‘Great Scott’! Parece que estamos “De Volta Para O Futuro”!

De Volta para o Futuro” – filme que marcou uma geração de cinéfilos – tem sua história adaptada para os palcos do Teatro Musical confirmada.

O musical estreia na cidade de Manchester (Inglaterra) em fevereiro de 2020, para uma temporada de 12 semanas. Depois, baseado na reação do público e da crítica, está prevista a estreia em West End (Londres).

No papel de Marty Mc Fly, Olly Dobson (“Matilda”, “Bat Out of Hell”) assume o lugar que foi de Michael J. Fox nas telonas. O enredo será adaptado por Robert Zemeckis e Bob Gale (responsáveis também pelo filme) e a música e letras escritas por Alan Silvestri e Glen Ballard. Lógico que clássicos do filme, como “The Power of Love” e “Johnny B Goode” estarão na trilha sonora. A direção é de John Rando (“Urinetown the musical” e “On the Town”).

Foi durante uma convenção sobre o automóvel DeLorean, em 2004, que Bob Gale respondeu que sim, poderia haver a adaptação do filme para o teatro musical. As primeiras tentativas aconteceram em 2012. A ideia original é que o musical estreasse em 2015, ano em que os personagens chegam no futuro na segunda parte do filme – e também o ano que comemorou o aniversário de 30 anos de lançamento do primeiro filme. Mas, por desavenças entre o então diretor Jamie Lloyd com Robert Zemeckis, a adaptação foi cancelada.

O filme arrecadou cerca de 380 milhões de dólares e foi indicado para quatro Golden Globes, cinco Baftas e 4 Oscars. O total arrecadado pela trilogia foi de mais de 936 milhões de dólares.

A história

O enredo mostra a vida de um adolescente norte americano, Marty Mc Fly, que acidentalmente volta ao passado (1955), a bordo de um automóvel DeLorean. É quando ele encontra com seus pais, quando ainda jovens, e frequenta a mesma escola que ambos. Só que deste encontro, Marty muda seu futuro, pois sua mãe fica atraída por ele. Então, para que ele possa nascer, precisa arrumar sua história – fazendo com que seus pais se apaixonem. Para tanto, ele vai procurar o cientista, Dr. Emmett ‘Doc’ Brown, que inventou a máquina do tempo, e com isso, poder voltar ao futuro (1985).

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NELSON GONÇALVES – O AMOR E O TEMPO

Na data que se comemora o centenário do cantor Nelson Gonçalves (✩ 1919 –  ✞ 1998), segundo maior vendedor de discos do Brasil, estará em cartaz o espetáculo Nelson Gonçalves – O Amor e o Tempo, uma peça de teatro musical em homenagem ao artista que imortalizou clássicos da MPB, como Chão de EstrelasCarinhoso Rosa. A montagem é idealizada e produzida por Guilherme Logullo, tem texto de Gabriel Chalita, direção e coreografia de Tânia Nardini, direção musical e arranjos de Tony Lucchesi, cenografia de Doris Rollemberg e figurinos de Fause Haten. Além da produção, Logullo também atua em parceria com a atriz e cantora Jullie. A temporada começa dia 3 de maio, sexta-feira, 21h, no Teatro Gazeta.
Sem a proposta de trabalhar questões biográficas da vida do artista, o musical se inspira em sentimentos e emoções expressas por Nelson Gonçalves nas canções que compunha e/ou interpretava. Na história, os protagonistas não representam personagens, mas sim a razão (Guilherme Logullo) e a emoção (Jullie), sentimentos que criam uma narrativa não-linear e de linguagem poética. 
Quis escrever um texto que, de alguma forma, fugisse um pouco dos musicais tradicionais. Nelson Gonçalves foi um homem que amou profundamente e que, também por isso, sofreu. O musical traça um diálogo entre a razão e a emoção, reforçado pela força e dramaticidade das canções interpretadas por ele. As músicas entrelaçam essas falas o tempo todo, enfatizando essa disputa de sentimentos”, explica o autor Gabriel Chalita.
O espetáculo reúne 33 canções, entre elas Naquela MesaA Volta do Boêmio e Chão de Estrelas. “A montagem tem um tom nostálgico e lírico. Vamos trazer fatos, histórias, emoções, músicas e sentimentos”, explica Guilherme Lagullo, que ‘descobriu’ Nelson Gonçalves durante estudos para um personagem, e por conta da semelhança do registro vocal, ficou encantado. A descoberta virou vício e admiração. E, aos poucos, nasceu a vontade de levar Nelson aos palcos.
Os figurinos criados pelo estilista Fause Haten se revelam ao longo do espetáculo. As peças vão sendo removidas uma a uma e trazem novas camadas que se traduzem em números musicais. Já o cenário de Doris Rollemberg faz uma verdadeira homenagem ao teatro, trazendo para a cena um camarim, coxias e até o urdimento de um palco. Uma banda composta por cinco músicos também acompanha a dupla de atores em cena.
 
O diretor musical Tony Lucchesi optou por incluir violões na orquestra, instrumento muito ligado ao homenageado. A emoção (o amor) a ser personificada na figura masculina e o tempo (a razão) na figura feminina também gera uma riqueza musical e mais diversidade às interpretações, já que, normalmente, se espera o contrário. Outros recursos, como uma marcação de relógio nas canções do repertório de Jullie, representando o tempo, e muitos mash-ups nos momentos que os protagonistas cantam juntos ajudam a associar os temas às interpretações. A direção e coreografias de Tânia Nardini faz com que os momentos da peça que pinçam situações vividas por Nelson não soem biográficos ou narrativos – a ideia é que a todo momento a poesia do homenageado seja traduzida em cena. 
Para Guilherme Logullo, que idealizou o projeto, a peça cria uma relação imediata com o público, já que as músicas escolhidas para a trilha são clássicos no país. “Nelson tem canções conhecidas em todo o Brasil, o que faz com que o espetáculo sempre traga uma série de recordações e sensações nostálgicas”, conclui o artista.
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Nelson Gonçalves – O Amor e o Tempo
Com Guilherme Logullo e Jullie
Teatro Gazeta (Av. Paulista, 900 – Bela Vista, São Paulo)
Duração 60 minutos
03/05 até 30/06
Sexta – 21h, Sábado – 20h, Domingo – 18h
$80
Classificação Livre