AS ATRIZES

A comédia de Juca de Oliveira teve sua primeira encenação em 1991 com Tônia Carrero, Lucélia Santos, Mauro Mendonça, Osmar Prado e Márcia Cabrita no elenco. A montagem atual, com direção de Léo Stefanini, recebeu revisão e atualização no texto para abordar conflitos mais ligados ao universo feminino, como sexualidade, traição e maturidade, mostrando também o embate artístico entre uma atriz consagrada, que conquistou o respeito de seu público, e outra mais jovem e preocupada com o número de seguidores em suas redes sociais.

A história se passa no universo artístico, mas poderia ser perfeitamente ambientada em qualquer ambiente de trabalho. As questões retratadas são absolutamente universais e engraçadas, mostrando os personagens vivendo à beira do caos.

Marilda Ziliat (Angela Dippe) é uma grande atriz de meia-idade, consagrada no teatro, que vive um momento crítico da sua vida pessoal e profissional. Está insegura porque a televisão, e os homens, preferem atrizes mais jovens. É casada com Igor (Léo Stefanini), um diretor de teatro que se encanta pela jovem Irma. Irma (Renata Ricci) é uma atriz ambiciosa que sonha com o estrelato, mas obtém papeis inferiores às suas pretensões em teatros vazios de público e de repercussão. Ela entra no jogo de Igor para conseguir o que quer, embora viva com Cláudio (Giovani Tozi), um ator de pouco talento e inseguro, pois percebe que a mulher, por quem é desesperadamente apaixonado, lhe escapa a cada instante. Botando mais lenha na fogueira, surge a Repórter (Mariana Melgaço), uma profissional de índole duvidosa, pouco informada, mas que adora disseminar fofocas e fake-news dos famosos.

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As Atrizes

Com Angela Dippe, Léo Stefanini, Renata Ricci, Giovani Tozi e Mariana Melgaço

Teatro Viradalata (Rua Apinajés, 1387 – Sumaré, São Paulo)

Duração 75 minutos

31/10 até 14/11

Quinta – 21h

$20

Classificação 10 anos

TUTANKÁTON

Tutankáton, com sua aparente distância e indiferença para as atribulações de nossos dias, seja pela forma elevada do texto, seja pela temática histórica, seja ainda pela ambientação num Egito de há mais de três mil anos, é um texto oportuno para os tempos em que vivemos, de intolerância, de incompreensões, de extremos.

Com texto de Otávio Frias e direção de Mika Lins, a peça estimula a reflexão acerca dos horrores da verdade única, dos pavores da imposição de cima para baixo, de dogmas e de ideologias. Sob a aparência primeira de que nada acontece, tudo acontece: trata-se quase de um libelo pela liberdade de pensamento, de culto, de vida.

A supremacia do Deus único, Áton, sobre um Egito historicamente politeísta, encontra-se nesta peça em seus últimos momentos. Ao personagem título, vítima de uma conjunção de tragédias e a quem não é mais dada outra escolha, cabe extinguir a obrigatoriedade de adoração ao deus único e restituir o culto pagão a vários deuses, devolvendo assim a paz ao povo egípcio.

Tutankáton, que passará para a história com o nome de Tutankamon, aquele que restituiu a soberania do deus Amon e seu panteão de tantos outros deuses.

O texto de Otávio Frias fala de um determinado momento da história em que o tempo parece enclausurado. Trata-se de quando o povo, num Egito pós-revolução de Aton, clama pela volta do antigo culto aos deuses, e Tutankáton se encontra no meio da anti-revolução”, explica a diretora.

Segundo o autor, “a revolução de Aton não se tratava apenas de uma reforma religiosa; parece que se pretendeu uma modificação global e profunda que alcançaria as relações sociais, os costumes e a arte. Consta que o governo de Akenaton, ao menos numa determinada fase, buscou apoio na classe popular e até mesmo recrutou funcionários nela. Apesar da repressão governamental, que na certa foi violenta e indiscriminada, aparentemente a doutrina do rei era pacifista em política externa e estimulava a liberdade intelectual. Uma cidade foi erguida, em local não consagrado até então a nenhuma divindade, a fim de sediar a capital do país. Para lá se deslocaram artesãos da nova ordem com a tarefa de criar os padrões da arte revolucionária”, explica Frias.

Foi esse Egito que Tutankáton, aquele que viria a ser a múmia mais famosa da história, herdou. Nosso espetáculo se passa exatamente nesse momento, quando o povo insatisfeito insurge. Proponho servir ao texto de Otávio e radicalizar a percepção de ”tempo parado” da civilização egípcia. Visualmente, a baixa densidade demográfica do deserto colocará personagens e cenas fisicamente distantes umas das outras. A firmeza dos diálogos e a ironia do texto ficarão como primeiro plano da encenação”, completa Mika.

O espetáculo estreou dia 09/08/2019 no Teatro do Sesc Paulista.

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Tutankáton

Com Samuel de Assis, Bete Coelho, Augusto Pompeo, Amazyles de Almeida, Rogério Brito, Eduardo Estrela, Monalisa Silva, Reynaldo Machado

Sesc Bom Retiro (Alameda Nothmann, 185 – Campos Elíseos, São Paulo)

Duração 90 minutos

07 a 10/11

Quinta, Sexta e Sábado – 21h, Domingo – 18h

$40 ($12 credencial plena)

Classificação: 14 anos

[NOME DO ESPETÁCULO]

A versão brasileira do espetáculo da Broadway [title of show], aqui chamada[nome do espetáculo], fez três temporadas na cidade do Rio de Janeiro além de uma apresentação para 600 pessoas no Festival Palco Giratório do SESC. O texto do autor americano Hunter Bell foi indicado na Broadway ao Tony Award de Melhor Libreto de Musical. No Brasil, a comédia musical recebeu 10 indicações em diversas categorias de prêmios de teatro e foi vencedor no Prêmio do Humor, idealizado pelo ator Fábio Porchat, em duas categorias: Melhor Espetáculo e Prêmio Especial pela Versão Brasileira. [nome do espetáculo] faz sua primeira temporada em São Paulo, no ano seguinte em que a versão americana completou uma década desde que subiu aos palcos da Broadway, em 2008.

Através da metalinguagem, o musical conta a sua própria história com quatro atores e um músico no elenco. Satiriza e homenageia o gênero musical ao mesmo tempo em que aborda o próprio fazer artístico e todas as etapas de se produzir arte de maneira independente. [nome do espetáculo] é, acima de tudo, sobre sonhar e fazer acontecer. Além da diversão, o espetáculo suscita reflexões importantes para o atual momento brasileiro ao mostrar que há a possibilidade de criar e investir em projetos próprios, estimulando a autonomia empreendedora do público e contribuindo para o enriquecimento cultural.

O elenco é composto por Ingrid Klug, foi indicada como Melhor Atriz pelo espetáculo no Prêmio do Humor e no Prêmio Botequim Cultural; Caio Scot, que recebeu indicação de Melhor Ator no Prêmio Cesgranrio de Teatro 2019 pela performance no espetáculo argentino Como Se Um Trem Passasse; Junio Duarte, que recebeu indicação de Melhor Ator no Prêmio Botequim Cultural por [nome do espetáculo], Carol Berres e Jorge de Godoy. A direção musical do espetáculo é assinado por Tibi, pianista e vocalista da Banda Jamz, indicada duas vezes ao Grammy Latino e finalista do programa SuperStar (da Rede Globo) e Rafael Villar, que também é responsável pela direção vocal do espetáculo.

A montagem é uma idealização e produção da CAJU, que tem a frente o ator e cineasta Caio Scot, além do ator e mestre em estudos contemporâneos das artes, Junio Duarte. Versão Brasileira do texto e das músicas é assinada por  Caio Scot, Carol Berres, Junio Duarte, Luísa Vianna e Tauã Delmiro.

Sinopse: O espetáculo é a história real (ou quase real) de Jeff e Hunter, dois escritores que, para participar de um festival, precisam criar um musical em apenas três semanas e, para isso, contam com a ajuda de Susan, Heidi e Larry. Utilizando-se da metalinguagem na encenação, eles escrevem o texto ao mesmo tempo em que executam o próprio espetáculo. Com o elenco reunido, Jeff e Hunter fazem um pacto para escreverem o texto até o prazo final do festival e sonham com um espetáculo que mude suas vidas.

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[nome do espetáculo]

Com Caio Scot, Carol Berres, Junio Duarte, Ingrid Klug e Jorge de Godoy

Teatro do Núcleo Experimental (Rua Barra Funda, 637 – Barra Funda, São Paulo)

Duração 90 minutos

16/11 até 09/12

Sábado – 21h, Domingo – 19h, Segunda – 21h

$80

Classificação 14 anos

SAMBA FUTEBOL CLUBE

Com roteiro e direção de Gustavo Gasparani, o musical Samba Futebol Clube une duas paixões brasileiras: a música e o futebol. Espetáculo multimídia, que estreou no Rio de Janeiro em 2014, mistura música, teatro, dança e vídeo.
Samba Futebol Clube foi montado no Centro Cultural Banco do Brasil RJ como o principal evento de artes cênicas do ano da Copa do Mundo no Brasil e foi o mais premiado espetáculo carioca naquele ano: 40 indicações e 10 prêmios no total, entre eles os Prêmios Shell, Cesgranrio e APTR.
Em cena oito atores/músicos, apaixonados por futebol, formam um time de jogadores e torcedores que se revezam numa narrativa dramático-musical enquanto tocam todos os instrumentos, ao vivo, como parte da encenação. Este mesmo elenco também fez os musicais “Gilberto Gil – Aquele Abraço” e “Bem Sertanejo”, ambos com texto e direção de Gustavo Gasparani, e juntos formam um coletivo de teatro há 6 anos.
Se o futebol fosse um esporte silencioso, sem cantoria, sem estádios, hinos e até aquela trilha que embala os melhores momentos da torcida, provavelmente seria algo muito chato. E o que seria da MPB sem a inspiração dos mágicos dribles dos nossos craques? A ligação entre futebol e música é tão bela e entrosada quanto Pelé e Garrincha. Ou Tom Jobim e Vinicius de Moraes. Para fazer o roteiro do musical, Gasparani se baseou na pesquisa de João Pimentel sobre a história, textos e crônicas relacionadas ao futebol.
Centenas de músicas abordam o tema: hinos dos clubes, músicas que relacionam o futebol ao cotidiano e ao comportamento, crônicas de jogos e conquistas, cantos de torcidas, etc. O jeito do brasileiro de falar, andar, dançar e se apaixonar reverbera o que acontece dentro das quatro linhas. O universo do futebol está lá: o da roça, o da infância, a bola, o gol, o estádio, as disputas das torcidas, a decisão do pênalti, as regras… – brincando e teatralizando o futebol.
O roteiro traz o quê de música e poesia que o futebol nos deu. Retrata sua ligação com a MPB, a partir do samba, e une citações de textos e crônicas sobre o tema de José Lins do Rego, Paulo Mendes Campos, Armando Nogueira, Nelson Rodrigues, Carlos Drummond de Andrade e Ferreira Gullar. As canções ora são cantadas, ora são ditas como texto, criando, assim, um diálogo entre as letras e os textos destes mestres. As histórias sobre o futebol vão sendo contadas, acompanhando a linha evolutiva da música brasileira, começando por “Um a Zero” de Pixinguinha, passando por outros clássicos memoráveis como “Touradas em Madri” (Braguinha/Alberto Ribeiro), “Praia e Sol (Maracanã Futebol)” (Bebeto/Adilson Silva), “Na Cadência do Samba” (Luís Bandeira), “Fio Maravilha” (Jorge Benjor), “Samba do Ziriguidum” (Jadir de Castro/Luis Bittencourt), “Povo Feliz (Voa Canarinho) (Memeco/ Nonô)”, “Pra Frente Brasil” (Miguel Gustavo) e “Aqui é o País do Futebol” (Milton Nascimento/Fernando Brant), num total de 42 canções.
Para a temporada de São Paulo, foram incluídos um samba de Adoniran Barbosa e outro de Germano Mathias, além da adaptação em relação aos times: Corinthians x Palmeiras aqui terão maior destaque do que o clássico Fla x Flu que embalou a temporada carioca.
Utilizando elementos do jogo, da música brasileira e da dança do futebol, o espetáculo traz vídeos com tratamento pop – numa mistura de linguagens e imagens de jogadores e jogadas importantes – que ilustram as histórias entrelaçadas por músicas e textos. O samba, que é a base da nossa música, está lá, mas nos leva à bossa-nova, ao choro e ao rock, ao sertanejo universitário e até ao hip hop.
A direção de movimento, assinada por Renato Vieira, parte dos gestos dos próprios jogadores e torcedores, transpondo e recriando este balé popular tão familiar aos brasileiros para as dimensões do teatro musical. O maestro é Nando Duarte, diretor musical de vários espetáculos de Gasparani.
Samba Futebol Clube retrata a alma do brasileiro. É um espetáculo que conta a relação da MPB com o Futebol de forma divertida, promovendo imensa integração entre palco e plateia. O espetáculo nos mostra como o futebol se tornou um instrumento de identidade da nossa gente a partir de situações dramáticas que trazem à cena não só a música brasileira que fala de futebol, mas o movimento, a dança e a transposição das regras e idiossincrasias do futebol para o nosso cotidiano. Reflete, através do futebol, sobre a fragilidade humana diante da derrota e da vitória. Assim como escreveu o poeta Drummond: “Ganhar, perder, viver”.
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Samba Futebol Clube
Com Alan Rocha, Daniel Carneiro, Gabriel Manita, Jonas Hammar, Marcel Octavio, Pedro Lima, Rodrigo Lima e Sergio Dalcin
Teatro Unimed (Alameda Santos, 2159 – Jardim Paulista, São Paulo)
Duração 120 minutos
08/11 até 01/12
Quinta, Sexta e Sábado – 21h, Domingo – 18h
$50/$100
Classificação 12 anos
*Apresentações com Libras toda quinta, dias 14, 21 e 28 de novembro*

NOVOS BAIANOS

No turbulento final dos anos 60, os Novos Baianos iniciaram uma trajetória que modificaria para sempre a história da música brasileira. A original mistura proposta por Baby Consuelo, Galvão, Moraes Moreira, Paulinho Boca de Cantor e Pepeu Gomes impulsionou uma revolução rítmica e comportamental, marcada por liberdade, poesia e coletividade.

Esta saga tão brasileira quanto improvável é a inspiração para ‘Novos Baianos’, um musical inédito, criado por Lúcio Mauro Filho (texto) e Otavio Muller (direção) a partir das muitas histórias e composições do lendário grupo. Herdeiros legítimos deste legado, Davi Moraes e Pedro Baby assinam a direção musical. O espetáculo estreia no dia 8 de novembro no Sesc Vila Mariana (Teatro Antunes Filho). A produção é da Dueto e o espetáculo conta com a colaboração artística de Monique Gardenberg.

Após concorridas audições, 12 artistas foram selecionados, entre atores, músicos e compositores. Em cena, Barbara Ferr, Beiço, Clara Buarque, Felipe El, Filipe Pascual, Gustavo Pereira, João Moreira, João Vitor Nascimento, Julia Mestre, Mariana Jascalevich, Miguel Freitas e Ravel Andrade cantam, tocam todos os instrumentos e dão vida aos integrantes da banda e outros personagens fundamentais para a história, como João Gilberto, Caetano Veloso, Gilberto Gil e Tom Zé.

O repertório do grupo emoldura as histórias, com sucessos atemporais como ‘Mistério do Planeta’, ‘Preta Pretinha’, ‘Brasil Pandeiro’, ‘A Menina Dança’, ‘Tinindo Trincando’, ‘Brasileirinho’ e ‘Dê um Rolê’.

Se o Tropicalismo abriu corações e mentes da juventude do Brasil, os Novos Baianos beberam na fonte e foram além: inventaram o rock brasileiro, aquele que mistura guitarra com pandeiro e apresenta ao Tio Sam o tamborim’, reflete Lúcio Mauro Filho. ‘Tudo que veio deles foi original e brasileiro. Não existe nada mais teatral que uma gente que sai pelo mundo, fazendo música de porta em porta. Eles coloriram o mundo por onde passaram’, completa Otavio Muller.

Amigos de longa data e parceiros em muitos projetos profissionais, Lúcio e Otavio estão envolvidos com o musical há mais de cinco anos. Desde então, todo o processo está seguindo a cartilha proposta pelos homenageados, ao apostar em um exercício de criação baseado na coletividade. Ao longo dos ensaios, o texto foi sendo modificado com a colaboração do elenco e da equipe.

Na mesma linha, a direção de arte (cenografia e figurinos) foi desenvolvida por um coletivo, o premiado Opavivará!, que desenvolve ações em que propõe inversões dos modos de ocupação do espaço urbano, através de dispositivos que proporcionam experiências coletivas. Desde sua criação, em 2005, o grupo vem participando ativamente no panorama das artes contemporâneas e já teve seus trabalhos exibidos ao redor do mundo. Recentemente, participaram de mostras em Liverpool, Paris, Lisboa, Barcelona, Viena, Montreal, Nova York e Frankfurt.

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‘Vou mostrando como sou / E vou sendo como posso’

O texto parte do encontro entre Moraes Moreira e Galvão, que se tornam amigos na pensão de Dona Maritó, local onde moravam na Salvador dos anos 60. Da vivência como músicos da noite, eles encontram Paulinho Boca de Cantor e começam a colecionar uma legião de adoradores, que insistem para que eles montem uma banda. É quando se juntam a Os Minos, uma banda pronta com Jorginho, Baixinho, Dadi e a virtuosa guitarra de Pepeu Gomes, discípulo de Jimmy Hendrix. É Pepeu quem traz a namorada, Baby Consuelo, para o grupo.

Desde os primeiros shows, o espírito coletivo e descontraído dá as cartas. Eles tocam de praça em praça, de casa em casa e dividem comida, dinheiro e experiências. Após sair da Bahia e se apresentar em alguns festivais, a banda faz do Rio de Janeiro a sua morada, divide um mesmo apartamento e, pouco tempo depois, aluga um sítio em Jacarepaguá, Zona Norte da cidade, onde é criado aquele que é considerado um dos maiores álbuns da música brasileira de todos os tempos, ‘Acabou Chorare’ (1972).

O título do disco simboliza o desejo de colocar fim na tristeza que imperava nos Anos de Chumbo. ‘Em meio à Ditadura, eles foram subversivos através do verso e pela mistura do rock americano com as melodias que moldaram a música popular brasileira, como o samba, o choro, a guitarra portuguesa e o batuque africano’, analisa Lúcio Mauro Filho, que ressalta a importância de falar novamente sobre isso no atual momento.

Para ele, poder cantar e contar Novos Baianos em um mundo polarizado e inflamado de ódio é resgatar um discurso afetuoso e solidário. ‘Eles viveram uma utopia, tomavam decisões em conjunto e dividiam os ganhos. Além de tudo, criaram suas famílias e tiveram filhos juntos’, conta o autor, que teve alguns encontros com os homenageados, em inesquecíveis entrevistas e conversas.

Após encerrar as atividades em 1979, os Novos Baianos fizeram turnês comemorativas e se reencontraram em 1997 e, recentemente, com a gravação de um disco ao vivo em 2015. Referência indispensável para toda a geração que viria depois, o cancioneiro do grupo foi regravado por grandes artistas da música brasileira, mantendo ainda mais acesa a chama daqueles dias de paz e amor.

Os Novos Baianos poderiam ser uma versão brasileira do ‘Hair’. A diferença talvez esteja no que tem de vida vivida nisso aí, pois os personagens da história são reais e continuam produzindo e encantando plateias por aí, há 50 anos’, resume Otavio Muller.

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Novos Baianos, o Musical

Com Barbara Ferr, Beiço, Clara Buarque, Felipe El, Filipe Pascual, Gustavo Pereira, João Moreira, João Vitor Nascimento, Julia Mestre, Mariana Jascalevich, Miguel Freitas e Ravel Andrade

Teatro Antunes Filho – SESC Vila Mariana (R. Pelotas, 141 – Vila Mariana, São Paulo)

Duração

08/11 até 15/12

Quinta, Sexta e Sábado – 21h, Domingo e Feriado – 18h

$50 ($15 credencial plena)

Classificação 16 anos