GRANDES MÚSICOS PARA PEQUENOS

 Com o objetivo de homenagear e apresentar os expoentes da música brasileira para as novas gerações, o premiado projeto ‘Grandes Músicos para Pequenos’ apresenta seu mais novo espetáculo: Raulzito Beleza – Raul Seixas para Crianças, que encerra temporada neste domingo, 16 de fevereiro, no Teatro Clara Nunes, no Shopping da Gávea.

O espetáculo se inspira na infância e em grandes sucessos da carreira de Raul Seixas para contar a história de um menino que era criativo demais. Tão criativo que sua falta de atenção ao mundo real começou a atrapalhá-lo na escola. A falta de foco e o excesso de energia de Raulzito trazem à cena questionamentos sobre a rotina e o tratamento de crianças que apresentam traços de hiperatividade e déficit de atenção (TDAH).

Preocupados e sem entender a genialidade do filho, os pais de Raul tentam de tudo para que o menino se adeque aos moldes padrões da sociedade. Para desespero dos pais de Raulzito, Mêlo, amigo imaginário de Raul, se materializa para guiá-lo em uma viagem de descobertas e auto aceitação. Juntos, eles percebem que Raulzito não tem que ser igual aos outros, e que cada pessoa é diferente e especial do jeito que ela é. No elenco, estão Rodrigo Salvadoretti, Pedro Henrique Lopes, Elisa Pinheiro e Pablo Áscoli.

Acredito que o ‘Raulzito Beleza’ vai emocionar e divertir adultos e crianças. A mente extremamente criativa e o espírito livre de Raul Seixas fizeram com que ele se tornasse o gênio da música que nós conhecemos. Se ele tivesse se fechado e tentado ser só mais um, nós não teríamos as grandes músicas que ele nos deixou. O espetáculo é uma ode à imaginação e à criatividade. É sobre se encontrar em você e em todos os universos que sua mente pode criar”, avalia Pedro Henrique Lopes, autor do espetáculo.

Com direção geral de Diego Morais e direção musical de Cláudia Elizeu, “Raulzito Beleza – Raul Seixas para Crianças” apresenta grandes sucessos do artista como “Maluco Beleza”, “Gita”, “Mosca na Sopa”, “Como Vovó Já Dizia (Óculos Escuros)” e “O Carimbador Maluco (Plunct Plact Zuuum)”, mostrando a importância do músico para as novas gerações. A trama também mostra o valor da família e das relações humanas, estimula o debate sobre as diferenças e individualidades, celebra a importância do respeito às diferentes formas de aprendizagem do ser humano e valoriza os diferentes tipos de inteligência.

Contemplado na Categoria Especial no Prêmio CBTIJ de Teatro Infantil 2016 pela sua relevância ao teatro infantil, o projeto reúne os espetáculos “Luiz e Nazinha – Luiz Gonzaga para Crianças”, “O Menino das Marchinhas – Braguinha para Crianças”, “Bituca – Milton Nascimento para Crianças” e “Tropicalinha – Caetano e Gil para Crianças”, que já foram assistidos por quase 200 mil pessoas e somam juntos 12 prêmios de teatro infantil, entre outras 37 indicações.

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Raulzito Beleza – Raul Seixas para Crianças

Com Rodrigo Salvadoretti, Elisa Pinheiro, Pablo Ascoli e Pedro Henrique Lopes

Teatro Clara Nunes – Shopping da Gávea (Rua Marques de São Vicente, 52 – Gávea, Rio de Janeiro)

Duração 60 minutos

11/01 a 16/02

Sábado e Domingo – 16h

$70

Classificação Livre

PASSARINHO

Em temporada no Teatro Eva Herz todas as quintas até 26 de março, PASSARINHO, monólogo da atriz e dramaturga terá um debate especial após a próxima sessão do dia 13 de fevereiro, quinta-feira. Ana Kutner recebe Leandro Karnal para, juntos, falarem sobre a metáfora  do Porco Espinho, proposta por Schopenhauer. A ideia é fazer um paralelo entre a teoria, o espetáculo e trazer também pontos discutidos por Karnal em seu livro “O Dilema do Porco Espinho – como encarar a solidão”.
A dupla deve falar sobre a necessidade de se desenvolver afetos e a solidão nos dias atuais. Primeiro trabalho como dramaturga da atriz Ana Kutner, Passarinho retorna para um temporada no Teatro Eva Herz no próximo dia 6 de fevereiro. Com direção de Clara Kutner, a peça propõe um diálogo com o público por meio de poesia. O espetáculo estreou em 2017 e traz um autobiografia de Ana, em seu primeiro mergulho como autora, falando sobre as experiências afetivas, memórias, dores e descobertas.
Passarinho
Em cena, Ana, que é também iluminadora, opera a própria a luz, além do som,  promove um encontro franco, direto e amoroso com o público, para quem oferece seus relatos num tom que, apesar de confessional, não deixa entrever os limites entre realidade e ficção e se vale de sua experiência particular para falar do que é universal e reconhecível por qualquer um de nós.
A peça foi transformada em livro, que saiu pela editora Cobogó em 2018. O livro estará à venda  nos dias da apresentação e o público poderá ter seu exemplar autografado pela atriz e autora.
Passarinho e o Eva Herz 
Em 2019, Passarinho teve algumas micro temporadas em uma versão mais intimista. Agora, retorna ao palco italiano e em uns lugar que sempre foi um sonho para Ana Kutner. “Quando comecei a fazer o Passarinho, ficou muito claro para mim e para a diretora Clara Kutner que o espetáculo precisava transitar em espaços múltiplos, deslocar, para além das salas de teatro, experimentar outras interlocuções, performar em novos espaços, causando a provocação estética que buscamos: os atravessamentos. Mas sempre estive de olho no Eva Herz. A proximidade com a livraria e seu tamanho me permitem um amplo diálogo com a platéia. Esse desejo só cresceu quando Passarinho alcançou outros ninhos ao se transformar em livro. O Eva Herz faz muito bem esse diálogo entre os palcos e a literatura”, explica Ana Kutner.
A peça se dá em um cenário que é quase uma instalação: no palco, o público vê um banco e uma instalação de múltiplas lâmpadas em alturas diferentes, que criam uma espécie de chão de estrelas ao redor da atriz. A luz e o som são operados pela própria, ao longo da peça. A ideia do cenário é permitir que o espetáculo tenha a versatilidade que mostra desde a sua estreia, adaptando-se aos mais diversos espaços e também possibilitando experimentações na conversa com o público.
Gosto da liberdade que o espetáculo me dá de levar a mensagem a espaços múltiplos. A peça defende o direito e a liberdade de sermos quem somos, sem julgamentos ou rótulos. E neste sentido ela é política e universal. Ela só é radical na não radicalidade. Falo, sim, de meu pai e minha mãe (Paulo José e Dina Sfat), na medida em que eles são também minha história e minha memória, mas falo de muitos outros afetos e de como eles me atravessaram pela vida.” completa Ana.
Além de Passarinho, que Ana deseja fazer pousar em outros ninhos, a atriz também está bem envolvida com o cinema e séries para TV. Recentemente, esteve envolvida em Psi (HBO), Colônia (Canal Brasil), Terrores Urbanos (Sentimental Filmes e Reccord), Boca a Boca (Netflix) e As Aparecidas (filme de Ivan Feijó).
FACE (1)
Passarinho
Com Ana Kutner
Teatro Eva Herz – Livraria Cultura (Av. Paulista, 2073 – Cerqueira César, São Paulo)
Duração 60 minutos
06/02 a 26/03 (27/02 não haverá espetáculo)
Quinta – 20h
$60
Classificação 16 anos

BERTOLEZA

Com elenco majoritariamente negro, a Gargarejo Cia Teatral estreia o musical Bertoleza, inspirado no livro O Cortiço, de Aluísio Azevedo, no dia 7 de fevereiro no Sesc Belenzinho. O espetáculo fica em cartaz até 1º de março, com sessões às sextas e aos sábados, às 21h30, e aos domingos (e no dia 22 de fevereiro), às 18h30. 

A montagem, com adaptação, direção e músicas de Anderson Claudir, conta a história do clássico naturalista de Aluísio de Azevedo, agora sob ponto de vista da Bertoleza, uma mulher negra que é tão importante para a construção do romance quanto o próprio João Romão, o protagonista original. 

Na trama, o oportunista Romão propõe uma sociedade à escrava Bertoleza, prometendo comprar a alforria dela. Eles começam uma nova vida juntos e constroem um pequeno patrimônio formado por um enorme cortiço, um armazém e uma pedreira. 

Depois de acumular capital considerável, o ambicioso João Romão já não sabe mais como se tornar mais rico e poderoso. Envenenado pelo invejoso Botelho, ele decide se casar com Zulmira, a filha de Miranda um negociante português recentemente agraciado com o título de barão. Mas, para isso, precisa se livrar da amante Bertoleza, que trabalha de sol a sol para lutar pelo patrimônio que eles construíram juntos.

Para a companhia, o grande desafio foi fazer com que uma narrativa do século 19 questionasse e problematizasse as relações criadas nos dias de hoje. Por isso, o projeto iniciado em 2015 foi ganhando novos contornos. “Quisemos investigar uma identidade brasileira que vem da diáspora africana e pensar em como isso nos afeta artisticamente. Assim, podemos criar novos signos para essa geração e dar uma voz para essa terra periférica”, conta Claudir. 

No processo, o coletivo procurou a força da figura de Bertoleza em outras mulheres negras brasileiras negligenciadas pela História. Durante a encenação, o elenco relembra as histórias dessas mulheres, como a vereadora Marielle Franco, militante da luta negra assassinada em março de 2018; a escritora Carolina Maria de Jesus, famosa pelo livro Quarto de Despejo: Diário de uma Favelada; a jornalista e professora Antonieta de Barros, defensora da emancipação feminina que foi apagada dos livros de História; a escritora Maria Firmina dos Reis, considerada a primeira romancista brasileira; e a guerreira Dandara, que viveu e lutou no período colonial.

A protagonista dessa história é interpretada pela atriz Lu Campos, e o elenco também tem como destaque Eduardo Silva (Botelho), que ficou conhecido ao dar vida ao personagem Bongô no Castelo Rá Tim Bum e coleciona importantes prêmios teatrais como Mambembe, APCA, APETESP, Moliére e SHELL. 

O time de intérpretes fica completo com Taciana Bastos (Zulmira), Bruno Silvério (João Romão) e pelos integrantes do coro Ananza Macedo, Cainã Naira, David Santoza, Edson Teles, Gabriel Gameiro, Matheus França, Palomaris e Welton Santos. A direção musical é assinada por Eric Jorge; o dramaturgismo e a poesia, por Le Tícia Conde; e a coreografia, por Emílio Rogê.

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Bertoleza

Com Lu Campos, Eduardo Silva, Ananza Macedo, Cainã Naira, Palomaris, Taciana Bastos, Bruno Silvério, David Souza , Edson Teles, Gabriel Gameiro, Matheus França e Welton Santos

Sesc Belenzinho – Sala de Espetáculos I (R. Padre Adelino, 1000 – Belenzinho, São Paulo)

Duração 90 minutos

07/02 a 01/03

Sexta e Sábado – 21h30, Domingo – 18h30 (dia 22/02 – sábado – 18h30)

$30 ($9 – credencial plena)

Classificação 12 anos

VAGALUZ

Em tempos tão imediatistas, que valorizam o descartável e o instantâneo, ‘Vagaluz’ propõe um mergulho no universo da memória. Com estreia marcada para o dia 6 de fevereiro, às 21h30, no Espaço Cênico do Sesc Pompeia, a peça segue em temporada até 1º de março, com sessões às quintas, às sextas e aos sábados, às 21h30, e aos domingos, às 18h30.

Na montagem, um casal de atores relembra fragmentos de vida que ora parecem ter sido vividos, ora ouvidos de quem viveu ou até mesmo uma memória inventada. Essas memórias ganham a cena, assemelhando-se aos nossos atos de pensar e sentir, que surgem de forma aleatória, muitas vezes por meio de conexões não-lineares de espaço-tempo, como reverberações do que acontece dentro e fora de nós.

São pequenos pedaços de memórias que, talvez… nem fossem narradas, mas… que, por algum motivo, estavam guardadas. Essa lembrança comum faz as pessoas (que assistem) invocarem e passearem por suas próprias recordações”, conta Lídia. Assim, o espectador complementa a dramaturgia criada em parceria pelos atores e o diretor. “A história contada… ou… as histórias contadas só fazem sentido com as histórias de quem assiste” emenda Edgar.

O diretor Antônio Januzelli (Janô), em mais um delicado e minucioso trabalho de direção, privilegia a atuação: um ator e uma atriz no jogo da cena, em busca de uma memória original. É o homem-ator/mulher-atriz desfazendo-se daquilo que não é necessário, para chegar à sua essência cênica – a memória original de si.

Assim, todos os elementos em Vagaluz estão a serviço da atuação. Um cenário minimalista, composto apenas por duas cadeiras, um figurino básico que remete aos trajes de ensaio e uma luz simples só para acolher as memórias e ambientá-las. E os intérpretes alternam-se em solos distintos, mantendo-se sempre conectados e cúmplices na composição do imaginário.

A construção desse trabalho foi instigada por uma perda na família dos atores, seguida pelo questionamento das crianças que só ouviam como explicação o silêncio. A quebra cada vez mais constante do silêncio trouxe o luto e então o escavar de dores… e, finalmente, a procura daquilo que permanece: as memórias.

Daí, surgiu uma ‘Vagaluz’ a nos guiar”, diz a atriz. “Minha parceria com os atores é sempre total e contínua, até a última apresentação. Em ‘Vagaluz’, mergulhamos nas nossas lembranças abertamente, de maneira que começamos a bordar um cordão umbilical que nos tocava”, conta Janô.

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Vagaluz

Com Edgar Campos e Lídia Engelberg

Sesc Pompeia – Espaço Cênico (Rua Clélia, 93 – Água Branca, São Paulo)

Duração 60 minutos

06/02 a  01/03

Quinta a Sábado – 21h30, Domingo – 18h30

$30 ($9 – credencial plena)

Classificação 14 anos

EU NÃO SOU HARVEY – O DESAFIO DAS CABEÇAS TROCADAS

Em resposta à triste realidade do Brasil atual, país que mais mata a comunidade LGBTQIA+ no mundo, o solo Eu Não Sou Harvey – O Desafio das Cabeças Trocadas, idealizado e interpretado por Ed Moraes, inspira-se na figura de Harvey Milk (1930-1978), o primeiro político dos EUA a se assumir homossexual e um dos principais ativistas na luta pelos direitos humanos. A peça, escrita e dirigida por Michelle Ferreira, estreia no dia 13 de fevereiro no Sesc Pinheiros, onde segue em cartaz até 14 de março.

Em cena, um ator que aceitou o desafio de viver o ativista percorrerá uma trajetória inusitada, do Brasil colonial até os Estados Unidos de 1978, tentando provar uma tese sobre esse assassinato.

Sobre a idealização da peça, o ator Ed Moraes conta que passou por um período de crise criativa em 2014, quando não conseguia mais encontrar algo na dramaturgia que reverberasse dentro dele.

Decidi falar do primeiro político assumidamente gay dos EUA a ser eleito, um agente transformador e ícone mundial do movimento LGBTQIA+, que teve apenas 11 meses de mandato e que foi brutalmente assassinado. Não preciso nem dizer que essa era a ponte que ligava São Francisco (Califórnia) de 1970 ao Brasil atual e seu ranking mundial de assassinato à comunidade LGBTQIA+. Não dá pra ver nosso país alcançando esse posto e não fazer nada pra tentar refletir e problematizar sobre isso. Foi então que, anos depois, os caminhos me levaram até Michelle Ferreira, que já tinha escrito outra peça sobre homofobia, Tem alguém que nos odeia”, explica.

A encenação e o texto de Michelle Ferreira não têm a proposta de reconstruir de maneira factual e cronológica a trajetória de Milk. Ao invés disso, partem de vários símbolos e de cenas bem dinâmicas para traçar paralelos entre a figura do ativista norte-americano, a realidade brasileira e os processos históricos que levam a humanidade a cometer atrocidades como essa.

 “Eu diria que o solo é um passeio por alguns pensamentos econômicos, científicos e históricos que permeiam os últimos séculos da humanidade. Vivemos em um mundo complexo capitalista e temos que saber da nossa História e de onde as coisas vêm e por que elas acontecem. Então, a ideia é, através desses processos, contar por que uma coisa que parece impossível ou ridícula foi possível e se não tomarmos cuidado voltará a acontecer. E para mim era muito importante falar não apenas da vida de uma pessoa, mas dos processos históricos de toda a humanidade”, revela a diretora e autora Michelle Ferreira.

A encenadora ainda diz que a direção é toda pautada pelo trabalho do ator. “As referências da encenação são muito minimalistas. O foco desse trabalho é o Ed Moraes e o texto que o atravessa. É nisso que eu acredito sempre. O teatro acontece por meio do ator, na relação entre ele e a plateia. Em cena, tudo é um jogo. Ed joga com a luz, com o som e com a plateia. Os técnicos e a operação também são muito importantes. E esse diálogo é sempre focado na palavra e na presença do ator”, acrescenta.

Ed Moraes conta como esse processo criativo foi desafiador para sua carreira. “Em quase 20 anos no teatro eu nunca tinha feito nada parecido. Quando Michelle chegou com esse texto pronto eu fiquei apavorado. Quando acabei de ler tive uma crise de choro. Na hora entendi que o que tanto buscava, estava ali em minhas mãos. Porém, existia esse desafio, que era um mergulho de um ator, dentro dos fatos vividos por Harvey, ora flertando ser ele e ao mesmo tempo com um distanciamento biográfico, pela não obrigação de interpretar o mesmo, dizendo a todo instante ‘Eu não sou Harvey’. São as memórias dele. Mas são as minhas, as nossas também. Cada um sofreu uma violência em certo nível, tanto ele como eu, e isso dentro de mim ecoa a todo momento. Então um caminho possível era surfar essa onda vertiginosa, de a todo instante ser ou não ser Harvey, sem me apegar a cronologia. Me dedico apenas a dizer aquilo que fora minunciosamente escrito. Respeitando cada respiro, cada pontuação, cada suspensão. Nada mais importava além de compartilhar essa experiência fantástica de se contar uma estória. E que estória…”, revela Moraes.

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Eu não sou Harvey – O desafio das cabeças trocadas

Com Ed Moraes

SESC Pinheiros – Auditório (R. Pais Leme, 195 – Pinheiros, São Paulo)

Duração 60 minutos

13/02 a 14/03

Quinta a Sábado – 20h30 (não haverá sessão 15 e 22/02) – 12/03 – sessão com tradução em libras

$30 ($9 – credencial plena)

Classificação 14 anos

ACHADOS E PERDIDOS (O MUSICAL)

Depois de uma temporada no Rio de Janeiro em 2019, Achados & Perdidos (o Musical) estreia no dia 9 de fevereiro no Teatro Nair Bello, no Shopping Frei Caneca, onde segue em cartaz até 29 de março. O espetáculo tem texto de Simone Beghinni, direção de Cininha de Paula e Gustavo Klein e um time de 30 atores mirins, entre 6 e 18 anos, que se revezam em dois elencos. A direção de ator é assinada pela atriz Cynthia Falabella.

Com uma mistura de drama e comédia, a montagem transita entre o realismo e a fantasia para acompanhar a comovente jornada de crianças e adolescentes que vivem sozinhos em um casarão em uma cidadezinha qualquer, onde todos os adultos sumiram misteriosamente em uma manhã de céu azul.

Esses jovens não sabem como ou por que foram parar ali e precisam aprender a sobreviver sem ajuda das tecnologias e ferramentas da sociedade contemporânea. São eles: a Menina do Casarão, o Garoto Puxa-Saco, a Menina-Órfã, a Menina do Computador e o Menino das Cartas, a Menina do Coelho e a Menina-Maluquinha, a Menina-Bailarina e sua irmã mais velha – Cleo (a única a ter nome) –, a Menina-Fútil, a Menina do Riso, a Menina Novata, a Menina do Pijama, a Menina da Praia e a Menina do Calendário.

O passado com os adultos determina as atitudes e o comportamento assumidos por cada um no presente. Que padrões vigoram quando o pai, a mãe, os avós, professores e responsáveis não estão mais por perto? Em que se transformarão sem a censura, sem os limites? Obrigados a crescer antes do tempo, contra a Natureza, que projeto de ser humano surgirá em cada personagem? Achados & Perdidos fala dessas crianças perdidas, mas também fala dos adultos que as criaram. É uma obra de ficção, mas que contém uma verdade universal: o ato de crescer se desenvolve por dores e glórias. Por perdas e ganhos. Por repetições e rupturas. Por dezenas de fins e de recomeços”, comenta a autora Simone Beghinni.

A trama acompanha as crianças por 20 anos, quando elas terão que aprender a lidar com assuntos cada vez mais assustadores como o aquecimento global e o fim do planeta Terra. “A nossa discussão vai mais alto! Depois que temos filhos ficamos, na maioria, apreensivos com nossa possível ausência. Mas se pensarmos NA AUSÊNCIA, sob a ótica da criança, como seria? Aí está o cerne do musical. Sei que parece drama, mas não é! Sim, talvez, uma “dramédia”, um gênero novo da atualidade. Se passa agora em 2020 e termina em 2040, com um final esperançoso e feliz!”, explica a diretora Cininha de Paula.

O musical conta com 17 números musicais interpretados ao vivo, com sonoridades do rap ao rock n’roll. “Aproveitei os predicados de todos do elenco, na feitura do espetáculo, que é cantado ao vivo, dançado, com um número de sapateado na realidade musical brasileira e, principalmente, com uma discussão à altura de atores maduros. Simples e também divertido. Discutimos relações humanas ligadas ao confinamento, hoje muito em voga nos REALITY SHOWS! Claro, com a possibilidade da saída a qualquer momento, como também da chegada de outrem! É preciso conferir para saber como são possíveis e próximos estes momentos vividos por este elenco”, acrescenta a encenadora.

Para retratar os vários ambientes do casarão onde a história se desenrola, o espetáculo explora um cenário virtual e objetos cênicos eitos com materiais alternativos.

SINOPSE

O musical narra a comovente jornada de grupo de 15 crianças e adolescente que ficaram sozinhos em um casarão depois que os adultos simplesmente desapareceram sem qualquer explicação. Eles precisam aprender a viver sem ajuda pelos próximos 20 anos e terão que enfrentar questões como as consequências do aquecimento global e o fim do planeta Terra. O que será que acontece quando o pai, a mãe, os avós, professores e responsáveis não estão mais por perto?

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Achados e Perdidos (O Musical)

Com Clarah Passos / Paola Rabetti, Mafê Mossini / Lívia Peruzza, Ryan Cursino / Daniel Freitas, Marcus Carvalho / Gui Brumatti, Bela Moleiro /Annie Leonel, Kaká Rufato / Julya Inhota, Aurora Jockyman/ Babi Correia, Ludmylla Reis/ Giovanna Leão, Carol Rachid/ Carol Pfeiffer, Mariana Di Giacomo/ Duda Mota, Pietra Lucas / Bia Bom, Rafa Calazans/ Anthony Caio, Miguel Varela/ Bruna Rodrigues, Erin Borges / Manu Reis, Natália Calanca/ Leticia Natal

Teatro Nair Bello – Shopping Frei Caneca (R. Frei Caneca, 569 – Consolação, São Paulo)

Duração 60 minutos

 09/02 a 29/03

Domingo – 12h e 15h

$70

Classificação Livre