CACIQUE RAINHA

Com dramaturgia e direção de Pedro Vicente, autor de peças como Banheiro, Disk Ofensa e Sem Memória, Cacique Rainha estreia no próximo 21 de setembro no Espaço Parlapatões. Traz Amanda Rocco e Anna Merici interpretando um casal contemporâneo numa aventura insone. Entre sonho e realidade, trocam revelações e refletem um encontro tragicômico entre europeus e ameríndios na origem do Brasil. Humor intimista sobre contradições ancestrais da alma nacional. Com cenário de Ricardo Van Steen e trilha Sonora de Antônio Pinto e Loro Bardot.

Sinopse:

Numa madrugada qualquer, Regina se vê sonâmbula, acreditando ser a rainha que invadiu Pindorama, sofrendo de culpa pela tragédia da humanidade. Sua companheira entra no jogo e encarna Cunhambebe, cacique da primeira revolta contra os invasores. Nas entrelinhas da intimidade, negociam o impacto dos sonhos nas raízes simbólicas de um povo. Quando a cacique devora o acordo impossível, a rainha revela seu prato no banquete antropofágico: está grávida de um futuro imprevisível.

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Cacique Rainha

Com Amanda Rocco e Anna Merici

Espaço Parlapatões (Praça Franklin Roosevelt, 158 – Consolação, São Paulo)

Duração 60 minutos

21/09 até 27/10

Sábado e Domingo – 20h

$40

Classificação 16 anos

HAMLET-EX-MÁQUINA

42 Coletivo Teatral vai estrear a 4ª temporada seu espetáculo “Hamlet-ex-Máquina” no Centro Cultural São Paulo no dia 17 de setembro.  Montagem singular adaptada e dirigida por Érika Bodstein a partir da obra de Heiner Müller, com trechos do original de Shakespeare, a peça é uma performance experimental falada em português, alemão, inglês e espanhol – sem legendas, outra proposição de Müller, uma investigação sobre a natureza do teatro comunicar independente de língua ou linguagem.

A encenação de Érika Bodstein se passa em um bunker, um lugar de resistência para o teatro, que sobrevive apesar de tudo. Lá a peça e os atores sobreviveram às grandes catástrofes que percorrem as histórias de Shakespeare e Müller e do próprio grupo. Dois músicos ao vivo em cena completam o espetáculo. A temporada se estende de 17/09 a 23/10, sempre de terças e quartas às 20h.

Hamlet-ex-Máquina é uma peça sobre a capacidade humana de se transformar diante de suas (pequenas ou grandes) tragédias diárias. Hamlet deve vingar o pai e lutar por justiça. Esse jovem, criado por William Shakespeare, e relido por Heiner Müller, e pelo 42 Coletivo Teatral, usa a arte para lutar contra a corrupção, contra “algo de podre” que existe no “reino da Dinamarca”.

A peça apresenta um novo Hamlet, que está para além da máquina, não é mais um número na engrenagem do sistema, ao contrário, promove reflexões sobre a condição do homem no mundo globalizado.

O espetáculo Hamlet-ex-Máquina foi indicado para IV Edição do Prêmio Aplauso Brasil (referente aos espetáculos do 1˚ Semestre de 2017) nas categorias de arquitetura cênica, trilha sonora e elenco.

42 Coletivo Teatral que se reúne desde 2009, celebra na estréia desta nova temporada seus 10 anos de união e pesquisa, trazendo seu excelente trabalho novamente ao público.

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Hamlet-Ex-Máquina

Com 42 Coletivo Teatral

Centro Cultural São Paulo – Sala Adoniran Barbosa (Rua Vergueiro, 1000 – Paraíso, São Paulo)

Duração 60 minutos

17/09 até 23/10

Terça e Quarta – 20h

$20

Classificação 16 anos

VOYEUR – UM OLHAR INDISCRETO SOBRE ALFRED HITCHCOCK

Ator, dramaturgo e pesquisador, Gerson Steves completa 35 anos de carreira artística. Para comemorar, ele realiza uma série de leituras dramáticas do texto Voyeur – Um Olhar Indiscreto sobre Alfred Hitchcock, que acontecem nos dias 19 e 26 de setembro, 03 e 10 de outubro, sempre às quintas, às 20h30, no Teatro do Núcleo Experimental. Além de estar em cena, interpretando o próprio Hitchcock, Gerson também assina a dramaturgia e direção das leituras. Ao lado dele estarão as atrizes Adriana Alencar, Beatriz Negri, Marcela Piccin, Muriel Aronchi, Sady Medeiros e Tatiana Montagnolli.
Mas não é o lado gênio do aclamado diretor de cinema que estará em cena: Gerson se baseou em entrevistas e biografias sobre o rei do suspense para mostrar seu envolvimento em casos de assédio e difamação aos astros e estrelas que trabalharam com ele. O texto propõe uma discussão bastante atual: abuso moral e sexual, partindo de uma tipificação e objetificação de ideais de feminino e masculino que, por muito tempo, contribuindo para reforçar modelos sexistas e machistas na indústria cinematográfica – especialmente de Hollywood.
Nascido há exatos 120 anos, Hitchcock  está em cena numa suposta entrevista na qual ele lida em seu imaginário com algumas das suas estrelas. Kim Novak, de Vertigo, Tippi Hedren, de Os Pássaros, Doris Day, de O Homem que Sabia Demais, e Ingrid Bergman, que estava em Quando Fala o Coração, são alguns dos nomes que relatam os abusos sofridos por Hitchcock. Esses nomes surgem em cena como bonecas ou na pele das atrizes que compõe o elenco e, cada uma delas apresentatá uma faceta do diretor e seus desvios de personalidade.
Hitchcock é a representação de um homem de sua época
Voyeur irá investigar ainda as interseções existentes entre a vida pública do mestre do suspense cinematográfico e sua pouco difundida vida privada. Numa época em que a indústria cinematográfica era notadamente masculina, Hitchcock exerceu o pior do sexismo e do machismo: moldava suas estrelas dentro e fora do set de filmagem, obrigando-as a cumprir não somente agendas profissionais escravizantes, mas também sociais. Sempre com investidas que iam do bullying mais corriqueiro ao assédio e à difamação públicos”, explica Gerson.
O ator, diretor, dramaturgo e pesquisador explica que é de uma época em que se via os filmes de Hitchcock na Sessão Coruja. Apesar de toda a sua genialidade e toda a contribuição que ele trouxe para a linguagem cinematográfica (técnicas, criativas e estéticas), ele diz que é importante olharmos para sua obra com esse viés e entender que ele era a representação do que se esperava de um homem da sua época.
Em tempos de #timesup em Hollywood, é curioso que o nome de Alfred Hitchcock não tenha surgido como um diretor que praticava abusos. Talvez poucas pessoas discutam esse seu comportamento hoje, porque completaremos 40 anos de sua morte no próximo ano. A sua memória está distante da atualidade e sua obra ficou mais do que a sua personalidade. Mas esse comportamento inoportuno existia. As atrizes foram as principais vítimas, mas seus galãs – principalmente, os homossexuais – , foram afetados também e até alguns jornalistas ficaram cara a cara com esse lado de sua personalidade. Ele se sentia no direito de moldar caráter, exigir um padrão de beleza e certas ações dos profissionais que o rodeavam. Naquele tempo, não havia essa discussão que existe hoje e, apesar da crueldade, isso era aceitável e fazia parte das regras do jogo”.
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Voyeur – Um Olhar Indiscreto Sobre Alfred Hitchcock
Com Adriana Alencar, Beatriz Negri, Marcela Piccin, Muriel Aronchi, Sady Medeiros e Tatiana Montagnolli e Gerson Steves
Teatro do Núcleo Experimental (Rua Barra Funda, 637 – Barra Funda, São Paulo)
Duração 90 minutos
19/09 até 10/10
Quinta – 20h30
Ingresso grátis (O público contribui se quiser e com quanto quiser/puder – distribuição uma hora antes)

VOLTAIRE ROUSSEAU

peça VOLTAIRE ROUSSEAU tem sua estreia nacional em São Paulo, dia 06 de setembro, em curta temporada de 21 apresentações, no Teatro Sérgio Cardoso – Sala Paschoal Carlos Magno, depois ganhar bem-sucedidas montagens de crítica e de público em diversos países.

Escrito pelo diretor e dramaturgo francês Jean-François Prévand em 1991, o texto (de Jean-François Prévand) conduz à uma revisão de valores políticos e sociais fundamentais ao revisitar os pensamentos desses dois homens que revolucionaram a filosofia ocidental.

A montagem, com direção de Lígia Pereira, reúne Marcelo Andrade e Washington Luiz Gonzales, (reúne) dois atores que contracenam pela primeira vez no teatro (Marcelo Andrade e Washington Luiz Gonzales, com direção de Ligia Pereira), trazendo (que traz) à cena, em meio a divergências filosóficas, (as) discussões importantes acerca da atual (sobre a) realidade (e os questionamentos brasileiros) brasileira.

Os personagens, embora sejam figuras históricas com seus episódios verídicos, são elaborados com uma perfeita carpintaria dramatúrgica que faz com que os vejamos como pessoas comuns: suas paixões são palpáveis, suas razões, completamente justificáveis. ‘Dessa forma, o autor, Jean-François Prévand, habilmente consegue fazer com que nos identifiquemos com cada um deles, e que possamos chegar às nossas próprias conclusões sobre princípios fundamentais que determinam diferentes correntes ideológicas, explica Lígia.

A evolução dramática (é coerente e) cheia de surpreendentes viradas narrativas, leva ao (ao longo do) desvendamento do crime que move a ação da peça.

Queremos que os espectadores percebam duas maneiras totalmente opostas de se considerar a sociedade. Voltaire era um social democrata declarado e Rousseau antecipou, de alguma forma, as ideias comunistas e marxistas. Cada um à sua maneira, ambos poderiam ser considerados ativistas comprometidos com a sociedade, diz Gonzales.

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Voltaire Rousseau

Com Marcelo Andrade e Washington Luiz Gonzales

Teatro Sérgio Cardoso – Sala Paschoal Carlos Magno (R. Rui Barbosa, 153 – Bela Vista, São Paulo)

Duração 60 minutos

06/09 até 13/10 (16/09 e 11/10 não haverá sessão)

Sexta e Sábado – 19h, Domingo e Segunda – 20h

$40

Classificação 12 anos