“LAZARUS” ABRE AS PORTAS DO TEATRO UNIMED

A cena artística paulistana ganha no início do segundo semestre um novo palco. Iniciativa do empresário Fernando Tchalian, Teatro Unimed surge com a promessa de se tornar um espaço de excelência para a cultura na cidade. Localizado em um dos pontos mais centrais de São Paulo, na esquina da Rua Augusta com a Alameda Santos, a apenas uma quadra da Avenida Paulista, o projeto arquitetônico traz a assinatura do arquiteto Isay Weinfeld. Os produtores Monique Gardenberg e Jeffrey Neale respondem pela curadoria da programação, que abre no dia 22 de agosto com o musical Lazarus, de David Bowie, dirigido por Felipe Hirsch. A venda de ingressos para o espetáculo começa em 25 de julho, no site da Eventim.

Todo revestido em madeira, com 249 lugares distribuídos entre plateias inferior e superior, palco de 100 metros quadrados, boca de cena com 12 metros de largura e um pequeno fosso para acomodar músicos, o teatro, o primeiro a sair da prancheta de Isay, ocupa o primeiro andar do sofisticado edifício projetado pelo arquiteto, o Santos Augusta, empreendimento da Desenvolvedora REUD que reúne escritórios, o café Perseu e o restaurante Casimiro.

Está ainda prevista no local a inauguração, até o fim do ano, de um pequeno take away café no lado voltado para a Rua Augusta – projeto de Paulo Mendes da Rocha, único brasileiro, além de Oscar Niemeyer, a ter vencido o Prêmio Pritzker, o Oscar da Arquitetura.

Trabalhar na construção e viabilização de lugares que possam se tornar parte da história de São Paulo é o que me faz seguir em frente. É a materialização do conceito de que quando se acrescenta significado a um espaço, ele se transforma em um lugar”, define Tchalian, CEO da REUD.

A aquisição pela Unimed do naming rights (o direito de dar nome ao estabelecimento) vai garantir financeiramente a diversidade e qualidade das atrações do espaço nos próximos anos e faz parte da estratégia de reposicionamento da seguradora no mercado brasileiro.

Alexandre Ruschi, presidente da Central Nacional Unimed explica que ser referência em saúde na capital paulista é umas das grandes premissas da cooperativa nacional em 2019. “O Sistema Unimed trabalha um novo posicionamento da marca em São Paulo, com parcerias estratégicas, aperfeiçoamento no atendimento e investimento em projetos que reforcem o compromisso com a essência, valores e missão para os clientes. O teatro é mais uma conquista para a marca, visando fortalecer a imagem de todas as cooperativas, incentivando e proporcionando grandes oportunidades e experiências de cultura e lazer a todos os tipos de público”.

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A escolha de Lazarus para estrear o espaço partiu de Jeffrey Neale, sócio de Monique Gardenberg na Dueto Produções, empresa responsável por grandes eventos culturais, como o Free Jazz, o Tim FestivalBMW Jazz Fest e, atualmente, a exposição sobre Björk em cartaz no MIS – Museu da Imagem e do Som paulista.

Escrito por David Bowie e o dramaturgo irlandês Enda WalshLazarus é baseado no romance “O homem que caiu na terra”, que na versão para o cinema teve o cantor e compositor inglês no papel de protagonista. O roteiro narra a vida atormentada de Thomas Newton, um alienígena que viaja para a terra para salvar seu planeta. O espetáculo estreou oficialmente em Nova Yorkem dezembro de 2015, com a presença de Bowie, um mês antes de sua morte.

Grande conhecedor da obra de BowieFelipe Hirsch encena pela primeira vez um musical. Para chegar ao elenco final (Bruna Guerin, Carla Salle, Jesuíta Barbosa, Rafael Losso, Gabriel Stauffer, Luci Salutes, Marcos de Andrade, Natasha Jascalevich, Olivia Torres, Valentina Herszage e Vitor Vieira), ele testou, junto com as diretoras musicais Maria Beraldo e Mariá Portugal, mais de duas centenas de atores selecionados pela produtora de elenco Marcela Altberg.

Lazarus apresenta 18 músicas de diversas fases da carreira de Bowie. Grandes sucessos como Life on Mars e Heroes estão na lista, que também inclui músicas do último álbum de BowieBlackstar.

Daniela Thomas e Felipe Tassara assinam a direção de arte; Veronica Julian e Diogo Costa, os figurinos; e Alejandro Ahmed, a direção de movimento.

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Lazarus

Com Bruna Guerin, Carla Salle, Jesuíta Barbosa, Rafael Losso, Gabriel Stauffer, Luci Salutes, Marcos de Andrade, Natasha Jascalevich, Olivia Torres, Valentina Herszage e Vitor Vieira

Teatro Unimed (Alameda Santos, 2159 / 1º andar – Cerqueira César, São Paulo)

Duração 120 minutos

22/08 até 27/10

Quinta, Sexta e Sábado – 21h, Domingo – 18h

$80/$180

Classificação 16 anos

CHAPEUZINHO VERMELHO

Criada pelas atrizes Alexandra Golik e Carla Candiotto há 23 anos, em Paris, a premiada Cia. Le Plat du Jour, um dos grupos de teatro infantil mais prestigiados do Brasil, entra em cartaz na sala B do Teatro Alfa com a primeira produção da dupla – a peça Chapeuzinho Vermelho, de  2001. A temporada acontece entre dia 3 de agosto e dia 1º de setembro, com sessões aos sábado e domingos, às 16 horas.

No palco, duas duplas de atrizes se revezam durante a temporada: Renata Maia e Natalia Vooren e Bebel Ribeiro e Luna Martinelli apresentam uma versão pouco convencional do conto clássico dos Irmãos Grimm, na qual as artistas, usando técnicas de clown, mímica, dança e malabarismo, entre outras, se revezam na pele dos personagens da fábula. Tudo começa como uma grande brincadeira, onde duas palhaças descobrem um armário cheio de chapéus. Estes chapéus as conduzem por uma “viagem de brincadeiras”, onde o fio condutor é dado pela história de Chapeuzinho Vermelho. Ora contam a história, ora brincam com os elementos da mesma, ou seja, há uma tônica constante no fato de serem duas palhaças tentando fazer o melhor para conseguirem contar a história.​

Os chapéus definem os personagens. Quando os colocam tornam-se a Chapeuzinho Vermelho, o Lobo Mau, a Mãe, a Avó e o Caçador.   Quando os tiram transformam-se em palhaças, tornando-se clara a “brincadeira dentro da brincadeira”, assim como a linguagem do teatro dentro do teatro. Baseada na versão dos Irmãos Grimm, a Cia inventou a própria versão de Chapeuzinho Vermelho.​ Os recursos utilizados são inúmeros, desde coreografias de dança e de movimentos clownescos até a utilização de instrumentos musicais; passando pelo canto, pela farsa, a mímica, a manipulação de objetos, teatro físico, pelo lúdico, nonsense, sobretudo pela linguagem do palhaço.​

Nesta versão de Chapeuzinho Vermelho o Le Plat du Jour e o diretor Fernando Escrich, optaram por fazer um espetáculo divertido e visualmente interessante para crianças de todas as idades, sem perder de vista um fator muito importante: o de quem as leva ao teatro. E foi pensando nisso que a Cia idealizou um espetáculo que possibilite também ao adulto o prazer de estar ali.

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Chapeuzinho Vermelho

Com Renata Maia e Natalia Vooren, Bebel Ribeiro e Luna Martinelli

Teatro Alfa – Sala B (R. Bento Branco de Andrade Filho, 722 – Santo Amaro, São Paulo)

Duração 60 minutos

03/08 até 01/09

Sábado e Domingo – 16h

$40

Classificação Livre

FRANCESCO

Talentosa e de personalidade inquieta, a diretora Neyde Veneziano está prestes a gerar sua mais nova criação artística, a peça de teatro Francesco. Último texto do Nobel de Literatura Dario Fo, sobre a vida de São Francisco de Assis, baseado nas histórias que o povo contava, a obra estreia dia 8 de agosto, às 20 horas, no Teatro do CCBB de São Paulo.

Autoridade sobre a obra do dramaturgo contemporâneo mais encenado no mundo, a diretora – que passou um ano em Milão, entre 2000 e 2001 debruçada sobre a oba de Fo, pesquisando o acervo da companhia, vendo vídeos, assistindo aos espetáculos, ensaios e palestras – convidou o ator Paulo Goulart Filho para a interpretação e cercou-se de equipe de criativos formada por Fábio Namatame (cenário e figurino), Daniel Maia (música) e André Lemes (iluminação).

A respeito do convite para fazer o espetáculo, Paulinho recebeu a surpresa como um desafio. “Quando a Neyde falou comigo fiquei muito feliz e, ao mesmo tempo, apavorado. Fazer um monólogo! E ainda mais do Dario Fo! Que  desafio! Mas nossa profissão é assim, somos movidos por desafios.

Bailarino, ator, cantor, Paulo Goulart Filho reúne as habilidades e características desejadas por Neyde para o papel. Em cena, além do próprio Francisco, interpreta todos os outros personagens que contracenam com ele. Além dos sete personagens principais – Francesco, cardeal, narrador, o lobo, o papa (o antagonista), o Colona e o padre – Paulinho interpreta o pai, a mãe, as pessoas da igreja e os amigos, num total de 25 tipos diferentes. “Enfim, uma gama de diversos tipos e características físicas, o que é um grande exercício de interpretação. Não estamos trabalhando com o naturalismo mas sim com tipos, arquétipos e uma linguagem farsesca de contadores de histórias.

Preciso utilizar toda a minha experiência como ator, todos os meus recursos e repertório físico, vocal e emocional para transformar o texto em um espetáculo divertido, performático e emocionante para o público. Confesso que dá um friozinho na barriga só de pensar. Mas isso que é bom em nossa profissão. Nunca estamos no lugar comum, na zona de conforto, sempre estamos na corda bamba sobre um precipício. Ser ator é isso, mergulhar num buraco negro sem saber o que está em baixo.” Paulinho conta que processo de trabalho tem sido gratificante e prazeroso, no sentido de explorar todas as possibilidades físicas e vocais para compor os personagens e contar as histórias de forma intrigante e performática.

Sobre ser dirigido por Neyde Veneziano, não mede elogios: “Neyde é uma diretora que permite ao ator participar de todo processo criativo, aceitando sugestões e dando espaço para desenvolver criatividade tanto na construção dos personagens como na concepção cênica. Isso faz com que o ator se sinta parte integrante do processo criativo e, assim, o espetáculo se torna parte do ator também. É uma diretora extremamente criativa, generosa e sabe como dirigir um ator mostrando os caminhos no sentido de ritmo, compreensão do texto, fisicalidade e voz. Enfim, além de uma grande encenadora, é também uma excelente diretora de atores“.

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Francesco

Com Paulo Goulart Filho

Teatro do CCBB (Rua Álvares Penteado, 112 – Centro. São Paulo)

Duração 70 minutos

08 a 31/08 (sessões extras 11/08 – 11h, e 19/08 – 18h)

Quinta, Sexta e Sábado – 20h, Domingo – 18h, Segunda – 20h

$20

Classificação 14 anos

CIRCO EXCÊNTRICO

Sucesso de público e crítica, a Cia. LaClass Excêntricos está de volta a São Paulo para apresentar todo o seu humor e magia no Teatro Viradalata, localizado no Sumaré. Quem quiser curtir música, circo e teatro no mesmo espetáculo pode reservar um ou mais domingos de agosto para conferir o que prepara Dani Rocha-Rosa e Marcelo Lujan.

A partir de técnicas circenses clássicas (mágica, malabarismo, acrobacia, equilíbrio e ventriloquismo), estrutura não linear e pitadas de bastidores da vida dos artistas, a apresentação desenvolve uma discussão metafórica sobre as mazelas e não virtuoses da vida de um casal e do ser humano em geral.

O espetáculo carrega uma dramaturgia que beira o teatro do absurdo por meio da figura de uma ‘antiapresentadora’, vivida por Rhena de Faria. Parceira de longa data da Cia., ganhadora do Prêmio APCA 2018 por direção de espetáculo, a diretora e atriz está entre os nomes mais consagrados da improvisação no Brasil. Desta vez, Rhena desconstrói a imagem do apresentador perfeito com muito humor.

Sob o comando desses talentos consagrados, o espetáculo conduz o público a alternar momentos de diversão e encantamento com dramaturgia cômica e única, no mais refinado estilo vaudeville. As atrações garantem muito entretenimento e variedades de tirarem o fôlego para que a plateia fique envolvida e saia deslumbrada com a criatividade proporcionada pelos artistas.

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Circo Excêntrico

Com Dani Rocha-Rosa, Marcelo Lujan e Rhena de Faria

Teatro Viradalata (Rua Apinajés, 1387 – Sumaré, São Paulo)

Duração 60 minutos

04 a 25/08

Domingo – 19h

$50

Classificação 10 anos

MASTER CLASS

Após algumas temporadas bem-sucedidas, desde 2015, um dos mais premiados e aclamados espetáculos da Broadway retorna aos palcos numa grandiosa turnê por 12 cidades brasileiras estrelado por uma das maiores atrizes do teatro, cinema e televisão brasileira: Christiane Torloni.

Master Class é uma maravilhosa comédia-dramática escrita pelo premiado autor norte-americano Terrence McNally, que chega ao Brasil através da Maestro Entretenimento, apresentado pelo Ministério da Cidadania e Bradesco Seguros, com patrocínio da Lorenzetti.

O espetáculo conta com a direção do encenador brasileiro José Possi Neto e direção musical do maestro Fábio G. Oliveira, ambos à frente de um elenco formado por consagrados atores/cantores do atual cenário teatral musical brasileiro: as sopranos/atrizes Julianne Daud (‘Master Class’, ‘O Beijo da Mulher Aranha’, ópera ‘Joanna de Flandres’, ‘A Flauta Mágica’, ópera ‘Salvator Rosa’, ‘New York, New York – O Musical’, entre outros), Raquel Paulin (‘Mamma Mia!’, ‘Shrek’, ‘Mudança de Hábito’, ‘Os Dez Mandamentos’, ‘Rent’, entre outros) e Laura Duarte. O tenor/ator Jessé Scarpellini (‘Les Miserables’, ‘Wicked’, ‘O Homem de la Mancha’, ‘Mulheres à Beira de um ataque de Nervos’, ‘A Madrinha Embriagada’, entre outros); o ator e pianista Rafael Marão; além do tenor/ator Rodrigo Filgueiras.

Master Class’ é um dos poucos espetáculos produzidos na Broadway a alcançar enorme sucesso internacional tendo sido realizadas nada menos do que 598 apresentações apenas em sua temporada de estreia em 1995 quando então recebeu o prêmio Desk Drama Award de ‘Melhor Espetáculo da Broadway’, além de três prêmios Tony Award (o Oscar do teatro americano): ‘Melhor Atriz’ (para Zoe Caldwell), ‘Melhor Atriz Coadjuvante’ (para Audra McDonald) e o cobiçado prêmio de ‘Melhor Espetáculo da Broadway’.

Após a sua estrondosa temporada de estreia, Master Class’ percorreu o mundo tendo sido apresentado em quase uma centena de países tão diferentes como Japão, Polônia, Alemanha, Coréia, Itália, Espanha, Portugal, Filipinas, Grécia, Brasil, além dos principais centros teatrais do mundo como o West End, em Londres, e em Paris, onde o papel de Maria Callas foi interpretado pela grande atriz francesa Fanny Ardant sob a direção de Roman Polanski.

Em 2011 uma nova produção de Master Class’ foi realizada na Broadway alcançando um sucesso não menos estrondoso, desta vez tendo como protagonista a atriz americana Tyne Daly e, exatamente como já havia acontecido em 1995, além do grande sucesso desta remontagem o espetáculo também tem recebido “revivals” em várias partes do mundo, incluindo esta nossa produção brasileira, protagonizada por Christiane Torloni, que nos anos 2015, 2016 e 2018 alcançou enorme sucesso de crítica e público nas temporadas em São Paulo, Rio de Janeiro e outras importantes capitais do País. Christiane foi agraciada na categoriaMelhor Atriz” com o Prêmio Aplauso Brasil, o Prêmio Quem, concedido pela revista Quem, e o Prêmio Arte Qualidade Brasil, além de ter sido indicada a diversos prêmios, entre eles o Prêmio Shell, também na categoria de Melhor Atriz.

Terrence McNally baseou o enredo de Master Class’ nas lendárias séries de aulas magnas (master classes) proferidas pela diva maior da ópera mundial, a greco-americana Maria Callas, no início dos anos 70 na Juilliard School, famosa escola de música de Nova York. Na peça, Callas repreende os alunos, da mesma maneira enérgica com que os encoraja a seguir e perseguir seus sonhos. Durante esses encontros, também confronta os desapontamentos e dissabores de sua própria vida e de seu relacionamento com o célebre bilionário, o armador grego Aristóteles Onassis. De forma genial e habilidosa, o espetáculo faz o público rir e se emocionar com este que é considerado um dos mais belos textos da literatura teatral de todos os tempos e que, desde a sua estreia, há mais vinte anos, tem angariado legiões de fãs, envolvendo plateias de todo o mundo!

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Master Class

Com Christiane Torloni, Raquel Paulin, Julianne Daud, Laura Duarte, Jessé Scarpellini, Rafael Marão e Rodrigo Filgueiras

Teatro Procópio Ferreira (Rua Augusta, 2823, Cerqueira César, São Paulo)

Duração 90 minutos

01 a 04/08

Quinta, Sexta e Sábado – 21h, Domingo – 19h

$100

Classificação 12 anos