O DIA DOS MUSICAIS – EDIÇÃO EXPERIENCE

O projeto que surgiu em 2016 com a ideia de unir o mercado de Teatro Musical em um espaço que tem como objetivo principal incentivar o estudo, realiza no dia 30 de outubro, na Hebraica, em São Paulo, sua 3ª edição. Em parceria com o clube social, cultural, recreativo e esportivo, “O Dia dos Musicais”, que vem crescendo exponencialmente nos últimos anos, bem como o mercado do gênero em que atua, reúne anualmente profissionais da área, futuros artistas em formação e fãs para um dia inteiro de atividades imersivas culturais e educativas.

Idealizado por Jessé Scarpellini, conhecido por integrar o elenco de grandes superproduções, o ator se uniu ao amigo Lurryan Nascimento, também ator, porém reconhecido por sua famosa empresa ‘A Loja dos Musicais’ – responsável por desenvolver há quase 10 anos souvenirs personalizados de diversos espetáculos no eixo Rio-São Paulo – para criar algo que pudesse ser transformador para aqueles que, de alguma forma, contribuem com o universo dos musicais. Juntos eles uniram ideias e ideais após diversas reuniões a fim de encontrar uma proposta capaz de valorizar ainda mais os artistas brasileiros e gerar novas oportunidades de emprego no meio.

Me peguei pensando o quão bom seria se nosso mercado tivesse um crescimento acelerado em todos os âmbitos. Um tipo de vitamina cultural! Visualizei na minha mente todos reunidos, alunos, artistas, professores, profissionais se ajudando, trocando ideias e conhecimento, então pensei: ‘por que não’?”, conta Jessé

Com meses de planejamento a fim de enriquecer cada vez mais a experiência dos inscritos, a organização, que conta essencialmente com workshops de canto, dança e interpretação, busca a cada ano diferentes perfis de professores que se interessem por apresentar suas técnicas em uma ‘aula degustação’, onde o aluno inscrito pode depois escolher seguir com eles e assim continuar estudando.

Divididos em pacotes, e com preços separados por lotes, é possível escolher opções com uma, três ou cinco aulas diferentes, além de algumas atividades extras, que podem ser adquiridas juntas ou separadamente. No time de profissionais convidados deste ano estão Thiago Jansen (stilleto), Fefa Moreira (sapateado), Marcelo Klabin (teatro), Fernanda Camargo (teatro), Fabiana Tolentino (teatro), Beatriz Lucci (acting de song), Léo Romano (técnicas de audição), Carolina Franco (balé), Rafael Villar e Tinno Zani (empreendedorismo do artista), Douglas Tholedo (canto) e Tony Lucchesi (harmonia vocal).

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Além das aulas

Com uma programação de mais de 10 horas de duração, a edição Experience do evento que, com a co-produção da Hebraica, expande agora não apenas seu espaço físico, mas também sua proposta, de unir ainda mais o mercado em questão, recebe pela primeira vez as lojas Ponto Pipoca; Studio S, da atriz Sara Sarres; Direto de Oz, da atriz Fabi Bang; e Cover You, das atrizes Thais Piza e Maria Clara Manesco, em uma espécie de ‘galeria geek’ para os fãs, além da exposição ‘As Cores dos Musicais’, assinada pelo ilustrador Édipo Régis.

O dia conta ainda com atrações que podem ser aproveitadas independente da participação nas aulas, como a palestra gratuita “Contrato: O melhor papel da sua carreira” ministrada por Jonathas Joba, Julia Duarte, Luciana Millano e Fábio Cadôr, que vão bater um papo entre profissionais e aspirantes ao mercado de Teatro Musical, discutindo e esclarecendo pontos importantes que todos os artistas deveriam saber em relação ao que podem e devem negociar quando forem contratados. Para participar é preciso se inscrever no site oficial.

Estão na programação também pocket shows dos musicais “Na Pele” e “Os Últimos 5 Anos” – que incluem um bate papo sobre o processo criativo e produção dos Musicais -, uma apresentação na íntegra de “Cargas D’Água – Um Musical de Bolso”, o Cinemaokê com Sessão Cosplay, onde os participantes podem se transformar em seus personagens preferidos e unir vozes em um karaokê com diversos hits dos musicais exibidos por uma grande tela de cinema.

O dia se completa com o tão aguardado show de encerramento, que pode ser adquirido de forma avulsa, e neste ano leva o nome de “Identidade”, em referência às características do artista de teatro, apresentado por diversos nomes conhecidos dos palcos, entre eles Roberta Jafet, Laura Suleiman, Vânia Canto, Raquel Paulin, Kiara Sasso, Fred Silveira, Rodrigo Negrini, Rafael Aragão, Davi Tápias, Letícia Soares, Ágata Matos, Bruna Pazinato e Pamella Machado, que serão acompanhados pela banda composta pelos atores: Renato Bellini, Lázaro Menezes, Jessé Scarpellini e Elton Towersey.

Outra novidade da edição 2018 é a Trilha Kids, uma grade de atividades desenvolvida especialmente para crianças com idade entre 7 e 12 anos, que contará com a orientação de Laura Visconti e Andreia Vitfer em aulas de canto, e de Fernanda Chamma em uma palestra sobre o mercado infantil dentro do Teatro Musical, essa podendo ser também acompanhada pelos pais sem custo adicional. Para as crianças, o pacote inclui ainda acesso ao Cinemaokê e ao Show final.

Com um crescimento a olhos vistos, o evento, que hoje estima receber um público quatro vezes maior do que na edição anterior, atrai pessoas de todo o Brasil, como Pernambuco e Pará, e já apresenta relatos de participantes que vieram unicamente para o evento, mas optaram por viver na capital paulista, estudando e trabalhando na área.

Na primeira edição ainda não tínhamos noção no que se transformaria ‘O Dia dos Musicais’. Hoje sonhamos em ser o maior evento de teatro musical do mundo, ser referência no mercado e poder trazer profissionais de outros países para cá. A gente sonha alto, mas estamos dispostos a trabalhar para isso”, explica Lurryan.

Para Jessé, o lema que permeia o evento este ano é a conexão. “Queremos que as pessoas se conectem e tenham uma experiência 360 graus. Que além da parte educacional dos workshops, os fãs que não tem o sonho de estar no palco, mas que amam teatro possam participar assistindo a espetáculos durante todo o dia, como nos festivais de teatro que acontecem pelo país, só que dentro do nosso evento, e não só os fãs claro, pois entre uma aula e outra é possível participar de atrações paralelas”, complementa Jessé.

A parceria de sucesso entre Jessé e Lurryan se solidifica agora com a chegada da Dracma Núcleo Criativo, produtora capitaneada pela dupla e que a partir desse ano passa a assumir não apenas “O Dia dos Musicais”, como outras propostas culturais. “Juntando todas as nossas experiências foi natural o surgimento da produtora. Hoje dedico grande parte do meu tempo a Dracma, estamos trabalhando em novos projetos que acreditamos e que nos realizam profissionalmente. Nosso lado empreendedor se dá muito bem com o artístico, e a ideia é transitar por vários lugares, como teatro, teatro musical, eventos e até onde nossa imaginação deixar”, afirma Lurryan.

A Dracma Núcleo Criativo acredita que a arte pode mudar o mundo inspirando pessoas. Desde o impacto direto gerado por nossas produções artísticas, até a sua reverberação natural. Nossas ações e projetos respeitam com empatia o artista, a pessoa, a plateia e a missão de fazer com que a arte contribua para a harmonia da sociedade. A palavra Dracma remete a uma medida antiga usada para pesar pedras preciosas, ou metais de alto valor. Comparamos o artista, os projetos e espetáculos a uma pedra bruta preciosa, que quanto mais lapidada for, maior terá seu brilho. Esse brilho nunca acontece sozinho, pois a pedra apesar de todo o seu valor, depende da luz, que é a arte em sua total essência”, conclui Jessé.

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O Dia dos Musicais – Edição Experience

30/ 10

Terça – 10h às 21h

Clube Hebraica (Rua Hungria, 1000 – Pinheiros, São Paulo)

LOTE 5: (17 a 23 de Outubro)
– 1 aula + Show Final: R$150,00;
– 3 aulas + Cinemaokê + Show Final: R$210,00;
– 5 aulas + Cinemaokê + Kit Especial + Show Final: R$280,00;
– Espetáculos e atrações avulsos, (Cinemaokê, Cargas D’Água, Últimos 5 anos (pocket e bate papo),
Na Pele (pocket e bate papo) e Palestra “O mercado Infantil de Teatro Musical”): R$30,00.

Maiores informações – e ingressos – no site http://www.odiadosmusicais.com.br/

ARQUITETURA EFÊMERA – CONSTRUÇÃO COLETIVA DE UM MONUMENTO DE PAPELÃO

A construção coletiva de um grande monumento arquitetônico da cidade, feita com caixas de papelão, sem ajuda de máquinas ou guindastes, apenas com energia humana e força muscular. Ao final, tudo é desfeito! Os habitantes da cidade têm a oportunidade de se reunir para realizar uma obra surpreendente, efêmera e sem utilidade.

Essa é a proposta do artista francês Olivier Grossetête em Arquitetura Efêmera – Construção Coletiva de um Monumento de Papelão que chega a São Paulo para reproduzir uma construção efêmera da catedral da Sé, a maior igreja da cidade de São Paulo e um dos cinco maiores templos góticos do mundo, no Sesc Parque Dom Pedro II.

O projeto acontece em três etapas: oficinas, construção e desconstrução. As oficinas ocorrem de 23 a 26 de outubro, em dois horários, às 10h30 e às 14h30, com duração de 3 horas cada. O público pode participar de todas ou de apenas uma oficina. Inscrições a partir do dia 03/10 pelo e-mail: oficinas@carmo.sescsp.org.br ou na Central de Atendimento da unidade.

A montagem da construção efêmera da Catedral da Sé acontece no dia 27 de outubro, sábado. Os participantes são convidados a se reunir às 10h para começar a subir a torre. São necessárias cerca de 150 pessoas para cumprir essa etapa. A torre fica em exposição até o dia 4 de novembro, domingo, quando todos podem participar da desmontagem.

O objetivo do projeto é tanto compartilhar a experiência de uma construção coletiva como o resultado final da obra. Ele nos permite recriar conexões uns com os outros, compartilhando momentos em comum. Podemos erguer montanhas ou pelo menos uma construção de um monumento medindo mais de 20 metros de altura e pesando mais de 1 tonelada. Este é um projeto universal que mobiliza jovens e idosos e permite que as pessoas se encontrem e construam alegremente”, fala Olivier Grossetête.

Durante os dias de oficinas, adultos, crianças a partir de 6 anos, idosos de todas as idades e origens são recebidos para preparar elementos específicos da construção. É um momento no qual a abordagem artística é compartilhada e as técnicas usadas para construir são colocadas em prática. As partes específicas são construídas e os elementos do monumento, como telhados, arcos, varandas, são pré-montados. A programação conta com o apoio do Institut Français.

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A construção

Os habitantes da cidade, visitantes e passantes são bem-vindos durante todo o dia para construir o edifício. Os elementos produzidos anteriormente nas oficinas são preparados, novas caixas para completar a torre são construídas e a estrutura vai sendo levantada, andar por andar, etapa por etapa e fixadas com fitas adesivas. “À medida que progredimos, a estrutura se torna mais pesada e demanda mais pessoas para levantá-la. É chegada a hora em que precisamos de todos em seus devidos lugares e o momento chave do projeto quando sentimos a força da energia coletiva”, explica o artista.

A desconstrução

Os participantes são convidados a ajudar na demolição da construção. Ao final, o público é incentivado a pisar e pular em todas as caixas, num momento simbólico de diversão. Participam assim de um evento artístico em que cada um encontra seu lugar, numa performance coletiva.

O fim do projeto também é um momento de festa e alegria. Porém, com reflexão sobre a imagem e simbolismo da arquitetura que explora espaços urbanos e permite trazer questionamentos políticos e sociais.

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Sobre Olivier Grossetête 

Nascido em Paris em 1973, vive em Marselha e trabalha no mundo todo. Estudou na École des Beaux-Arts, em Valence, e através do seu trabalho artístico tenta manter a poesia e os sonhos vivos em nossas vidas cotidianas. Utilizando brincadeiras com falsa ingenuidade, ele enfrenta um determinado contexto para questionar as leis, tanto físicas quanto sociais, que nos governam. Em 2002, criou colagens de documentos administrativos, como notas bancárias, multas de estacionamento e multas ou cartas de recusa com as quais ele invoca a realidade para inventar novas ficções.

Uma outra faceta de seu trabalho se aproxima da escultura, apresentando “objetos poéticos” in loco. Esses funcionam cada um de sua própria maneira, indo e vindo entre sonhos, imagens poéticas e as leis que governam nosso mundo. Com as construções participativas de monumentos feitas de papelão, explora os espaços urbanos e nos permite vivenciá-los juntos.

Grossetête convida os habitantes de uma cidade a se unirem para erguer um prédio utópico, temporário e inútil, feito de papelão e fita adesiva. Para participar de uma experiência artística em que todos encontram seu lugar.

Seja com suas construções de monumentos de papelão usando energia coletiva em torno dele, ou com vias e pontes que desafiam a gravidade ou com seus cortes/colagens negando símbolos autoritários, tenta reverter, pelo menos simbolicamente, o equilíbrio de poder, que nos liga ao mundo, questionando o valor de nossas trocas e de nossos pertences.

 

Arquitetura Efêmera – Construção Coletiva de um Monumento de Papelão

Com Olivier Grossetête

SESC Parque Dom Pedro II (Praça São Vito, s/n – Brás, São Paulo)

23/10 a 04/11

Oficinas: dias 23, 24, 25 e 26/10. Terça a sexta – Inscrições a partir do dia 03/10.

e-mail: oficinas@carmo.sescsp.org.br

Grátis

UM PRESENTE PARA RAMIRO

A importância de se planejar e se organizar para concretizar os sonhos é a principal lição ensinada pelo espetáculo infantojuvenil Um Presente Para Ramiro, com texto e direção de Valdo Resende. Patrocinada pela Visa, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura e do Governo Federal, a peça estreia em uma temporada gratuita pelos CEUs e Fábricas de Cultura, com apresentações já agendadas entre 12 e 31 de outubro. O elenco é formado por Roberto Arduin, Conrado Sardinha, Isadora Petrin, Neusa de Souza e Rogério Barsan.

A trama narra as descobertas de Ramiro em seu aniversário de 12 anos. Na véspera desse dia, seu avô Miguel, que diz ter poderes especiais, entra nos sonhos do neto para descobrir quais são os desejos dele. Depois de perceber que o garoto não aceita ficar sem presentes caros, o avô decide ensiná-lo sobre o valor das coisas.

Com a ajuda da prima Valentina e de Fortuna, um cofre em forma de um porquinho falante, Miguel propõe uma viagem ao passado para apresentar a Ramiro os sonhos e a história de seus pais. A proposta da peça é mostrar o conflito entre o querer e o não poder – presente na realidade de muitas famílias brasileiras – e as possíveis saídas éticas para essa questão.

O trabalho partiu de uma pesquisa sobre como as crianças lidam com a realidade financeira da família, revela o diretor Valdo Resende. “Durante meses nós estudamos esse tema e somamos a isso a nossa experiência em falar com esse público infanto-juvenil e, consequentemente, com os pais, pois são eles que levam os filhos ao teatro. Usamos uma linguagem própria para a idade para mostrar que há um valor real e concreto para as coisas e que precisamos de planejamento, investimento e economia para consegui-las”, comenta.

A encenação evidencia a importância do valor real das coisas e não a importância do ter o que é caro, o que está na moda, o que dá status. Trata, ainda, do egoísmo em contraposição aos valores familiares. Dessa forma, apresenta e valoriza os brinquedos simples, antigos. “Resgatamos alguns brinquedos que estão desaparecidos, mas ainda permeiam o imaginário das pessoas. E a nossa cenografia (assinada por Djair Guilherme) é construída como um brinquedo que se monta e desmonta. Não temos um cenário na própria concepção da palavra, mas elementos cenográficos que vão compondo os ambientes onde as cenas ocorrem. A encenação se baseia em um teatro no qual as ações são construídas a partir do movimento dos atores, a partir da maneira com qual eles manipulam os elementos cenográficos”, explica Resende.

Já os figurinos, assinados por Márcio Araújo, fazem referência a outras cidades e épocas e remetem o espectador a um mundo onírico. “Colocamos a cenografia, os figurinos, os adereços (de Renato Ribeiro) e a trilha sonora original (de Flávio Monteiro) em função do jogo lúdico para ajudar o Ramiro a perceber essa nova realidade em que ele precisa ir além como indivíduo”, acrescenta.

Sobre o projeto

A circulação pela cidade de São Paulo ocorrerá até março de 2019. Escolas públicas, instituições e equipamentos culturais com interesse em receber apresentações gratuitas do espetáculo podem entrar em contato pelos seguintes canais:  lilian@kavantan.com.br ou 11 3023-3040

@umpresentepararamiro (Facebook e Instagram)

Site: umpresentepararamiro.com.br

Sobre a Visa e seu apoio à educação financeira

A produção infantojuvenil Um Presente Para Ramiro é patrocinada pela Visa, reconhecida por desenvolver projetos voltados à educação financeira para crianças, jovens e adultos, por meio do Programa de impacto social Finanças Práticas. A empresa já patrocinou dois outros espetáculos do mesmo tema para crianças e empreendedores, além de ter sido reconhecida pelo selo ENEF (Estratégia Nacional de Educação Financeira) do Banco Central, que comprova a qualidade e a imparcialidade da empresa ao tratar do assunto.

Segundo Sabrina Sciama, diretora de comunicação corporativa da Visa, o espetáculo foi patrocinado pois, além de suas qualidades artísticas, está dentro do espírito do Programa. “Investimos na produção por compartilhar da opinião de que com uma melhor organização e planejamento de suas finanças, todos podem alcançar seus sonhos de uma maneira consciente e responsável”.  “As crianças têm um forte poder de influência dentro de sua casa e podem levar toda sua família a adotar fundamentos aprendidos na peça, como fazer um orçamento e poupar”, acrescenta Sciama.

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Um Presente Para Ramiro

Com Roberto Arduin, Conrado Sardinha, Isadora Petrin, Neusa de Souza e Rogério Barsan

Duração 60 minutos

Entrada Grátis (distribuição uma hora antes da sessão)

Classificação 8 anos

CEU PARAISÓPOLIS – Rua Dr. José Augusto de Souza e Silva, s/n – Jardim Parque Morumbi. Quando: 23 de outubro, às 11h e às 14h. Informações: (11) 3747-1963.

CEU PARQUE BRISTOL – Rua Prof. Artur Primavesi, S/N – Parque Bristol. Quando: 24 de outubro, às 10h30 e às 14h. Informações: (11) 2334-9151.

CEU VILA CURUÇÁ – Avenida Marechal Tito, 3452 – Jardim Miragaia. Quando: 25 de outubro, às 11h e às 14h. Informações: (11) 2563-6100.

CEU PARQUE ANHANGUERA – Rua Pedro José de Lima, 1020 – Anhanguera. Quando: 29 de outubro, às 9h e às 14h. Informações: (11) 3912-6020.

CEU ÁGUA AZUL – Avenida dos Metalúrgicos, 1262 – Cidade Tiradentes. Quando: 31 de outubro, às 10h30 e às 15h. Informações: (11) 3396-3534.

GALO ÍNDIO

Espetáculo solo de Rodolfo Amorim, do Grupo XIX de Teatro, com a direção de Antônio JanuzelliGalo Índio ganha temporada na Vila Maria Zéliade 13 de outubro a  11 de novembro, com sessões aos sábados, 20h e domingo, às 19h.

O solo mostra um órfão, que tenta retratar o seu pai ausente a partir de poucos fragmentos que se alojaram em sua memória. Na busca pelos contornos desse pai, sua própria infância emerge de sua memória e demonstra o quanto esse vazio foi determinante na construção da sua forma de ver e interagir com a vida. Um encontro entre pai e filho. Entre um adulto e sua criança.

Galo Índio remonta as lembranças do ator e autor Rodolfo Amorim em relação a morte de seu pai e o silêncio criado em torno desse fato na sua infância em Sorocaba. O ator  pesquisou sobre a memória e as possibilidades de exploração da multiplicidade e transformações de uma narrativa. Entrevistas, relatos de pessoas próximas desse acontecimento e documentos, foram os materiais provocadores na construção desse retrato.

Nesse jogo de rememoração, incomoda mais ao órfão sua necessidade de pensar o pai, feita de dificuldades, imprecisões e faltas, do que propriamente a morte em si. Sua forma de enterrar o pai e compreender sua partida é desvelar as palavras que o encobrem. Assim, na tentativa de traduzi-lo, o confessor nos leva ao mundo invisível de sua história: à medida que precisa aliviar o fardo de sua criança e desse pai.

Pensamos um procedimento que investigue e discuta não só o ato de estar só em cena, mas sobretudo, de utilizar a própria história do ator/narrador, em seus limites de interprete e confessor. Fazendo da fricção entre um fragmento do real e o imaginado, um meio de encontrar ecos com o público em sua materialidade cênica,” explica Rodolfo Amorim.

Em uma trajetória pelo passado com ecos no presente, a peça reconstitui a personalidade de um pai conservado e inventado no silêncio dos anos. A busca de detalhes para esse retrato, somada à dificuldade de traduzir em palavras as lembranças que restam de alguém que se foi, resulta nessa peça autobiográfica sobre a perda de um pai, conectada com as atuais formas de autorrepresentação e autoficcionalização.

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Galo Índio

Com Rodolfo Amorim

Vila Maria Zélia (Rua Mário Costa 13 – entre as ruas Cachoeira e dos Prazeres – Belém, São Paulo)

Duração 60 minutos

13/10 até 11/11

Sábado – 20h, Domingo – 19h

$40

Classificação 14 anos

MAESTRO JOÃO CARLOS MARTINS EM CONCERTO

Um bate papo informal e intimista, um momento especial regado a música, histórias e emoções dão o tom do espetáculo Maestro João Carlos Martins Em Concerto que acontece no dia 4 de dezembro, terça-feira, às 21h, no Teatro Porto Seguro. O Maestro João Carlos Martins se apresenta ao piano acompanhado da Camerata Bachiana e com a  participação de Davi Campolongo, um dos jovens que apresentou para o mundo da música clássica.

A apresentação é uma oportunidade para entrar em contato com a vida e a arte do Maestro João Carlos Martins, cuja trajetória já foi registrada em 3 documentários: o franco-alemão Die Martin’s Passion (2003), o belga Revérie (2007), e o brasileiro O Piano como Destino (2015); além do longa metragem João, o Maestro, produzido pela LC Barreto, e da peça Concerto para João em cartaz no Teatro FAAP.

Sobre João Carlos Martins

Nascido em São Paulo, no dia 25 de junho de 1940, João Carlos começou a tocar piano aos sete anos por influência de seu pai, José, que desde a infância sonhava em virar um pianista. Aos oito anos, João Carlos venceu seu primeiro concurso musical ao executar obras do compositor alemão Johann Sebastian Bach (1685-1750). Aos 21 anos, patrocinado por Eleanor Roosevelt, apresentou-se pela primeira vez no Carnegie Hall, em Nova York. No auge de sua carreira de pianista, tocou com as maiores orquestras norte-americanas e gravou a obra completa de Bach para piano. Jornais como New York Times, Washington Post e Los Angeles Times dedicaram-lhe reportagens entusiasmadas pela sua personalidade artística.

Aos 25 anos, já consagrado como um dos grandes pianistas do mundo, João Carlos sofreu uma queda enquanto jogava futebol no Central Park, em Nova York, que atingiu o nervo ulnar e provocou atrofia em três dedos, obrigando-o a parar de tocar. Depois de um ano, voltou a tocar com dificuldade. Abandonou a carreira aos 30 anos.

Após sete anos longe do piano, decidiu voltar aos palcos, recebendo excelentes críticas da imprensa e a aclamação do público. Nesse período, porém, descobriu que desenvolveu distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho (Dort). Novamente teve que abandonar a carreira. A paixão pela música fez com que ele retornasse anos mais tarde e, mesmo com sequelas, que o forçaram a adaptar novas formas de tocar, iniciou a gravação da obra completa de Bach.

Em 1995, em um assalto na Bulgária, foi golpeado na cabeça com uma barra de ferro, que provocou uma sequela neurológica, comprometendo o movimento da mão direita. Por meio de reprogramação cerebral, conseguiu recuperar os movimentos e voltou a tocar com as duas mãos. Entretanto, esse procedimento médico deixou sequelas no braço direito e na fala. Decidiu passar por um novo procedimento cirúrgico para corrigir o problema e teve os seus movimentos da mão direita afetados. Antes, porém, terminou a gravação da obra completa de Bach para o piano. Passou a fazer apresentações apenas com a mão esquerda.

João Carlos foi surpreendido pelos médicos com a notícia de que havia desenvolvido Contratura de Dupuytren na mão esquerda. Embora tenha passado por um novo procedimento cirúrgico, João Carlos acabou perdendo o movimento da mão esquerda, o que o inviabilizou novamente de tocar piano. Em 2002, teve que parar de tocar, e, dessa vez, acreditou seria para sempre.

Em 2004, aos 64 anos, João Carlos iniciou os seus estudos de regência. Seis meses depois, apresentou-se com sucesso em Londres, Paris e Bruxelas, como regente convidado, imprimindo em suas interpretações a mesma dinâmica que fazia quando pianista.

Em 2006, idealizou a Fundação Bachiana, com a missão de levar a música clássica às pessoas que pouco, ou nunca, ouviram falar dela. Construiu uma sólida carreira com a sua Bachiana Filarmônica SESI-SP, a primeira orquestra brasileira a se apresentar no Carnegie Hall (2007).

Atualmente, a Fundação Bachiana mantém oito núcleos de musicalização para crianças e jovens pelo Brasil e tem realizado cerca de 80 apresentações por ano. Mesmo com todas as limitações físicas, no final dos concertos João Carlos costuma deixar a regência e sentar-se ao piano para rápidas e emocionantes apresentações.

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Maestro João Carlos Martins Em Concerto

Com Maestro João Carlos Martins e Camerata Bachiana, com participação de Davi Campolongo

Teatro Porto Seguro (Al. Barão de Piracicaba, 740 – Campos Elíseos, São Paulo)

Duração 75 minutos

04/12

Terça – 21h

$90/$110

Classificação Livre