BRILHA LA LUNA

O musical, uma produção da Lab Cultural com apoio da Aventura Entretenimento, tem texto de Juliano Marceano, direção de Pedro Rothe (Elis – A Musical), direção musical de Tony Lucchesi (vencedor do Prêmio Bibi Ferreira por Bibi – Uma Vida em Musical) e coreografias de Victor Maia (Meu Destino é Ser Star). Os figurinos são assinados pela estreante Ana Elisa Schumacher (M.O.T.I.M).

A ideia, segundo os idealizadores, nasceu antes mesmo da volta do grupo em 2013.

A ideia surgiu faz tempo. Uma das minhas melhores amigas, que é atriz e estava fazendo novela comigo na época, viveu em uma comunidade hippie até seus 16 anos sem acesso algum a tecnologia ou cultura pop. Aquela história ficou tanto na minha cabeça que comecei a rascunhar a ideia de uma peça sobre essa garota que passa uma vida em uma aldeia afastada da cidade e cai de paraquedas no mundo frenético da televisão. No café onde eu escrevia o nome das primeiras personagens, tocou Ragatanga. Foi ali que me ocorreu que “Aserejé” é um nome ótimo para uma comunidade alternativa e que esse tal “Diego” que vira a esquina podia ser um mochileiro que apresenta todo esse universo a essa garota. Me juntei com o Juliano (Marceano, autor do texto) e começamos a desenvolver a dramaturgia em cima do repertório que a gente conhecia de cor: éramos fãs da banda de dormir na porta do estádio para ir no show! – completa Diego Montez, um dos idealizados do espetáculo.

A história tem como base a personagem Luna, que dá nome ao espetáculo, uma jovem que viveu toda sua vida na Comunidade de Arerejé, um refúgio hippie criado por seus pais escondido das grandes metrópoles. Ela vive uma vida tranquila, mas ao completar 18 anos, se vê órfã e sente que falta algo em toda aquela perfeição. É aí que ele vira a esquina vê Diego e toda a história começa.

O espetáculo passou pelo aval das integrantes do Rouge em 2017 e foi aprovado de cara.

Foi um dos momentos mais tocantes da trajetória da peça. Apresentamos em 2017 uma leitura para elas e foi um momento muito lindo de troca. Elas se emocionaram, agradeceram o carinho e homenagem e se demonstraram muito abertas na época. Ter a bênção das cinco seria essencial – diz Diego.

Uma das razões do Rouge ser a escolha para o espetáculo foi que, além de ser um dos maiores grupos pop do Brasil, é também o motivo que torna tão fácil escrever uma dramaturgia sobre, elas falavam para todos e por todos.

Todos se identificavam com os temas dos hits que iam desde baladas apaixonadas a verdadeiros hinos de empoderamento. Em seu retorno, o grupo se aprofundou mais nas discussões sobre a importância de se valorizar, respeitar o próximo e espalhar o amor. Além do mais…todos, inclusive você que está lendo, já dançaram uma boa Ragatanga em alguma festa! – ressalta Montez.

O espetáculo tem como premissa convidar a família toda, fãs do grupo e fãs de musical a refletir de maneira leve sobre sonoridade, diversidade e o poder dos sonhos. Tudo que as meninas passaram em suas músicas e a que são causas tão urgentes hoje em dia. A maioria dos hits do Rouge estará presente em 1h30 de espetáculo.

O elenco de “Brilha la Luna” é alternante, ou seja, cada personagem é interpretado por dois atores que dividem as sessões do musical. Sendo assim, os 9 personagens da peça são vividos por 18 atores e um elenco diferente em toda sessão!

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Brilha La Luna

Com Carol Botelho, Marcella Bartholo, Myra Ruiz, Bel Lima, Robson Lima, André Sigom, Léo Bahia, Tauã Delmiro, Lyz Ziese, Julia de Aquino, Carol Vanni, Amanda Doring, Diego Martins, Victor Maia, Daniel Haidar, Luiz Gofman, Helga Nemetik, Fernanda Gabriela, Deborah Marins, Raí Valadão, Adam Lee, Yasmin Lima, Lucas Becerra, Luiza Cesar

Teatro Prudential (R. do Russel, 804 – Glória, Rio de Janeiro )

Duração

02/11 até 16/12

Sábado e Domingo – 16h, Segunda – 19h

$25/$75

Classificação 12 anos

CRUZ-DIEZ: A LIBERDADE DA COR

Durantes os meses de novembro e dezembro, o Espaço Cultural Porto Seguro oferece oficinas e atividades culturais que dialogam com a exposição Cruz-Diez: a liberdade da cor. Figura de singular trajetória na arte contemporânea, o franco-venezuelano Carlos Cruz-Diez (1923 – 2019) dedicou sua vida ao estudo da cor nas artes contemporâneas. A mostra é composta por 30 obras, entre fotos e instalações, nas quais a interação e participação dos visitantes é ponto alto, num percurso imersivo na pesquisa do artista e no universo da cor.

Artistas convidados apresentam seu roteiro particular de visita à exposição, a partir de sua própria experiência artística tendo a cor como elemento fundamental da construção de um discurso poético. As visitas guiadas acontecem com Sérgio Fingermann (dia 21/11), Lucia Koch (dia 27/11), Dudi Maia Rosa (dia 28/11), Katia Canton (dia 4/12) e Paulo Pasta (dia 5/12).

Outros destaques são as oficinas de cianótipo, na qual o participante pode usar a sombra do próprio corpo e diversas formas como negativo no processo de revelador, e a oficina de serigrafia, na qual serão exploradas as possibilidades de construções cromáticas no processo de impressão, além das atividades contínuas do Ateliê Experimental.

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Confira abaixo a programação completa:

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Exposição

Cruz-Diez: a liberdade da cor

Curadoria: Rodrigo Villela.

De 9 de novembro de 2019 a 2 de fevereiro de 2020, com visitação de terça a sábado, das 10h às 19h. Domingos e feriados, das 10h às 17h.

Grátis.

Classificação indicativa: livre

*Última entrada até 30 minutos antes do encerramento

Figura de singular trajetória na arte contemporânea, o artista franco-venezuelano Carlos Cruz-Diez (1923 – 2019) dedicou sua vida ao estudo da cor. Com ampla produção, autor de pinturas, fotografias e instalações, foi aos poucos afastando suas criações da figuração, das formas, anedotas e símbolos, num radical mergulho na cor em si – liberta ao máximo do aspecto decorativo ou secundário na representação artística. Com exemplos dos diferentes momentos desse belo caminho e curadoria de Rodrigo Villela, sua obra é agora celebrada na mostra Cruz-Diez: a liberdade da cor.

Oficinas

Gráfica Manual

Dias 13 e 27 novembro.
Quarta-feira, das 12h às 13h.

Inscrições online até 30 minutos antes da atividade ou presencialmente no início da oficina na recepção do Espaço Cultural Porto Seguro.

15 vagas.

Oficinas de curtíssima duração oferecem aos participantes uma aproximação com as práticas gráficas desenvolvidas nos ateliês. Uma oportunidade para explorar a criatividade e aproximar os participantes das práticas artísticas.

Em atividades orientadas os participantes poderão desenvolver criações em fotografia, desenho, estamparia manual, entre outras técnicas. A programação se alterna a cada semana para dar conta da diversidade de processos e permitir aos participantes maior flexibilidade.

Ateliê Experimental é um laboratório de linguagens gráficas manuais, como a gravura e o desenho. Tem foco nas atividades práticas e na vivência em ateliê. Os instrutores orientarão os participantes sobre as diferentes técnicas manuais e referências da história da arte para a produção artística.

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Processos fotográficos artesanais: cianotipia em grande formato

Dia 30 de novembro – Sábado das 13h às 16h.

Atividade gratuita, sem necessidade de inscrição prévia.

15 Vagas.

Usando as sombras do próprio corpo como negativo e a luz do sol como processo revelador, o encontro propõe uma produção coletiva de cianotipias em grande formato. O cianótipo foi um dos primeiros processos de impressão fotográfica a ser descoberto, em meados do século 19, pela botânica Anna Atkins, que o utilizava como uma técnica para a produção de fotogramas e gravação de sombras das plantas.

Ateliê Experimental é um laboratório de linguagens gráficas manuais, como a gravura e o desenho. Tem foco nas atividades práticas e na vivência em ateliê. Os instrutores orientarão os participantes sobre as diferentes técnicas manuais e referências da história da arte para a produção artística.

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Serigrafia: soma e construção da cor

Dias 3 e 4 de dezembro.
Terça e quarta-feira, das 13h às 16h.

Atividade gratuita, sem necessidade de inscrição prévia.

15 vagas.

Serão exploradas construções cromáticas na serigrafia a partir da produção de telas utilizando máscaras de papel, fitas colantes e outros tipos de bloqueadores manuais. A serigrafia é uma técnica artística de extrema versatilidade, devido às diversas técnicas de composição e concepção e às possibilidades de aplicação em diversas superfícies. A oficina apresenta uma introdução prática às técnicas serigráficas desde a construção da tela por meios não-fotográficos até a experimentação das características das tintas para a criação de estampas.

Ateliê Experimental é um laboratório de linguagens gráficas manuais, como a gravura e o desenho. Tem foco nas atividades práticas e na vivência em ateliê. Os instrutores orientarão os participantes sobre as diferentes técnicas manuais e referências da história da arte para a produção artística.

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Estação Educativo

Práticas com Educativo
De 16 de novembro a 21 de dezembro.

Sábado – das 10h às 12h30.

Atividade gratuita, sem necessidade de inscrição prévia.

O Educativo oferece um espaço de práticas artísticas e investigativas adaptadas a diversos ambientes. Uma ação contínua que visa colocar em prática as pesquisas desenvolvidas pelos educadores, em conjunto com o público visitante. Estação Educativo é uma ação contínua que visa estabelecer ações que propiciam vivências práticas em aspectos artísticos, corporais, intelectuais e estéticos, numa mediação para trocas de saberes e experiências a partir do encontro.

Educativo do Espaço Cultural Porto Seguro é um núcleo de pesquisa continuada e de práticas educativas que articula relações entre as exposições e os visitantes. Atendendo os mais diversos públicos, os educadores abordam questões pertinentes à exposição em cartaz, em visitas agendadas e atividades diárias.

Visitas guiadas com artistas

Artistas convidados apresentam seu roteiro particular de visita à exposição Cruz-Diez: a liberdade da cor, a partir de sua própria experiência artística tendo a cor como elemento fundamental da construção de um discurso poético.

Dia 21 de novembro, quinta-feira, 19h30 – Sérgio Fingermann

Dia 27 de novembro, quarta-feira, 19h30 – Lucia Koch

Dia 28 de novembro, quinta-feira, 19h30 – Dudi Maia Rosa

Dia 4 de dezembro, quarta-feira, 19h30 – Katia Canton

Dia 5 de dezembro, quinta-feira, 19h30 – Paulo Pasta

30 Vagas.

Sérgio Fingermann é pintor e gravador. Estudou desenho e pintura com Yolanda Mohalyi (1909-1978), em São Paulo, e teve aulas com Mário de Luiggi em Veneza, Itália. Frequentou a Escola Brasil em 1974 antes de estudar arquitetura na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP. Foi premiado como Melhor Gravador pela Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA), em 1987. Tem exposto nos principais museus do país, como Museu Nacional de Belas Artes (2003), Pinacoteca de São Paulo (2012), bem como nas principais feiras de arte nacionais e internacionais. Publicou em 2010 o livro “As partes do Todos” e em 2013 “E se noite fosse água”.

Lucia Koch é artista multimídia, escultora, fotógrafa. Possui bacharelado, licenciatura e mestrado em artes plásticas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Concluiu, em 2004, doutorado em poéticas visuais, na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, com orientação de Carlos Fajardo. Participou da fundação do Grupo Arte Construtora, cooperativa de artistas cuja proposta é ocupar espaços inusitados com suas intervenções, produzindo-as de forma autônoma. Em 2004, recebeu o Prêmio Marcantonio Vilaça para as artes plásticas. Ministra aulas no curso de artes plásticas da Fundação Armando Álvares Penteado (Faap).

Dudi Maia Rosa é pintor e desenhista. Apresentou sua primeira exposição individual em 1967, na Galeria Átrium. Desde então, realizou inúmeras exposições individuais e participou de coletivas importantes como: Panorama da Arte Atual Brasileira, no Museu de Arte Moderna, em 1973, 1986, 1989, 1993; Bienal Internacional de São Paulo, 1987 e 1994; e Brasiliana: Moderna Contemporânea, no MASP, 2006. Apresentou individuais no Instituto Tomie Ohtake, em 2008; na Galeria Millan, em 2012; e no Centro Universitário Maria Antônia. Possui obras em diversas coleções, dentre as quais: Pinacoteca do Estado de São Paulo, MASP, MAM-RJ, MAM-SP, Coleção Itaú e Stedelijk Museum.

Katia Canton é artista visual, escritora, jornalista, professora e curadora. Estudou arquitetura, dança e formou-se jornalista pela ECA USP, em São Paulo. Também estudou literatura e civilização francesas no curso de estudos superiores dado pela Aliança Francesa juntamente com a Universidade de Nancy II. Seu trabalho artístico é multimídia, incluindo desenho, pintura, fotografia e objetos, e conceitualmente se liga a questões sobre sonho, desejos e narrativas. Tem realizado exposições em museus, galerias e instituições culturais no Brasil e no exterior, desde 2008.

Paulo Pasta é artista e professor. Doutor em artes visuais pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo. Recebeu a Bolsa Emile Eddé de Artes Plásticas do MAC/USP (SP) em 1988. Dentre as exposições realizadas, destaque para individual na no Centro Cultural Maria Antonia, em 2011, para o Panorama dos Panoramas, no Museu de Arte Moderna de São Paulo, em 2008, e para individual na Pinacoteca do Estado de São Paulo, em 2006. Lecionou pintura na Faculdade Santa Marcelina – FASM, entre 1987 e 1999, e desenho na Universidade Presbiteriana Mackenzie, entre 1995 e 2002. É professor da USP desde 2011 e, da FAAP, desde 1998.

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Vivência

Intervenções de cor no espaço

Dia 14 de dezembro.

Sábado, das 14h às 17h.

15 vagas

Usando suportes translúcidos e impressões em estêncil, os participantes realizarão intervenções cromáticas efêmeras em áreas livres do Espaço Cultural Porto Seguro. Nessa atividade a influência da cor no espaço será o eixo central para o desenvolvimento de uma ação. Uma vivência envolvendo impressões em estêncil sobre suportes translúcidos, que serão construídos com véus, tecidos e papéis e em seguida formarão uma instalação efêmera pelo espaço.

Ateliê Experimental é um laboratório de linguagens gráficas manuais, como a gravura e o desenho. Tem foco nas atividades práticas e na vivência em ateliê. Os instrutores orientarão os participantes sobre as diferentes técnicas manuais e referências da história da arte para a produção artística.

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Atividades Contínuas

Orientação de projetos

Ateliê Experimental
De 7 de novembro a 9 de dezembro

Quinta-feira, das 10h às 18h

R$ 25,00 estudantes, pessoas com mais de 60 anos, jovens pertencentes a famílias de baixa renda (15 a 29 anos), pessoas com deficiência (e acompanhante quando necessário) e professores, titulares, supervisores, coordenadores pedagógicos e diretores das redes públicas municipal e estadual de ensino

R$ 50,00 inteira

Inscrições pelo e-mail atelieexperimental@espacoculturalportoseguro.com.br

Às quintas, o Ateliê Experimental recebe interessados em desenvolver seus próprios projetos artísticos no âmbito da integração entre as linguagens gráficas. É oferecido apoio técnico, orientação e um ateliê equipado para a xilogravura, a calcogravura e a serigrafia, e para os processos alternativos de fotografia e as possíveis interações entre as artes gráficas e a fabricação digital.

Em seis encontros, os equipamentos do ateliê estarão disponíveis ao uso sob orientação dos instrutores, para o desenvolvimento e produção de projetos artísticos. O objetivo é incentivar a pesquisa e a produção artística por meio da discussão de linguagem, da orientação técnica e do desenvolvimento poético. O programa está vinculado à viabilidade do projeto dentro do espaço do Ateliê Experimental, bem como à compreensão da proposta de possibilidades de técnicas disponíveis, na qual o participante é responsável pelo material de consumo individual a ser utilizado durante os encontros.

Ateliê Experimental é um laboratório de linguagens gráficas manuais, como a gravura e o desenho. Tem foco nas atividades práticas e na vivência em ateliê. Os instrutores orientam os participantes sobre as diferentes técnicas manuais e referências da história da arte para a produção artística.

 

Ateliê aberto

De 1º de novembro a 13 de dezembro.

Sextas-feiras, das 10h às 18h.

inscrição gratuita, pelo e-mail atelieexperimental@espacoculturalportoseguro.com.br

10 vagas

O Ateliê Experimental convida interessados a utilizar os espaços e seus equipamentos gratuitamente às sextas-feiras. Artistas e estudantes poderão trabalhar diversas linguagens gráficas como xilogravura, gravura em metal, carimbos e linguagens fotográficas como a cianotipia, tendo acesso a prensas e ferramentas para executar seus trabalhos.

Algumas técnicas de gravura e fotografia necessitam de aparatos e equipamentos que, muitas vezes, impossibilitam o trabalho em um ateliê individual. Entendendo a produção artística como campo de troca e experimentação, o Ateliê Experimental oferece seu ambiente e equipamentos de produção gráfica aos artistas e estudantes um dia por semana, entendendo o compartilhamento dos espaços e ferramentas como forma de contribuir para a construção dos discursos artísticos individuais.

Ateliê Experimental é um laboratório de linguagens gráficas manuais, como a gravura e o desenho. Tem foco nas atividades práticas e na vivência em ateliê. Os instrutores orientam os participantes sobre as diferentes técnicas manuais e referências da história da arte para a produção artística.

OpenDay

PortoFabLab
De 1º de novembro a 13 de dezembro

Sextas-feiras, das 10h às 14h.

Inscrições gratuitas, pelo e-mail portofablab@espacoculturalportoseguro.com.br

6 vagas em períodos pré-agendados, de 2 horas cada.

Todas as sextas, o PortoFabLab abre as portas à visitação e à realização de projetos artísticos do público, utilizando os equipamentos do laboratório. Os participantes poderão conhecer mais sobre as máquinas disponíveis e enviar uma proposta para materializar seu projeto pessoal.

Durante o OpenDay, o público tem acesso livre ao laboratório, equipado com dispositivos computacionais e máquinas de controle numérico destinados à produção artística e à experiência estética. Na busca por um diálogo entre as artes em geral e novas tecnologias, os participantes têm à disposição os equipamentos digitais de alta precisão e a possibilidade de uso das máquinas requeridas para a execução de seus projetos. Os períodos de utilização são agendados de acordo com as necessidades de cada projeto, a partir de uma proposta apresentada previamente, com desenho em arquivo digital trazido pelo participante e previsão de materiais de consumo a serem utilizados em cada máquina.

PortoFabLab é um laboratório de fabricação digital voltado às artes. Um espaço de interação entre arte e tecnologias digitais, com ênfase na exploração de novas experiências na produção artística. Estão disponíveis máquinas de comando numérico para a execução de modelos digitais em 2D e 3D, entre elas, cortadora a laser, fresadora de precisão, plotter cortadora de vinil e impressoras 3D. Além disso, o laboratório possui equipe especializada no desenvolvimento de projetos.

ESPAÇO CULTURAL PORTO SEGURO (Alameda Barão de Piracicaba, 610 – Campos Elíseos – São Paulo)

Horários: Terça a sábado, das 10h às 19h. Domingo e feriados, das 10h às 17h.

Capacidade: 305 pessoas

CHICO ALMEIDA

Trazendo influências da música sertaneja raiz, MPB, rock, folk e jazz em arranjos para viola, o cantor mineiro Chico Almeida divulga seu primeiro CD com duas apresentações gratuitas em São Paulo: 20 de novembro, no Teatro Cacilda Becker; e 4 de dezembro, no Teatro – Centro Cultural Olido, sempre quarta-feira, 21h.

O artista é natural de Andrelândia (Sul de Minas). Nascido em uma família de tradição musical, ainda criança conheceu os encantos da viola com a Folia de Reis e se apaixonou pela música. A influência do Rock surgiu na adolescência. O artista consolidou sua formação com a graduação em Música pela UFOP (Universidade Federal de Ouro Preto), em 2009.

Nesse período, começou a estudar a linguagem da viola, fazendo releituras de outros ritmos e gêneros da música popular. A partir de 2010, começou a apresentar sozinho seus trabalhos autorais. De 2014 para cá, o artista começou a reunir composições que formaram seu disco de estreia.

No repertório, estão criações de Chico Almeida, além de uma parceria com Fernando Sodré, em letras marcadas pela mineiridade e que tratam de temas cotidianos como Trem de ferro, Franciscos, Trem de Gente, Mais Fácil, Tropas de Minas, Chico, Deleite, Da estrada Clareira, Uma canção, Fugas, Frevorada, Démodé. No disco, Chico canta sua terra e a mineiridade, incrementando as canções com as mais variadas influências, das folclóricas às mais sofisticadas.

A turnê de lançamento do CD, que leva o nome do cantor, já passou por Belo Horizonte, Ouro Preto, Juiz de Fora e São João del-Rei. As apresentações ainda acontecem em outras cidades de Minas Gerais e nas capitais do Rio de Janeiro e de São Paulo. A iniciativa é uma realização da Sereno Produções, com aprovação na Lei Estadual de Incentivo Fiscal à Cultura de Minas Gerais e conta com o apoio de Módulo Embalagens.

CD – Chico Almeida

Com Chico Almeida

Grátis

 

Teatro Cacilda Becker (Rua Tito, 295 – Lapa – São Paulo)

20/11

Quarta – 21h

 

Centro Cultural Olido (Av. São João, 473 – Centro, São Paulo)

04/12

Quarta – 21h

PARAISOPOLIZAR

O Ballet Paraisópolis, formado por crianças e adolescentes moradores de Paraisópolis, segunda maior comunidade de São Paulo, sobe ao palco do Auditório Ibirapuera – Oscar Niemeyer, pelo quinto ano consecutivo, na noite de 23 de novembro, sábado, às 19h. O grupo apresentará o conceito “paraisopolizar” de como lidar e transformar situações diversas da vida.

O espetáculo retrata o sonho da criança bailarina, moradora da comunidade, e como este sonho modela a realidade de seu dia-a-dia. O cisne, representando o imaginário idealizado do Ballet, se transforma ao longo do tempo, partindo de sua estrutura clássica e sofisticada para o contemporâneo, até se tornar real. Com aspectos identitários de Paraisópolis, a trama vai do “conto de fadas” ao “pancadão”, humanizando a idealização, contaminando a realidade e promovendo assim uma nova forma de ser, agir e sonhar. “Paraisópolis deixa de ser lugar e se torna verbo: paraisopolizar!”

Segundo Jum Nakao, roteirista do espetáculo e diretor artístico do Ballet Paraisópolis, “a partir do imaginário e desejo dos alunos, criamos o enredo do espetáculo. Buscamos trazer ao palco do Auditório Ibirapuera um pouco das vivências do dia-a-dia de Paraisópolis: simplicidade, alegria e coletividade. Para isso, contamos com a colaboração dos alunos; eles foram fundamentais para o processo de criação do roteiro, cenário e figurinos, tornando, assim, o resultado o mais próximo possível das situações reais de suas vidas, ocorridas dentro da comunidade”. O espetáculo também traz um marco importante: será a primeira vez que o Ballet Paraisópolis subirá ao palco com figurinos, adereços e cenografia confeccionados no Ateliê de Costura e Criação Ballet Paraisópolis.

A montagem será composta por coreografias nos estilos clássico, neoclássico, contemporâneo e de repertório, e contará com a participação especial do artista de Paraisópolis, Antônio Ednaldo da Silva, o Berbela. Segundo Monica Tarragó, diretora geral do Ballet Paraisópolis, “procuramos, cada vez mais, fortalecer nossa missão de formação artística-cidadã e tornar nosso trabalho mais inclusivo e identitário. Este ano levaremos ao palco nossa primeira coreografia com PcD e iremos realçar elementos característicos de Paraisópolis: arte, coletivo, alegria e simplicidade”.

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Paraisopolizar

Com Ballet Paraisópolis

Auditório Ibirapuera – Oscar Niemeyer (Av. Pedro Álvares Cabral – Vila Mariana, São Paulo)

Duração 70 minutos

23/11

Sábado – 19h

Entrada gratuita (Distribuição de ingressos na bilheteria do Auditório, uma hora e meia antes da apresentação. Limite de dois ingressos por pessoa)

Classificação livre

A apresentação conta com audiodescrição