CASA ROSA DOS VENTOS

Inspiradas pela cultura xamânica, as atrizes Fabiana Tolentino e Luciana Bollina idealizaram uma peça itinerante, sem dramaturgia linear, um jogo de direções, onde o tema central é relação com o Tempo. No espetáculo, a plateia é convidada a seguir qualquer direção e assistir o que quiser nos diversos cômodos da casa que recebe a encenação.

É uma experiência-instalação na qual a plateia precisa escolher o que assistir ou não, além de decidir se vai obedecer as ordens que vem de duas personagens provocadoras, que são uma espécie de mestres de cerimônia.

A dramaturgia foi escrita a partir dos Escudos Xamânicos (representados por animais que protegem cada direção da Rosa dos Ventos: Águia do Leste, Coiote do Sul, Urso do Oeste e Búfalo do Norte). As cenas criadas abordam questões feministas associadas ao significado de cada animal, abrangendo temas como: a criança interior, repetição de padrões familiares, sexo e masculinidade tóxica. “A gente trabalha esses temas todos respeitando a sacralidade que existe neles, mas sempre com uma pitada de irreverência. Mostrando que o sagrado e o profano podem (e devem) conviver juntos em harmonia” comenta Fabiana Tolentino.

A peça tem direção musical de Pamella Machado e Pedro Arrais. Todas as músicas são originais e foram compostas pelo elenco para o projeto, principalmente por Pamella Machado, Luciana Bollina, André Torquato e Pedro Arrais, mas todos da equipe participaram no processo de criação das músicas e arranjos. Ainda sobre a parte musical, Fabiana completa: “Seguindo na linha de misturar sagrado e profano, misturamos bases de música eletrônica com tambores veganos (com couro não-animal), instrumentos musicais e a voz. Tirando a base eletrônica, tudo é executado ao vivo”.

Sobre o  M.O.T.I.M:

Dentro de uma cultura de opressão às mulheres e aversão ao termo “feminista”, onde muitos julgamentos são lançados em cima das que se auto intitulam dessa forma, o coletivo sentiu a necessidade de apresentar ao público diferentes perspectivas sobre essa palavra. Com início em julho de 2018 através de um grupo de estudos semanal, o grupo cria seu primeiro espetáculo: LUGAR DE ESCUTA; a peça busca aproximar o público a uma diversidade de discursos, abrindo espaço para que minorias políticas pudessem exercer seu lugar de fala. Foram 5 temporadas de sucesso, realizadas através de financiamento coletivo e de seus desdobramentos, duas no Teatro do Núcleo Experimental, duas na Casa Travessia e duas sessões, no CEFTEM e no Teatro Prudential, realizando assim uma breve passada pelo Rio de Janeiro; também foram convidadas pela Chiado Books a lançar o texto em livro, mais de 300 exemplares vendidos em menos de 3 meses.

FACE (2)

Casa Rosa dos Ventos

Com Luana Zehnun, Lurryan Nascimento, André Torquato, Fabiana Tolentino, Luciana Bollina, Pamella Machado, Luisa Sabino, Luka Borges e Pedro Arrais

Nosso Espaço (Rua Cajaíba, 531 – Perdizes, São Paulo)

Duração 80 minutos

06 a 16/12

Sexta, Sábado, Domingo e Segunda – 20h30

$80

Classificação 16 anos

ÁGUA DOCE

Cia da Tribo circula até o final do ano por 20 parques de São Paulo com o espetáculo Água Doce, peça de teatro para toda a família, que utiliza figuras do folclore brasileiro para conscientizar o público sobre a imensidão de rios que circulam abaixo dos nossos pés, tamponados ou encanados durante um processo de urbanização desenfreada. Criada em 2018, a peça já cumpre uma trajetória de sucesso, conquistando o Prêmio APCA de Melhor Espetáculo de Rua e o Prêmio SP de Incentivo ao Teatro Infantil e Jovem na categoria Sustentabilidade.

Em novembro, Água Doce passa ainda no parque Raul Seixas (30/nov, às 16h, em Itaquera). As datas agendadas seguem até dezembro, dia 22, quando finalizam a circulação do espetáculo no Parque Santo Dias, na zona sul, no Capão Redondo.

A nova temporada de Água Doce tem apoio da 9ª edição do Prêmio Zé Renato de Apoio à Produção e Desenvolvimento da Atividade Teatral para a Cidade de São Paulo. Até agora, o espetáculo realizou cerca de oitenta apresentações em espaços próximos ou exatamente localizados acima de rios soterrados. “Com este trabalho pretendemos lançar um olhar para os nossos rios, que apesar de escondidos, continuam lá e são referências culturais”, completam os diretores Milene Perez e Wanderley Piras.

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Em 2018, o geógrafo Luiz de Campos Junior, um dos fundadores do projeto Rios & Ruas, afirmou que ninguém na cidade de São Paulo está a mais de 300 metros de distância de um curso d’água subterrâneo. De acordo com a Prefeitura, a cidade tem 280 cursos mapeados e nomeados – o Rios & Ruas estima que esse número possa chegar a 500, o que totaliza cerca de 3.000 km de extensão.

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Segundo Milene, o processo de criação da peça ganhou força quando ela e Wanderley, ao realizarem uma aula de artes para crianças em um parque, tiveram um aluno que disse estar ouvindo um som de água corrente. Os professores levantaram uma tampa de bueiro e descobriram, junto com a turma, que abaixo deles corria um rio. “Todos nós ficamos olhando para ele e a experiência foi muito impactante, além de ter mudado a relação que aquelas crianças tinham estabelecido com os rios até então, que muitas vezes são tidos apenas como sujos ou causadores de enchentes“, conta a diretora.

A partir dessa experiência, a Cia da Tribo buscou nas lendas e costumes dos povos ribeirinhos os elementos para a criação do trabalho. Os bonecos, que representam figuras folclóricas como Iara, a Mãe do Rio; Cabeça de Cuia; Jaguarão; Pirarucu e Cobra Grande foram confeccionados pelo artista plástico Adriano Castelo Branco a partir de materiais reutilizáveis. “Os bonecos chamam tanta atenção que até deixamos eles à mostra do público depois das apresentações, criando uma espécie de exposição ao ar livre“, diz Milene.

Os artistas da Cia do Tribo contam que mesmo com as questões sobre a preservação da natureza estarem em evidência no espetáculo, ele não se impõe como uma peça panfletária ou didática, fazendo uso da linguagem poética para que o público entenda por conta própria as questões que estão sendo tratadas. Uma das alegorias da peça é de Iara, que vive exilada na pororoca (o encontro das correntes de um rio com as águas oceânicas) e que observa como a inveja e a ganância, podem fazer mal à natureza, matando os peixes e secando os rios.

São muitos os rios soterrados e retificados na cidade, como Anhangabaú, Ipiranga, Tamanduateí, entre outros”, contam Milene e Wanderley. “São rios caudalosos colocados em canos“, afirmam. Os artistas complementam que o processo de retificação é muito agressivo, pois os cursos dos rios são muito sinuosos e, para que eles cumpram uma rota específica, tiveram as margens cimentadas ou foram encanados, a partir de uma justificativa de erguimento da cidade.

SINOPSE

A peça trata da relação do homem com a água doce, dando destaque aos rios brasileiros por meio do mito da Iara e de outros seres folclóricos presentes nas comunidades ribeirinhas. Com texto, cenografia, figurinos, trilha sonora e criação de bonecos originais, o espetáculo traz à tona rios, córregos e nascentes que foram esquecidos pela urbanização nas grandes cidades. A Cia da Tribo, com sua linguagem cênica voltada para a cultura popular em diálogo com a contemporaneidade, apresenta lendas e personagens brasileiros como Iara, a Mãe do Rio; Cabeça de Cuia; Jaguarão; Pirarucu; Cobra Grande, entre outros.

FACE (1)

Água Doce

Com Alef Barros, Geovana Oliveira, Milene Perez e Wanderley Piras

Duração 50 minutos

Obs: as datas/ horários podem sofrer mudanças a partir de condições climáticas

Classificação Livre

 01/dez, às 16h

Parque Luís Carlos Prestes – Rua João Della Manna, 665 – Jardim Rolinópolis

07/dez, às 16h

Parque Raposo Tavares – R. Telmo Coelho Filho, 200 – Jardim Olympia

14/dez, às 11h e 16h

Parque Cordeiro – Martin Luther King – R. Breves, 968 – Chácara Monte Alegre

15/dez, às 11h e 16h

Parque da Aclimação – Rua Muniz de Sousa, 1119 – Aclimação

20/dez, às 11h e 16h

Parque Ecológico Chico Mendes – R. Catanduva – Jardim Paulista, Várzea Paulista

21/dez, às 16h

Parque Nabuco – R. Frederico Albuquerque, 120 – Jabaquara

22/dez, às 16h

Parque Santo Dias – R. Arroio das Caneleiras, 650 – Conj. Hab. Instituto Adventista

O BANQUETE NO ÉDEN

As tradições, os mitos, as histórias que atravessam gerações são capazes de nos influenciar e gerar padrões de comportamento que possam garantir a evolução da humanidade.

As histórias acerca de Adão e Eva, o fruto proibido, Caim e Abel, Serpente, Deus e a criação do mundo, ocupam um lugar de privilégio não só nas religiões, mas também nas artes plásticas, na filosofia e no inconsciente coletivo.

E o que o mito do Jardim do Éden, teria a nos dizer sobre o que somos e a forma como nos relacionamos nos dias atuais?

O Grupo Trapo debruça-se sobre estas histórias que estão no íntimo de nossa formação e da construção de paradigmas, por um único motivo: Questionar significados! Do amor, da desobediência, do sexo, da liberdade, da morte.

Sobre o Grupo Trapo
Grupo Trapo é um grupo de teatro da cidade de São Paulo, criado em 2000 pelo ator e diretor Muriel Vitória. Desenvolve trabalhos baseados em comportamentos humanos e cultura popular, utilizando como expressão e estética os elementos corporais pautados no Teatro de Investigação Corporal. Tem como foco montagens teatrais oferecidas a espaços populares, para difundir a arte a todos os tipos de público e fomentar temas que são pertinentes na sociedade atual, mediadas principalmente, por questões que afetam a todos diretamente ou indiretamente seja nos conceitos, nas relações pessoais ou até mesmo na própria arte, na crença, na cultura popular. Atua diretamente na região do ex tremo sul da cidade de São Paulo em seu Teatro Sede: “ Nosso Canto ” localizado no bairro do Capão Redondo.
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www.instagram.com/nossocantoteatro

FACE

O Banquete no Éden

Com Catarina Milanin, Diego Britto, Isaque Patrício,  Lucas Soares, Marília Pacheco, Priscilla Rosa e Vitória Rabelo

Complexo Cultural FUNARTE – Sala Arquimedes Ribeiro (Alameda Nothmann, 1058 – Campos Eliseos, São Paulo)

Duração 60 minutos

13 a 15/12

Sexta e Sábado – 20h30, Domingo – 19h

$20 (somente dinheiro)

Classificação 18 anos