CIRCO DOS SONHOS NO MUNDO DA FANTASIA

Senhoras e senhores, preparem-se para uma grande viagem ao divertido universo de magia e fantasia do Circo dos SonhosNo dia 27 de setembro inicia a temporada do espetáculo Circo dos Sonhos no Mundo da Fantasia, que será apresentado no Mooca Plaza Shopping até 03 de novembro.
Dirigido por Rosana Jardim, o espetáculo traz à cena uma aventura fantástica num reino mágico cheio de ação e encantamento, com performances de grande impacto e números circenses de báscula, contorção, rola, malabares, monociclo, equilíbrio no arame, tecido aéreo, faixa e muita palhaçada.
Em uma sociedade cada vez mais ligada no mundo globalizado, onde as fronteiras não existem mais, pelo menos na internet, as brincadeiras de criança deram lugar à diversão tecnológica dentro de casa, nas telas de vídeo-games, tablets e telefones de última geração. Será que a infância se reduziu a essa realidade eletrônica? Será que as crianças não precisam de mais brincadeiras, mais encontros com os amigos e brincadeiras com os pais? Será que elas ainda reservam na imaginação um espaço para o encantado, a magia e para a Fantasia?
Pensando em resgatar os aspectos lúdicos da garotada, o Circo dos Sonhos levará ao picadeiro a história de uma criança que não desgrudava um só minuto do videogame, até o aparelho entrar em curto circuito e sua tela dar lugar a um portal, que a leva à fronteira da realidade e da ilusão: o Mundo da Fantasia. Depois de ultrapassar esse portal, a menininha Ly é recepcionada pelos palhaços, que como bobos da corte, apresentam a ela aquele reino encantado.
Toda a ação do espetáculo acontece em um castelo, onde um show de surpresas com personagens, figurinos e cenários que povoam os contos infantis são exibidos ao público. Reis, rainhas, príncipes, princesas, sapos, bruxas e fadas são representados por competentes e renomados artistas circenses, que surpreendem a todos com muita força, graça e destreza nas suas performances inéditas. “Esse é um espetáculo criado para toda a família com muito carinho. Um espetáculo lúdico que oferece aos adultos a oportunidade de voltarem a ser crianças. O programa ideal para a criançada!” – Afirma o ator Marcos Frota, Embaixador do Circo dos Sonhos.
 
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Circo dos Sonhos no Mundo da Fantasia
Com trupe do Circo dos Sonhos
Mooca Plaza Shopping (R. Cap. Pacheco e Chaves, 313 – Mooca, São Paulo)
Duração
27/09 até 03/11
Terça, Quarta, Quinta e Sexta – 20h, Sábado, Domingo e Feriado – 16h, 18h e 20h
$30/$70
Classificação Livre

PETER PAN, O MUSICAL

Depois de temporada bem-sucedida em São Paulo e no Rio de Janeiro, o espetáculo Peter Pan, o Musical retorna à cena paulistana a partir do dia 5 de outubro, sábado, às 16 horas, no Teatro Bradesco.

Com direção do italiano Billy Bond, que coleciona 10 adaptações de clássicos, entre elas, Cinderella, Bela Adormecida, Alice, Natal Mágico e A Bela e a Fera, a curta temporada reúne no palco 27 artistas que cantam e dançam em diferentes cenários, alternando o uso de mais de 100 figurinos.

Os atores Matheus Ueta e Gabriela Sêga – que também atuam juntos na série infantil Casakadabra, um dos destaques da nova programação da TV Cultura – interpretam Peter Pan e Wendy, os personagens principais, respectivamente. Ueta traz no currículo, ainda, participação na novela Carrossel (Kokimoto) e na apresentação do Bom Dia & Cia, do SBT. No teatro, atuou em outros musicais como A Bela e a Fera e O Pequeno Príncipe. Gabriela Sêga esteve em nove musicais dirigidos por Billy Bond, entre eles Alice, Natal Mágico e A Bela e a Fera.

Peter Pan, O Musical conta a história de um garoto que se recusa a crescer. Peter e a fada Sininho levam seus amigos Wendy, Michael e John para conhecer o lugar em que vivem a Terra do Nunca, onde o tempo não passa. Uma sucessão de aventuras espera a turma. Eles vão se deparar com um navio pirata e enfrentar o temível Capitão Gancho, conhecer a aldeia dos índios e os meninos perdidos. O espetáculo tem direção geral e direção de arte de Billy Bond (que assina adaptação com Lilio Alonso e a direção musical com Villa), figurinos de Carlos Alberto Gardin, cenografia de Silvio Galvão e Billy Bond, iluminação de Paul Stewart e coreografia de Ítalo Rodrigues e Paula Perillo.

Efeitos especiais

Para encenar a trama em formato de musical, o diretor seguiu a história original do escritor escocês J.M Berrie, criada em 1904 e publicada pela primeira vez no início do século 20, como peça teatral.  Posteriormente, o autor publicaria Peter & Wendy, em 1911. “Assim como Berrie ao escrever queria despertar a imaginação do leitor, procuro provocar a fantasia do público”, conta Billy Bond, informando que sua adaptação é pessoal. “Nosso musical é brasileiro.”Em sua versão, Billy Bond utiliza influências da cultura pop para aproximar ainda mais o espectador do clássico. Por trás das aventuras vividas na Terra do Nunca há uma história cheia de simbologias: viver eternamente a infância, preservar a inocência e a maneira colorida de se enxergar a vida.

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Peter Pan, o Musical

Com Matheus Ueta, Gaby Sêga, Karoline Sanches, Álvaro de Pádua, João Estevan, Tirzi Oliveira, Italo Rodrigues, Ana Saguia, Vanessa Ruiz, Tita Stoll, Clara Jordão, Murilo Martins, Marco Antonelli, Newton Yamassaki, Giulia Jordão, Queren Simplicio, Sidney Simplicio, Julia Duru, Mariana Campos, Tayanne Zandonato, Anton Uzhyk, Mateus Bertolli, Jenyfer Kauana, Camila Lacerda, Alessandra Suman, Gilmar Jr.

Teatro Bradesco – Bourbon Shopping São Paulo (Rua Palestra Itália, 500 – Perdizes, São Paulo

Duração 110 minutos

5/10 até 03/11

Sábado – 16h, Domingo – 11h e 16h

$60/$160

Classificação Livre

MARGEM

Após a turnê bem-sucedida de A Mulher do Pau Brasil, na qual Adriana Calcanhotto apresentou o resultado da sua estadia como docente na cidade de Coimbra, em Portugal, para brasileiros e portugueses, a cantora retorna ao palco para apresentar “Margem”. O novo show reúne três discos de Adriana: Maritmo (1998), Maré (2008) e Margem (2019). Em São Paulo, a apresentação acontece no Theatro NET, dia 05 de outubro, sábado, em duas sessões — às 19h e 21h30.

Adriana Calcanhotto assina a direção do espetáculo de seu novo álbum, Margem, lançado em junho de 2019. A banda que a acompanha é formada pelos mesmos músicos que tocaram e coproduziram com ela o seu mais recente trabalho de estúdio. Rafael Rocha (mpc, bateria, percussão, Handsonic, assovio), Bruno Di Lullo (baixo e synth) e Bem Gil (guitarra e synth), os dois últimos estiveram com Calcanhotto na turnê A Mulher do Pau Brasil que rodou o Brasil no segundo semestre de 2018.

O repertório do novo show tem como esqueleto as canções do novo álbum e resgata músicas de Maritmo e Maré, os outros dois discos da trilogia marinha (como “Mais Feliz”, “Vambora”, “Quem vem pra beira do mar”), além de sucessos da carreira de Adriana, como “Devolva-me” e “Maresia” canções arranjadas especialmente para o espetáculo, como ‘Futuros amantes”, de Chico Buarque, de 1993, que a cantora gravou como faixa exclusiva para a versão japonesa do álbum Margem.

Canção irmã de “Os ilhéus”, apontam as duas para muito tempo depois de nossa civilização, e apostam as duas no amor e na virtude como humanidades sobreviventes aos tempos. Não saberemos. As duas canções irmãs só se encontram no palco (e no disco japonês) e em sequência. É dos momentos mais fortes do show, pra mim, no sentido do quanto uma canção pode exigir de nós em termos da nossa capacidade de rendição à beleza. Será que um dia Copacabana será a nova Atlântida? Chico Buarque e Antonio Cicero é quem sabem”, especula a compositora.

No primeiro ensaio olhei para a banda e falei “vamos fazer um luau”. Esse foi o primeiro sentimento. Luaus dependem da força do vento, do tempo que ele sopra numa só direção, da maré, e esse show é assim; completamente dependente do mar. Com os ensaios porém, fui percebendo que o emaranhado de textos do roteiro, que tem muitos ecos e referências literárias, foi se superpondo à ideia de luau, que é a princípio menos complexo. Os arquétipos marinhos foram dando as caras, a meu ver em função da sonoridade que alcançamos tocando juntos tanto tempo depois das gravações do disco. O som do show não quis ser o som do disco, o universo timbrístico teve que se expandir pra conter as canções da trilogia e mais as outras todas e isso era previsto mas o som do show resultou mais relaxado, mais vagabundo. Interessante foi notar as ligações que as canções começaram a fazer entre si independentemente da minha ação. De certa forma, fui observando o roteiro se fazer a si próprio, maneira inteiramente nova pra mim de conceber um espetáculo.

O novo show traz mais uma novidade, a lojinha Margem. Dessa vez, com uma pegada sustentável. O espaço terá diversas opções de produtos e souvenirs que estarão à venda antes e após o espetáculo. Em parceria com a empresa Papel Semente, a tag das camisas, feita com papel artesanal, ecológico e biodegradável, poderá ser plantada e em 20 dias nascerá uma flor chamada de mosquitinho branco. Já as sacolas plásticas utilizadas na lojinha são da empresa Tudo Biodegradável. A decisão ecológica é fruto de uma parceria com a ONG Funverde, que investe no plantio de árvores.

“O espetáculo é onde as águas da trilogia se encontram, uma espécie de pororoca de água salgada” 

Adriana Calcanhotto in Margem 2019

 

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Margem

Com Adriana Calcanhotto

Theatro NET SP – Shopping Vila Olímpia (R. Olimpíadas, 360 – Vila Olímpia, São Paulo)

Duração 70 minutos

05/10

Sábado – 19h e 21h30

$80/$150

Classificação Livre

ALÉM DO AR – UM MUSICAL INSPIRADO EM SANTOS DUMONT

Quantos mistérios podem rondar a mente criativa de uma pessoa? Qual é o limite de uma imaginação fértil, capaz de plantar a semente de um sonho e realizá-lo? É em torno de todas essas questões que a Fundação Lia Maria Aguiar embarca em balões e dirigíveis rumo ao universo de Santos Dumont, considerado um Herói brasileiro e o grande pai da Aviação, e retorna ao mercado de teatro musical após três anos com o original “Além do Ar – Um musical inspirado em Santos Dumont”, com estreia marcada para 22 de novembro no Auditório Claudio Santoro, localizado em Campos do Jordão, interior de São Paulo, onde é sediada a instituição responsável pela produção.

Muito se sabe sobre as grandes conquistas do aeronauta mineiro, aquele que inventou a melhor forma de encurtar distâncias, desafiar a gravidade, e se descobrir capaz de fazer qualquer coisa, conceito este que é muito valorizado pela instituição fundada há mais de dez anos por Dona Lia Maria Aguiar (81), onde crianças e jovens de baixa renda têm a oportunidade de se despertarem para a arte e também serem descobertos e transformados por ela.  Onde valores são mostrados e resgatados no dia a dia através de aulas de canto, dança, música, circo e interpretação, pilares que sustentam o Núcleo de Teatro Musical, vencedor da medalha Arthur Azevedo do Prêmio Bibi Ferreira em 2016, atualmente coordenado por Viviane Santos, e capaz de levar ao palco a impactante e reflexiva história de Santos Dumont, com critérios e referências de qualidade e profissionais de alto padrão.

“Acreditamos que trazer histórias cheias de magia e emoção é uma maneira de abordar assuntos importantes para a sociedade de uma forma lúdica, inspirando a reflexão ao mesmo tempo em que surpreendemos o público com a qualidade artística dos nossos alunos. E, através desse pensamento, o Núcleo de Teatro ganhou forma e alcançou o prestígio atual, indo além do comprometimento com a técnica e se preocupando com a formação cidadã dos alunos”, considera Luiz Goshima, Diretor da Fundação Lia Maria Aguiar.

Encabeçando o corpo docente do Núcleo estão Thiago Gimenes, responsável pela direção musical e Keila Fuke, responsável pela dança. A dupla, que além de trabalhar diariamente na Fundação ministrando aulas e levando os mais variados conceitos para os alunos, esteve junta nas duas primeiras produções musicais, “A Princesinha” e “Uma Luz Cor de Luar” – que chegaram a cumprir temporadas em São Paulo após estrear em Campos do Jordão -, mergulha agora nos feitos do homenageado através de suas memórias, conquistas e derrotas, onde os altos e baixos da vida do criador do famoso 14-bis, que ditou moda e lançou tendências entre os séculos XIX e XX, ganham contornos lúdicos nas mãos de seus intérpretes e criativos. Gimenes e Keila se dividem na direção do espetáculo, mas assumem também outras funções, sendo ele o diretor musical e autor das músicas, além de ser responsável também pelas letras, tendo nelas a parceria de Fernanda Maia, que faz sua estreia no time da Fundação e assina também o texto, que conta com a colaboração de Gimenes e da coordenadora Viviane. Já Keila está à frente da coreografia e direção de movimento, e buscou as melhores referências temáticas e regionais para ritmar o elenco, que conta com 51 nomes.

“O Núcleo de Teatro procura criar os espetáculos com enredos que além de encantar, inspirem o público. A Fundação embarcou na trajetória de Santos Dumont para valorizar o importante personagem brasileiro, mas principalmente para enfatizar a criatividade do inventor e mostrar de uma maneira emocionante, como é possível transformar a realidade acreditando em um sonho e usando a determinação para realizá-lo”, explica Goshima.

Para defender o papel protagonista foram escolhidos quatro atores, com diferentes idades, que contracenam com o tempo passado, presente e futuro de forma pontual e não cronológica, onde a trama caminha como se saída de dentro da mente de Dumont, simbolizando quatro fases importantes do inventor de bom coração, que tornou público seus direitos de patente, a fim de encorajar a aviação e todo sonhador.

O ator Cássio Scapin se reencontra com o famoso modelo de chapéu de aba abaixada, usado há 15 anos quando deu vida ao personagem pela primeira vez em uma série de televisão, e assume a fase adulta, identificada como ‘Ressignificação’, marcada pelos questionamentos sobre  sua criação frente a situação política da época. O ator André Torquato representa uma fase antes, a da ‘Realização’, no auge dos seus 20 e poucos anos, enquanto as crianças Raí Palma e Francisco Arruda, alunos da Fundação Lia Maria Aguiar, retratam a infância nas fases ‘Experimentação’ e ‘Descoberta’, respectivamente, guiadas pelo espírito sonhador, corajoso e confiante daquele que, de alguma forma, se esqueceu de mantê-lo vivo ao fim da vida.

O elenco ainda conta com outros seis atores convidados, Mira Haar, que viverá a cuidadora do aviador, Felipe Carvalhido, Pedro Arrais, Dante Paccola, Thiago Claro França e a atriz Giselle Tigre, que, conhecidos de outros musicais em São Paulo, reforçam a proposta do projeto, de reunir artistas talentosos, prontos para trocarem vivências e experiências profissionais com os 43 talentos da Fundação, com idade entre 06 e 21 anos, e selecionados para o elenco em processo criterioso de audição.

Embelezando ainda mais toda a encenação da vida e morte do gênio por trás das asas e hélices que mudaram a história do mundo, a equipe criativa do espetáculo, que tem a assistência de direção de Viviane Santos e a produção de Leonardo Faé, traz profissionais renomados como Fábio Namatame, responsável pelos mais de 250 elegantes figurinos de época, e os irmãos Chris e Nilton Aizner, responsáveis pela leveza da cenografia que se conecta às criações do engenheiro de Pipas e protótipos Ken Yamazato. O desenho de som fica a cargo de Tocko Michelazzo, a iluminação de Rodrigo Alves (Salsicha) e o visagismo de Claudinei Hidalgo.

Sinopse:

‘Além do Ar’ é um musical livremente inspirado na vida de Santos Dumont, não somente o inventor ousado e determinado, mas também o homem que teve dúvidas a respeito de suas invenções.  Alberto, precocemente diagnosticado com esclerose múltipla, revisita sua história, através de lembranças não lineares que misturam-se na sua cabeça trazendo momentos alegres e difíceis, povoados pela presença de pessoas queridas como sua irmã Virgínia, que o ensinou a ler, e a grande amiga Yolanda Penteado. Além do Ar é uma viagem na mente um homem sem medo, que resgata dentro de si o menino sonhador que ama descobrir o mundo e suas possibilidades, lembrando-se da infância na fazenda de seu pai, seu grande ídolo e incentivador. O espetáculo também retrata o inventor na força de sua juventude, no auge da sua potência e inventividade, criador de seus dirigíveis e do aparelho voador mais pesado que o ar e que se tornou o rosto do século XX em Paris.

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Além do Ar – Um musical inspirado em Santos Dumont

Com Cássio Scapin, André Torquato, Mira Haar, Felipe Carvalhido, Pedro Arrais, Dante Paccola, Thiago Claro França, Giselle Tigre, Francisco Arruda, Raí Palma e mais 41 crianças e jovens da Fundação Lia Maria Aguiar – núcleo de Teatro Musical

Auditório Claudio Santoro (Av. Dr. Luis Arrobas Martins, Campos do Jordão – SP)

Duração não informada

22/11 até 01/12

Sábado e Domingo – 20h

$10 (Vendas: flma.org.br/evento/alem_do_ar ou na Sede da Fundação Lia Maria Aguiar -Av. Dr. Victor Godinho, 455 Campos do Jordão – SP)

Classificação Livre

CACIQUE RAINHA

Com dramaturgia e direção de Pedro Vicente, autor de peças como Banheiro, Disk Ofensa e Sem Memória, Cacique Rainha estreia no próximo 21 de setembro no Espaço Parlapatões. Traz Amanda Rocco e Anna Merici interpretando um casal contemporâneo numa aventura insone. Entre sonho e realidade, trocam revelações e refletem um encontro tragicômico entre europeus e ameríndios na origem do Brasil. Humor intimista sobre contradições ancestrais da alma nacional. Com cenário de Ricardo Van Steen e trilha Sonora de Antônio Pinto e Loro Bardot.

Sinopse:

Numa madrugada qualquer, Regina se vê sonâmbula, acreditando ser a rainha que invadiu Pindorama, sofrendo de culpa pela tragédia da humanidade. Sua companheira entra no jogo e encarna Cunhambebe, cacique da primeira revolta contra os invasores. Nas entrelinhas da intimidade, negociam o impacto dos sonhos nas raízes simbólicas de um povo. Quando a cacique devora o acordo impossível, a rainha revela seu prato no banquete antropofágico: está grávida de um futuro imprevisível.

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Cacique Rainha

Com Amanda Rocco e Anna Merici

Espaço Parlapatões (Praça Franklin Roosevelt, 158 – Consolação, São Paulo)

Duração 60 minutos

21/09 até 27/10

Sábado e Domingo – 20h

$40

Classificação 16 anos

HAMLET-EX-MÁQUINA

42 Coletivo Teatral vai estrear a 4ª temporada seu espetáculo “Hamlet-ex-Máquina” no Centro Cultural São Paulo no dia 17 de setembro.  Montagem singular adaptada e dirigida por Érika Bodstein a partir da obra de Heiner Müller, com trechos do original de Shakespeare, a peça é uma performance experimental falada em português, alemão, inglês e espanhol – sem legendas, outra proposição de Müller, uma investigação sobre a natureza do teatro comunicar independente de língua ou linguagem.

A encenação de Érika Bodstein se passa em um bunker, um lugar de resistência para o teatro, que sobrevive apesar de tudo. Lá a peça e os atores sobreviveram às grandes catástrofes que percorrem as histórias de Shakespeare e Müller e do próprio grupo. Dois músicos ao vivo em cena completam o espetáculo. A temporada se estende de 17/09 a 23/10, sempre de terças e quartas às 20h.

Hamlet-ex-Máquina é uma peça sobre a capacidade humana de se transformar diante de suas (pequenas ou grandes) tragédias diárias. Hamlet deve vingar o pai e lutar por justiça. Esse jovem, criado por William Shakespeare, e relido por Heiner Müller, e pelo 42 Coletivo Teatral, usa a arte para lutar contra a corrupção, contra “algo de podre” que existe no “reino da Dinamarca”.

A peça apresenta um novo Hamlet, que está para além da máquina, não é mais um número na engrenagem do sistema, ao contrário, promove reflexões sobre a condição do homem no mundo globalizado.

O espetáculo Hamlet-ex-Máquina foi indicado para IV Edição do Prêmio Aplauso Brasil (referente aos espetáculos do 1˚ Semestre de 2017) nas categorias de arquitetura cênica, trilha sonora e elenco.

42 Coletivo Teatral que se reúne desde 2009, celebra na estréia desta nova temporada seus 10 anos de união e pesquisa, trazendo seu excelente trabalho novamente ao público.

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Hamlet-Ex-Máquina

Com 42 Coletivo Teatral

Centro Cultural São Paulo – Sala Adoniran Barbosa (Rua Vergueiro, 1000 – Paraíso, São Paulo)

Duração 60 minutos

17/09 até 23/10

Terça e Quarta – 20h

$20

Classificação 16 anos

VOYEUR – UM OLHAR INDISCRETO SOBRE ALFRED HITCHCOCK

Ator, dramaturgo e pesquisador, Gerson Steves completa 35 anos de carreira artística. Para comemorar, ele realiza uma série de leituras dramáticas do texto Voyeur – Um Olhar Indiscreto sobre Alfred Hitchcock, que acontecem nos dias 19 e 26 de setembro, 03 e 10 de outubro, sempre às quintas, às 20h30, no Teatro do Núcleo Experimental. Além de estar em cena, interpretando o próprio Hitchcock, Gerson também assina a dramaturgia e direção das leituras. Ao lado dele estarão as atrizes Adriana Alencar, Beatriz Negri, Marcela Piccin, Muriel Aronchi, Sady Medeiros e Tatiana Montagnolli.
Mas não é o lado gênio do aclamado diretor de cinema que estará em cena: Gerson se baseou em entrevistas e biografias sobre o rei do suspense para mostrar seu envolvimento em casos de assédio e difamação aos astros e estrelas que trabalharam com ele. O texto propõe uma discussão bastante atual: abuso moral e sexual, partindo de uma tipificação e objetificação de ideais de feminino e masculino que, por muito tempo, contribuindo para reforçar modelos sexistas e machistas na indústria cinematográfica – especialmente de Hollywood.
Nascido há exatos 120 anos, Hitchcock  está em cena numa suposta entrevista na qual ele lida em seu imaginário com algumas das suas estrelas. Kim Novak, de Vertigo, Tippi Hedren, de Os Pássaros, Doris Day, de O Homem que Sabia Demais, e Ingrid Bergman, que estava em Quando Fala o Coração, são alguns dos nomes que relatam os abusos sofridos por Hitchcock. Esses nomes surgem em cena como bonecas ou na pele das atrizes que compõe o elenco e, cada uma delas apresentatá uma faceta do diretor e seus desvios de personalidade.
Hitchcock é a representação de um homem de sua época
Voyeur irá investigar ainda as interseções existentes entre a vida pública do mestre do suspense cinematográfico e sua pouco difundida vida privada. Numa época em que a indústria cinematográfica era notadamente masculina, Hitchcock exerceu o pior do sexismo e do machismo: moldava suas estrelas dentro e fora do set de filmagem, obrigando-as a cumprir não somente agendas profissionais escravizantes, mas também sociais. Sempre com investidas que iam do bullying mais corriqueiro ao assédio e à difamação públicos”, explica Gerson.
O ator, diretor, dramaturgo e pesquisador explica que é de uma época em que se via os filmes de Hitchcock na Sessão Coruja. Apesar de toda a sua genialidade e toda a contribuição que ele trouxe para a linguagem cinematográfica (técnicas, criativas e estéticas), ele diz que é importante olharmos para sua obra com esse viés e entender que ele era a representação do que se esperava de um homem da sua época.
Em tempos de #timesup em Hollywood, é curioso que o nome de Alfred Hitchcock não tenha surgido como um diretor que praticava abusos. Talvez poucas pessoas discutam esse seu comportamento hoje, porque completaremos 40 anos de sua morte no próximo ano. A sua memória está distante da atualidade e sua obra ficou mais do que a sua personalidade. Mas esse comportamento inoportuno existia. As atrizes foram as principais vítimas, mas seus galãs – principalmente, os homossexuais – , foram afetados também e até alguns jornalistas ficaram cara a cara com esse lado de sua personalidade. Ele se sentia no direito de moldar caráter, exigir um padrão de beleza e certas ações dos profissionais que o rodeavam. Naquele tempo, não havia essa discussão que existe hoje e, apesar da crueldade, isso era aceitável e fazia parte das regras do jogo”.
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Voyeur – Um Olhar Indiscreto Sobre Alfred Hitchcock
Com Adriana Alencar, Beatriz Negri, Marcela Piccin, Muriel Aronchi, Sady Medeiros e Tatiana Montagnolli e Gerson Steves
Teatro do Núcleo Experimental (Rua Barra Funda, 637 – Barra Funda, São Paulo)
Duração 90 minutos
19/09 até 10/10
Quinta – 20h30
Ingresso grátis (O público contribui se quiser e com quanto quiser/puder – distribuição uma hora antes)