RODA VIVA

No ano em que completam seus 60 anos de existência, o Teatro Oficina comemora com a apresentação de um clássico da dramaturgia brasileira, “Roda Viva“, de Chico Buarque de Holanda.

Escrita no final de 1967, estreou no Rio de Janeiro no início de 1968, sob a direção de José Celso Martinez Corrêa, tendo no elenco Marieta Severo, Heleno PrestesAntônio Pedro, nos papéis principais na primeira temporada e foi um sucesso. A peça foi a primeira incursão de Chico Buarque na área da dramaturgia.

ensaio da peça “Roda Viva”, com o autor presente.

Durante a segunda temporada, com Marília PêraAndré Valli e Rodrigo Santiago substituindo o elenco original, a obra virou um símbolo da resistência contra a ditadura militar. Um grupo de cerca de vinte pessoas do Comando de Caça aos Comunistas (CCC), invadiu o Teatro Ruth Escobar, em São Paulo, espancou os artistas e depredou o cenário.

Após o revés na capital paulista, o espetáculo voltou a ser encenado, desta vez em Porto Alegre. No entanto, os atores da peça voltaram a ser vítimas da violência e intransigência do CCC e, após este segundo incidente, o Roda Viva deixou de ser encenada.

A dramaturgia fala sobre a ascensão e queda de Benedito Silva, cantor e compositor de sucesso inventado e fabricado pela mídia. A trama se desenvolve pelas intervenções do Anjo da Guarda e do Capeta, que fazem do tolo e ambicioso Benedito o cantor de grande sucesso popular Ben Silver. Mas sua genialidade fabricada é ininterruptamente monitorada e redirigida a cada vez que se pressentem baixos índices de popularidade.

Agora, o SESC Pompéia apresenta a nova montagem de “Roda Viva”, 50 anos após a sua estreia e com a autorização de Chico Buarque, entre os dias 06 a 09 de dezembro. Depois, a partir de 23 de dezembro até 10 de fevereiro, a peça será encenada no Teatro Oficina.

No vídeo abaixo, Chico fala sobre a peça e a repercussão causada.

Roda Viva

Com Camila Mota, Roderick Himeros, Joana Medeiros, Guilherme Calzavara, Marcelo Drummond, Sylvia Prado, Isabela Mariotto, Clarisse Johansson, Kael Studart, Nash Laila, Lucas Andrade, Tulio Starling, Tony Reis, Danielle Rosa, Fernanda Taddei, Carol Castanho, Cyro Morais, Kelly Campello,Cafira Zoé, Marcelo Dalourzi, Marcella Maia, Mayara Baptista, Nolram Rocha, Viviane Clara, Zé Ed

Duração não informada

Classificação não informada

Sesc Pompéia (R. Clélia, 93 – Água Branca, São Paulo)

06 a 09 de dezembro

Quinta, Sexta e Sábado – 20h, Domingo – 18h

$50 ($15 – credencial plena)

Teatro Oficina (Rua Jaceguai, 520 – Bixiga, São Paulo)

23, 25, 28, 29, 30, 31/12; 04/01 até 10/02/19

Sexta, Sábado – 20h, Domingo – 19h

$ (ainda não informado)

AS AVENTURAS DO SUPER ESPANTALHO CONTRA O DR. CORVO

Depois dos clássicos de Maria Clara Machado (Pluft, o fantasminha e A bruxinha que era boa) que fizeram tanto sucesso em São Paulo, agora é a vez do autor Ivo Bender, com “As aventuras do Super Espantalho contra o Dr. Corvo” que tem como objetivo (além de divertir) levar o espectador a uma reflexão leve e agradável sobre certas dificuldades de relacionamento e aceitação do que surge como diferente e inusitado e como podemos superar tudo com o amor e amizade.

A peça conta a história de Julinha que mora com sua tia Clara, uma costureira que usa uma velha máquina de costura que só aceita ser lubrificada com óleo de girassol. Ao lado da casa, elas cultivam uma plantação de girassóis guardada por um espantalho. Ao chegar o tempo da colheita com as sementes já fortes, tia Clara decide se desfazer do espantalho. Julinha, compadecida da sorte do espantalho, se propõe a cuidar dele até que fosse necessário novamente. Como a tia se recusasse a manter o espantalho, certa noite, Julinha resolve resgatá-lo mas ao se aproximar percebe o som de um coração que bate no espantalho.
A partir daí, Julinha, seu novo amigo, tia Clara, a Estrela da Manhã e o Doutor Corvo vão viver experiências surpreendentes. 

O espetáculo estreia dia 2 de dezembro, ficando em cartaz aos domingos, 16h, no Teatro Jardim Sul. A diversão é para todas as idades e como sempre, a Ferbeck vai encantar a todos com o incrível trabalho das mágicas mãos de Angela Schoendorfer, além do talento dos atores.

As aventuras do Super Espantalho contra o Dr. Corvo

Com Gabriela Camargo, Marcello Palermo, Michelle Alexandre, Rita Mirone e Victor Garbossa. Gabriela Colin e Igor Ludac (stand ins)

Teatro Jardim Sul – Shopping Jardim Sul (Avenida Giovanni Gronchi, 5.819 – Vila Andrade, São Paulo)

Duração 60 minutos

02 a 16/12, 13 a 27/01

Domingo – 16h

$50

Classificação Livre

EU OUTRO

No dia 30 de novembro, sexta, às 20 horas, o Sesc Belenzinho recebe única apresentação de Eu Outro, montagem da Cia. Fragmento de Dança.

O espetáculo tem direção e coreografia assinadas por Vanessa Macedo que também está em cena ao lado dos outros intérpretes: Chico Rosa, Daniela Moraes, Diego Hazan, Letícia Mantovani e Maitê Molnar.

O espetáculo de dança contemporânea parte da investigação de um procedimento que a companhia nomeia como ‘dança depoimento’, no qual invade, expõe e divide ambientes íntimos, não somente para falar de si, mas para tornar-se o outro. O espetáculo busca sondar o que arte e vida dizem uma sobre a outra e de que forma memórias não são propriedades exatamente privadas. Assuntos como sexualidade, gênero e instinto atravessaram o processo criativo numa perspectiva da alteridade – quem é o outro que olho e me olha? Quem é o outro de mim mesmo?

O processo Eu Outro é fruto do Projeto Atravessamentos, contemplado pelo Programa Municipal de Fomento à Dança de São Paulo. Estreou e ficou em cartaz na ocupação Encontros na Cena Depoimento, na Funarte SP, em dezembro de 2017.

Dirigida por Vanessa Macedo e sediada em São Paulo, a Cia. Fragmento de Dança desenvolve pesquisa e criação em dança contemporânea, desde 2002, já tendo 15 montagens em sua trajetória. Na busca por uma dança teatralizada, preocupa-se com a construção de uma dramaturgia do corpo e da cena coerente com os temas pesquisados. Suas criações são marcadas pela inspiração em artistas, obras e conteúdos, especialmente, confessionais. A partir do tema, discute as relações vividas pelo homem – ser social e ser solitário. A companhia constrói vocabulário de movimento próprio que visa uma estética dramatúrgica autoral.

Eu Outro

Com Chico Rosa, Daniela Moraes, Diego Hazan, Letícia Mantovani, Maitê Molnar e Vanessa Macedo – Cia Fragmento de Dança

SESC Belenzinho – Sala de Espetáculos II (Rua Padre Adelino, 1000 – Belenzinho, São Paulo)

Duração 70 minutos

30/11

Sexta – 20h

$20 ($6 – credencial plena)

Classificação 16 anos

FESTA INTERNACIONAL DE TEATRO DE ANGRA (FITA)

Depois de uma maratona de 17 dias e mais de 50 atrações, a 13ª edição da Festa Internacional de Teatro de Angra, realizada de 17 a 30 de setembro em Angra dos Reis, conhecerá os vencedores da sexta edição do PRÊMIO FITA DE TEATRO na próxima terça-feira, dia 27, no Arte Sesc Flamengo. O evento será apresentado pelo ator Alexandre Lino e contará com a participação musical de Izabella Bicalho.

O júri da FITA é formado pelo ator e escritor Sergio Fonta (presidente do Juri); a atriz Stella Freitas; o diretor de arte e cenógrafo José Dias e o diretor do Teatro Maison de France Cédric Gottesmann. Conheça os indicados:

Categoria Especial:

Dançando no Escuro (pela inclusão de músicos deficientes visuais no espetáculo).

Denise Stutz (Direção de movimento de “Dançando no Escuro”)

Elenco de “A Vida não é um Musical – O Musical”

Prêmio Especial do Juri:

Para Marcos Caruso e Guida Vianna pelas brilhantes atuações nos espetáculos “O Escândalo Philippe Dussart” e “Agosto”, respectivamente.

Melhor Figurino:

Jorge Farjalla (Vou Deixar de Ser Feliz por Medo de Ficar Triste?)

Carol Lobato (A Vida não é um Musical – O Musical)

Patricia Muniz (Agosto)

Melhor Cenário:

Lucas Isawa ( O Leão no Inverno)

Carla Berry e Paulo de Moraes (Hamlet)

Carlos Alberto Nunes (Agosto)

Revelação:

Jefferson Melo (Ator no espetáculo “Favela 2”)

Herton G. Cratto (Autor dos espetáculos “Rugas”)

Ator Coadjuvante: 

Fabricio Negri (Emilinha)

Rafael de Bonna (O Leão no Inverno)

Cláudio Mendes (Agosto)

Atriz Coadjuvante:

Lisa Eiras (Hamlet)

Cilene Guedes (Elizeth, A Divina)

Letícia Isnard (Agosto)

Melhor Ator:

Leopoldo Pacheco (O Leão no Inverno)

Flavio Migliaccio (Confissões de um Senhor de Idade)

Tonico Pereira (O Julgamento de Sócrates)

Melhor Atriz:

Janaína Bianchi (Forever Young)

Regina Duarte ( O Leão no Inverno)

Izabela Bicalho (Elizeth, a Divina)

Stella Maria Rodrigues (Emilinha)

Melhor Autor:

Yuri Ribeiro (Vou Deixar de Ser Feliz por Medo de Ficar Triste?)

Flavio Migliaccio (Confissões de um Senhor de Idade)

Leandro Muniz (A Vida não é um Musical – O Musical)

Ivan Fernandes (O Julgamento de Sócrates)

Melhor Diretor:

Ulysses Cruz (O Leão no Inverno)

Jorge Farjalla (Vou Deixar de ser Feliz por Medo de Ficar Triste?)

Martín Flores Cárdenas (Entonces Bailemos)

André Paes Leme (Agosto)

Melhor Música:

Miguel Briamonte (Direção musical e canções adicionais de Forever Young)

Ricardo Rente (Direção musical e arranjos de Kid Morengueira)

João Paulo Mendonça (Direção musical de Vou Deixar de Ser Feliz Por Medo de Ficar Triste?)

Melhor Espetáculo:

Forever Young

Vou Deixar de Ser Feliz Por Medo de Ficar Triste?

Elizeth, A Divina

Agosto

Destaque na FITA:

Para Alexandre Lino que iniciou sua trilogia nordestina na FITA com os espetáculoS “Domésticas”, em 2012, “Nordestinos”, em 2015, e a concluiu nesta 13ª FITA com o cativante trabalho em “O Porteiro”.

Melhor Espetáculo Infantil (composto por crianças de Angra dos Reis):

Lololendi

O Pulgo e o Elefante

Da Mala que Sai

Melhor Espetáculo Júri Popular:

Forever Young

Confissões de um Senhor de Idade

Dançando no Escuro

O Júri do 6º Prêmio FITA de Teatro declara que:

1 – Apesar da inegável qualidade da cenografia do espetáculo “Vou deixar de ser feliz por medo de ficar triste?”, o jurado José Dias, cenógrafo da referida montagem, por uma questão de ética, não participou das indicações nesta categoria.

2 – Em virtude do alto nível dos espetáculos apresentados na FITA 2018, foram colocadas 4 indicações em algumas categorias

3 – O corpo de jurados parabeniza João Carlos Rabello, criador da Festa Internacional de Teatro de Angra, pela iniciativa de desenvolver há tantos anos uma abrangente formação de plateia trazendo de barco crianças de escola da região para o evento.