QUANDO EU MORRER, VOU CONTAR TUDO A DEUS

A história do garoto Abou, refugiado marfinense, ganha os palcos do Sesc Vila Mariana no espetáculo Quando eu morrer, vou contar tudo a Deus. Baseado em fatos, a atração traz o coletivo O Bonde para uma única apresentação no dia 29 de fevereiro e encena a saga do garoto refugiado que foi encontrado enquanto tentava fazer a travessia entre Marrocos e Espanha.

Je m’appelle Abou (Eu me chamo Abou) foi a primeira frase dita por um menino marfinense ao ser encontrado escondido dentro de uma mala pelo raio-x da imigração espanhola na cidade de Ceuta, fronteira com Marrocos. Envolto entre as roupas, a cena foi mais um caso a realçar a situação de refugiados no mundo.

De forma lúdica e poética, o coletivo O Bonde retrata a situação de abandono e ausência de condições básicas de sobrevivência a que muitas crianças são submetidas, sobretudo as negras, no processo de imigração em massa de africanos para o continente europeu. Este é o ponto de partida para a construção do espetáculo baseado no texto homônimo da dramaturga, cronista e roteirista negra Maria Shu.

Para o diretor Ícaro Rodrigues o que mais chama a atenção é a forma como o garoto enfrenta suas dificuldades. “O Abou é um grande guerreiro que lida com a pobreza, com a fome e com a condição de refugiado, mas encontra forças para ressignificar a realidade em que está inserido.

A partir de uma pesquisa afrocentrada e inspirados nos contadores de histórias africanos, os griots, o elenco conta a trajetória de Abou e sua família. Os atores não fingem ser a criança, são narradores do processo migratório e da forma como a vida dele dialoga com as realidades de tantas crianças das periferias brasileiras.

A cenografia, assinada por Eliseu Weide, traz uma parede de malas que “inicialmente revela a savana, o espaço onde Abou morava, a África. Com o passar do tempo elas vão se fechando e vem a viagem. Tudo sai de dentro delas simbolizando a memória de Abou, ao mesmo tempo em que essas malas representam o alto número de refugiados”.

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Quando eu morrer, vou contar tudo a Deus

Com coletivo O Bonde

SESC Vila Mariana – Teatro Antunes Filho (R. Pelotas, 141 – Vila Mariana, São Paulo)

Duração 70 minutos

29/02

Sábado – 16h

$20 ($6 credencial plena / grátis até 12 anos)

Classificação Livre

O NÁUFRAGO

Lançado no Brasil pela Companhia das Letras em 1996, foi um enorme sucesso de vendas, e mesmo com uma segunda edição em 2006, encontra-se esgotado nos catálogos das livrarias, transformando-se na obra mais conhecida e vendida do autor. O romance foi adaptado para teatro por William Pereira, para um elenco de dois atores, Luciano Chirolli e Dagoberto Feliz.

William queria muito trabalhar com Dagoberto e Chirolli nesta montagem, o talento e experiência destes dois atores foram essenciais na decisão do diretor. Luciano Chirolli e William Pereira fizeram USP na década de 80. William na ECA e Chirolli na EAD. “Eu dirigi muitas obras em que ele atuava, enquanto estávamos na faculdade, e sempre quis voltar a trabalhar com este excelente ator, Náufrago é a oportunidade perfeita. Dagoberto Feliz, além do grande ator, músico e diretor que é, tem muita intimidade com o piano, o que contribuirá bastante para a encenação” comenta William.

Sinopse

Em uma prosa convulsiva e exasperada, a história de três exímios estudantes de piano, um dos quais teve sua vida aniquilada a partir do momento em que ouviu Glenn Gould, um dos outros três, tocar as Variações Goldberg, de Bach.

Sobre a encenação

O grande desafio na transposição de uma obra literária para a cena é criar teatralidade para que o espetáculo não se transforme somente em um ator narrando fatos, uma leitura dramática. No espetáculo “O Náufrago” essa narrativa que no romance é feita por um único personagem, é realizada por dois atores. O protagonista/Narrador (Luciano Chirolli) e Wertheimer (Dagoberto Feliz), o personagem que é citado durante toda a obra e é um alter-ego, uma sombra daquele que conta a história e está sempre em um segundo plano, atrás de uma tela transparente, sobre os destroços de um piano de cauda, que surge e desaparece como em um grande corte cinematográfico.

Em cena, William propõe dois planos: memória e tempo presente, estes planos vão se fundindo ao longo do espetáculo e os limites entre lembrança e realidade se rompem. “Eu trabalhei para que a densidade do texto esteja emoldurada por uma dramaticidade visceral, sinto como se em vez de dirigir, eu estivesse regendo, inclusive pedi ao atores que chegassem no primeiro dia de ensaio com os textos completamente decorados, para que eu pudesse reger as pausas, o ritmo, os volumes e os tempos, já que o grande foco nesta peça é a palavra, o texto”, completa o diretor.

A trilha sonora é o terceiro personagem. Um contraponto entre a genialidade da execução de Glenn Gould e a interpretação medíocre de Wertheimer em seus últimos dias.

Os figurinos e o cenário também são assinados pelo diretor William Pereira, a luz é de Caetano Vilela, que desenvolve grandes parcerias artísticas com o diretor há mais de 20 anos, e a direção de produção é de Leopoldo de Leo Jr, com quem William Pereira faz parceria desde 2001, além de serem sócios na LNW Produções Artísticas desde 2009. A produtora é uma sociedade entre Leopoldo, William e o dramaturgo e diretor Newton Moreno.

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O Náufrago

Com Luciano Chirolli e Dagoberto Feliz

SESC Bom Retiro (Alameda Nothmann, 185 – Campos Elíseos, São Paulo)

Duração 80 minutos

07/03 a 12/04

Sexta e Sábado – 21h, Domingo – 18h (não haverá sessão 10/04)

$40 ($12 credencial plena)

Classificação 14 anos

Obs: a sessão do dia 3/4 contará com Tradução em Libras e Audiodescrição

FILOMENA 25 ANOS DE PELEJA

Gorete Milagres faz única apresentação de seu espetáculo “FILOMENA 25 anos de Peleja”. O solo celebra os 25 anos de sucesso de sua famosa criação, já entre as maiores personagens de humor do Brasil. 

No espetáculo são retratados os melhores causos vividos em todos estes  anos. A direção é de Ana Kutner. “Optamos pelo formato stand-up por entender que Filomena precisa estar não só em teatros, mas em praças, bibliotecas, museus e escolas contando suas histórias, emocionando e retratando o Brasil de todos nós”, fala Kutner.

FILOMENA, ou melhor, FILÓ,  é o retrato da população brasileira com suas lutas, conquistas, afetos, encontros, criatividade, amor, humor, amizade e solidariedade. Graças ao seu perfil popular a personagem alcançou um público de todas as idades e classes sociais. Ela estreou em Belo Horizonte em maio de 1994 e chegou a televisão em 1997 e a identificação foi imediata junto ao povo brasileiro. O sucesso nacional foi imediato.

Esperta como ela só e com traços de anti-herói nacional, a mineirinha saiu da roça rumo à cidade trabalhou como empregada doméstica, faxineira e governanta. Acompanhando as mudanças sociais e percebendo a escassez de empregados domésticos no mercado ela abriu a sua própria agência de domésticas, a “FilóDaEmprego.com”, que depois virou o aplicativo de celular “Diaristas”.

FILOMENA protagoniza uma visão crítica de duas classes: a da empregada doméstica que agora quer ter empregada e deixar de ser doméstica para virar balconista, atendente, recepcionista, etc. e a da patroa que se vê obrigada a pegar no batente e que, muitas vezes, rejeita as melhorias impostas pelas leis trabalhistas a essa classe tão desprestigiada.

“FILOMENA 25 anos de Peleja” mostra estas transformações da personagem nos últimos anos até chegar aos dias atuais, em que, devido à crise enfrentada pelo país, Filó retorna à sua peleja como faxineira, diarista e vendedora. Como todos os brasileiros, ela não perde a fé em um futuro melhor e vai à luta em busca de oportunidades. 

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“Filomena 25 anos de peleja”

Com Gorete Milagres

Teatro Gazeta (Av. Paulista, 900 – Bela Vista, São Paulo)

Duração 90 minutos

28/03

Sábado – 18h

$60

Classificação Livre

AQUILO QUE ACONTECE ENTRE NASCER E MORRER

Diante da vida, como lidar com a morte? Diante da morte, como lidar com a vida? Partindo destas questões, surgidas a partir da morte trágica de seus pais num acidente de trânsito, que o diretor e ator Fabricio Moser iniciou uma pesquisa artística que resultou no espetáculo “Aquilo que acontece entre nascer e morrer” que, após uma temporada de sucesso, volta em cartaz de 7 a 29 de março na Casa 136, em Laranjeiras.

A dramaturgia da peça toma como parâmetros dramáticos os verbos nascer e morrer, com base nas experiências autobiográficas do artista e do público. Com uma atmosfera artesanal, Fabricio articula todos os elementos da encenação — luz, som e projeção — e convida o público a conhecer sua história como se estivesse na sala de casa, entre abajures, caixas com objetos pessoais e os quadros que ele pinta. Para conduzir a narrativa documental, a atuação aposta no cruzamento de diferentes linguagens artísticas, transitando entre a performance, a contação de histórias, a dança e o audiovisual. O trabalho é fruto do encontro do ator e diretor com artistas de diversas áreas, como Cassiana Lima Cardoso, Gabriel Morais, Gabriela Lírio, Ricardo Martins, Silvana Rocco e Tato Teixeira.

Em determinados momentos da peça, motivada pelas questões que sustentam o espetáculo, a plateia é convidada a dividir suas experiências. Em cena, Fabricio coloca no horizonte da criação artística as vozes do passado, do presente e do futuro, entre memórias e variados documentos. Artista e plateia são confrontados a buscar, por meio do teatro, a força dramática da vida numa tentativa de assegurar um sentido à jornada humana.

Acredito que o teatro é um espaço onde podemos transformar nossos dramas pessoais em experiências coletivas de aprendizado e assim descobrir, através dele e a cada novo encontro entre artista e público, um pouco mais sobre a natureza e o sentido da vida, com toda a poesia e toda a crueldade que ela tem”, analisa Fabricio. “A cena, o instante que nos é dado de presente através do encontro proporcionado pelo teatro se torna, então, um espaço fértil para evocar o passado e fortalecer a nossa caminhada em direção ao futuro”, acredita.

Cada apresentação de “Aquilo que acontece entre nascer e morrer” provoca no público uma sensação particular e, com isso, uma resposta diferente às perguntas colocadas pela peça. Para o artista, o teatro existe por meio desse risco e das relações de troca: ele nasce da presença e sobrevive através do encontro, da interação e do conhecimento que pode ser adquirido com ele.

Se morrer e nascer são os verbos que delimitam aquilo que entendemos por vida e a vida é uma sucessão de nascimentos e mortes, o teatro, que nasce e morre diante dos nossos olhos a cada vez que acontece, pode ser compreendido como um grande ritual de passagem, em que viver pode ser um limite”, acredita. “O desejo é proporcionar um espaço de experiência significativa tanto para o público quanto para mim. Essa me parece a melhor forma de aprender sobre a vida – e investigar o sentido dela, no teatro, é uma inclinação dos meus trabalhos artísticos”, defende.

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Aquilo que acontece entre nascer e morrer

Com Fabrício Moser

Casa 136 (Rua Ipiranga 136, Laranjeiras – Rio de Janeiro)

Duração 60 minutos

07 a 29/03

Sábado e Domingo – 20h

$ Contribuição Voluntária

Classificação 16 anos

AO VIVO

O espetáculo AO VIVO é composto por textos curtos de Bruna Pligher, Carla Kinzo, Lucas Mayor e Marcos Gomes que se relacionam com o universo dos programas televisivos. A peça estreia no dia 3 de março no VIGA Espaço Cênico, onde segue em cartaz até 1º de abril. As apresentações acontecem às terças e quartas, às 21h.

Dirigida por Lucas Mayor e Marcos Gomes, que pesquisam as cenas curtas em seu núcleo no Cemitério de Automóveis, a peça reúne quatro situações independentes unidas apenas pelo universo da televisão. “Temos investigado há algum tempo a questão das formas breves nas narrativas. E nossos trabalhos nesse tempo, por vezes, tem sido convidar outros dramaturgos para escrever conosco cenas ligadas por algum tipo de temática. Na nossa oficina de dramaturgia, pensamos a estrutura do conto para a concepção de uma peça”, revela Mayor.

Em “Não foi isso que eu quis dizer”, o autor Marcos Gomes narra uma entrevista ao vivo conduzida por uma jornalista com a dramaturga de uma peça polêmica, que tem sido bastante atacada nas redes sociais. As duas começam a conversar em clima ameno, mas, aos poucos, a sabatina vai esquentando ao tratar de temas como o fazer artístico nos tempos atuais.

Já no texto “Ninguém me conhece tão bem”, de Lucas Mayor, um casal participa daqueles programas de relacionamento nos quais os casados devem provar que conhecem bem seu/sua companheiro(a). Claudio e Fátima não conseguem ouvir o que o outro está respondendo e a apresentadora gera uma enorme confusão com as suas perguntas.

Uma repórter investigativa não consegue se desligar do trabalho em “Plantão”, de Carla Kinzo. A cena narra a conversa dessa profissional com sua analista em uma sessão de psicanálise. A jornalista tenta a todo custo ter o controle daquela “entrevista”.

Finalmente, em “Trem Louco”, de Bruna Pligher, um casal, que já está junto há bastante tempo, participa de um programa de entrevistas sobre casamentos bem-sucedidos. As perguntas da apresentadora e as reações dos espectadores pela internet podem colocar essa relação à prova, sobretudo quando o tema da conversa é a traição.

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Ao Vivo

Com Andrea Tedesco, Antoniela Canto, Daniela Schitini, Monalisa Vasconcelos, Rodrigo Sanches e Walter Figueiredo

Viga Espaço Cênico (Rua Capote Valente, 1.323, Pinheiros, São Paulo)

Duração 60 minutos

03/03 a 01/04

Terça e Quarta – 21h

$40

Classificação 16 anos

DEVE SER DO CARALHO O CARNAVAL EM BONIFÁCIO

O Teatro Cemitério de Automóveis apresenta o espetáculo Deve Ser do Caralho o Carnaval em Bonifácio, texto que Mário Bortolotto considera um de seus trabalhos que mais se aproxima da obra do saudoso Plínio Marcos (1935-1999), uma de suas maiores influências. A peça estreia no dia 28 de fevereiro e segue em cartaz até 27 de março, com sessões às sextas-feiras, às 21h.

Bortolotto conta que escreveu a peça a convite de Renato Borghi. “Em 2002, ele estava organizando a Mostra de Dramaturgia Contemporânea no Teatro do SESI junto com o Elcio Nogueira, a Luah Guimarães e a Débora Duboc. Eles convidaram 15 dramaturgos para escreverem 15 peças curtas e eu fui um dos convidados. Fiquei pensando no que eu poderia escrever para eles e me veio a ideia desses personagens ‘perdedores’, lado b da sociedade. Foi uma montagem muito maneira sob a direção do meu Mestre Fauzi Arap. Aí, um tempo depois eu dirigi a minha própria versão”, revela.

Justamente por conta dos personagens, da ambientação e da temática. Tem tudo a ver com as primeiras peças do Plínio Marcos. Quando estava escrevendo e já sabendo que teria direção do Fauzi Arap, pensava muito no Plínio. Queria uma peça que remetesse ao universo dele. Acho que ficou muito próximo do que ele faria se tivesse trabalhando com esses mesmos personagens”, acrescenta o dramaturgo.

A trama gira em torno de Bel, uma garota de programa que começa um caso promissor com um francês que quer levá-la para viver com ele na Europa. Elcio, o irmão de Bel, vislumbra a oportunidade de sua vida de conseguir sair do Brasil e fugir da situação miserável em que se encontra tendo que se sustentar como michê.

São três personagens sem nenhuma perspectiva de vida. A garota faz programas. O Irmão dela é michê o melhor amigo deles é um “homem placa”, um desses caras que passam os dias com placas penduradas no pescoço com algum tipo de indicação para empreendimentos imobiliários, oculistas ou empregos. Quer dizer, um tipo de exemplares perdedores como são, aliás, os personagens das primeiras peças do Plínio. Eles evidentemente vislumbram uma vida melhor e se agarram a qualquer possibilidade que apareça para tirá-los de suas vidas miseráveis. Então, quando a garota descola um francês medianamente abastado e que promete levá-la para a terra dele, os outros dois só pensam em colar na banca dela. Acho que esses personagens são sempre atuais em um país com alto índice de miséria como o nosso”, comenta o autor sobre essas figuras.

Sobre sua direção, Bortolotto conta: “É uma peça realista. Não há muitos segredos. Faço um trabalho de direção de ator mais especificamente. O mais importante é sempre o ator servindo ao texto, é claro. Mas o ator em primeiro lugar, já que o texto também está lá para servir a ele. Então, a minha preocupação é sempre com o ator para que ele compreenda todas as intenções e sub intenções que o texto oferece e que possa com isso fazer um bom trabalho”.

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Deve Ser do Caralho o Carnaval em Bonifácio

Com Gabriela Fortanell, Rodrigo Cordeiro e Walter Figueiredo

Teatro Cemitério de Automóveis (Rua Frei Caneca, 384 – Consolação, São Paulo)

Duração 45 minutos

28/02 a 27/03

Sexta – 21h

$40

Classificação 16 anos

GRACIAS A LA VIDA OU OS ÚLTIMOS DIAS DE SOLIDÃO DE ROBINSON CRUSOÉ

Livremente inspirado na obra de Jérôme Savary, na cultura latina e na célebre Violeta Parra, o espetáculo Gracias a La Vida ou Os Últimos Dias de Solidão de Robinson Crusoé estreia no dia 6 de março, sexta, no Teatro Nair Bello, às 21 horas.

A montagem é uma realização da Escola de Atores Wolf Maya, com adaptação e direção de Kleber Montanheiro, tendo no elenco alunos formandos da turma M6A da Escola. A temporada vai até o dia 15 de março com sessões às sextas-feiras e aos sábados, às 21 horas, e aos domingos, às 19 horas.

A peça é uma epifania lítero-carnavalizada circense, que conta a história de um homem que, após um naufrágio, consegue chegar a uma ilha deserta próxima, onde vive em profunda solidão. A lenda diz que esse homem existiu e a ilha se localiza no Chile. Ela foi primeiramente nomeada Santa Cecilia pelo seu descobridor, o capitão espanhol que ali chegou, oficialmente, em 22 de novembro de 1574. Numa época desconhecida, foi também chamada pelo nome do seu descobridor e, mais recentemente, por Más a Tierra (ou “Mais Próxima de Terra”).

 O marinheiro escocês Alexander Selkirk permaneceu ali solitário por mais de quatro anos. Os relatos do navegante teriam dado vida a Robinson Crusoé, famoso personagem do livro homônimo de Daniel Defoe. A ilha tornou-se famosa por causa dessa história e, em 1966, o governo chileno deu-lhe o nome da personagem. O romance foi, originalmente, publicado em 1719, no Reino Unido, em forma de folhetim no The Daily Post, sendo o primeiro romance-folhetim da história. A obra é uma autobiografia fictícia da personagem-título, que passou 28 anos em uma remota ilha tropical próxima a Trinidad, refletindo sobre ética e moral, enfrentando canibais, cativos e revoltosos, antes de ser resgatado.

A adaptação para os palcos por Jérôme Savary foi feita no início da década de 1970. O trabalho desse diretor e ator de teatro argentino-françês democratizou e ampliou o apelo do teatro musical na França, reunindo e misturando gêneros como ópera, opereta e comédia musical. Foi com a Compagnie Jérôme Savary – que evoluiu para Le Grand Magic Circus e, finalmente, para Le Grand Magic Circus et Ses Animaux Tristes – que Savary encontrou o teatro de variedades, o circo-teatro e a linguagem burlesca.

Gracias a La Vida ou Os Últimos Dias de Solidão de Robinson Crusoé faz um paralelo com a atualidade – debochada, feroz e crítica, nessa montagem, adaptada e aproximada ao Brasil de nossos dias pelo diretor Kleber Montanheiro.

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Gracias a La Vida ou Os Últimos Dias de Solidão de Robinson Crusoé

Com Bia Méll, Carol Lazarin, Catharina Viezzer, Edu Queiroz, Fernanda Novoa, Flávio Macch, Gonçalo Segre, Hiago Trindade, Letícia Nerak, Luana Pessi, Lucas Lorca, Nathi Oliveira, Raffah Beletti, Raissa Abreu, Ramon Fischer, Ricardo Paiva, Sabrina Nask, Sarah Angelis, Vic Baccarelli e Vinicius Fontana

Teatro Nair Bello – Shopping Frei Caneca (R. Frei Caneca, 569 – Consolação, São Paulo)

Duração 90 minutos

06 a 15/03

Sexta e Sábado – 21h, Domingo – 19h

$30

Classificação 12 anos