que as pessoas me esqueçam”.

Comovida com o drama vivido pela amiga que conhecia desde a adolescência e movida pelo juramento para que ela não fosse esquecida, a atriz e também autora Luciana Garcia decidiu montar um espetáculo que despertasse nas pessoas a vontade de repensar suas vidas: “Não temos certeza de nada nesse mundo, a não ser da nossa finitude. Pensando a morte, acredito que a gente possa entender um pouco melhor o que estamos fazendo de nossas vidas”, disse.

O diretor da peça, Alcides Peixe, que estreia dia 06 de outubro,  optou por montar o monólogo com Luciana Garcia no papel de atriz-narradora conduzindo o espectador em atitude quase confessional e de desnudamento, pois a proposta também é documental. “Assim, de forma intimista, a história vai sendo traçada amparada por elementos visuais de projeções e demais dispositivos físicos e tecnológicos”.

A fotografia também tem um importante papel em “Flores na Cabeça”, promovendo um diálogo sobre vida e memória com questões como qual o papel da fotografia na história de cada um? O que deixamos de legado além da saudade? Um convite a olhar para o outro e falar sobre sentimentos de uma forma que o mundo atual não nos convida mais

Segundo Alcides Peixe: “Numa sociedade cada vez mais desumanizada, efêmera e repleta de ódio com o diferente, se faz necessário reaprendermos a olhar o outro, descobrir o que nos faz iguais, nos identificarmos como seres coletivos e, ao nos depararmos com o semelhante (ou não), nos reconhecermos. A história das Lucianas nos envolve, na medida em que nos percebemos como seres cada vez mais perdidos de nossas raízes e crenças.

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Flores na Cabeça – Vida e Fotografia

Com Luciana Garcia

Teatro Augusta – Sala Experimental (R. Augusta, 943 – Cerqueira César, São Paulo)

Duração não informada

06/10 até 16/12

Sábado – 21h30, Domingo – 19h

$50

Classificação não informada

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