IMORTAIS

Contemporâneo e tradicional, vida e morte, liberdade e moral, masculino e feminino entram radicalmente em choque na peça Imortais, com texto de Newton Moreno e direção de Inez Viana, o mais recente trabalho da veterana Denise Weinberg. Esses conflitos servem para criar uma reflexão sobre a noção de pertencimento e sobre quais aspectos da experiência humana são capazes de tornar um indivíduo imortal. A montagem rendeu a Newton Moreno o Prêmio Aplauso Brasil de melhor dramaturgia de 2017 e a indicação ao Prêmio Shell na mesma categoria. Também recebeu a indicação ao Prêmio Aplauso Brasil de melhor cenário para André Cortez.

A trama narra o reencontro entre uma mãe extremamente apegada às tradições e uma filha que não se ajustou ao modo de vida de sua casa, fugiu precocemente e, desde então, nunca mais falou com a família. Doente e desenganada, a matriarca amargurada decide se mudar para o cemitério onde o marido e a outra filha estão enterrados, com a última esperança de que alguém apareça para realizar a coberta de sua alma.

De acordo com esse ritual fúnebre de origem açoriana (também realizado em comunidades conservadoras no sul do Brasil), quando uma pessoa morre, é preciso que um ente querido vista suas roupas e imite seus gestos para que seu espírito possa se despedir de todos e descansar em paz.

A filha retorna à terra natal acompanhada de seu noivo, um homem trans ainda em processo de transição. Enquanto espera pela morte, a mãe precisa assimilar a cultura e o modo de vida da sua única herdeira, além de enfrentar um segredo terrível do passado que a filha carregou durante todos esses anos.

A encenação, segundo Denise Weinberg, trata da necessidade de se resgatar um ritual para que as pessoas possam celebrar a vida, os nascimentos, as mortes, as aventuras, as desventuras, os encontros e os desencontros. “Por que temos essa preocupação em deixar uma saudade, em marcar nossa caminhada fazendo algo ‘importante’, esse incômodo de sermos mortais, finitos? Por que querermos ser tão notados, tão aceitos, tão amados? Essas são perguntas que sempre fiz e sempre farei. Onde ficam aqueles que não pertencem a lugar nenhum?”, complementa a atriz.

Para Newton Moreno a ‘coberta da alma’ surge como meio – dispositivo performático da raiz – proposto para detonar esta reflexão. Até onde a tradição e o contemporâneo podem conviver e se retroalimentar? Qual a negociação ainda possível entre os dois?

Segundo a diretora Inez Viana esta peça fala de tradição, família, traição, morte e desamor. Falamos aqui de escolha e liberdade, através do encontro de três mulheres, no momento em que decidem seguir por outros caminhos, mudar o rumo de suas vidas.

Além de Weinberg, o elenco da peça é formado pelas atrizes Michelle Boesche e Simone Evaristo e pelo músico Gregory Slivar, que interpreta ao vivo a trilha sonora. O espetáculo estreou em junho no Sesc Consolação.

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Imortais

Com Denise Weinberg, Michelle Boesche e Simone Evaristo

Duração 90 minutos (mais 30 minutos de debate)

Classificação 14 anos

Teatro Municipal João Caetano (Rua Borges Lagoa, 650 – Vila Clementino – São Paulo)

02/03, 03/03, 07/03 e 08/03

Quinta, Sexta, Sábado – 21h, Domingo – 19h

$20

Workshop da Denise Weinberg no Teatro João Caetano – dia 09/03 – às 15h00.

Informações: (11) 5573-3774 / 5549-1744

Teatro Alfredo Mesquita (Avenida Santos Dumont, 1770 – Santana – São Paulo)

30/03, 31/03, 04/04, 05/04, 13/04 e 14/04

Quinta, Sexta, Sábado – 21h, Domingo – 19h

$20

Workshop da Denise Weinberg no Teatro Alfredo Mesquita – dia 06/04 – às 15h00.

Informações: (11) 2221-3657

PUTZ GRILL…

Putz Grill…“, definitivamente, é um show de Stand-Up Comedy que merece menção no Guinness Book, o livro dos Recordes pelos números que apresenta. É o único show solo de stand-up no Brasil em cartaz por 11 anos ininterruptos. 

Sucesso absoluto de público, com mais de 1 milhão de espectadores, ele volta aos palcos paulistanos no dia 16 de março, com uma nova temporada no Teatro MorumbiShopping, com sessões aos sábados, às 23h, onde espera fazer jus, mais uma vez, às melhores avaliações em sites de vendas e continuar enchendo as sessões e garantindo a confiança do público.

No espetáculo, vida pessoal e fatos do cotidiano fazem parte do repertório do show, sob o ponto de vista sarcástico e irônico de Oscar Filho. Valendo-se de seu talento como ator, a criatividade de seus textos e com um trabalho de corpo marcante, a comédia mostra seus vários talentos, que é o que garante a longevidade do espetáculo e as gargalhadas da plateia.

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Putz Grill…

Com Oscar Filho

Teatro MorumbiShopping (Av. Roque Petroni Júnior, 1089 – Jardim das Acacias, São Paulo)

Duração 60 minutos

16/03 até 25/05

Sábado – 23h

$50

Classificação 14 anos

PALAVRA DE STELA

Estrelado pela veterana Cleide Queiroz, o solo Palavra de Stela, com direção e dramaturgia de Elias Andreato, ganha uma nova temporada gratuita no Teatro Municipal da Mooca Arthur Azevedo, entre 22 de fevereiro e 24 de março, com sessões às sextas e aos sábados, às 21h, e aos domingos, às 19h. A peça estreou em 2017, ocasião em que a atriz completou seus 50 anos de carreira no teatro, na televisão e no cinema.

Nascida em 1941, Stela do Patrocínio foi internada no Centro Psiquiátrico Pedro II aos 21 anos, quando diagnosticada como psicopata e esquizofrênica. Quatro anos depois, foi transferida para a Colônia Juliano Moreira, em Jacarepaguá, onde permaneceu até sua morte em 1992. Durante seus anos de isolamento, Stela desenvolveu um discurso poético. Seu “falatório”, carregado de angústias, retrata a rotina manicomial e, sobretudo, revela sua visão da vida, do mundo e de si mesma.

No espetáculo a personagem narra sua trajetória, expõe seu cotidiano e revela seu olhar de perplexidade diante da vida e dos seres humanos. Andreato escreveu o texto especialmente para Cleide Queiroz. A atriz traz uma relação muito pessoal com a temática proposta, pois é uma mulher negra que durante sua adolescência conviveu com a internação de sua mãe esquizofrênica.

Por meio da fala de Stela do Patrocínio, pretendemos levar o espectador a uma reflexão acerca da visão que temos sobre loucura e lucidez, bem como chamar sua atenção para como a sociedade enxerga a diferença e lida com o outro”, diz Elias Andreato.

A criação do espetáculo tomou por base o registro em áudio da obra de Stela do Patrocínio realizado na década de 1980 pelas artistas plásticas Neli Gutmacher e Carla Guagliardi, posteriormente, transcrito e organizado por Viviane Mosé no livro “Reino dos bichos e dos animais é o meu nome”.

Este projeto foi contemplado pela 8ª Edição do Prêmio Zé Renato de Teatro para a cidade de São Paulo – Secretaria Municipal de Cultura.

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Palavra de Stela

Com Cleide Queiroz

Teatro Municipal da Mooca Arthur Azevedo – Sala Multiuso (Avenida Paes de Barros, 955 – Mooca, São Paulo)

Duração 60 minutos

22/02 até 24/03

Sexta e Sábado – 21h, Domingo – 19h

Entrada gratuita (distribuído uma hora antes do espetáculo)

Classificação 14 anos

FREQUENCIA_AUSENTE.DOC

O Sesc Avenida Paulista recebe a instalação interativa “frequencia_ausente.doc”, dramaturgia site specific e documental que conduz o visitante em uma experiência imersiva pelos andares da Unidade e versa sobre o desaparecimento de um ator, ex integrante da ExCompanhia de Teatro, nas dependências do Sesc no dia da estreia do seu monólogo.

O visitante recebe o celular que pertenceu ao ator e acessa a exposição  por meio do dispositivo, que também contém registros da última hora antes do seu misterioso desaparecimento. O público acompanha os rastros deixados por ele em instalações imersivas distribuídas nos andares do prédio do Sesc. Após o monólogo ser cancelado, resultado do misterioso sumiço do ator, a ExCompanhia e o Sesc optaram então por realizar, nos meses de fevereiro e março, uma nova obra em sua homenagem.

Os artistas Bernardo Galegale, Gustavo Vaz e Gabriel Spinosa assinam a concepção e a dramaturgia da experiência. O roteiro tem duração de cerca de uma hora e é gratuito, com saídas individuais a cada 10 minutos das 14h às 17h e retirada prévia de senha no local.

Dramaturgia Site Specific

Momentos antes da estreia de seu monólogo no Sesc Avenida Paulista, um ator desapareceu misteriosamente após receber a notícia de que sua plateia estava totalmente vazia. Na exposição, uma série de rastros deixados por ele são apresentados, fazendo com que a experiência se conecte com o monólogo, o ator, o prédio do Sesc e a memória do fatídico dia. São bilhetes escritos à mão, livros deixados pelo edifício, imagens nas TV’s e registros das câmeras de segurança, entre outros; além disso, o visitante recebe o celular que pertenceu ao ator, e nele estão contidos outros vídeos, áudios, mensagens no Whatsapp e etc. Através da leitura de QR CODES, é possível interagir com a exposição e acessar os direcionamentos que refazem o último percurso trilhado pelo ator no prédio, uma hora antes de desaparecer.

O Conceito

A experiência propõe inserir o público como parte da obra, colocando-o nos exatos lugares que ator visitou no prédio momentos antes de desaparecer. Ao somar ao percurso diversos elementos narrativos multimídia, a ExCompanhia de Teatro provoca o público a sentir o que o ator sentiu, trazendo à tona pensamentos sobre a importância da plateia e do encontro presencial nas artes.

As instalações se alimentam das características do espaço e de pesquisas site specific para revelar micro e macro conexões entre a dramaturgia ficcional e real, o prédio, a cidade e o ator, buscando um constante movimento de percepção da importância do artista e da presença do público nos dias de hoje.

A filosofia existencialista que inspirava o monólogo do ator deaparecido inspira também agora a exposição itinerante ‘frequencia_ausente.doc’. A jornada desiludida do nosso ator que invadiu o prédio do Sesc Avenida Paulista – esse corpo vertical – carrega memórias ficcionais e reais sobre sua existência. Durante o percurso da exposição, os participantes do público absorvem e ressignificam o espaço ao redor a partir dos rastros dele, ao mesmo tempo em que são impactados por questões existenciais que sempre o afetaram” – comentam os integrantes da ExCompanhia de Teatro.

Além disso, a dramaturgia valoriza a importância dos encontros presenciais, cada vez mais deixados em segundo plano na sociedade contemporânea. A sensação de solidão vivenciada pelo ator é transferida aos participantes, A sensação de solidão que foi vivenciada por ele é transferida aos participantes, que são também o personagem central da instalação itinerante, fazendo com que seja possível se colocarem no “lugar do outro”, criando espaço para a vivência de uma experiência de empatia, pertencimento e coletividade” – completam.

A trasmidialidade do projeto se estende às diferentes plataformas (papéis, TVs, corpos e etc.), explorando diferentes formas de contato entre dramaturgia ficcional/real e público participante, usando múltiplas linguagens e formas de narrativa para promover novas possibilidades de experimentação.

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Com ExCompanhia de Teatro

Sesc Paulista – Arte II – 13º andar (Av. Paulista, 119 – Bela Vista, São Paulo)

Duração 70 minutos

21/02 até 16/03

Quinta, Sexta e Sábado – 14h até 17h (sessões a cada 10 minutos)

Entrada gratuita (distribuição de senhas no local de início da atividade)

Classificação livre

5 HOMENS E UM SEGREDO

Após mais de 02 anos na estrada, viajando o país, o espetáculo 5 Homens e um segredo, estreia no dia 15 de fevereiro em São Paulo em uma curta temporada no Teatro West Plaza. A Versão brasileira é livremente inspirada em “The Irish Curse” de Martin Casela por Aloisio de Abreu, com direção de Alexandre Reineck e no elenco os atores Gerardo Franco, Carlos Bonow, Iran Malfitano, Renato Scarpin e Cláudio Andrade.

Desde o início dos tempos uma pergunta assombra os homens: “tamanho é documento?” Para pânico geral da nação masculina, a resposta ainda parece ser sim.

Ambientada no Rio de Janeiro de hoje, a peça é um retrato contundente de como o ser humano e a própria sociedade definem a masculinidade. Para os personagens José Carlos, Luiz Orlando, Jorge Alberto e Ricardo, o tamanho importa e muito.

Não à toa, esse pequeno grupo se encontra todas as quartas à noite, no porão de uma igreja católica, em uma reunião de autoajuda para indivíduos com pênis pequeno. Esta característica em comum é o foco de suas lamentações semanais, atestando que o assunto ainda é um tabu e assombra os homens, que se sentem diminuídos em sua força e virilidade.

O grupo foi organizado por um padre e tem três frequentadores assíduos. Uma noite, porém, um novo integrante (Mário) se junta aos demais e os leva a se questionarem sobre as relações do grupo e sobre seus próprios medos e fantasmas. À medida que esses homens se abrem, segredos são revelados e vêm à tona questões sobre identidade, masculinidade, sexo, relacionamentos e status social, em uma jornada que pode redefinir suas vidas.

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5 Homens e um Segredo

Com Gerardo Franco, Carlos Bonow, Iran Malfitano, Renato Scarpin e Cláudio Andrade.

Teatro West Plaza – sala Laura Cardoso – Shopping West Plaza (Av. Francisco Matarazzo, s/n – Água Branca, São Paulo)

Duração 90 minutos

15/02 até 31/03

Sexta e Sábado – 21h30, Domingo – 18h

$70

Classificação 14 anos

 

HOMENS NO DIVÃ

Com texto leve e recheado de situações engraçadas do cotidiano a comédia Homens no Divã, que Darson Ribeiro dirige, depois de três anos consecutivos em cartaz comemora o quarto ano de temporada.  

A reestreia acontece no dia 15 de fevereiro, sexta, às 21h30, no Teatro Fernando Torres, na zona leste paulistana. Além de dirigir e assinar figurino, luz e cenografia, Darson também atua no espetáculo, ao lado de Olivetti Herrera e Guilherme Chelucci.

No enredo, o encontro inesperado de três homens na sala de espera do consultório de uma psicanalista (voz em off de Marília Gabriela) é o ponto de partida para mudanças radicais na vida de um bombeiro (Chelucci), de um ginecologista (Herrera) e de um gerente executivo da Eletropaulo (Ribeiro). Para tratar suas dificuldades de relacionamento com as mulheres e do cotidiano masculino, Renatão, Cadu e Fred precisam de muita força de vontade. A instigante amizade, desenvolvida em conversas e acontecimentos que servem de complemento ao divã, vai gradativamente em um ano, impulsionando-os a se reinventarem. A comédia é uma homenagem às mulheres.

Darson Ribeiro concebeu uma direção ágil para brincar com assuntos bem-humorados, sem deixar de ir ao encontro de fetiches femininos. Assim, vai além da exploração dos estereótipos das personagens – o executivo, o bombeiro e o médico – e apresenta uma comédia elegante e inteligente que sai do lugar-comum.

À beira do desespero em suas crises amorosas, os três protagonizam situações hilárias em busca do equilíbrio, diante de tantas idiossincrasias masculinas como amor e sexo ou sexo e amor. E, assim, conquistam de cara o público que vai acompanhando as revelações e transformações de personalidades e temperamentos distintos.

Com o cuidado de não resvalar em falsos moralismos, a intenção é amenizar a fama de que os homens não gostam de falar sobre si. Assim, revela fraquezas e dúvidas do sexo masculino em um divã freudiano”, salienta Darson Ribeiro.

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Homens no Divã

Com Olivetti Herrera, Guilherme Chelucci e Darson Ribeiro

Teatro Fernando Torres (Rua Padre Estevão Pernet, 588 – Tatuapé, São Paulo)

Duração 90 minutos

15/02 até 24/03

Sexta – 21h30, Sábado – 21h, Domingo – 19h

$60

Classificação 12 anos

CASA DE BONECAS – PARTE 2

Sucesso de crítica e de público em 2018, Casa de Bonecas – Parte 2, com dramaturgia do jovem norte-americano Lucas Hnath e direção de Regina Galdino, reestreia no Teatro Faap, onde cumpre temporada até 28 de março. A tradução é de Marcos Daud, e o elenco é formado por Marília Gabriela, Luciano Chirolli, Eliana Guttman e Fabiana Gugli.

Publicado em 1879, o clássico “Casa de Bonecas”, do dramaturgo norueguês Henrik Ibsen (1828-1906) causou polêmica ao questionar as convenções sociais e o casamento como uma instituição. A peça até hoje é considerada feminista. Na trama, Nora Helmer falsifica uma assinatura do pai e faz, em segredo, um empréstimo para salvar Torvald, seu marido, mas, quando ele descobre a fraude por causa da chantagem de um agiota, repudia a esposa, humilhando-a e negando que ela continue educando os filhos. O agiota devolve a promissória, salvando os Helmer, mas Nora, desiludida com a covardia e hipocrisia de Torvald, ao ver a posição inferior da mulher na sociedade, revolta-se e abandona o marido e três filhos pequenos.

Já no texto de Lucas Hnath a emblemática personagem Nora, agora uma escritora de sucesso, retorna 15 anos depois ao lar porque precisa oficializar o divórcio com Torvald. Popular por defender causas feministas, ela está sendo chantageada para negar suas ideias, pois uma mulher casada não poderia ter uma vida independente.

De volta ao núcleo familiar, Nora enfrentará a recriminação da criada, da filha mais nova e do marido por tê-los abandonado e por ter tido a ousadia de escolher o que fazer de sua vida. Diante da cobrança sobre suas responsabilidades de esposa, ela argumenta queo casamento funciona como uma prisão para as mulheres e que o amor deveria ser livre. Mais uma vez ela terá que decidir entre ficar à mercê dementiras, regras sociais equivocadas e da visão retrógada de seus entes queridos ou assumir sua identidade e lutar por um mundo diferente.

“Casa de Bonecas – Parte 2”, inédito no Brasil, foi um grande sucesso na Broadway e Lucas Hnath foi indicado ao Prêmio Tony 2017 de Melhor Texto.

A diretora Regina Galdino diz que o espetáculo chama a atenção pela qualidade dos diálogos. “O jovem autor, Lucas Hnath, desenha os diálogos como se fossem poemas modernos, gráficos, indicando ritmos, sonoridades, pausas, repetições e intenções que dispensam as tradicionais rubricas. O texto ganha uma musicalidade muito particular, e, num misto de comédia e drama, as relações das personagens surgem límpidas e cortantes, sem maniqueísmos. Futuro e passado, utopia e tradição, luminosidade e trevas, opção e necessidade, maturidade e juventude, coragem e medo, casamento e amor livre, são algumas das contradições que o público irá acompanhar nessa trajetória da personagem Nora em busca de sua identidade, negando a sociedade forjada em mentiras”, diz.

Seguimos a pista do autor, que propõe uma sala vazia como ambiente único, e radicalizamos com um cenário não realista, símbolo do que se tornou a vida de Torvald depois que Nora o abandonou, deixando-o com três crianças para criar, em pleno século XIX. A encenação, simples, aposta na força do texto. Esperamos que os espectadores vejam a transformação das personagens acontecer diante de seus olhos, sem truques, em um teatro essencial alicerçado na interpretação dos atores”, finaliza Regina Galdino.

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Casa de Bonecas – Parte 2

Com Marília Gabriela, Luciano Chirolli, Eliana Guttman e Fabiana Gugli

Teatro Faap (Rua Alagoas, 903, Higienópolis – São Paulo)

Duração 100 minutos

13/02 até 28/03

Quarta e Quinta – 21h (não haverá sessão no dia 20 de março)

$80

Classificação 14 anos