SHOWS DE CAROLINA DIECKMANN E RUBEL EM AGOSTO NO TEATRO PORTO SEGURO

Teatro Porto Seguro recebe Carolina Dieckmann que estreia o show Karolkê ao lado do músico Vinícius Feyjão, no dia 6 de agosto.

O cantor e compositor Rubel faz o show de lançamento da nova turnê, que contempla seus dois discos completos, Casas e Pearl, no dia 13 de agosto.

Os ingressos também podem ser adquiridos pelo site da Tudus – www.tudus.com.br

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Abaixo a programação com mais informações:

Carolina Dieckmann no show Karolkê.

A paixão pela música e o flerte com os instrumentos estão prestes a sair da intimista rodinha de amigos na casa da atriz e ganhar novos cenários. Depois de 26 anos de carreira na TV, no cinema e no teatro, o universo particular de Carolina sai da coxia e é traduzido para o público em uma apresentação despojada e em plena sintonia com o suave timbre e sua voz doce.

Ao lado do músico Vinícius Feyjão, novos arranjos e releituras inéditas para sucessos como É tão Lindo (Roberto Carlos), Vamos fugir (Gilberto Gil/Liminha), É o Amor (Zezé di Camargo/Luciano) Fogo e Paixão (Rose Marie/Wando), Eu Amo Você (Cassiano/Silvio Rochael), em acordes redesenhados de forma criativa e divertida. O espetáculo é produzido por Léo Fuchs e a direção musical assinada pelo instrumentista e arranjador Pretinho da Serrinha, ambos parceiros de Carolina em sua última peça teatral Tryo Elétryco, sucesso em 2017.

Com Carolina Dieckmann e Vinicius Feyjão

Teatro Porto Seguro (Al. Barão de Piracicaba, 740 – Campos Elíseos, São Paulo)

Duração 75 minutos

09/08

Terça – 21h

$80/$100

Classificação Livre

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Rubel no show Casas e Pearl.

Rubel (voz e violão) sobe no palco para apresentar canções como PartilharMantra e Colégio, além dos sucessos O velho e o Mar e Quando Bate Aquela Saudade. Um dos principais nomes da chamada nova Música Popular Brasileira, Rubel foi indicado ao Grammy Latino 2018 na categoria melhor disco de rock ou música latina em Português, pelo disco Casas (Dorileo/Natura Musical). Consolidou parcerias com os rappers Emicida e Rincon Sapiência e teve duas músicas em trilhas de novelas da Globo (Onde Nascem os Fortes e Malhação).

Pearl, o disco de estreia, foi disponibilizado na internet em 2013. Suas sete faixas embebidas em MPB setentista e folk foram gravadas num estúdio caseiro em Austin, Texas, enquanto Rubel estudava Cinema.

Com Rubel

Teatro Porto Seguro (Al. Barão de Piracicaba, 740 – Campos Elíseos, São Paulo)

Duração 80 minutos

13/08

Terça – 21h

$60/$80

Classificação Livre

CAROS OUVINTES

Visto por mais de 70 mil espectadores, o premiado espetáculo Caros Ouvintes, com texto e direção de Otávio Martins, volta em cartaz no Teatro Renaissance, entre 2 de agosto e 29 de setembro. A peça estreou em 2014, venceu os principais prêmios do teatro paulistano, como o Shell e o Aplauso Brasil, além de ter recebido destaque no site Times Square Chronicles.

O elenco é formado por Agnes Zuliani, Alex Gruli, Carol Bezerra, Dalton Vigh, Eduardo Semerjian, Fernando Pavão, Léo Stefanini, Natállia Rodrigues.

Foto Cartaz

Caros Ouvintes é uma comédia sobre o começo das telenovelas, sob o ponto de vista dos atores que faziam sucesso nas radionovelas. Na década de 1960, quando os aparelhos de televisão começaram a fazer parte das casas brasileiras, o público começou a prestar atenção não somente na voz dos personagens, mas também em sua imagem. Assim, muitos atores que faziam sucesso no rádio começaram a temer a TV: muitos galãs eram gordinhos e carecas, muitas mocinhas já eram senhoras.

Na comédia, a ação se passa numa das últimas emissoras a produzir radionovelas. O elenco prepara uma grande apresentação ao vivo, para depois se despedir do público em um palco armado do lado de fora da rádio.

Vicente (Dalton Vigh), o produtor da radionovela, mantém com a atriz Conceição (Natállia Rodrigues) um caso amoroso que entra em colapso quando ela é chamada para estrelar uma telenovela. Empenhado para que o último capítulo seja impecável, Vicente conta com a absoluta lealdade e profissionalismo do sonoplasta Eurico (Alex Gruli) e do locutor Wilson (Eduardo Semerjian).

Vespúcio (Fernando Pavão), o publicitário, quer que o casal romântico da rádio repita a dose na telenovela que seu cliente irá patrocinar, despertando ódio no ex-galã Péricles Gonçalves (Léo Stefanini), Ermelinda Penteado (Agnes Zuliani) e a cantora decadente Leonor Praxades (Carol Bezerra). A série de atritos é desencadeada quando o anúncio de que o patrocinador passará a produzir telenovelas vem à tona, colocando em risco o final da radionovela.

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Caros Ouvintes

Com Agnes Zuliani, Alex Gruli, Carol Bezerra, Dalton Vigh, Eduardo Semerjian, Fernando Pavão, Léo Stefanini, Natállia Rodrigues

Teatro Renaissance – Hotel Renaissance (Alameda Santos, 2233, Cerqueira César – São Paulo)

Duração 90 minutos

02/08 até 29/09

Sexta e Sábado – 21h, Domingo – 18h

$100

Classificação 12 anos

EU/TELMA

A atriz Nicole Marangoni, que pesquisa desde 2013 o teatro documental, estreia o solo EU/TELMA, com provocações cênicas de Evinha Sampaio, Janaína Leite, Naiene Sanchez e Rhena de Faria, no dia 20 de julho, sábado, às 21h, na Sala Atelier do Teatro Aliança Francesa. A peça explora os limites entre ficção e realidade e cria uma reflexão sobre os “tabus” do morrer, além da barreira dos conceitos éticos e legais, para falar de relações afetivas e amor fraternal. Toda iluminação é feita com videomaping.

O ponto de partida para a criação do solo foi uma oficina de atuação, da qual Nicole participou em 2013, enquanto passava pelo processo de luto por seu pai. Na ocasião, foi sugerido como estímulo de pesquisa para a atriz o desenvolvimento de uma personagem cuidadora de idosos. Desde então, Marangoni vem desenvolvendo uma narrativa ficcional (Telma) pautada por uma situação autobiográfica – os cuidados de fim de vida de seu pai.

O fio condutor da trama é a história de Telma, uma cuidadora de idosos que perdeu a mãe prematuramente e vive com seu pai, jardineiro. A dramaturgia e as cenas finais da peça são constituídas a partir de um diálogo entre depoimentos autobiográficos e ficcionais.

Por se tratar de um processo criativo individual, afetivo, particular, longínquo e independente; a criação não é conduzida pela figura de um diretor teatral, mas por provocadores cênicos, figuras que questionam e/ou questionaram a pesquisa e as escolhas do ator-criador a partir de elementos estéticos, dramatúrgicos e de encenação.

Como referências para a encenação, Nicole pesquisou filmes como “Amor” (2012), de Michael Haneke; “Sonata de Outono” (1978), de Ingmar Bergman; “Kya Ka Ra Ba A” (2001) e “O Segredo das Aguas” (2014) de Naomi Kawase; “Elena” (2012) e “Olmo e a Gaivota” (2014), de Petra Costa; “Fale com Ela” (2002), de Pedro Almodóvar; “Jogo de Cena” (2007) e “Edifício Master”(2002), de Eduardo Coutinho; entre outros. Outra referência importante foi o livro “A Morte É Um Dia Que Vale a Pena Viver”, de Ana Claudia Quintana Arantes, médica especialista em cuidados paliativos.

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Eu/Telma

Com Nicole Marangoni

Teatro Aliança Francesa – Sala Atelier (Rua Gen. Jardim, 182 – Vila Buarque, São Paulo)

Duração 50 minutos

20/07 até 26/08

Sábado – 21h, Domingo – 19h30, Segunda – 21h

$30

Classificação 14 anos

AGOSTO

Teatro Porto Seguro recebe o espetáculo Agosto, do americano Tracy Letts, uma contundente e emocionante história sobre conflitos familiares, para temporada de 30 de agosto a 29 de setembro, com sessões de sexta a domingo. Com adaptação e direção de André Paes Leme, elenco composto por Guida ViannaLetícia IsnardAlexandre DantasClaudia VenturaClaudio MendesEliane CostaGuilherme SimanIsaac BernatJulia SchaefferLorena ComparatoMarianna Mac Niven e Isabelle DionísioAgosto é uma realização da Primeira Página Produções e Sarau Agência de Cultura.

A história de uma família desconectada, desfeita, cujos membros insistiram na união o quanto puderam, da forma que puderam, mas que chega finalmente ao limite da desistência. Apesar de se tratar de um texto denso, forte, há certa descontração na peça, uma divertida recusa em levar-se demasiado a sério, uma tendência a nos passar “rasteiras” cômicas justamente nos momentos que achamos que não há mais espaço para o riso.

Ainda que o autor americano tenha construído todos os personagens da peça com complexidade e grande relevância para a trama, Violet (Guida Vianna) e Barbara (Letícia Isnard) são as suas protagonistas.

Violet é uma mulher que vive numa situação limite, literal e metaforicamente falando. Literal porque faz quimioterapia para um câncer de boca e talvez sua morte esteja anunciada. Metaforicamente, porque sua família está se desmantelando: o marido sumiu, as filhas só esperam o funeral para partir e a ela só restará permanecer sozinha aos cuidados de uma empregada que ela não conhece. Barbara é a filha preferida porque Violet a julga a mais inteligente e a mais parecida com ela. Os temperamentos parecidos levam as duas a embates frequentes. Violet guarda profunda mágoa de Barbara porque ela não voltou pra casa quando soube do seu câncer, mas voltou quando o pai desapareceu. A peça conta uma história familiar na extensão de seus conflitos e de seus afetos. E essa família pode servir como espelho reflexivo para qualquer indivíduo,” afirma Guida Vianna, vencedora dos Prêmios Cesgranrio e APTR de Melhor Atriz por sua interpretação da protagonista.

Também vencedora do Prêmio APTR, como atriz coadjuvante, Letícia Isnard defende a ideia de que “Barbara é uma mulher forte, que está num momento de total desestabilização. Seu casamento está ruindo, vive em crescente conflito com a filha adolescente, está a muito afastada das irmãs, do pai e bate de frente com sua mãe, Violet. Ela luta para não ter o mesmo destino da mãe: a solidão, consequente de uma personalidade forte, acachapante e agressiva. A tendência de Barbara é ficar igualzinha a Violet. E romper com esse ciclo de infelicidade e violência é também um ato de amor”.

O diretor André Paes Leme divide o palco nos cômodos da casa para uma “múltipla espacialidade” que vai exigir uma visão ativa do espectador. Vivendo entre o Rio e Lisboa – onde realiza os estudos do Doutorado na Universidade de Lisboa e onde já montou 5 espetáculos, o mais recente no início de 2017 como coordenador artístico da Escola da Cia Chapitô, por conta de uma encenação de grandes dimensões realizada no Museu Nacional de Arte Antiga, que reuniu mais de 70 jovens artistas de circo –, André Paes Leme comenta a montagem dizendo que o primeiro cuidado que teve com a adaptação foi “suavizar o contexto norte-americano” da peça. O segundo foi em relação ao “realismo acentuado” proposto pelo autor: “Priorizei as situações de conflito e busquei não valorizar ao detalhe a construção do ambiente de cada cena”, explica. “Me interessa a complexidade das relações familiares, a intensidade com que depositamos no núcleo familiar tanto um amor inquestionável como também despejamos as angústias e inseguranças das nossas vidas”, diz o diretor. “Textos como esse revelam o quanto imprevisível é o comportamento humano”.

A montagem divide o palco nos cômodos da casa em que se passa a história, avisa Paes Leme: “A ação passeia por todos os cômodos e a proposta do autor é que o espectador possa ver simultaneamente todos os ambientes. Na nossa concepção, as cenas são sobrepostas: a personagem que está num determinado ambiente estará exatamente ao lado de outra que ocupa outra área da casa. Gradativamente, as diferentes cenas vão convivendo no palco”.

Se o destino das personagens é inevitavelmente trágico, isso não faz de Agosto uma tragédia. Tracy Letts usa recursos do melodrama, da comédia de costumes, das sitcoms da televisão norte-americana e do vaudeville, mantendo a unidade formal, a coerência interna e estética da sua obra.

Tracy Letts é um dos mais importantes autores do teatro contemporâneo dos EUA. Nascido em Tulsa, Oklahoma, é um dos mais importantes autores norte-americanos vivos. Vencedor dos prêmios Pulitzer na categoria Melhor Drama e Tony na categoria Melhor Texto, August: Osage County estreou em Chicago em 2007, na montagem do Steppenwolf Theatre Company (companhia a que pertence Letts), encenada depois em Nova York e Londres, entre outras cidades e países. Em 2013, a obra inspirou o filme Álbum de Família protagonizado por Meryl Streep e Julia Roberts, além de Ewan McGregor, Juliette Lewis, Sam Shepard e Benedict Cumberbatch. E agora tem sua primeira montagem no Brasil pelas mãos da produtora Maria Siman, da Primeira Página Produções, em parceria com Andrea Alves e Sarau Agência de Cultura Brasileira. Responsável pela produção de importantes espetáculos como Ensina-me a ViverO Pequeno PríncipeO Grande Circo MísticoIncêndios Maria do Caritó, Maria Siman adquiriu os direitos do texto teatral para montagem no Brasil após assistir ao filme Álbum de Família. “Percebi que se tratava de dramaturgia adaptada para o cinema e parti em busca dos direitos de montagem da peça no Brasil”, lembra.

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Agosto

Com Guida Vianna, Letícia Isnard, Alexandre Dantas,  Claudia Ventura, Cláudio Mendess, Eliane Costa, Guilherme Siman, Isaac Bernat, Julia Schaeffer, Lorena Comparato, Marianna Mac Niven

Teatro Porto Seguro (Alameda Barão de Piracicaba, 740 – Campos Elíseos, São Paulo)

Duração 130 minutos

30/08 até 29/09

Sexta e Sábado – 21h, Domingo – 19h

$70/$80

Classificação 14 anos

CANTOS DE COXIA E RIBALTA

Espetáculo indicado ao Prêmio Destaque Imprensa Digital 2018 (categoria Destaque Roteiro Original) e vencedor do Prêmio MP (Musical Popular) de Teatro Musical Independente 2019 (nas categorias Melhor Roteiro Original, Melhor Direção e Melhor Coreografia), “Cantos de Coxia e Ribalta” está de volta à São Paulo para curtíssima temporada: entre 26 de julho a 11 de agosto, às sextas e sábados (19h) e domingos (17h), no Teatro Arthur Azevedo, na Mooca. Os ingressos antecipados já estão à venda online, clicando aqui, ou acessando o site do espetáculo: www.cantosdecoxiaeribalta.com.br.

Musical 100% autoral e brasileiro, “Cantos de Coxia e Ribalta” foi criado por Alef Barros e Gustavo Dittrichi, a partir do estudo de três vertentes artísticas: os personagens-tipos da commedia dell’arte, os ritmos musicais brasileiros e o teatro narrativo brasileiro; combinando esta nova abordagem com a bagagem de pesquisa cênica que a Cia. Lusco-Fusco já carrega; teatro e música (ou teatro musical).

Tanto o texto quanto as músicas são originais. O argumento (escrito por Gustavo Dittrichi) buscou livre inspiração na obra de Luis Alberto de Abreu; em especial no texto “O Auto da Paixão e da Alegria”. A linguagem cênica tem inspiração no musical “Godspell“, de Stephen Schwartz e John-Michael Tebelak. Já a música (escrita por Alef Barros) buscou referências na obra musical de Chico Buarque; nas composições de Baden Powell com Toquinho, em especial nos seus estudos e releituras dos cantos de terreiro e umbanda; e na bossa-nova em geral. Os arranjos musicais e composições gerais são de Dario Ricco, Hiago Guirra e Marco De Laet; e os arranjos vocais são de Joyce Roldan. A concepção cênica e estética é de Gustavo Dittrichi.

Sinopse do espetáculo

Sob os sussurros da coxia e as luzes de ribalta, um grupo de atores se reúne para contar uma história. Entre o corre-vida e as chegadas e partidas dos trilhos de uma estação de trem, o público é apresentado a uma trupe de teatro em crise financeira, que corre o risco de ter seu teatro tomado por conta da especulação imobiliária. Um Poeta então é encarregado de criar uma grande obra teatral a fim de trazer de volta aos artistas os tempos áureos: é a última chance do Teatro sobreviver.

Neste cenário, personagens tipificados, inspirados pelos tipos commedia dell’arte – o Dono da Cia., um Poeta, um Músico, uma Primadonna, um Jovem Ator sonhador e uma linda e ambiciosa Jovem Atriz – passam a viver seus próprios conflitos, que misturam-se com a própria história da peça que estão montando.

Enquanto tentam contar a história, a realidade mistura-se com a ficção até que se tornem uma coisa só. A abordagem poética da paixão, da desilusão, da entrega, da inveja e competição, da morte e, sobretudo, da sensação de estar sempre tentando permanecer “de pé” e superar os obstáculos impostos pelo destino – sensação tão comum ao Teatro e também à vida cotidiana – são os ingredientes para mover o espetáculo.

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Cantos de Coxia e Ribalta

Com  Gustavo Dittrichi, Beatriz Belintani, Joyce Roldan e Laís Helena, Marco De Laet, Carol Silveira, Igor Patrocínio, Nina Vettá, Rodolfo Mozer, Renan Lucena, Isabella Costa, André Costa, Rodrigo Ruffeil, Beatriz Poza, Belle Sena

Teatro Arthur Azevedo (Av. Paes de Barros, 955 – Mooca, São Paulo)

26/07 até 11/08

Sexta e Sábado – 19h, Domingo – 17h

$34

Classificação 12 anos