A CASA DA ÓPERA – NOSSO PRIMEIRO TEATRO

Mesmo sendo uma pequena vila, de pouca importância econômica para o país, São Paulo teve seu primeiro teatro construído na segunda metade do século XVIII.

A Casa da Ópera ficava no Pateo do Colégio, local de fundação da cidade, quase em frente à igreja construída pelo Padre Anchieta e os jesuítas.

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Só por isso já teria sua importância, mas…

Na noite de sete de setembro de 1822, Dom Pedro I compareceu ao teatro. Ele estava vestido de gala, com um dístico de ouro com os dizeres “Independência ou Morte” no braço (feito às pressas pelo ourives Lessa), preso por um laço de fita verde e amarelo.

Foi aclamado pelo povo como o primeiro Rei brasileiro por três vezes. Executou ao piano o “Hino da Independência“, composta por ele. Após, apresentou-se a peça “O Convidado de Pedra“.

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Primeiros Sons do Hino da Independência” (Augusto Bracet, 1922)

Mas como era o interior do nosso primeiro Teatro?

O naturalista francês Saint-Hilaire, descreveu que “o prédio não tinha a aparência de um teatro. Era uma casa pequena, baixa, estreita e sem nenhum ornamento… Estava pintado de vermelho e as janelas eram negras. O interior, no entanto, era melhor e mais cuidado… um belo lustre de cristal. Havia três andares de camarotes e no centro do segundo, ficava o camarote do governador… Mas a plateia era pequena, tomada por bancos de madeira, que nos espetáculos eram ocupados só por homens, como era o costume. Demorou muito até que chegasse o tempo em que as mulheres pudessem ser vistas nas plateias dos teatros“. (”A Capital da Solidão”, Roberto Pompeu de Toledo)

A Casa da Ópera durou até 1870 quando o prédio foi demolido.

No terreno, atualmente, está localizada a Secretaria da Justiça e da Cidadania, projeto do arquiteto Ramos de Azevedo.

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(fonte: site Assembléia Legislativa de São Paulo; livro “A Capital da Solidão”, vídeo “O Pátio do Colégio em São Paulo” – Paulo Rezzutti)

HAMILTON NO CINEMA

A sensação da Broadway – o musical “Hamilton” – será lançado nas telas dos cinemas no dia 15 de outubro de 2021, pela Disney.

A gravação aconteceu no palco do Richard Rodgers Theatre, com o elenco original da montagem na Broadway. O espetáculo está em cartaz desde agosto de 2015.⁣

“Hamilton”, é um musical sobre a vida de Alexander Hamilton,  primeiro Secretário do Tesouro dos Estados Unidos. Foi indicado a 16 Tony Awards, vencendo 11, incluindo melhor musical.

 

NAKED BOYS SINGING

Nove rapazes no palco, em um musical estilo vaudeville, se apresentando como vieram ao mundo – NUS.

Não há uma história no espetáculo. “Naked Boys Singing” (“Rapazes Pelados Cantando” – tradução literal) é composto de quatorze quadros musicais independentes, onde os atores abordam questões referentes ao homem e seu corpo, passando pelos temas de nudez, circuncisão, amor, aceitação e afirmação.

Por mais que os personagens estejam nus no palco, o espetáculo não tem uma temática vulgar ou pornográfica. É uma comédia musical, com ares eróticos.

O estar nu é um tabu na maior parte das sociedades. Nos vestimos para interpretarmos vários papéis. As roupas são como figurinos que usamos para passarmos uma mensagem para o outro. Já o estar nu é  fazer com que o outro nos veja como realmente somos. É a nossa mais completa verdade.

Naked Boys Singing“, musical off-Broadway, estreou em 1999 e continua em cartaz até hoje em Nova Iorque. A história e a direção é de Robert Schrock, a direção musical de Stephen Bates e coreografia de Jeffry Denman.

No Brasil, houve uma primeira montagem em 2003, que foi dirigida por Zé Henrique de Paula. Agora, a partir de três de abril, estreia uma nova montagem. A direção é de Rodrigo Alfer, a versão é de Rafael Oliveira, a direção musical de Ettore Verissimo. É uma produção da BACANA Produções Artísticas (O Príncipe DesEncantado, Las Muchachas de Chico e Vapor).

No elenco, temos Douglas Garcia, Gui Giannetto, João Hespanholeto, Leandro Naiss, Luan Carvalho, Ruan Rairo, Silvano Vieira, Thadeu Torres e Tiago Prates, e o pianista Gabriel Fabbri.

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Naked Boys Singing

Com Douglas Garcia, Gui Giannetto, João Hespanholeto, Leandro Naiss, Luan Carvalho, Ruan Rairo, Silvano Vieira, Thadeu Torres e Tiago Prates, e o pianista Gabriel Fabbri

Centro Cultural da Diversidade – Teatro Décio de Almeida Prado (Rua Lopes Neto, 206, Itaim Bibi, São Paulo)

Duração 90 minutos

a partir 03/04

$ não informado

Classificação 16 anos

DE VOLTA PARA O FUTURO, O MUSICAL

A versão musical para o filme “De Volta para o Futuro” estreia no Opera House (Manchester, Inglaterra) em 20 de fevereiro, em uma temporada de três meses, antes de ir para West End (Londres).

Para aumentar o interesse do público, fizeram um trailer onde os personagens do musical encontram com o Doctor Emmett Brown original, o ator Christopher Lloyd. Great Scott!!

O musical tem o roteiro de Bob Gale, com novas músicas compostas por Alan Silvestri e Glen Ballard. Mas os clássicos do filme como “The Power of Love” e “Johnny B. Goode” estarão na trilha sonora. A direção é de John Rando. Nos papeis principais, Roger Bart e Olly Dobson, como Emmett Brown e Marty McFly.

O primeiro filme da trilogia “De Volta Para o Futuro” foi lançado em 1985 com Michael J. Fox e Christopher Lloy nos papeis principais. A franquia arrecadou quase U$ 1 bilhão.

 

PAULO SZOT EM “CHICAGO” NAS VERSÕES EM INGLÊS E PORTUGUÊS

2020 será um ano especial para o ator barítono brasileiro, Paulo Szot. Neste ano, ele interpretará o mesmo personagem em um musical em dois idiomas.

Marcando seu retorno a Broadway (“South Pacific” 2008), o ator está em cartaz, desde 6 de janeiro, no musical “Chicago“, onde interpreta o advogado inescrupuloso, Billy Flynn. Paulo ficará em cartaz até o dia 19 de maio, quando depois virá para São Paulo, onde participará da montagem nacional do mesmo musical.

Ele fará par com a atriz Emanuele Araújo (Roxie Hart), até então o único nome divulgado no elenco brasileiro.

A produção nacional fica a cargo da EGG Entretenimento e da IMM. A direção é de Tania Nardini (responsável pelas montagens de “Chicago” pelo mundo desde 2007), com  Rob Bowman como supervisor de direção musical e Gary Christ como coreógrafo.

Esta é a segunda montagem do espetáculo no país. A primeira versão foi em 2004, no então Teatro Abril (atual Teatro Renault), com Danielle Winits, Adriana Garambone, Daniel Boaventura, Selma Reis e Jonathas Joba nos papéis principais.⁣

Abaixo imagens de Paulo Szot na estreia na Broadway.