LYSON GASTER (1895 – 1970)

Nascida Agostinha Belber Pastor em 2 de setembro de 1895, na Espanha, veio criança com os pais, para o Brasil. Foram morar em Piracicaba. Aos 17 anos, casou-se pela primeira vez e vieram dois filhos.

Quando se separou, mudou-se com os pais para São Paulo. Foi trabalhar em um ateliê de modas. Talvez por ser dona de um borogodó (algo a mais que uma simples beleza, charme ou sensualidade), artistas de teatro que frequentavam o ateliê, a convidaram a ir para os palcos como cantante. Subiu a primeira vez no tablado em 1919, de onde não saiu mais.

Adotou o nome artístico de Lyson Gaster, personagem de um romance francês.

Participou de várias companhias teatrais, como Companhia Cassino Antarctica, a trupe Teatro Novo, e a Cia Zaparolli, ao lado de Manuel Pera, pai da atriz Marília Pera. Com eles, apresentou-se pelo interior do estado de São Paulo.

Casou com o ator e cantor Alfredo Viviane, em 1922, com quem montou a Companhia Lyson Gaster. Viajou se apresentando pelo Brasil todo, chegando a levar o teatro pela primeira vez para muitas cidades.

O Teatro de Revista era o tema principal das peças produzidas. Era um mix de teatro, música, dança, canto, piadas.

Ao todo, foram trinta anos de vida dedicadas ao nosso Teatro. Pela sua importância, foi elogiada por artistas e críticos como Procópio Ferreira, Henriette Morineu, Pedro Bloch, Rachel de Queiroz, Paschoal Carlos Magno, Eva Todor, Mario Lago e Nelson Rodrigues, entre outros.

Faleceu em 1970 na cidade de Teresópolis (RJ), onde está enterrada.

Na sua ‘cidade de coração’, uma rua do bairro Jardim Nova Iguaçu (Piracicaba/SP) recebeu seu nome.

E agora nos palcos, tem um espetáculo em sua homenagem – “Lyson Gaster no Borogodó“, que conta a sua vida. A pesquisa é de Maria Eugenia de Domenico, dramaturgia de Fábio Brandi Torres, direção e figurinos de Carlos ABC, produção e cenários de Marcos Thadeus e direção musical de Tato Fischer.

Caso queira conhecer mais sobre a atriz, há o livro “Lyson Gaster, a Piracicabana que o Brasil Aplaudiu e Nunca Esqueceu“, de Waldemar Iglesias Fernandes, 1978.

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Lyson Gaster no Borogodó
Com Bruno Parisoto, Felipe Calixto, Alexia Twister, Tiago Mateus, André Kirmayr, Marcos Thadeus, Giovani Tozi e Patrick Carvalho.
Teatro Itália (Av. Ipiranga, 344 – República, São Paulo)
Duração 90 minutos
18/01 a 15/02
Quinta, Sexta e Sábado – 21h, Domingo – 19h

$30

Classificação Livre

PÁGINA EM BRANCO

O espetáculo Página em Branco trata do questionamento existencial, vontades, anseios, medos, vícios e coragem!

Retrata a história de Alice, que está dividida em quatro partes, mergulhada em seu universo de loucuras, medo e solidão. E

la se depara com uma cena de crime e ao mesmo tempo enfrenta uma batalha pessoal para finalmente libertar-se das amarras impostas pela sociedade.

A proposta é o mergulho no Universo feminino, onde um instante é um Universo de acontecimentos.

FACE

Página em Branco

Com Alexia Annes, Analice Pierre, Leticia Andréa, Isabela Prado

Teatro West Plaza (Av. Francisco Matarazzo, s/n – Água Branca, São Paulo)

Duração 60 minutos

09 a 30/01

Quinta – 20h30

$50

Classificação 12 anos

ANGELS IN AMERICA

O espetáculo Angels in America, versão cênica de Paulo de Moraes para a obra-prima de Tony Kushner, faz temporada no Teatro Sérgio Cardoso de 1º a 16 de fevereiro, sábados e domingos. A montagem é dividida em duas partes que serão apresentadas uma em sequência da outra: O Milênio se Aproxima acontece às 17h e Perestroika às 20h.

Considerada por muitos estudiosos como o texto teatral mais importante dos últimos 50 anos, Angels in America é um díptico escrito por Tony Kushner no início dos anos 1990, conquistando os principais prêmios da dramaturgia americana, como o Tony Award, Drama Desk Award e Pulitzer Prize. A montagem de Paulo de Moraes é a primeira que apresenta a peça integralmente no Brasil.

Angels in America se passa na década de 1980, em Nova York, durante a chamada Era Reagan e quando a AIDS assola a cidade como uma espécie de epidemia. Mas Nova York aqui pode ser qualquer um desses lugares densamente povoados, lotados, onde é fácil pensar que a pessoa ao seu lado no metrô ou no elevador, ou mesmo na cama, pode estar do outro lado do mundo.  Há uma pressa, uma urgência, nesse ir e vir constante da grande cidade que parece não permitir o tempo estendido de se conectar ao outro. Mas, apesar e por conta disso, as personagens arrebatadas de Tony Kushner – cheias de dor, medo e uma frágil esperança – tentam fazer contato dentro deste abismo.

É um épico teatral em duas partes. É uma peça especial, imensa, um mergulho no final do século XX, mas que – diante do colapso em que o mundo se encontra hoje – revela uma atualidade esmagadora. Angels in America reflete sobre o mundo ocidental,  sobre religiões, política, relações afetivas, sexo, medo da morte, covardia, crueldade, História. Há um sentido de devastação se alastrando por toda a peça. Mas o resultado cênico é um movimento constante, personagens se fazendo vivos por estarem em movimento”, comenta o diretor Paulo de Moraes.

Embora haja um cheiro de realidade permanente, a nossa montagem não é nada realista. Usamos um espaço nu, aberto. E pairando sobre esse espaço aberto, um grande teto branco, uma espécie de asa geométrica, como um anjo pairando sobre a História. Fora isso, usamos pouquíssimos elementos em cena, para que os corpos dos atores sejam determinantes pra narrativa e a imaginação do publico seja cúmplice e finalizadora do acontecimento estético”, conclui Moraes. Angels in America foi adaptada para a televisão pela HBO em 2003, resultando numa minissérie de sucesso, com um elenco estelar liderado por Al Pacino e Meryl Streep.

Sobre a peça e as personagens
Deus abandonou o paraíso. Na terra – mais especificamente na cidade de Nova York – um novo profeta está para surgir. O ano é 1985, o milênio se aproxima rapidamente, e Prior Walter (Jopa Moraes) é o profeta que se erguerá dos destroços deste terrível século. Mas ele tem problemas maiores. Com apenas trinta anos, acaba de ser diagnosticado com AIDS. Seu namorado, Louis (Felipe Bustamante), é incapaz de lidar com a progressão dos sintomas. O vômito, as feridas, a doença o apavoram de tal modo que ele decide se mudar e deixa Prior. Sozinho no apartamento, Prior – o profeta – tem sonhos febris onde ouve uma voz angelical que chama por ele.

Paralelo a isso, o famoso advogado Roy Cohn (Sérgio Machado) – uma figura que realmente existiu – também recebe de seu médico a notícia de que está com AIDS.  Perverso e ultraconservador, esconde sua homossexualidade e sua doença. Por mais temido e influente que seja em todo o país, é a primeira vez que Cohn se depara com algo que não pode controlar.

O pupilo de Roy, Joe (Ricardo Martins), é mórmon e trabalha no Tribunal de Apelação como chefe de gabinete há cinco anos. Roy oferece a ele um cargo importante no Departamento de Justiça em Washington, para que Joe o beneficie em um processo que visa expulsar Cohn da Ordem dos Advogados. Joe se vê dividido entre a carreira e seus princípios éticos. Além disso, seu casamento com Harper (Lisa Eiras) não vai nada bem. A criação religiosa fez com que Joe nunca assumisse sua homossexualidade e, para aplacar a depressão da relação, Harper ingere quantidades enormes de Valium, buscando refúgio em suas alucinações. Num momento de crise, Joe liga para a mãe, Hannah (Patrícia Selonk), e conta para ela que é gay.

Hannah o repreende veementemente durante a ligação, mas dias depois vende a casa em Salt Lake City, onde morava, e chega em Nova York para descobrir que o filho sumiu. Ele deixa Harper para viver com Louis – que trabalha no tribunal como digitador – a sexualidade que sempre reprimiu. Joe – advogado, mórmon, republicano – personifica a América que Louis abomina, mas um improvável elo se forma entre eles, uma paixão sexual e poderosa.

Prior está desolado sem alguém do seu lado. Perdeu muitos amigos para a AIDS nos últimos tempos e teme ser o próximo. No auge da doença e da febre, um Anjo desce dos céus e aparece em seu quarto. O Anjo (Marcos Martins) é de certa forma assustador. Ele explica que o movimento da espécie humana – sua incapacidade de se manter parada, de não se misturar – seria a causa dos males do mundo e do desaparecimento de Deus. Prior é o escolhido para restabelecer a paz, cessando todos os movimentos migratórios da humanidade. Ele faz de tudo para rejeitar sua profecia, se torna progressivamente mórbido e amargurado, causando preocupação em seu amigo Belize (Zéza), que tenta ajudá-lo a lidar com a rejeição de Louis e a cuidar da saúde debilitada.

Belize é enfermeiro e trabalha no turno da noite no hospital em que Roy é internado. Negro, gay e ex-drag queen, conhece bem as feridas  profundas causadas pelo avanço da política e do pensamento neoliberal defendidos por Roy Cohn. Isolado e enfraquecido, Roy recebe a visita de uma velha conhecida, o fantasma de Ethel Rosenberg (Patrícia Selonk), que foi condenada à cadeira elétrica nos anos 50 graças à influência do advogado nos anos do Macarthismo. O que fazer diante de um sofrimento arrasador? Como sobreviver a uma época monstruosa? É preciso parar ou devemos manter as nossas vidas em constante movimento?

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Angels in America

Com Felipe Bustamante, Jopa Moraes, Lisa Eiras, Marcos Martins, Patrícia Selonk, Ricardo Martins, Sérgio Machado, Zéza

Teatro Sérgio Cardoso (Rua Rui Barbosa, 153 – Bela Vista,  São Paulo)

Duração 140 minutos (1ª parte) / 160 minutos (2ª parte)

01 a 16/01

Sábado e Domingo – 17h (O Milênio Se Aproxima – 1ª parte)

Sábado e Domingo – 20h (Perestroika – 2ª parte)

$40/$60

Classificação 16 anos

OS CAMINHOS DO MARKETING CULTURAL E DA ECONOMIA CRIATIVA

No workshop “Os caminhos do marketing cultural e da economia criativa” serão abordados:

– introdução de conceitos-chave: cultura, marketing, marketing cultural, economia criativa, política cultural, entre outros;
– estudos de caso: apresentação e discussão de casos de empresas como Itaú, Net, entre outras, e também sobre leis de incentivo e políticas públicas;
– realidade brasileira: passado, presente e apontamentos de futuro diante do cenário econômico político.

A proposta é uma imersão de discussão e provocação. Fornecer importantes ferramentas do marketing e comunicação para serem transpostas às realidades profissionais de cada participante. É uma oportunidade de compreender e, então, redimensionar a teoria para vias práticas.

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Os caminhos do marketing cultural e da economia criativa

Com Rodrigo Medeiros e Dante Passarelli

Espaço ºAndar (Rua Dr. Gabriel dos Santos, 30 – 2º Andar, Santa Cecília – São Paulo)

Duração 4 horas

01/02

Sábado – 10h às 14h

$130 (Quem indicar um colega, ganha 10% de desconto)

Mais informações e inscrições: (11) 3666-6138 | Link de Inscrição
http://bit.ly/WorkshopMarketingCultural