DESTAQUE IMPRENSA DIGITAL 2018 – INDICADOS

O Prêmio Destaque Imprensa Digital (DID) divulgou na tarde desta quinta feira, 08 de novembro, os indicados às dez categorias da segunda edição do prêmio.

Foram assistidos 22 espetáculos em São Paulo durante a temporada entre 1º de novembro de 2017 e 31 de outubro de 2018, pelos 17 jurados.

Os jurados são Andy Santana (Soda Pop), Bruno Cavalcanti (Portal Anna Ramalho), Claudio Erlichman (Broadway World), Cristiane Santos (Fileira VIP), Elaine Cristina (Circuito Teatral), Fabiana Seragusa (Culturice), Filipe Vicente (Setor VIP), Grazy Pisacane (A Broadway é Aqui!), Joaquim Araújo (Acesso Irrestrito), Lucas Vargas (Balde de Pipoca), Luis Fernando Rodrigues (Sessão Popular), Miguel Arcanjo Prado (Blog do Arcanjo), Pedro de Landa (Perdido in Sampa), Priscila Ribeiro (Mundo dos Musicais), Rodrigo Alcobia (Opinião de Peso), Ubiratan Brasil (Blog Ubiratan Brasil – Estadão), Wall Toledo (Acesso Cultural).

A ação é um reconhecimento do Teatro Musical, apresentado em São Paulo, por meios de comunicação da mídia digital. São estes os “responsáveis por produzirem conteúdo textual e audiovisual de espetáculos de pequeno, médio e grande porte. Ao longo de todo o ano os focos são direcionados para as temporadas, proporcionando a elas diferentes tipos de visibilidade e por muito mais tempo”, segundo a coordenação do DID.

Das 22 produções que concorriam, 16 foram indicadas. O vencedor de indicações foi “Peter Pan, o Musical da Broadway“, com oito indicações, incluindo ator, ator e atriz coadjuvante e musical estrangeiro – versão brasileira. Depois vieram “Natasha, Pierre e o Grande Cometa de 1812” e “Bibi – Uma Vida em Musical“, com seis indicações cada. Com cinco indicações, temos “Annie, o Musical” e “Romeu e Julieta ao Som de Marisa Monte“.

Conheça os indicados às dez categorias do prêmio Destaque Imprensa Digital 2018.

Destaque Coreografia

ALONSO BARROS – Peter Pan – O Musical da Broadway
GABRIEL MALO – Natasha, Pierre e o Grande Cometa de 1812
KÁTIA BARROS – Annie – O Musical
LAVÍNIA BIZZOTTO – Ayrton Senna – O Musical
TONI RODRIGUES – Romeu e Julieta ao Som de Marisa Monte

Destaque Roteiro

ARTUR XEXÉO E LUANNA GUIMARÃES – Bibi – Uma Vida em Musical
FÁBIO ESPÍRITO SANTO – Amor Barato
GUSTAVO DITTRICHI – Cantos de Coxia e Ribalta
GUSTAVO GASPARANI E EDUARDO RIECHE – Romeu e Julieta ao Som de Marisa Monte
VITOR ROCHA – Cargas D’Água – Um Musical de Bolso

Destaque Ator Coadjuvante

CLAUDIO GALVAN – Romeu e Julieta ao Som de Marisa Monte
CHRIS PENNA – Bibi – Uma Vida em Musical
DANIEL BOAVENTURA – Peter Pan – O Musical da Broadway
FRED SILVEIRA – O Fantasma da Ópera
PEDRO NAVARRO – Peter Pan – O Musical da Broadway

Destaque Atriz Coadjuvante

ANDREZZA MASSEI – A Pequena Sereia
CAROL BEZERRA – Natasha, Pierre e o Grande Cometa de 1812
CAROL BOTELHO – Peter Pan – O Musical da Broadway
GIULIA NADRUZ – MPB – Musical Popular Brasileiro
MARIA CLARA GUEIROS – Se Meu Apartamento Falasse…

Destaque Ator

ANDRÉ LODDI – Pacto – A História de Leopold e Loeb
BETO SARGENTELLI – Os Últimos 5 Anos
LEANDRO LUNA – Pacto – A História de Leopold e Loeb
MATEUS RIBEIRO – Peter Pan – O Musical da Broadway
MARCELO MÉDICI – Se Meu Apartamento Falasse…

Destaque Atriz

AMANDA ACOSTA – Bibi – Uma Vida em Musical
BRUNA GUERIN – Natasha, Pierre e o Grande Cometa de 1812
ELINE PORTO – Os Últimos 5 Anos
INGRID GUIMARÃES – Annie – O Musical
MALU RODRIGUES – A Noviça Rebelde

Destaque Direção

JOSÉ POSSI NETO – Peter Pan – O Musical da Broadway
MIGUEL FALABELLA – Annie – O Musical
TADEU AGUIAR – Bibi – Uma Vida em Musical
ZÉ HENRIQUE DE PAULA – Natasha, Pierre e o Grande Cometa de 1812
ZÉ HENRIQUE DE PAULA – Pacto – A História de Leopold e Loeb

Destaque Direção Musical

APOLLO NOVE – Romeu e Julieta ao Som de Marisa Monte
CARLOS BAUZYS – Peter Pan – O Musical da Broadway
DANIEL ROCHA – Annie – O Musical
FERNANDA MAIA – Natasha, Pierre e o Grande Cometa de 1812
TONY LUCCHESI – Bibi – Uma Vida em Musical

Destaque Musical Brasileiro

AMOR BARATO
AYRTON SENNA – O MUSICAL
BIBI – UMA VIDA EM MUSICAL
CARGAS D’ÁGUA – UM MUSICAL DE BOLSO
ROMEU E JULIETA – AO SOM DE MARISA MONTE

Destaque Musical Estrangeiro (Versão Brasileira)

ANNIE – O MUSICAL
NATASHA, PIERRE E O GRANDE COMETA DE 1812
PACTO – A HISTÓRIA DE LEOPOLD E LOEB
PETER PAN – O MUSICAL DA BROADWAY
O FANTASMA DA ÓPERA

IV PRÊMIO REVERÊNCIA

A próxima edição do Prêmio Reverência terá ingressos gratuitos distribuídos a partir das 19h (duas horas e meia antes do início), no dia 13 de novembro, no Teatro Alfa. A noite será apresentada por Tiago Abravanel e contará com números musicais inéditos, preparados especialmente para a ocasião, além de apresentação de cenas de vários musicais indicados nas 15 categorias da premiação. O evento é uma realização da AR e do Ministério da Cultura e conta com o patrocínio do BTG Pactual Digital, que pelo segundo ano seguido apoia essa celebração da classe e dos musicais no Brasil.

Após se consolidar no cenário cultural brasileiro em três prestigiadas edições, o Prêmio Reverência de Teatro Musical inicia uma nova fase em seu quarto ano consecutivo. A grande novidade é a criação de uma Academia, responsável por indicar e eleger os premiados. Foram convidados para o novo júri, entre artistas já indicados ao Reverência, veteranos consagrados, produtores e jornalistas especializados.

‘O Prêmio Reverência nasceu do desejo genuíno de valorizar a classe do teatro musical brasileiro, reverenciar nossos talentos e criar mais oportunidades de visibilidade. Com novas vozes, engajadas e atuantes, reforçamos nossas escolhas passadas e também a crença de que ninguém melhor do que a própria classe para votar nela mesmo. É uma iniciativa para promover ainda mais união no meio e dar total protagonismo a quem dedica seu dia-a-dia à arte de fazer musical no Brasil’, ressalta Antonia Prado, idealizadora do Prêmio Reverência, ressaltando que o processo de votação continua com a supervisão da auditoria Ecovis Peemon e que os envolvidos não podem votar na categoria que concorrem. ‘Sempre tivemos como meta conquistar a credibilidade do meio, ao sermos reconhecidos como uma premiação transparente, correta e referência no mercado’, diz.

A lista de finalistas foi marcada pelo equilíbrio. Entre os 35 espetáculos que concorrem neste ano, ‘Cantando na Chuva’ lidera com 11 indicações, enquanto três musicais empatam com 10: ‘Romeu e Julieta’, ‘Natasha, Pierre e o Grande Cometa de 1812’ e ‘Peter Pan’. ‘Bibi, uma Vida em Musical’, ‘Elza’ e ‘Pippin’ tiveram nove indicações cada um.

As montagens que completam a lista seguem ‘Hebe, O Musical’ (4), ‘O Fantasma da Ópera’ (2), ‘A Pequena Sereia’ (2), ‘Se Meu Apartamento Falasse…’ (2), ‘O Som e a Sílaba’ (2) e ‘Dançando no Escuro’ (2). ‘A Vida Não É Um Musical’, ‘Cargas D’Água’, ‘Os Produtores’, ‘O Nome do Espetáculo’ e ‘Dois Filhos de Francisco’ completam a lista, com uma indicação cada.

A Categoria Melhor Espetáculo Voto Popular está aberta a todos e disponível para votação no site da premiação, a partir de hoje. Esta categoria contempla todos os 35 musicais inscritos nesta temporada.

Outra novidade é o lançamento da categoria Melhor Ensemble, valorizando o coro dos musicais, sempre tão importante e pouco lembrado nas premiações.

A cerimônia continuará no mesmo formato dos outros anos, com a apresentação ao vivo de trechos dos principais musicais indicados, além de números criados especialmente para a ocasião. Como acontece desde a sua criação, a festa se reveza entre Rio de Janeiro e São Paulo, pois este é o único prêmio que contempla espetáculos que estrearam nas duas cidades.

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Sobre o Prêmio Reverência

Nas últimas duas décadas, o Teatro Musical Brasileiro ressurgiu com força, numa espécie de renascimento do gênero. Entre franquias de musicais estrangeiros, adaptações, produções originais e biografias, o cenário possibilitou a formação de um novo público e de muitos profissionais especializados no gênero.

A primeira edição do Prêmio Reverência aconteceu em agosto de 2015, no Hotel Fasano do Rio de Janeiro, sob comando de Heloísa Périssé. A cerimônia teve números musicais de Malu Rodrigues, Thiago Machado e Totia Meireles e premiou espetáculos como ‘Samba Futebol Clube’, ‘Os Saltimbancos Trapalhões’ e ‘Elis, a Musical’.

No segundo ano, a Cerimônia de Premiação ocupou o Teatro Alfa, em São Paulo, onde foram reproduzidas cenas dos principais indicados. Apresentada por Daniel Boaventura e Totia Meireles, a noite contou ainda com números inéditos e especialmente criados para a ocasião, como na homenagem para Marília Pêra, interpretada por Totia, Daniel, Laila Garin, Leticia Colin e Sandra Pêra. Os principais premiados foram ‘Kiss Me, Kate – O Beijo da Megera’ e ‘Urinal, O Musical’. A cerimônia foi transmitida pelo Canal Bis, da Globosat.

Para manter o revezamento de cidades, o Reverência voltou ao Rio de Janeiro no ano passado e tomou conta do palco do Teatro Bradesco (RJ), agora com transmissão ao vivo no Canal Bis e apresentação de Tiago Abravanel e Lucio Mauro Filho.

4º PRÊMIO REVERÊNCIA DE TEATRO MUSICAL
Dia 13 de novembro, às 21h30 (entrada na sala até 21h)
TEATRO ALFA (Rua Bento Branco de Andrade Filho, 772)
Ingressos distribuídos no local a partir de 19h (por ordem de chegada para os 100 primeiros da fila)

SUPER MOÇA

Baseado em histórias reais, a atriz Izabella Van Hecke dá vida à atrapalhada aeromoça Pérola, que, ao completar 25 anos de aviação e finalmente se aposenta, podendo agora retomar o sonho de adolescente, ser atriz.

Para esta realização junta suas economias  e aluga um teatro para montar um clássico grego: Jocasta. Mas louca como é, resolve inovar e arriscar na busca do tão sonhado prêmio Shell, trocando Édipo por Hamlet, e para mostrar todo seu potencial como atriz dramática, Pérola faz sua Jocasta ser paraplégica e com problemas auditivos.

Sem perceber, nossa aeromoça vai se distraindo do seu clássico e acaba contando inúmeras histórias ocorridas dentro dos seus voos, com classe de pessoas que ela mais tem pavor na vida: Os passageiros.

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Super Moça

Com Izabella Van Hecke

Teatro Municipal Café Pequeno (Av. Ataulfo de Paiva 269, Leblon, Rio de Janeiro)

Duração 60 minutos

08 a 29/11

Quinta – 22h30

$40

Classificação 14 anos

LOUCA TERAPIA

Guto e Will se conhecem e pouco tempo depois decidem morar juntos. Por terem vidas muito diferentes e comportamentos opostos logo surgem problemas na relação, então sem contar um para o outro eles decidem procurar terapia alternativa e acabam caindo nas mãos de dois farsantes que de terapeutas não tem nada. Os picaretas Jhon e Miguel ao invés de resolver as questões da relação acabam deixando o casal tão louco quanto eles.

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Louca Terapia

Com Filipe Bertini, Ivo Ueter, Kainan Ferraz e Thiago Mantovani

Teatro Ruth Escobar – Sala Gil Vicente (Rua dos Ingleses, 209 – Bela Vista, São Paulo)

Duração 90 minutos

25/10 até 29/11

Quinta – 21h

$50

Classificação 14 anos

JORNADA DE UM IMBECIL ATÉ O ENTENDIMENTO

Montada apenas três vezes, todas dirigidas pelo saudoso João das Neves (1935-2018), a peça Jornada de um Imbecil até o Entendimento, de Plínio Marcos (1935-1999), ganha nova encenação, com direção de Helio Cicero. O espetáculo estreia no dia 9 de novembro, sexta-feira, às 21h, no Centro Cultural São Paulo (CCSP) – Espaço Cênico Ademar Guerra, e segue em cartaz até 16 de dezembro. O elenco é formado por Jairo Mattos, Fernando Trauer, Fernanda Viacava, Rogério Brito e Douglas Simon, além do próprio diretor.

A comedia circense narra as articulações e malandragens de seis vagabundos – Mandrião, Teco, Manduca, Popô, Pilico e Totoca – que sobrevivem pedindo dinheiro nas ruas e becos de uma cidade grande. Apenas Mandrião e Pilico têm chapéus para pedir esmolas, sendo que o primeiro com a ajuda do Teco, uma espécie de secretário, contrata – ou praticamente escraviza – os demais pedintes, respaldados por uma falsa crença criada por um deles.

Mandrião e Teco armam um plano para acabar com Pilico, porque eles descobrem que o concorrente estaria tentando trazer os outros pedintes para seu lado. No meio dessa disputa, os empregados Manduca, Popô e Totoca analisam as vantagens que vão ganhar ao se aliar a cada um desses dois lados.

A encenação caracteriza todos os personagens como palhaços e explora a linguagem do realismo fantástico. “Esta é uma forma de homenagear Plínio Marcos, porque, antes de mais nada, ele era um palhaço. A linguagem clownesca está na estrutura do texto, com as características clássicas do universo clown, no qual as duplas aparecem com suas figuras típicas e referências. A opção pelo realismo fantástico do diretor Helio Cicero foi feita porque a única forma de contar essa história é através da poesia, já que a realidade é tão crua e dura e se supera a cada dia”, revela o ator e idealizador do espetáculo Fernando Trauer.

Ainda segundo Trauer, a ideia de montar o espetáculo surgiu quando leu o texto publicado na Coleção Plinio Marcos, Obras Teatrais, de Alcir Pécora. “A linguagem do Teatro do Absurdo; as referências explícitas a Esperando Godot [de Samuel Beckett], Ionesco e Brecht; a atualidade de um texto de 50 anos, que reflete o momento político no qual vivemos, nos níveis político, social, econômico e jurídico; e o fato de a peça fugir muito das tradicionais características conhecidas do Plínio são motivos que me despertaram o interesse”, diz.

A própria realidade brasileira atual serviu como fonte de inspiração. “As referências são diárias sobretudo em época de eleições: a história recente do país, os conchavos políticos, o Poder Judiciário, a dominação religiosa, a nossa São Paulo brasileira de tanta miscigenação, sujeira e belezas misturadas, a pobreza e as riquezas antagônicas. Além disso, adotamos a palhaçaria com suas referências clássicas, o universo do artista das ruas e a análise do indivíduo social e suas mazelas e belezas que o fazem humano”, comenta Trauer.

A montagem é ambientada em uma estação de trem abandonada, com trilhos disformes que levam a diferentes caminhos – esta é uma forma de homenagear João das Neves e seu maior espetáculo, O Último Carro. “O porão do Centro Cultural São Paulo contribui para a estrutura cenográfica, criando uma atmosfera de desolação, na qual a reutilização é palavra de ordem nos trilhos de uma estação de trem abandonada, cujas direções levam e trazem a lugares que foram ou poderiam ter sido alternativas. Com forte influência de Banksy, retrataremos um pouco das ruas e da realidade que nos cerca”, esclarece o diretor Helio Cicero.

Assim como o cenário também criado pela Luiza Curvo, os figurinos estão sendo confeccionados com materiais recicláveis como plástico, cápsulas de café, retalhos de tecidos e sobras do mercado industrial, em contraponto aos trajes sociais dos cinco estagiários oriundos do Projeto Vocacional da Prefeitura Municipal de São Paulo, que além de receberem o público, interferirão nas cenas. A Iluminação de André Lemes segue o mesmo conceito, com o uso alternativo de fontes de luz criando o efeito necessário do realismo fantástico. As músicas sob direção de Dagoberto Feliz serão cantadas pelos atores e pelo coro de estagiários, proporcionando uma partitura contemporânea ao texto do Plínio”, acrescenta o encenador.

Indicada ao Prêmio Molière em 1968, a montagem icônica de João das Neves para a obra aconteceu no teatro Opinião, no Rio de Janeiro, com Milton Gonçalves, Ary Fontoura, José Wilker, Denoy de Oliveira, Jorge Cândido e Teca Calazans no elenco. As outras duas encenações ocorreram em 1969, no Teatro Maria Della Costa, em São Paulo, e em 1970, no Teatro Arena, em Porto Alegre.

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Mesa de debates

O espetáculo é uma atração do projeto Plínio Marcos, uma Realidade da São Paulo Brasileira, que ainda prevê bate-papos e ciclo de leituras. Uma mesa redonda (em data a ser definida) vai contar com participação de Maria Thereza Vargas, Alcir Pécora, Oswaldo Mendes e Kiko Barros.

Na ocasião, também acontece o lançamento do documentário Jornada de um Imbecil, 50 anos de Entendimento, que comemora a primeira montagem da peça de Plínio MarcosA peça de 1968, tinha Milton Gonçalves, Ary Fontoura, José Wilker, Denoy de Oliveira, Jorge Cândido e Teca Calazans, no elenco. O filme também marca a última entrevista dada pelo diretor João das Neves.

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Jornada de um Imbecil até o Entendimento

Com Jairo Mattos, Fernando Trauer, Fernanda Viacava, Rogério Brito, Douglas Simon e Helio Cicero e Luiza Curvo

Centro Cultural São Paulo – Espaço Cênico Ademar Guerra (Rua Vergueiro, 100 – Paraíso, São Paulo)

Duração 130 minutos

09/11 até 16/12

Sexta e Sábado – 21h, Domingo – 20h

$30

Classificação 14 anos

MESA PARA CINCO

Cinco amigos de infância sentados em um bar, calor do fim de tarde, happy hour, um bate-papo sobre a vida, trabalho, relacionamentos. Esse é o clima de Mesa Para Cinco, comédia com dramaturgia e direção de Gabriela Lemos, que estreia no dia 3 de novembro no foyer do Espaço Cia da Revista. A temporada será sempre, sábados e domingo, às 18h, até 2 de dezembro. As sessões de sábado contam com pocket show especial no final.

Na trama, uns amigos se reúnem pra animar Julio, que acaba de sair de um relacionamento longo depois de uma brutal traição.  Nessa mesa de bar, os cinco falam sobre suas vidas, seus relacionamentos e empregos. Suas personalidades e caráter vão se revelando na medida em que suas opiniões, controversas ou não, vão sendo expostas. Cada personagem revela uma fragilidade que aos poucos vai abalando a convivência e inflando os ânimos. Diante desse cenário, uma novidade específica da vida amorosa de Augusto, instaura o caos. Nenhum dos cinco sai ileso desse encontro no bar. Todos têm alguma ferida exposta e polemizada pelo grupo.

A montagem se passa em uma mesa de bar, tipicamente paulistana. Os personagens trazem características comuns do grupo ao qual pertencem e ao revelarem – orgulhosos e ignorantes- suas falhas morais, ironicamente transparecem também suas vulnerabilidades e fraquezas”, conta Gabriela Lemos.

Cadeiras e mesas vão transformar o foyer do Espaço Cia da Revista em um verdadeiro bar da cidade, um clima intimista que vai deixar o público praticamente dentro da história do espetáculo. Um dos pilares é a fácil identificação de cada personagem existente, todo mundo conhece ou vai conhecer algum dos cinco rapazes daquela mesa. O público se relaciona com eles como se coexistissem em um desses happy hours de São Paulo.

É a união da qualidade artística com entretenimento, feita com pesquisa em todas as camadas que envolvem a peça. É um lazer com reflexão. Para ser algo prazeroso não precisa ser raso”, enfatiza a diretora.

Além dos cinco, existe outra figura habitando o universo desse bar. Servindo a mesa, está uma drag queen extremamente glamorosa e bem montada. Sua presença acompanha indiferente as atrocidades proferidas por aqueles clientes, e tem como objetivo diferenciar essa situação da realidade, fazer resistência e ironizar a postura do tipo ali presente, e do ambiente carregado de uma masculinidade bronca e defasada.

Os personagens habitam um universo de “monstros urbanos” presentes no dia a dia. Quando paramos para ouvir e pensar criticamente sobre seus discursos, nos chocamos com a sua existência (antes despercebida no meio do cotidiano).

Mesa Para Cinco é um projeto que evidencia a parceria de Gabriela Lemos e Yorran Furtado.  Ambos foram realizadores de outras montagens como Oração Para Um Pé De Chinelo (Texto de Plínio Marcos) e a comedia Nem Romeu, Nem Julieta. A última trazia um outro lado para o clássico de Shakespeare, Romeu e Julieta, ao focar na história sob o ponto de vista de Rosalina, prima de Julieta Capuleto e o primeiro amor de Romeu Montéquio. 

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Mesa Para Cinco

Com Alexandre Menezes, Luis Gustavo Bricks, Mateus Menoni, Rafael Augusto de Carvalho, Thiago Albanese e Yorran Furtado

Espaço Cia da Revista (Alameda Nothmann, 1135 – Santa Cecilia, São Paulo)

Duração 60 minutos

03/11 até 02/12

Sábado e Domingo – 18h

$40

Classificação 14 anos