GATÃO DA MEIA IDADE, A PEÇA

O personagem “Gatão”, criado em 1986 e interpretado, desta vez, pelo ator Oscar Magrini, cujo ultimo trabalho na TV foi o Almirante Tibúrcio de “Orgulho e Paixão” da TV Globo,  é um homem na faixa dos 50 anos, solteiro, crítico de sua condição, mas que não quer envelhecer sozinho e sabe que, se não se esforçar para isso, vai acabar assim. Além disso, ele é bastante antenado, mas sua antena está, muitas vezes, direcionada para o satélite errado e ele sofre com isso.

A atriz Leona Cavalli, que atuou em dezenas de novelas da Rede Globo, fez recentemente uma breve passagem na Record na novela “Apocalipse” , está de volta à Globo, no elenco de ‘Órfãos da Terra’, a próxima novela das 18h. Em ‘Gatão de Meia idade, a Peça’, interpreta oito hilariantes personagens femininos, todos completamente diferentes e repletos de humor, que dão bossa aos relacionamentos amorosos vividos ao longo da história pelo “Gatão”.

Além disso, um show a parte pode ser conferido às frenéticas e muito rápidas trocas de figurino e composição, essas criadas pelo premiado visagista Anderson Bueno, que duram segundos de uma personagem à outra.

O elenco conta ainda com o ator ventríloquo, Yakko Sideratos, considerado um dos melhores do país no gênero, que manipula o boneco que, na história, é uma espécie de “consciência” do “Gatão”. O boneco promete fomentar ainda mais o humor presente no espetáculo.

Gatão de Meia Idade, a peça” mostra detalhes, aflições e anseios da vida de um homem na faixa dos 50 anos que não sabe viver sozinho e tenta, de todas as maneiras, conseguir uma companheira. Mas, ingênuo que só, acaba sempre metendo os pés pelas mãos. Como uma boa comédia, a mensagem principal da peça é: divirta-se e dê boas risadas. E, claro, se você for um homem acima dos 50 anos, cuidado, pois você pode se identificar em muitas situações”, comenta Miguel Paiva, autor da peça e conhecido cartunista brasileiro.

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Gatão de Meia Idade, a Peça

Com Oscar Magrini, Leona Cavalli e Yakko Sideratos

Teatro das Artes – Shopping Eldorado (Av. Rebouças, 3970 – Pinheiros, São Paulo)

Duração 80 minutos

19/01 até 31/03 (não haverá sessões nos dias 02 e 03/03)

Sábado – 21h, Domingo – 19h

$70/$80

Classificação 16 anos

DIVÓRCIO

A comédia Divórcio, com dramaturgia de Franz Keppler e direção de Otávio Martins, estreia dia 12 de janeiro de 2019 no Teatro Folha. A peça conta a história de um ex-casal de advogados que se reencontra em uma ação de divórcio, na qual um jogador de futebol e uma modelo entram na briga judicial, alegando os motivos parecidos que os dos próprios advogados quando optaram pela separação. A montagem valoriza um afinado time de atores comediantes, formado por Eliete Cigaarini, Isser Korik, Camilla Camargo e Alex Gruli.

Grandes casamentos e separações, envolvendo jogadores de futebol com artistas ou aspirantes à celebridade inspiram esta comédia de costumes, que mostra como as disputas judiciais movimentam milhões de reais e geram notícias sensacionalistas. Para contar esta história, o diretor Otávio Martins concentra sua atenção ao máximo nos recursos de humor do elenco e do texto de Franz Keppler.

O ex-casal de advogados Cecília (Eliete Cigaarini) e Jurandir (Isser Korik) se divorciou há dez anos. Eles nunca mais se encontraram, mas o destino quis que eles se esbarrassem numa situação profissional, uma ação de divórcio de outro casal, a candidata a celebridade Gina Praddo (Camilla Camargo) e o jogador de futebol Cacau Bello (Alex Gruli). Cecília representa o jogador, e Jurandir representa a modelo. Mas as queixas de seus clientes são as mesmas que faziam um do outro. Na peça, Cecilia precisa defender seu cliente com os argumentos que foram de seu ex-marido, assim como Jurandir defende sua cliente com os argumentos ouvia de sua ex-mulher.

O autor Franz Keppler brinca em seu texto com o modismo das relações instantâneas e com o universo das celebridades. “Atualizamos a peça com novas referências da internet e novos fatos relacionados ao futebol”, conta o diretor.

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Divórcio

Com Eliete Cigaarini, Isser Korik, Camilla Camargo e Alex Gruli

Teatro Folha – Shopping Pátio Higienópolis (R. Dr. Veiga Filho, 133 – Higienópolis, São Paulo)

Duração 60 minutos

12/01 até 31/03

Sábado – 21h e 22h30; Domingo – 20h

$50/$70

Classificação 14 anos

O MARTELO

Com mistura de suspense e humor, a comédia policial O Martelo, escrita por Renato Modesto e dirigida por Alexandre Reinecke, estreia no Teatro Novo, na Vila Mariana, no dia 18 de janeiro de 2019, e segue em cartaz até 07 de abril. Uma trama envolvente apresenta a loucura de um homem que foi injustamente acusado como o assassino em série de mulheres recém-casadas e com filhos pequenos.

Em uma noite, o jovem advogado Pedro se torna o principal suspeito da investigação do policial João e começa a viver uma divertida crise de identidade, na qual ele vê a si mesmo e aos outros com a aparência alterada. Pedro e sua esposa precisam provar sua inocência, mas, depois de tantos delírios, ele começa a pensar que pode realmente ter cometido os crimes.

Para ilustrar esse processo de mudança de personalidade, os atores Edwin Luisi, Anderson Müller e Natallia Rodrigues se revezam na interpretação das personagens. “Procurei fazer as trocas da maneira mais teatral possível, ou seja, assumindo-as perante a plateia, por vezes com os dois atores em cena, dublando-se com o mesmo figurino; e em outras, como surpresa, principalmente quando a comédia se mostra mais presente”, revela Alexandre Reinecke.

Apesar do tom bem-humorado e tragicômico, a peça cria uma série de reflexões sobre temas sérios e relevantes para a sociedade contemporânea, como a violência contra a mulher, a impunidade, as pressões psicológicas sofridas por um cidadão comum, a experiência de loucura nas situações do dia a dia, as desigualdades sociais, o esgarçamento moral da sociedade e o desafio da aplicação da justiça.

Como digo sempre, a comédia é em si uma tragédia, só que a alheia. Diante disso, vejo com muita naturalidade a discussão da violência através do humor. E, se conseguirmos instigar uma reflexão aliada ao entretenimento de boa qualidade, já terá sido de grande valia. Afinal, temos uma peça que mistura, suspense policial, terror e drama familiar com humor e uma discussão sobre violência urbana, vingança e temas polêmicos”, acrescenta o diretor.

Algumas questões instigadas pela montagem são: Até que ponto, nossas ações nos tornam culpados e o nosso desejo de vingança pode ser justificado e quais as suas consequências? O que nos faz, de repente, no dia a dia, adquirir uma obsessão por alguém a ponto de prejudica-lo? Fazendo um balanço de nossas ações, somos mais culpados ou inocentes por nossos atos?

Reinecke ainda conta que o texto da peça evoca o clima dos clássicos do cinema noir, por isso, buscou como referências grandes filmes com essa estética, como “Chinatown”, “O Falcão Maltês”, “Dhalia Negra” e “L.A. Cidade Proibida”. “O clima se dará nas interpretações, no cenário, nos figurinos e, claro, na iluminação”, diz.

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O Martelo

Com Edwin Luisi, Anderson Müller e Natallia Rodrigues

Teatro Novo (Rua Domingos de Morais, 348 – Vila Mariana, São Paulo)

Duração 80 minutos

18/01 até 07/04

Sexta e Sábado – 21h, Domingo – 19h

$50/$60

Classificação 14 anos

CICLO DE DEBATES COM MOTTI LERNER

O dramaturgo e roterista Israelense Motti Lerner (Amor Profano, Exílio em Jerusalém, Outuno) virá para São Paulo para participar de um ciclo de debates.

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Nos dias 01 a 03 de fevereiro, o autor fará um debate com a platéia, após a apresentação da peça “Amor Profano“, no Teatro Raul Cotez. Ingressos no site Ingresso Rápido ou na bilheteria do teatro. Sexta e Sábado – 21h; Domingo – 19h. $40/$70.

Hannah e Zvi se reencontram pela primeira vez após 20 anos do seu traumático divórcio. Ambos foram criados numa comunidade ultra-ortodoxa judaica em Jerusalém. O casamento acabou quando Zvi, em uma crise de fé, resolveu abandonar as leis religiosas e seguir uma vida secular em Tel Aviv. Nesse reencontro, os dois terão que finalmente confrontar o amor, a fé, suas escolhas e seus temores mais profundos. O despertar da paixão e o desejo entre os dois é inevitável, mas poderá o amor verdadeiro superar a fé e as diferenças religiosas?

No dia 05, das 14h às 16h, haverá um workshop de dramaturgia, falado em inglês, voltado para roteiristas, na Casa das Rosas. A entrada é franca.

Para encerrar sua estada na cidade, das 18h às 21h, no SESC Bela Vista, será exibido seu filme “Spring” (1941). Após a exibição, haverá um debate com tradução simultânea. Inscrição será feita pelo portal do Sesc e em suas unidades: centrodepesquisaeformacao.sescsp.org.br