SOMOS TÃO JOVENS

O universo de alegrias, dúvidas, angústias, medos, acertos e erros de seis jovens amigos são retratados em Somos Tão Jovens, espetáculo de Vinícius de Oliveira com direção de Ricardo Grasson que volta para sua segunda temporada com nova produção no Teatro Augusta.

O elenco conta os com jovens atores Danillo Branco, Júlio Oliveira, Gabriel Moura, Bruno Damásio, Fernando Burack e Luis Fernando Delalibera acompanhados por uma banda formada por Kelly Martins, Léo Rosso e Rozera Nunes.

Questões sobre preconceitos, sonhos, uso de drogas, relacionamentos e sexualidade, são trazidos à cena em situações que se desdobram em gravidez indesejada, a primeira vez, sonhos frustrados e homossexualidade, entre outros assuntos sempre presentes na passagem para a idade adulta. A banda conduz o desdobramento da encenação impulsionando o trabalho dos atores, embalados por canções ligadas a juventude durante as décadas de 1980 a 2000.

Para a criação do texto, Vinícius de Oliveira teve como inspiração o espetáculo Garotos, de Leandro Goulart, o filme Hoje Eu Quero Voltar Sozinho, de Daniel Ribeiro e o livro As Meninas, de Lygia Fagundes Telles. A música Tempo Perdido, do Legião Urbana, que toca durante a peça é uma das cenas mais nostálgicas para o público.

Na criação da dramaturgia, essas obras funcionaram como impulsionamento e uma forma de costurar a trama que estava sendo criada. Histórias que aconteceram comigo e com pessoas próximas também serviram como propulsores. É um espetáculo que cativa jovens que vivem essas cenas no dia a dia, e até de pessoas mais velhas, que passaram por esses momentos em algum ponto da vida”, conta o autor.

Para o diretor Ricardo Grasson, a montagem conversa muito bem com os dias atuais, aposta na simplicidade e na mensagem direta para o jovem. “A peça aborda temas que não são muito falados em casa; o teatro tem essa característica de mostrar a vida como ela é, ativa questionamentos sobre o mundo. Não importa se é um clássico ou contemporâneo, o bom do teatro é falar do ser humano e todas as camadas que o envolvem”.

Cenário e figurinos colocam os personagens inseridos no cotidiano como um apartamento, um bar, elementos de uma grande metrópole que poderia ser em qualquer lugar do mundo. “Todos esses recursos cênicos ajudam a exibir o cotidiano desses personagens e de todas as tramas dessa juventude. É uma forma de transportar o mundo para o palco e proporciona a empatia direta e rápida do público. Durante o processo, houve um diálogo com os atores em todos os aspectos, uma maneira de alimentar o trabalho da direção e atuação, os dois lados caminharam bem para trazer um novo frescor”, diz Grasson.

Somos Tão Jovens marca a volta, após mais de 20 anos, de Ricardo Grasson na direção, que se dedicou ultimamente na produção de espetáculos como Caesar – como construir um Império (Willian Shakespeare adaptado e dirigido por Roberto Alvim) com Caco Ciocler e Carmo Dalla Vecchia; Fantasmas (de Henrik Ibsen adaptado e dirigido por Roberto Alvim e Juliana Galdino) com Guilherme Weber, Pascoal da Conceição, Mário Bortolotto e Luisa Micheletti; 33 Variações (obra de Moisés Kaufman e direção de Wolf Maya) com Nathalia Timberg, Clara Sverner e grande elenco; entre outras.

CARMEN

Somos Tão Jovens

Com Danillo Branco, Júlio Oliveira, Gabriel Moura, Bruno Damásio, Fernando Burack e Luis Fernando Delalibera

Teatro Augusta – Sala Paulo Goulart (Rua Augusta, 943. Consolação – São Paulo)

Duração 70 minutos

06/10 até 04/11

Sábado – 19h, Domingo – 18h

$40

Classificação 14 anos

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